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Procrastinar Também é Viver

Blogue sobre trivialidades, actualidades e outras nulidades.

Procrastinar Também é Viver

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O terror dos nossos dias

Já não me chegam as maratonas de oito e dez horas de aulas às terças e quintas-feiras, não me chega ir trabalhar dia sim, dia não, não me chega o calor de sauna que faz dentro das salas da FLUL (mesmo antes das oito da manhã) e ainda tenho de aguentar com os transportes públicos! Eh pá, pronto, em Julho e Agosto aguentou-se a situação - o pessoal andava em férias e a afluência nos autocarros, nos comboios e no metro foi menor - mas a partir da segunda semana de Setembro deixei praticamente de poder mexer um músculo mal entro nos ditos cujos. No autocarro, tenho sempre de ir em pé. No comboio, é o salve-se quem conseguir chegar primeiro e puder arranjar um lugar a correr. No metro, como saio logo na estação seguinte, limito-me a encostar-me à parede e acabou. Chego a levar noventa minutos de viagem, caneco! É obra! (Fora o tempo que gasto à espera que os transportes cheguem.)

Eu nem sou das pessoas mais refilonas quanto ao assunto em questão, consigo viver pacificamente com esta mágoa que me afecta o sistema nervoso no meu dia-a-dia, mas hoje tive de passar vinte minutos do meu regresso a casa sentada nas escadas do comboio, toda encolhidinha e conformada com a minha sorte de não ser uma das outras pessoas que me esmagavam e que tinham de ir em pé.

Fertagus... why do you do this to me? Why do you do this to us?

Poucaterra um caraças!

Como assídua utilizadora das suas infraestruturas, venho por este meio evidenciar o ultraje que sinto pela falta de tacto dos Comboios de Portugal na planificação e construção das estações. Ora vejamos: é certo que a estação de Coina (onde passam maioritariamente comboios da Fertagus - aquela ao pé da recta com o mesmo nome, com a fama que vocês já lhe conhecem) é bastante movimentada e, portanto, é legítimo que tenha um café e uma churrasqueira (com esplanada), bem como, porque não?, uma loja de acessórios de moda. Quanto a isso, tudo bem. Mas, agora tentem lá explicar-me, por que raio existe somente um café absurdamente ranhoso na estação de Setúbal, onde só podemos estar à bancada ou em mesas altas, sem cadeiras, e onde estão sempre plantados homens de meia-idade, cada um com um ar mais suspeito do que o anterior (possíveis pedófilos...?), barba por fazer e linguagem futebolística permanente? Afinal, Setúbal é a capital do distrito e uma cidade enorme, enquanto a sua estação de caminhos-de-ferro não só serve a Fertagus, mas também todos os serviços da CP, merecendo umas condições melhorzinhas, não é verdade? (E não se esqueçam de ampliar as casas-de-banho, se não for pedir muito!) 

já é Inverno na Fertagus

Não sei quem foi o cretino que não se lembrou de desligar o ar condicionado a 10ºC nos comboios da Fertagus, mas devo expressar-lhe já o meu desagrado. É que hoje não esteve frio nem nada! E do que o pessoal estava mesmo a precisar era de um esfriamento, porque, afinal de contas, estamos todos desejosos de obter uma desculpa plausível para faltar ao trabalho ou às aulas! Obrigada aí, chefe! Recorde-me se me esquecer da sua prenda de Natal! (Já que, agora, ando numa de agradecer ao mundo inteiro, por tudo e por nada, a torto e a direito.)

já é Inverno na Fertagus

Não sei quem foi o cretino que não se lembrou de desligar o ar condicionado a 10ºC nos comboios da Fertagus, mas devo expressar-lhe já o meu desagrado. É que hoje não esteve frio nem nada! E do que o pessoal estava mesmo a precisar era de um esfriamento, porque, afinal de contas, estamos todos desejosos de obter uma desculpa plausível para faltar ao trabalho ou às aulas! Obrigada aí, chefe! Recorde-me se me esquecer da sua prenda de Natal! (Já que, agora, ando numa de agradecer ao mundo inteiro, por tudo e por nada, a torto e a direito.)