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Procrastinar Também é Viver

Blogue sobre trivialidades, actualidades e outras nulidades.

Procrastinar Também é Viver

Blogue sobre trivialidades, actualidades e outras nulidades.

Como é que os professores se querem, como é?

Finalmente, chegou a altura do Verão de que eu tanto gosto: aquela em que saem os horários da faculdade. Sim, é um alívio ter uma ideia do que me espera nos próximos nove meses. E, pela primeira vez, informei-me como deve ser acerca de que cadeiras devo escolher, quais os melhores horários, dependendo dos professores que as dão. Para isso, os grupos de alunos no Facebook são excelentes. Por outro lado, são terríveis. As opiniões acabam sempre por sê-lo, apenas opiniões. Um professor "fixe" para uns pode ser um professor a evitar para outros. No meu caso, adorei ser aluna de uma das professoras mais temidas do meu curso, logo no 1º semestre do 1º ano. Todos me garantiram que não ia sobreviver e, no entanto, acabei a cadeira com 16 valores, enquanto a taxa de chumbos não foi assim tãããão alta. Também há sempre mitos, é claro. Alunos cujas visões são diferentes do que um bom professor, uma boa aula e a facilidade a atingir boas notas podem induzir-se em erro uns aos outros.

No entanto, quando hoje pedi informações acerca de um professor em particular, de quem comecei a ler algumas opiniões negativas, quando perguntei se era assim tão mauzinho quanto o pintavam, a primeira resposta que obtive foi, passo a citar, "o XXXXXX é só o professor mais apanascado da faculdade inteira". Gente deste planeta, quero lá saber da vida pessoal e da tendência sexual dos meus professores. Aliás, é algo que prefiro evitar, porque se eles se metessem na minha eu também me importaria. E também me estou nas tintas se falam abichanado - extremamente feliz ficaria eu se o problema de muitos fosse só esse. Eu quero é saber se vale a pena apostar neles como profissionais, se me ensinarão qualquer coisa, se nem sequer têm personalidade como alguns que já me calharam na rifa e de que já ouvi falar, se têm a capacidade de olhar para os alunos sem os subestimar e se são justos no momento de atribuir notas. No final, acabei mesmo por apostar neste professor em causa, cujo currículo académico e bem impressionante e cuja cadeira me parece mais do que adequada aos meus objectivos escolares e profissionais. 

Após algumas horas e publicações nos grupos de Facebook também concluí que o indivíduo em questão (não o professor, o verdadeiro apanascado desta história que suponho ser meu colega) deve ser apenas demente, o estereótipo de tapadinho, vida loka, muito rebelde. À parte de não ter sido capaz de falar bem de UM SÓ professor a qualquer colega nosso que tivesse solicitado informações, ainda foi capaz de denegrir imensos professores com quem cheguei a ter aulas e que - surpresa! - até pertencem àquele grupo respeitado pelos alunos, pelo seu profissionalismo, disponibilidade, acessibilidade e tudo isso que se procura num professor (podia ser impressão minha, mas não, esses professores são mesmo uns bacanos).

Deste modo, caríssimos... Nunca confiem a 100% no que se diz acerca de seja quem for. Professores, amigos, amigos de amigos, colegas, vizinhos do lado, celebridades - há sempre outro lado da história. Em caso de dúvida, procurem segundas, terceiras e quartas opiniões! Lembrem-se sempre que opiniões são... Isso mesmo. Opiniões.

É caso para dizer: OH MEU DEUS!

Na aula de Cultura e Sociedade, acerca das identidades complexas...

 

Eu: Apesar de ser metade portuguesa e metade asiática, sinto-me mais portuguesa do que asiática.

Um colega: Se não for indiscrição, podes dizer-nos de onde é que és?

Eu: Sou portuguesa, mas a minha mãe é filipina e a minha avó era chinesa.

O outro colega: Ai, eu adoro os filipinos, são tão católicos!

O meu baile de finalistas descrito em 624 palavras

Amanhã é o dia do meu baile de finalistas. Já tenho o vestido desde as férias da Páscoa e os sapatos desde a sexta-feira passada (ao fim duma volta inteira ao Almada Fórum e um namorado a morrer de fome). Portanto, não há naaaaaada a correr mal. Excepto TUDO.

Passo a explicar… Quase nenhuma turma finalista de relaciona com as outras, excepto algumas pessoas. Por vezes, nem dentro das próprias turmas nos suportamos. No entanto, um baile teve de ser organizado, nem que as vacas parissem cães. Tal processo foi muito complicado, mas foi possível (organizar o dito evento, não modificar as crias de um qualquer animal). Depois de muitas discussões virtualmente acesas num grupo de Facebook criado para o efeito, muitas indirectas, muita raiva, dúvida e revolta, amanhã haverá um baile. O maior problema desta situação foi TODA a gente querer fazer parte de TODA a santa decisão, desde a cor das cadeiras até ao conteúdo das entradas e dos aperitivos, instalando-se a discórdia de forma permanente, apesar de quase ninguém se ter lembrado de começar a mexer o traseiro até meia dúzia de alminhas ter acordado para vida (eu e mais algumas colegas, haja paciência!), já a meio do 2ª período.

