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Procrastinar Também é Viver

Blogue sobre trivialidades, actualidades e outras nulidades. E livros.

Procrastinar Também é Viver

Blogue sobre trivialidades, actualidades e outras nulidades. E livros.

22/30 (quando as palavras se esgotam)

Tenho tentado cumprir o desafio do texto diário, mas tem sido complicado. Entre enxaquecas, sinusite e alergias que me impedem de me concentrar, outros textos aos quais me ando a dedicar de forma mais urgente, fazer as tarefas que me competem em casa, e o trabalho e o mestrado que têm de ser as minhas actividades principais, poucas palavras restam para espremer.

 

No entanto, eu sei que é importante escrever um pouco todos os dias. Obrigar-me a escrever, ou adormecer a tentá-lo (o que já aconteceu) tem-me ajudado a levar a cabo o lema de que a persistência é o melhor caminho. Não há talento que subsista sem dedicação, atenção, tempo e pelo menos a promoção d oportunidade para criar. É importante sentarmo-nos para podermos dar prioridade ao que mais tencionamos valorizar. Afinal, sempre se disse que de boas intenções está o inferno cheio. Escritores que admiro repetem essa ideia: o que diferencia um escritor promissor no seu início de carreira, mas que acabou por não escrever grandes obras, de um escritor que conseguiu ao fim de um certo tempo estabelecer-se no meio pode ser, só e apenas, o segundo ter continuado a insistir até conseguir produzir o trabalho desejado, depois de se frustrar, de se sentir um impostor, de trabalhar noutras áreas e de ter investido tempo a praticar e a experimentar. Claro que há outras variantes a considerar (a sorte, a liberdade financeira e intelectual, as circunstâncias da vida em geral), mas é fácil concluir que escrever não é só chegar lá e já está.

 

Por isso, insistirei até chegar aos 30 textos diários, mesmo que não sejam consecutivos. Quando as palavras se esgotam, continuamos a escrever, nem que seja a última palavra conseguida. Pelo menos, foi isso que aprendi sobre a estratégia da escrita por fluxo de consciência. É continuar lá, marcar o ponto, até que a água da inspiração (e, acima de tudo, da perspiração) volte a jorrar.

2/30 (sopa)

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Faço sopa sempre que possível. Não gosto da maioria dos vegetais cozidos, aos pedaços, no prato. Não foi à falta de tentativa da minha avó, que me obrigou a comer feijão verde, brócolos e couve-flor com peixe cozido durante muitos anos, mas essa foi uma estratégia falhada; e eu só descobri que até nem desgosto de brócolos e couve-flor depois dos 20. Por outro lado, detesto abertamente feijão verde em todo o lado, mesmo na sopa.

 

É sobre isso que decidi escrever hoje. Sobre sopa. Descobri que adoro todos os vegetais (excepto feijão verde, já disse? E talvez couves de Bruxelas) cozidos e moídos dentro duma panela, se bem misturados com uma base de cenoura e/ou abóbora.

 

(Consta que, quando eu era bebé, uma médica disse que não me deveriam dar a comer tanta abóbora, porque eu estava a ficar demasiado amarela. Consta também que é o resultado normal, quando um dos pais é asiático e o outro é loiro e pálido.)

 

Uma coisa que também descobri recentemente é que a minha avó andou a retardar um amor por sopa que só se manifestou em mim quando deixei de lhe repetir o gesto de pôr azeite na mistura. Avó, se estás a ler isto, agora já sabes por que razão me vês tantas vezes a comer sopa, agora que eu é que mando na panela. Além disso, a sopa fica muito melhor quando leva ervas e especiarias (alecrim e ervas da Provença são os meus favoritos até agora). 

 

Sempre que faço sopa, é igualmente inevitável pensar naquelas pessoas privilegiadas q.b. que se podem dar ao luxo de afirmar, com toda a segurança: a sopa é uma refeição saudável, tão variada e tão barata, com uma sopa não se passa fome. Vê-se logo que não sabem o preço a que estão a abóbora, a beterraba, a beringela, a cebola, o pepino ou a batata doce; ou talvez essas pessoas só ponham cenoura e água nas sopas delas. E também não devem fazer a mínima ideia de que um corpo humano precisa de proteína e outros nutrientes que só se encontram noutras comidas, e que ninguém merece ir para a cama só com "um caldinho", a não ser que faça questão disso (como é o meu caso ao Domingo).

