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Procrastinar Também é Viver

Blogue sobre trivialidades, actualidades e outras nulidades.

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Recomendar é melhor do que desperdiçar #2

Tardou, mas chegou. Esta rubrica está de volta com mais um produto de experimentar e chorar por mais. Por este, eu faria toda a publicidade possível, todos os dias, a toda a hora, se me oferecessem mais uns frasquinhos. Curiosas?

 

Para mim, tudo o que é Yves Rocher é bom. Pelo menos, é o que dita a minha experiência. Todos os produtos são concebidos à base de produtos naturais, neste caso plantas, e não me lembro de nenhum que tivesse parabenos ou outros químicos à mistura. Os aromas são uma delícia e há cremes, loções, champôs, perfumes, desodorizantes e o que quer que procurem para todos os gostos e tipos de pele. Por essas e por outras é que me tornei conselheira de beleza, isto é, revendedora da Yves Rocher.

 

Há muito tempo que procurava um hidratante para o corpo que não o deixasse oleoso. É muito difícil encontrar algo assim, porque a minha pele é como a da minha mãe e, sendo ela asiática, sou como que forjada para climas mais tropicais. Este clima temperado não é mesmo a onda da minha pele, que sempre foi muito seca e sensível. Não há depilação que não me deixe os poros inflamados, borbulha que não demore tempos e tempos a desaparecer, ferida que não precise de muito creme para cicatrizar sem deixar marca... É um drama de pele! Como se não bastasse, farto-me de a tentar hidratar com todo o tipo de loções e leites supostamente indicados para aquilo de que preciso, mas não há nenhum que não me deixe toda gordurosa e peganhenta - isto é, até ao dia em que descobri o verdadeiro milagre, que só podia ser da Yves Rocher: o óleo seco com Monoï do Tahiti! Tenho-o há cerca de duas semanas e já somos graaaandes amigos.

 

 

(A minha embalagem.)

 

BENEFÍCIOS

 

Este é o primeiro óleo que experimento e já me deixou fanática, desde a primeira aplicação (antes da qual pensei algo como "well, well, here we go again, com mais um mono lá para a gaveta"). O preço de venda ao público ronda os 7,50€, mas eu tenho desconto por ser conselheira de beleza, de modo que o investimento não poderia ter sido melhor.

O óleo seco de Monoï do Tahiti da Yves Rocher é uma pechincha, mesmo tendo em conta o preço de venda ao público! São 125ml de pura hidratação que se absorve em menos de nada. Costumo colocá-lo depois do banho, nos braços, nas pernas, na barriga, no peito ou nas costas e, depois de acabar de borrifar e pentear o cabelo com o condicionador da Gliss, posso vestir-me de imediato. As pernas costumavam ser a zona que menos absorvia, mas isso era coisa do passado! Deixa a pele super confortável. Estou extasiada. E o cheiro do óleo seco? Haverá aroma que mais lembre o Verão do que este? Normalmente, nem sequer é preciso perfume, basta o óleo e o desodorizante para ficar pronta.

Também já tentei aplicar o óleo no cabelo, para que é igualmente indicado, mas não vale a pena dar-lhe essa utilidade quando se tem, em alternativa, um condicionador em spray. No entanto, para quem é tão obcecado com as pontas secas como eu, o meu conselho é que não perdem nada em usá-lo no cabelo de vez em quando.

 

ÚNICA DESVANTAGEM

 

Este óleo seco de Monoï do Tahiti é uma maravilha, só que as verdades têm de ser ditas: gasta-se demasiado depressa! Ok, este é realmente o único ponto negativo a apontar, pelo menos que me lembre. Para quem o usar todos os dias, em muitas partes do corpo, deve durar 1 mês e meio no máximo. Ainda assim, é não sei quantas vezes mais barato do que muitos dos outros óleos secos que se encontram por aí. Dito isto, não temos nada do que nos queixar!

 

PRÓXIMA COMPRA... PROVAVELMENTE

 

Já encomendei umas amostras do perfume de Monoï, da mesma gama que o óleo seco. Sou louca por perfumes e, quem sabe, este seja o próximo produto a experimentar. Na verdade, eu gostaria era de ter dinheiro para encomendar a gama inteira!

