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Procrastinar Também é Viver

Blogue sobre trivialidades, actualidades e outras nulidades.

Procrastinar Também é Viver

Blogue sobre trivialidades, actualidades e outras nulidades.

Não nos tirem o jornalismo!

Perdeu-se o respeito pelo jornalismo. O Correio da Manhã está a ser censurado em praça pública e ninguém diz nada, ninguém faz nada. A maioria dos estudantes de Comunicação quer ser pivot ou jornalista de entretenimento. De fofocas. Os professores de jornalismo "a sério" são uma classe envelhecida. Os grandes jornalistas portugueses estudaram Direito e Economia. Têm idade para ser meus pais.
O que será do jornalismo português daqui a uns anos? Esquecerão os cidadãos que o jornalismo tem como objectivo mostrar a verdade e revelar o que quer ser camuflado? Esquecerão que o jornalismo tem de ser interventivo e revelador? Eu quero acreditar que não, mas é difícil. Quando o jornalismo se resumir à importância da difamação, da especulação, da protecção de interesses particulares e aos telejornais da SIC e da TVI, perderemos toda a noção do que é a liberdade de expressão e o direito à informação.

 

Uma pequena amostra do que me inquieta.

Queridos, saí na revista!


Olá, bom dia, caros procrastinadores por esse mundo fora!

Quero partilhar convosco a nova vitória deste blogue e, consequentemente, como não poderia deixar de ser, uma igual vitória para mim também. Hoje, figuro em destaque no artigo "Adolescentes sem papas na língua" da revista Domingo (suplemento do Correio da Manhã), tal como outros jovens que continuam a intervir e a dar a sua opinião na blogosfera e nas redes sociais. Este artigo foi escrito pela jornalista Marta Martins Silva, a quem não poderia deixar de agradecer, e as fotos são da autoria do Bruno Colaço.

Esta foi uma inegável oportunidade para a divulgação do blogue e, claro, de reconhecimento. Esta tornou-se mais um desses eventos pontuais na juventude de alguém que lhe permite sentir uma motivação inexplicável para as adversidades que se lhe poderão apresentar no futuro - falo por mim.

Todas as reproduções do que disse e escrevi estão fiéis ao original e, como nem é assim tão habitual nos meios de comunicação, os jovens são elevados a um estatuto digno de futuros cidadãos do seu país. Afinal, ainda existem alguns que se preocupam, que têm opinião e que, apesar das "futilidades" inerentes à sua faixa etária, estão conscientes do que se passa na comunidade a que pertencem, tentando marcar uma pequena diferença, a sua diferença.

Portanto, agradeço, como já referi, o reconhecimento e a oportunidade de mostrar o que valho, pelo menos enquanto autora deste blogue. No momento em que fui contactada para ser entrevistada, não esperei que a minha intervenção tomasse esta dimensão na revista - nem nesse momento nem até ver pelos meus próprios olhos!

Obrigada à Marta Martins Silva, ao Bruno Colaço, aos procrastinadores que não se importam de o ser e a todas as outras pessoas que me servem de inspiração e que me motivam - a minha família, aos meus amigos, ao Ricardo.

Bom fim-de-semana!


***

Aqui fica o índice e o artigo, que também poderão ver e descarregar na página de Facebook do blogue. Já agora... eu sou a miúda do cachecol verde: Beatriz, a procrastinadora.






NOTA: eu sei que, se calhar, estou a festejar de uma maneira muito efusiva, mas dêem-me um desconto, que isto já me passa! :)

sobre a Educação Física

   Na sua edição de hoje, tanto em formato de papel como online, o Correio da Manhã veio noticiar que a disciplina de Educação Física irá deixar de contar para a média final do ensino secundário e, consequentemente, para a entrada na universidade. Esta novidade veio causar algum burburinho, como já seria de esperar, sendo uma medida já recusada em 2004, no tempo do Governo de Durão Barroso, mas, desta vez, parece que veio para ficar. O que vos tenho a dizer de minha justiça é que não poderia haver nenhuma medida vinda do Ministério da Educação que me trouxesse mais alegria, ou não fosse eu bastante beneficiada por ela.


   É certo que a nota de Educação Física, contando para a média, vem, por um lado, facilitar a vida de muito boa gente, chegando mesmo a aumentar as probabilidades de entrada no ensino superior de quem consegue bons resultados na prática física; por outro lado, não nos podemos esquecer que nem toda a gente possui as mesmas capacidades a esse nível e que poucos são aqueles que chegam à excelência. Na minha turma, apenas um aluno conseguiu chegar aos 16 valores no final deste ano lectivo e a maioria das notas varia entre os 10 e os 14. Cada pessoa é mais virada para uma determinada área de estudos e é exactamente por essa razão que existe uma variedade infindável de cursos e profissões: há pessoas que gostam de ler e escrever, há pessoas que gostam de desenhar, há pessoas que gostam de matar a cabeça a fazer equações, há pessoas que preferem passar o dia a dar cambalhotas e a correr, há pessoas que simplesmente não se enquandram em nada e que desistem da escola para ir para as obras ou para as caixas do supermercado. É a vida. Portanto, é da minha opinião, não tão radical como a do Governo, que a Educação Física deve realmente ser obrigatória até ao final do 3º ciclo (atrevo-me a dizer que não vejo problema algum que seja igualmente obrigatória no 10º, 11º e 12º ano) mas que os alunos devem ter a oportunidade de escolher se a nota da disciplina contará ou não para a média final do ensino secundário. Afinal, obrigarem-nos a ser excelentes a Educação Física (correr, saltar, driblar, chutar, ...) é como nos obrigarem a saber desenhar ou a saber cantar sem que tenhamos habilidade natural para tal. 


   Citando o meu caso pessoal para melhor ilustrar a situação dos beneficiados por esta medida, todas as minhas notas de final de período, sem contar com a de Educação Física (um 14 tirado a ferros) são superiores a 16, sendo a mais alta um 18. Se eu estivesse a acabar o 12º ano neste momento, a minha média "normal" rondaria os 16,7 valores e, caso a Educação Física já não entrasse nos cálculos, seria 17. Para mim, faria TODA a diferença, visto que a média de entrada no curso do ensino superior a que me pretendo candidatar para o ano corresponde a esses exactos 17 valores. Com Educação Física, o panorama tornar-se-ia muito mais complicado.


   Portanto, hei-de continuar atenta às notícias sobre esta nova medida, sendo ela decisiva para o resto do meu percurso escolar. Ainda não entendi se os alunos que frequentaram o 10º e o 11º este ano já serão abrangidos pela sua acção, pelo que peço que, caso alguém esteja melhor informado que eu, me deixe a par dos acontecimentos o mais depressa possível. Se o vosso ponto de vista for diferente do meu, estou aberta a discussões (amigáveis, claro) sobre o assunto; é só deixarem o vosso comentário.