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Procrastinar Também é Viver

Blogue sobre trivialidades, actualidades e outras nulidades.

Procrastinar Também é Viver

Blogue sobre trivialidades, actualidades e outras nulidades.

Lisboa com chuva

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É uma desolação, Lisboa com chuva. Esta cidade que, por norma, se apresenta sempre solarenga, com o céu cor de Tejo... Só apetece hibernar. Quando vivia em Banguecoque, havia meses em que chovia todos os dias, mas raramente me sentia tão vazia e com tão pouca energia quanto me sinto quando chove aqui em Portugal. Ainda por cima, está frio. Felizmente, já me voltei a habituar ao Inverno português, depois de ano e meio quase seguido de Verão eterno. Sinto-me três vezes mais infeliz, ou três vezes menos feliz, quando vejo as calçadas alagadas e as esplanadas vazias. Dá vontade de gritar o quão injusto é ver Lisboa assim. Espero que os santos meteorológicos tenham piedade de mim e do meu desconsolo, ao ver-me debaixo dum céu cinzento e escrava de chapéus-de-chuva.

 

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Dispenso

Dispenso pessoas que (me) arregalam os olhos enquanto falam.

Dispenso pessoas que chamam as outras, subrepticiamente, de ignorantes.

Dispenso pessoas que acham que a sua área de estudos é a melhor, a mais bonita, a mais sublime, a mais interessante - enfim, o suprassumo.

Dispenso pessoas que, em vez de (me) explicarem do que raio é que estão a falar, fazem uma chuva-de-ideias com vários conceitos e, logo a seguir, sem nenhuma conclusão retirada, (me) devolvem a pergunta, qual batata quente.

Dispenso pessoas que, em vez de (me) explicarem do que raio é que estão a falar, me mandam ler o livro X do autor Y (como se eu já não tivesse leituras obrigatórias suficientes até ao fim do ano).

 

Sumariamente, dispenso a minha professora de C&S. Obrigada, podem ficar com ela (e com as suas famosas lições de etimologia e mitologia grega e latina). Talvez eu deva realmente seguir o seu sapientíssimo conselho e ler os livros que se farta de recomendar... durante as quatro horas semanais supostamente destinadas às aulas! Porque, lá no fundo, até sou capaz de aprender mais qualquer coisita que não seja as minhas respostas (e as de todos os meus colegas) serem demasiado abstractas e gerais e imperceptíveis e tal e cenas.

 

 

Ah, e também dispenso esta chuvinha molha-parvos-e-destrói-colunas-vertebrais.

E gente trajada.

O que é demais enjoa.

Lluvia, ¿porqué no te vas?

Hoje, iniciei a minha rotina matinal, às 6h da manhã, analisando a roupa que escolhi ontem para vestir. Não servia - demasiado fresca e permeável. Troquei de conjunto. E outra vez. E outra. E outra. Depois veio o drama dos sapatos. Que sapatos??? Ténis, pensei. Haveria de ser a escolha mais sensata, dada a carga de água que caía lá fora e as poças que fazia. Porém, à custa destas "escolhas sensatas", passei um calor dos diabos durante todo o dia e, mesmo agora, a circulação dos meus pés ainda não regressou ao seu estado normal (morre, meia-estação, morre!).

Como uma desgraça não vem só, o chapéu-de-chuva que a minha tia me emprestou estava, afinal, avariado e os ex.mos senhores automobilistas juntaram-se à conspiração e decidiram que as passadeiras à saída do Metro da Cidade Univerisitária só servem para enfeitar. O quê??? Uma mocita aflita, em pleno confronto com um chapéu-de-chuva defeituoso, com uma mochila e uma lancheira enormes e pesadíssimas às costas??? 'Bora mas é fazer-nos à estrada, que pelo menos o pessoal vai aqui dentro do carro e a chuva é para os parvos. Escusado será mencionar o estado em que cheguei à faculdade.

Por fim (não finalmente, que nem dez horas da manhã eram), a seguir à aula de Espanhol, chegou o meu salvador (uma salva de palmas para os namorados atenciosos!), que respondeu ao meu apelo de socorro e me levou UM CHAPÉU-DE-CHUVA DECENTE. AAAH!!! E é de frisar que, apesar de quase ter sido derrubada por várias rajadas de vento ao longo do resto do dia, NUNCA MAIS VOLTOU A CHOVER, CANECO.

Com isto, apenas quero concluir que gosto muito de chuva, mas só quando me encontro sã e salva debaixo do tecto da minha rica casinha, a ouvi-la cair no telhado e nada mais.

como um cão molhado

Hoje, choveu a potes. Ou a cântaros. Ou a barris.


Choveu tanto que cheguei a casa a cheirar a cão molhado, com o cabelo a sofrer a miséria da humidade, ondulado tornado encaracolado, franja escorrida, corpo esfriado a precisar de ir à máquina de secar a 160ºC e um sono de tartaruga. Pensei estar a chocar alguma. Afinal, acho que não, felizmente.


Mas ninguém que goste da chuva como eu gosto merece levar com toda a sua fúria em cima! Já me chega o frio de enregelar fornos, obrigadinha!

como um cão molhado

Hoje, choveu a potes. Ou a cântaros. Ou a barris.

Choveu tanto que cheguei a casa a cheirar a cão molhado, com o cabelo a sofrer a miséria da humidade, ondulado tornado encaracolado, franja escorrida, corpo esfriado a precisar de ir à máquina de secar a 160ºC e um sono de tartaruga. Pensei estar a chocar alguma. Afinal, acho que não, felizmente.

Mas ninguém que goste da chuva como eu gosto merece levar com toda a sua fúria em cima! Já me chega o frio de enregelar fornos, obrigadinha!