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Procrastinar Também é Viver

Blogue sobre trivialidades, actualidades e outras nulidades.

Procrastinar Também é Viver

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Ir a Paris por 200€ (ou menos) #1

Depois de alguns pedidos e da resposta positiva à sugestão que deixei no fim da publicação "1 semana em Paris!", o prometido é devido e cá nos encontramos para uma partilha de dicas acerca de como viajar sem gastar muito dinheiro. Neste caso, venho contar-vos como consegui ir a Paris por 200€.

Ainda ontem, na aula de Cultura Visual, a minha professora fez uma observação que em tudo é verdadeira: a geração mais nova, aí dos 15 aos 35 anos (se tanto), já faz parte de uma categoria de turistas bem diferente àquela a que pertencem os nossos pais. A nova geração é a dos viajantes backpackers, ou seja, dos turistas de mochila às costas, que querem é viajar e conhecer sítios novos, ainda que sem quaisquer luxos ou comodidades associadas à viagem e estadia. Não é tão verdade? É, sim senhor. Somos a geração low cost, desde a Primark até à Easy Jet, passando pelo Self Discount do Jumbo e pela Hora H da Feira do Livro de Lisboa.

Adiante, que se faz tarde. Seguem-se umas quantas dicas sobre como ir a Paris por 200€ (ou menos)!

Aviso já que o texto será longo - e apenas sobre a viagem de avião e o alojamento, com continuação noutra publicação (alimentação+circular na cidade).

 

Um dia monto uma agência de viagens!

 

1. Reservar um vôo

Em vez de perderem tempo a consultar o site de cada companhia aérea de cada vez, recomendo-vos o Sky Scanner, uma espécie de motor de busca de vôos operados por todas as companhias e mais algumas.

 

 

Como acabar uma relação em 5 passos

Não é que eu seja letrada na matéria (muito pelo contrário, sou melhor a manter relações do que a acabar com elas, até porque nunca tive necessidade de o fazer), mas sou uma observadora exímia da sociedade em geral e vejo-me na obrigação de espalhar o meu conhecimento pelo mundo. Há pérolas que têm de ser partilhadas! Além disso, já toda a gente está farta de conselhos para construir boas relações, para as estimar e blá blá blá, tudo uma lamechice pegada. Temos que inovar, caríssimos!

Assim, estes são alguns passos de que me lembrei serem muito úteis para acabar com uma relação a partir de dentro. Atrevo-me a dizer que, se os seguirem à risca, nem três dias ela vai durar. Depois de aplicadas estas medidas desesperadas (para situações desesperantes) é praticamente garantido que vão acabar solteiros. Mas é que de certeza!

Por isso, se não estão para dar desculpas em forma de falinhas mansas, do género "o problema não és tu, sou eu", nem serem desagradáveis e dizerem qualquer coisa do género "filha, deslarga-me, que eu quero circular e papar outras, que tu és uma sonsa frígida e cada vez que te beijo imagino a minha vizinha Cátia Maria - sim, aquela que é travesti", acreditem nas minhas palavras sábias e ponham os meus conselhos em prática. Antes que seja tarde demais!!!

 

 

1. Controlem o vosso mais-que-tudo (ou direi "um-pouco-mais-que-nada") na vida como se... só o tivessem a ele

Não há quem goste de ser controlado. Provavelmente, nem os extraterrestres devem gostar. Nem os cães. Muito menos os gatos. E desconfio que nem os pinguins vão nessa. Se estão mesmo fartos dessa pessoa e não a aguentam por mais três minutos, peçam-lhe a password do Facebook, do Instagram, do e-mail, o pin do telemóvel, a chave de casa e vasculhem tudo, tendo sempre o cuidado de invadir os perfis, eliminar das listas todos os amigos do sexo oposto (ou do mesmo sexo, dependendo da sua orientação sexual - se for bissexual, o melhor é mesmo eliminar todos) e pegar na lingerie do pai/da mãe que estava no cesto da roupa lavada e perguntar, com um ar escandalizado "ANDAS-ME A TRAIR, É???". Crises de ciumeira são para usar e abusar.

 

2. Por falar em exs, façam muitas comparações

  • Para as meninas...

Se o Hélder tomava esteróides, se calhar tu também o deves fazer. É para teu próprio bem!

Oh Danilo, tens de cortar esse cabelo. O Rui era obcecado pelo cabelo dele, sabias?

  • E para os meninos...

O meu contacto no telemóvel da Gisela tinha 5 arrobas e três asteriscos, mas tu só puseste um coração no teu. Se calhar não gostas tanto de mim como eu pensava... (aqui também entra um bocadinho de chantagem emocional)

A mãe da Liliana era mais gostosa do que a tua. Se as mães fazem as filhas à figura delas, se calhar devia ter ficado com a Liliana.

 

3. Batam-lhe

A violência não costuma ser resposta para nada, mas uns quantos pontapés e caneladas nunca fizeram mal a ninguém, não é? Uma tareia por dia mantém baixa a fasquia. Não tem muito que saber. Ah, e o objectivo não é fazer sangue (deixem de fora os punhos e as facas), é só magoar e melgar. Olhem, tentem beliscões! Colheres de pau e chinelos também valem, desde que com moderação. Esperemos que a sabedoria popular esteja errada e que o "quanto mais me bates, mais gosto de ti" não se concretize. Senão, é só tentar a terapia inversa.

 

4. Tratem-no/-na abaixo de bicho

Eu trato bem os meus bichos, mas vocês entendem a ideia. O ideal é serem mesmo inconvenientes. Não é preciso porem-se aos berros nem praguejarem.

  • Para as meninas...

Essa barba está mais espigada que os pêlos púbicos da minha avó Rosa. Hu-hum, ela faleceu em 2008, eu sei.