Portanto, uma vez que eu nem sequer travei grandes amizades neste secundário - e as que travei ou deram para o torto ou simplesmente esmoreceram – o grupo de pessoas com quem poderei, eventualmente, conversar durante o jantar, será bastante restrito. Contam-se pelos dedos. A Cara de Panqueca também dará o ar de sua presença (ai dela…!) e poderá, quem sabe, contribuir para uma noite mais bem passada. De resto, prevejo que alguém dê em criar desacatos e em andar à pancada (pelo menos, aquela que o fato de 348658675876895€ lhe permitir), que alguém barafuste porque não gosta do menu oferecido (até poderei ser eu), que vai haver muita gente a chorar falsas lágrimas de crocodilo (já vi esse filme no baile do 9º ano) e problemas técnicos no que toca a passar vídeos e imagens das turmas, etc e tal. Já estou a ver a cena!

Para entretenimento das massas, o senhor meu namorado e outro amigo nosso irão espalhar o caos com atrofianço q.b.. Eu teria cuidado! Só ontem, aterrorizaram três ex-colegas em apenas uma hora através dos seus poderes de manipulação psicológica e de retórica, recorrendo a um método corriqueiramente denominado de “atirar/mandar bocas”. Não confundam com bullying, pois este é um método totalmente inofensivo baseado em gritar publicamente falácias sobre a vítima, falácias essas em que ela acaba a acreditar. Serve o barrete a quem lhe aprouver (e até é bem feito para certas pessoas, se querem que vos diga…).

Pessoalmente, os meus objectivos para a noite são divertir-me com os meus dear fellows, ser eleita rainha (ei, até estou nomeada!, mas isso não vai acontecer, uma vez que a concorrência tem maiores rabos e pares de mamas), ser eleita outra coisa qualquer através das categorias alternativas que eu e uma colega de Artes decidimos criar (votem na Beatriz e no Ricardo para Melhor Par de Jarras!) e, sumariamente, exibir os meus sapatos espampanantes e o vestido curto que me realça as ancas recém-obtidas graças a essa coisa da puberdade, tal como as minhas pernas compridas e não celulíticas.

Eu sei que pareço muito fútil a contar-vos sobre isto, mas um dia não são dias e eu sou uma gaja, e o que é que uma gaja faz?, uma gaja avalia mentalmente todas as outras gajas e espera obter boas avaliações de volta, mesmo que nunca as venha a saber. Portanto, tenham lá paciência, que isto é sol de pouca dura e no sábado eu já regresso ao meu estado normal de bicho dos livros e sonsa pseudo-intelectual.

Olha, eu conheço-te! *runs away*

Se há coisas tenebrosas neste mundo, uma delas tem de ser, obrigatoriamente, encontrar alguém conhecido, seja onde for. Odeio esta situação desde que me lembro de conhecer pessoas. A minha actual especialidade é dar de caras com antigos colegas em supermercados ou estações de comboio. Porquê eu? Porquê?! Detesto conversas de circunstância, sorrisos forçados, beijinhos que não se querem dar, as perguntas habituais ("que é feito de ti?"/"que curso vais seguir?"), o embaraço, o nosso aspecto que nesses dias NUNCA é o melhor, a vaidade, a pressa para fugir... Se quiséssemos realmente conversar, bastava-nos enviar uma mensagem pelo Facebook... Dah! Alguém me saberá explicar por que é que é considerado "boa educação" cumprimentar toda a pessoa minimamente conhecida quando a vemos?  Enfim, lagarto, lagarto, lagarto!
E, já sabem, se forem antigos colegas meus (principalmente os do colégio) e estiverem a ler isto, acenem-me apenas de longe quando me virem, não venham ter comigo, não cumprimentem a minha avó nem ninguém que esteja ao pé de mim, e guardemos tudo o que seria tempo e palavras desperdiçadas. Ambos sabemos que ficará toda a gente a ganhar com isso...!

querida C.,

   Da próxima vez que falares sobre o teu cabelo em dias de nevoeiro, sobre como ele supostamente fica todo frisado com a humidade e... ai!, que drama, o que hás-de fazer com ele?, assegura-te de que eu estou bem longe de ti, ou a hipótese de te pontapear, esmurrar, sufocar e torturar - verbal e fisicamente, claro - tornar-se-á uma hipótese bastante tentadora para a minha pessoa. Tais consequências também se aplicam aos teus ataques de histerismo, pseudo-sabichonisse ou gritos desnecessariamente agudos e altos, quando, por exemplo, uma simples lagarta dos pinheiros cai do tecto e aterra no meu estojo.


   Quem te avisa, tua amiga é - ou simplesmente procura a paz no mundo.


 


Com muito ódio e irritação,


Beatriz