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Procrastinar Também é Viver

Blogue sobre trivialidades, actualidades e outras nulidades.

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Assalto no Parque da Bela Vista

Os Bon Jovi actuaram ontem em Portugal. Os bilhetes custaram entre 59 e 99 euros. Na reportagem do telejornal da SIC, até houve espectadores que disseram ter pago 99€ e que acabaram por ficar ao lado dos que pagaram o bilhete mais barato. Nem sequer o cenário de palco desta digressão (um carro) foi utilizado no Parque da Bela Vista.

 

Hoje, os Bon Jovi actuarão em Espanha, a custo 0.

 

Como assim, a custo 0??? - perguntam vocês.

 

Em Espanha, os bilhetes custam apenas de 14,50€ a 35,50€, ou seja, está incluído apenas o aluguer do espaço, pelo que suponho. Segundo o site da SIC Notícias, "O cantor decidiu abdicar de qualquer verba em virtude da crise económica [!!!] que se vive no país vizinho. Bon Jovi diz que esta é uma maneira de agradecer aos fãs espanhóis os últimos 30 anos de apoio incondicional".


Não nego a existência de uma crise económica em Espanha, porque é óbvio que ela existe, mas será que Portugal está rico e nós nem sequer sabemos??! É que só pode, para os "nossos" bilhetes terem sido tão caros...

Podemos afirmar, deste modo, que os fãs portugueses foram voluntariamente assaltados pela banda multimilionária.

O Bieber baldou-se

O QUÊ?!
O Justin Bieber cancelou um dos dois concertos que viria dar a Portugal?! Repitam lá isso outra vez...
A sério?!
Mas tipo... A SÉRIO??????

C'mon, ele é apenas mais uma estrela adolescente com o rei na barriga. Qual é a surpresa? Até parece que caiu um santo do altar...
Mentalizem-se: não vale a pena adorarem um ídolo musical como se adora um deus, muito menos se ele alega ter 19 anos quando até eu tenho mais barba (diria melhor buço) do que o garoto.
Os artistas só querem saber do dinheirinho deles, das casinhas deles, das famílias deles (quando calha) e da sua imagem pública. Eles estão-se pouco cagando - perdoem-me a expressão - para vocês, que lhes compram os álbuns em versão alargada mal eles são lançados, fazem fila para os seus concertos durante três dias ao frio e à chuva se for preciso, elaboram cartazes com declarações de amor em inglês duvidoso para agitarem no ar durante toda a noite e lhes deixam intermináveis mensagens e comentários no Facebook e no Youtube. Ainda por cima, num país tão "periférico" como Portugal (como é que vocês acham que os americanos nos vêem, ham?), já não é a primeira vez que somos desprezados por suas altezas, os fofuxos da indústria musical.
Portanto, toca a crescer e a gostar de música pela música, porque tem qualidade e merece ser valorizada, não porque vos é vendida a imagem de rapazes adolescentes cheios de maquilhagem e vestidos com swag. Verdadeiro estilo detêm os homens reais que, um dia, vos sustentarem o estômago e a gula, e a esses já vocês são capazes de vir a torcer o nariz.

a ter em conta

Quando organizarem um concerto ou um evento de outro género qualquer, descartem essa ideia de andarem de saltos altos. Olhem que andar de um lado para o outro com eles, toc, toc, toc, é giro... mas dói. Duas horas até se aguentam; à terceira, começam a surgir bolhas; à quarta, já pedem para andar descalças. Eu que o diga. Apesar de já ter chegado a casa há mais de quarenta e cinco minutos, continuo em pleno sofrimento e nem uns chinelinhos turcos consigo aguentar nos pés. Olhem que quem vos avisa, vossa amiga é...




(Estas foram duas das músicas apresentadas no concerto que organizei hoje, na minha escola, com o apoio da Revista Fórum Estudante, de que sou animadora.)