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Procrastinar Também é Viver

Blogue sobre trivialidades, actualidades e outras nulidades.

Procrastinar Também é Viver

Blogue sobre trivialidades, actualidades e outras nulidades.

SALDO: 365 dias

   Há quem pense que planear resoluções de ano novo é uma perda de tempo, porque quase ninguém as consegue cumprir, quando chega a altura. Porque é difícil concentrarmo-nos realmente naquilo que sabemos que nos faz falta ou que devíamos fazer para melhorar a nossa vida. Porque, pelo meio, arranjamos novas resoluções que têm de ser concretizadas no imediato. Porque, porque, porque... Desculpas!

   Pessoalmente, acho que só não se cumprem resoluções porque há falta de força de vontade. Se calhar, estou a generalizar injustamente a minha opinião. Ou, se calhar, não. Sei que cada caso é um caso, mas falo com base na minha experiência de observadora. Cá para mim, se alguém deseja mesmo realizar isto, aquilo ou aqueloutro e até tem um largo período para o fazer – não chegam 365 dias? –, o problema está na motivação. Não me venhas com o teu “não estava destinado”, que as coisas não caem do céu, é preciso pôr mãos à obra, sem esperar que te apareçam à frente, por obra e graça da entidade divina em que acreditas.

   Não digo que, de cento e três resoluções, tenhas de as concretizar todas. O que conta é tentar, mas tentar a sério. Com algum esforço (e sorte, porque não?), ainda hás-de riscar metade da tua lista.

   Conselho: não tomes como resoluções objectivos irreais, acerca dos quais tens a plena noção que dificilmente os conseguirás atingir. Começa pelo mais simples, pelo que é prioritário. Traça somente as linhas gerais daquilo que queres fazer com o novo ano que aí vem, porque ele também traz surpresas, e vais precisar de tempo para as apreciar. Não te sobrecarregues com demasiadas responsabilidades, ou a pressão será insuportável e, a culpa por não teres conseguido aguentar, arrasadora. Confia em ti e trabalha para conseguires superar as dificuldades do dia-a-dia. Talvez, no final, te estejam reservadas as vitórias por que tanto esperaste.

   Feliz ano novo! Aproveita-o!

 

Temos cara de poste de publicidade? Não?! Então, andamento...

Quando comecei a escrever por estas bandas, nunca me passou pela cabeça encher as caixas de comentário de outros blogues com súplicas para que fossem ler o meu. Pessoalmente, sempre achei essa táctica extremamente rude e que ainda acabaria por afastar potenciais leitores. Decidi que seria bem mais ético deixar-lhes comentários simpáticos e oportunos do que lhes impingir deliberada e violentamente o meu produto. Talvez dessa maneira me achassem piada e até considerassem visitar o meu blogue, assim como quem não quer a coisa. E talvez gostassem da experiência e o repetissem - se não gostassem, o problema era meu, não deles. Um pouco de humildade nunca fez mal a ninguém. [Aceitem o meu conselho gratuito.] Por isso é que me dá uma ceninha má, cada vez que se servem do meu blogue como poste de publicidade. E ele nem é famoso, quanto mais se fosse! É inevitável que a desgraça aconteça esporadicamente, portanto nem imagino a caixa de e-mail dos bloggers de maior projecção. Que desastre...! Mas evitem, está bem? Evitem...

 

ESTE É UM BLOGUE SÉRIO!

(tem dias)


À menina e à organização não-sei-das-quantas que têm insistido na sua promoção, não levem a mal, mas ando a apagar todos os vossos comentários. Eu cá, além de não ter queda para poste de publicidade, tão pouco sou a "querida" de alguém e tenho alergia a quem não sabe utilizar vírgulas. Vocês hão-de entender. Passar bem!

a ter em conta

Quando organizarem um concerto ou um evento de outro género qualquer, descartem essa ideia de andarem de saltos altos. Olhem que andar de um lado para o outro com eles, toc, toc, toc, é giro... mas dói. Duas horas até se aguentam; à terceira, começam a surgir bolhas; à quarta, já pedem para andar descalças. Eu que o diga. Apesar de já ter chegado a casa há mais de quarenta e cinco minutos, continuo em pleno sofrimento e nem uns chinelinhos turcos consigo aguentar nos pés. Olhem que quem vos avisa, vossa amiga é...




(Estas foram duas das músicas apresentadas no concerto que organizei hoje, na minha escola, com o apoio da Revista Fórum Estudante, de que sou animadora.)

para os que têm 13 ou 130



Santificado seja este livro e os seus autores! (pronto, não exagereremos...!)



    Recomendo a toda a gente mas, principalmente, àqueles que não se entendem com o sexo oposto. É uma leitura soft, prática e útil. Não considero que seja daqueles livros que só dizem parvoíces ou que tentam fazer uma lavagem cerebral ao leitor, como acontece em muitos livros de "terapia" - este NÃO É um livro de terapia. Encarem-no como um guia. Podem acreditar ou não no que lá está escrito. Podem seguir os seus conselhos ou ignorá-los. Podem, até, achar que não passa de uma data de insultos ao vosso respectivo sexo, sejam homem ou mulher, rapaz ou rapariga. Pois eu fiquei verdadeiramente satisfeita ao aperceber-me que compreendo muito melhor o sexo masculino do que muitas mulheres adultas que conheço.

como se pudéssemos mandar nos sentimentos

   Tu, rapariga, não te apaixones pelo teu amigo engraçado, com carisma, que gosta de testar a tua paciência. Não te apaixones pelo rapaz que te fala sobre outras amigas, nem em como elas são lindas e simpáticas. Evita o que se sente suficientemente à vontade contigo para te contar que está interessado noutra. Evita o conforto. Evita. Foge das conversas vazias e das sensações familiares. Não cedas se não tens a certeza de que os sentimentos dele estão a seguir o mesmo caminho que os teus. Se ele te trata como uma irmã, esquece-o. Já.

a profissão do futuro

Tens dúvidas? - vai ao psicólogo.


Tens problemas? - vai ao psicólogo.


Tens medo do escuro? - vai ao psicólogo.


Tens monstros debaixo da cama? - vai ao psicólogo.


Tens falta de concentração? - vai ao psicólogo.


Tens caspa? - vai ao psicólogo.


Tens mãe, tens pai? - vai ao psicólogo.


Tens problemas amorosos? - vai... ahm... ao MSN, que a Beatriz tenta ajudar-te.

um bom conselho

 


" Tenta ser original na tua obra e tão diligente quanto te seja possível, mas não tenhas medo de te mostrar pateta. Devemos ter liberdade de pensamento e só é um pensador emancipado aquele que não tem medo de escrever patetices. (...) a brevidade é irmã do talento. Lembra-te, a propósito, que declarações de amor, de infidelidades de maridos e esposas, viúvos, órfãs e outras desditas vêm sendo descritas desde há muito.


(...) e o principal é que o pai e a mãe devem comer. Escreve. As moscas purificam o ar e as obras a moral. 


 


A. Chekov, Letters on the Short Story, the Drama and other literary topics