Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Procrastinar Também é Viver

Blogue sobre trivialidades, actualidades e outras nulidades.

Procrastinar Também é Viver

Blogue sobre trivialidades, actualidades e outras nulidades.

O tempo perguntou ao tempo quanto tempo o tempo tem, o tempo respondeu ao tempo que o tempo tem o tempo que o tempo tem - mas o meu tempo parece ter mais tempo do que o vosso, just sayin'...

Um dia, hei-de entender como é que há pessoas que são capazes de abdicar de uma boa noite de sono porque precisam de estudar ou de fazer trabalhos, e que, por vezes, se afogam em café e bebidas energéticas para manterem a concentração. Encharcam-se neles, assim sem mais nem menos.

Portanto, ou o meu curso é muito fácil, ou eu sou pouco exigente, ou os outros é que estão em cursos destinados a formar pequenos génios, ou eles é que têm objectivos muito elevados. Porque a probabilidade de eu dormir menos do que seis horas e meia por noite para pôr os assuntos da faculdade em ordem é praticamente nula – e isto está a ser escrito pela pior gestora de tempo que poderão conhecer, que se distrai constantemente! Nem enquanto tive de trabalhar e estudar em simultâneo me permiti cometer tal atrocidade para com o meu cérebro.

Sabem… é que o meu cérebro precisa realmente que eu durma, senão põe-se a fazer birra e faz com que eu ande, involuntariamente, a dormir durante o dia aquilo que me recusei dormir à noite. Basta não dormir, pelo menos, sete horas por noite, para que ele me chague a paciência e me condene a comportar-me como um zombie até lhe fazer a vontade.

O meu método é ir dormir o mais cedo possível. A partir das oito da noite, principalmente depois do jantar, a minha mioleira fica dormente e qualquer actividade que implique um esforço mínimo da sua parte é rejeitada. Fico em branco. A partir dessa hora, até a Casa dos Segredos se torna um programa altamente problemático de acompanhar. Deste modo, chego a adormecer constantemente antes de o telejornal acabar, nem que seja no sofá.

Na manhã seguinte, levanto-me cedo. São raras as ocasiões em que acordo depois das oito ou nove horas. Até ao almoço, os meus recursos intelectualóides encontram-se no pico da sua actividade, fazendo deste período do dia o mais propício para estudar ou para fazer trabalhos. Assim, resta-me fazer revisões e ir às aulas à tarde, dormir à noite e… acabou-se! Em suma, prefiro dormir e ter notas menos boas, do que não dormir e ter… - esqueçam, eu nunca teria boas notas sem dormir!

Ora, tenho sabido de imensa gente, entre amigos e conhecidos, que é capaz de fazer directas, como se permanecer uma noite em claro fosse algo completamente normal e absolutamente aceitável! Credo, minha rica sanidade! Apesar de regadinhas com cafeína a litros e outros estimulantes para isto e para aquilo, como é que estas criaturas serão capazes de enfrentar as aulas e, até, a vida social??? Digam-me, gente… Como? Se eu já me vejo grega, troiana, romana, banana, para sair da cama com oito descansadas horas de sono, pergunto-me qual será o segredo de quem nem de metade usufrui. Está bem, raramente bebo café, nunca gostei de outras bebidas que não fossem refrigerantes e néctares sem gás e o único suplemento vitamínico que tomo é para fortalecer o cabelo e as unhas, maaaaaas… Vá lá, mesmo quando ataco um ou dois cappuccinos duma vez, acabo inevitavelmente a cair para o lado antes das onze da noite!

Assim sendo, expliquem-me, criaturas que estudam seja o que for e que não se importam de não dormir o que o vosso corpo pede que durmam, por que é que vocêses têm tanta falta de tempo, apesar de parecerem todos tão organizadinhos? De quem é a culpa? Vossa? Dos bichos de mil-cabeças que são os vossos cursos? Da pressão dos vossos pais, da pressão dos professores, da pressão da sociedade e do mercado de trabalho? Agradecia esclarecimentos, porque começo a pensar que sou a única universitária a não estudar mais de três horas por dia e a manter os seus hobbies mediocremente em activo, sem precisar de abdicar de um satisfatório horário de descanso.

a ilusão da cinderela

   Foste um possível imprevisto dentro das remotas impossibilidades que eu julgava improváveis de acontecerem. Tiraste-me o chão, deste-me o céu e eu perdi-me. Levantei a cabeça, ergui o coração, ofereci a alma e deitei fora os medos. Não tive receio, enlouqueci, continuo louca, entristecida. Escrevo, escrevo, escrevo. Não sei onde páro. Não sei quando assentar. Não sei decidir.


   Reavi o que perdera. Foi árduo, foi cruel, foi difícil, quando pararia, quando pararia? Pensei ver o fim, mas era só o virar da página - próximo capítulo. Gritei.


   E chorei e recolhi-me num passado anterior, remotamente alcançável, onde não repousava arrependimento, onde a tristeza não chegava e onde ainda sonhava com príncipes encantados. Mas o encanto desvaneceu. A Cinderela rasgou o vestido, enterrou os sapatos na lama e o cabelo voou ao vento. A tiara rachou.


   Acordei da ilusão e desiludi-me. Rompi num pranto de quebrar a alma, discuti com o Diabo e fiz as pazes com Deus. Estava errada, estava errada - quantas vezes não o estivera?


   Tenho saudades do risco que implicava amar sem princípios, de amar imoral e constantemente, permanentemente com o coração nas mãos e as mãos no coração... dele.

Dúvida existencial? Não. Uma estranha relação.

Já lá vão sete meses desde as primeiras palavras, os primeiros elogios e os primeiros sorrisos parvos. Foi uma época muito feliz, essas primeiras semanas de Janeiro.


 


Agora, em Agosto, o levantamento de tudo o que se passou entretanto não me deixa parar de pensar. Houve sempre alguma coisa a dizer, elogios e ofensas incluídos, sorrisos parvos e soluços de profunda tristeza, mares de lágrimas e muitas recordações. Muitas primeiras coisas, sem dúvida.


 


Amor? Amizade? Simplesmente os cacos de algo especial? O medo de quebrar a rotina?


Ainda hei-de descobrir.

. i . don't . know . [dúvida existencial]

É possível sentirmo-nos completamente aparvalhados, sorrirmos para o nosso reflexo no espelho quando nem nos penteámos, saltar que nem doidos, dançarmos ao ritmo e sem ser ao ritmo da música, não conseguirmos adormecer e nunca pararmos de sorrir sem estarmos obrigatoriamente, digamos... APAIXONADOS?!


 


E será normal sentir medo, não sei bem de quê, que seja cedo demais para tal acontecer, depois de determinados acontecimentos passados, medo de arriscar, medo de sermos apanhados por estas sensações várias, infantilidades de gente crescida?


 


... i don't know, but i like it, baby ...