 

O segredo de um bom aquecimento

Ontem, lá fui eu ao ginásio pela primeira vez. Comecei na passadeira, para aquecer um bocadinho. Primeiro, devagar. Depois, um pouco mais depressa. Ao fim de dez minutos, fui para outras máquinas. Nada me dóia. Nada. O ritmo cardíaco estava fino, nem parecia que estava ali a fazer um esforço do caraças - porque nem isso eu sentia. Treinei durante praticamente uma hora, a pensar "epá, quem diria que não mexo uma palha há mais de meio ano? Grande resistência, grande poder de controlo sobre a pulsação!" Continuava excelente, a respirar que nem um bebé acabado de nascer (sem a parte dos berros), e não fosse estar a transpirar em bica, não diria que os últimos cinquenta minutos se tinham passado a dar à perna e ao rabo. Terminei, desci aos balneários, vi-me ao espelho: toda a minha cara mais cor-de-rosa do que o lombo do porquinho Babe. Alonguei antes de me vestir, o que me parecia o inferno, tal era o calor que me sentia emanar por cada poro minúsculo do meu corpinho. Duas horas depois, ainda a transpirar, comecei a sentir-me mesmo muuuito cansada. Depois de jantar, nem o cérebro funcionava. Às dez da noite, começou o terror, toda eu a descobrir certos músculos das minhas pernas que me eram desconhecidos até ao momento. De manhã, levantei-me também com mais dores da cintura para cima.

Moral da história: um bom aquecimento antes do exercício físico é muito saudável, tão saudável que só se descobre a verdadeira intensidade do treino ao fim de cinco horas. Missão cumprida! Sempre ouvi dizer que "o que não nos mata torna-nos mais fortes" (mesmo antes do êxito da Kelly Clarkson). É o que sinto em relação a estas dores. São dores com boas intenções, estou certa disso! Segunda-feira há mais.

Entretanto...

Estou a ter umas fériazinhas antecipadas (só volto a trabalhar - em part-time - na segunda-feira) e ontem, na pressa de apanhar um comboio em Sete Rios, fatiei os dedos grandes  dos pés (literalmente, até caíram tiras de pele e carne de alguns sítios) a subir as escadas rolantes, sendo que o direito parece um naco daquele fiambre ranhoso da marca branca do Continente. A culpa foi das sandálias largas e do meu pé pequenino de princesa, mas a minha avó diz que "é bem feita, para nunca mais correres, se não apanhas um comboio, apanhas o seguinte, podias ter ficado sem um dedo, blá blá blá, betadine e ligadura".

Crónica sobre o meu rabo

Caros amigos, quero confessar-vos uma coisa: o meu rabo é estúpido. (E o que é que vocês têm que ver com isso?? Nada. Nadinha mesmo. Mas apetece-me escrever sobre o assunto.) Enquanto as minhas ancas enchem um par de calças 38, o belo do dito cujo, o senhor meu rabo, contenta-se com um 34. Dommage! Sou mesmo anormal. O meu mais-que-tudo subscreve: que belas ancas eu tenho, mas que nádegas tão insuficientes me calharam, em comparação às primeiras! Consta que as leggings disfarçam esta disparidade físico-volumétrica, só que... já me chegam as pernas esqueléticas, o peito de tábua de engomar, e ainda tenho de gramar com este rabo à moda da África Subsariana, como se eu não comesse as quantidades industriais de pão e a comidinha da avó que como??? Oh,senhores! O Ricardo diz que isto vai com exercício, ele diz que até nem importa, que gosta assim e, se tivesse que ser, gostaria assado, mas o meu maior drama, aquele que mais me assombra, é não conseguir comprar Aquele par de calças, que me assentará que nem uma luva, da cintura aos tornozelos. A única vantagem que vejo nestas minhas desproporcionadas formas é ter menor probabilidade de ser afectada pela p*ta da celul***, pelo menos a médio prazo. Pode ser que, daqui a quinze anos, o meu rabo atinja a dimensão ideal.