Até a Honey Boo Boo tem mais abdominais que tu.

  • Para os meninos...

Oh amor, hoje esqueceste-te de pôr maquilhagem, não foi?

Isso são rugas nos olhos? Aos 17 anos??? BELHAAAC!

 

5. Não lhe prestem atenção nenhuma

Joguem muita Playstation, marquem muitas girls night out, digam que têm muito que fazer durante o resto da semana para poderem passar momentos a dois (e façam questão de lhes aparecer à frente no centro comercial ou no McDonald's com o melhor sorriso que puderem pôr na cara e com o maior número de amigos/amigas/amantes possível), não lhes respondam às mensagens, não lhes atendam às chamadas...

 

Dito isto, mãos à obra, rapaziada!

Carta à rapariga que ia à minha frente no comboio

Não há melhores conselhos do que aqueles que damos a nós mesmos. Segue os teus. Acaba com ele, como disseste às tuas amigas que farias. Não deixes que te roubem a alegria de viver. Afinal, que idade tens? Vinte, talvez. Porém, quer tenhas vinte ou oitenta, não há ninguém neste mundo inteiro com o direito de te desrespeitar. Acorda, vá lá! Só quando te libertares dele é que conseguirás ver o quão mal te encontras, neste momento, nesse estado em que te vi hoje, sem te falar, mas com vontade de te pegar nos ombros, de te agitar e de te gritar, de te suplicar, que acabasses de vez com essa complicação que é uma relação frustrada, em que ele é incompatível contigo e tu com ele. Por muitas chamadas telefónicas iguais à que te ouvi ter hoje, no comboio, as pessoas raramente mudam, e tu dificilmente mudarás a maneira de ser da pessoa do outro lado da linha (Pedro, não era?). Ou seja, essa relação está condenada, porque ninguém vai querer dar o braço a torcer, porque… isso já não é amor, já não é nada. Eu sei como te sentes; afinal, já desempenhei o teu papel (o que parece ter acontecido noutra vida paralela, acredita). Já tive a minha quota-parte de “’tás-te a passar?”, “mas por que é que não tentas resolver isto comigo?” ou “estou eu aqui com tantas falinhas mansas e tu respondes-me dessa maneira”. Era bem mais nova do que tu, fui estúpida, fui incoerente perante os meus próprios princípios e, graças aos santinhos ou seja a quem for, consegui livrar-me do que me causava mal-estar. Conheci quem realmente precisava de conhecer para crescer e ter uma relação a dois sem ter de me anular ou desistir do resto do mundo, que é tão vasto e nem sempre o conseguimos ver – por vezes, estamos demasiado preocupadas com o que está demasiado perto de nós para olhar e observar o que há em volta. Dá uma oportunidade a quem ainda não conheceste e podes muito bem vir a conhecer. Não te iludas nem digas que ele pode crescer e, um belo dia, decidir que vai deixar de discutir contigo. Não fiques à espera do que não vai acontecer. Pára de chorar e acaba com ele. Faz esse favor a ti mesma e ao resto da humanidade e, se não for pedir muito, vê se da próxima vez tens o cuidado de guardar essas conversas e essas lágrimas para outro sítio que não os transportes públicos. Praguejar em público é feio, mesmo quando a causa é um filho da put* (com todo o respeito à mãe dele, que tu adoras, como tiveste o cuidado de avisar as tuas duas amigas e o resto da carruagem inteira).

Boa sorte,

Beatriz

 

 

 

(A sério, é uma tristeza que ainda existam mulheres que se submetam a estas tretas em pleno século XXI, num país ocidental. Creeeedo.)

a menina do cabeçalho

Originalmente, quando encontrei o actual cabeçalho do Procrastinar, adorei-o de imediato por a personagem retratada ser algo parecida a mim. Tal como eu, a rapariga é magra, tem cabelo escuro e tem franja (a minha encontra-se, de momento, em fase de não sou, nem quero ser). Além disso, está sentada na relva, em repouso, com um ar muito calminho, quase como quem arranja forças para outra coisa qualquer que não implique não fazer nada. Ela tem ar de quem não quer procrastinar, mas não o consegue evitar. Suspira. A única diferença entre nós é que eu prefiro vestir-me com cores vivas, enquanto toda a roupa dela é preta e branca (da única vez em que me vesti assim, à la dark mode, os meus amigos adivinharam-me uma maleita incurável e olharam para mim como se estivesse maluquinha). Achei-lhe imensa piada e pensei "vai ser este e acabou-se!". Fiquei apaixonada pelo cabeçalho e não tenho vontade nenhuma de o trocar durante os próximos tempos. 



Encontrar um cabeçalho não original que satisfaça os nossos requisitos não é uma tarefa fácil. Há que saber procurá-lo. Também devemos ter em atenção a sua pertinência, face ao conteúdo do nosso blogue (ou site) e perceber até que ponto poderá ser bem aceite pelos leitores. Funciona quase como uma imagem de marca. Infelizmente, vou-me apercebendo de alguns casos por essa blogosfera fora que não entendem esta mecânica. É uma pena, porque, do meu ponto de vista, uma boa apresentação da página é meio caminho andado para atrair o público e, por vezes, o desleixo visual acaba por desvalorizar o conteúdo verbal - nunca se esqueçam, colegas bloggers! Este é o meu conselho: organizem bem o vosso espaço virtual, encham-no de elementos que poderão funcionar como chamarizes (sem exagerar), sejam criativos e, acima de tudo, deixem bem clara a vossa personalidade. Por algum motivo o processo de transformação visual tem o nome de "personalização". Se tiverem de o colorir, façam-no; se acharem que o melhor é regerem-se pela simplicidade, que nada vos detenha.