1/30 (cá de cima)

Decidi escrever pelo menos 200 palavras por dia no blog, durante um mês. Inspirada numas modas que vi passarem pelo Twitter, proponho-me a exercitar o músculo da observação, do comentário e da palavra inteira. Outro objectivo é apenas escrever e habituar-me ao uso do "melhor feito que perfeito". Assim dito, assim escrito, assim começo! Sem edição ou revisão.

 

Mudei-me há três meses e uma semana para uma vila no interior, como já aqui contei. Não obstante as circunstâncias actuais, o contexto, as condicionantes, acho que nunca gostei tanto de viver num sítio como gosto de viver aqui. Para quem já morou no centro de uma metrópole com dez milhões de habitantes, morar no centro de uma vila histórica com sete mil, mesmo que numa avenida principal e vizinha de não uma, não duas, mas três esplanadas é um descanso. Também já morei perto doutra avenida principal, num subúrbio, e também já morei num bairro à beira de um pinhal. Mas aqui é que eu gosto de estar.

 

Escrevo este texto sentada no sótão, que é como quem diz, no terraço acima do sótão. A brincar, chamo-lhe um rooftop, como se ensaiasse o conceito que me apaixonou do cimo de prédios com 45, 50, 55, 60 andares em Banguecoque. Pois ensaio, e ensaio bem. Daqui de cima, vejo as pessoas a passar, a passear e a conversar nas três esplanadas da que eu considero ser a melhor esquina de Portugal.

 

Cá de cima, também vejo telhados, telhados e mais telhados. E o castelo. E a torre da igreja do castelo. E os ramos de uma árvore centenária que cresce em direcção ao infinito, ramos densos, verdes e ricos onde se escondem os ninhos da passarada que me empresta banda sonora o dia inteiro e espectáculos aéreos nestes fins de tarde primaveris.

 

Cá de cima, escrevo. Como é óbvio. E leio, e procrastino o jantar, como hoje, como agora.

 

Mas já comia. Amanhã continuo. Este mês continuo.

Porque a nossa vida também é um projecto contínuo

Há qualquer coisa de mágico na criação dum novo projecto (ou vários). Pessoalmente, tenho sempre a cabeça a trabalhar a mil, por isso ideias não me faltam. Na maioria das vezes, falta-me mais o investimento de tempo, paciência e dedicação para os fazer acontecer. Por isso, para 2018, já tinha decidido criar qualquer coisa nova (ou várias, lá está). Felizmente, trabalho online e em freelance, tenho um horário flexível, diverso a cada semana que passa. Não tenho quase nada que me prenda geograficamente, pelo menos por períodos curtos de tempo. Ter vivido muito tempo num sítio que, feitas as contas, me cortou mais as pernas do que me concedeu asas tem-me feito pensar no quão reprimida andava. Criativa, pessoal, profissionalmente. Decidi que, pelo menos aos 22, não quero um emprego das 9 às 18, de segunda a sexta. Quero ter oportunidade para explorar. Quero desafios diversos, insistir em formação extra para adquirir novos conhecimentos e contactos, descobrir novos interesses e aprofundar os que já cá estão. Quero conhecer pessoas que me motivem e inspirem. Por agora, ser feliz resume-se a isto: liberdade criativa, liberdade geográfica, ausência de compromissos a longo prazo. É altura de procurar a tal magia.

 

Bom fim-de-semana! 

 

2 desafios, 16 perguntas, 5 nomeados e muita procrastinação

E......... as publicações em cadeia voltaram! Eu a pensar que isso era tãããããão 2010, mas afinal regressaram em força neste rico ano de 2014. Como todas as modas, foi e veio! Numa questão de dias, tive algumas nomeações para dois desafios, o primeiro dos quais da parte de três pessoas: o Bruno do Produto Oficial Não Licenciado, a Alexandra do Deixa Para Depois e a Filippa de No Mundo de Filippa. A Filippa também me nomeou para um segundo desafio.

 

Então, as perguntas e respostas do primeiro desafio são:

 

1- O que você não sai de casa sem?  (uma pérola que foi obviamente mal traduzida do Inglês, mas pronto)

Raramente saio de casa sem a minha pequena mala à tiracolo ou com a minha mochila (a da Adidas está a pedir reforma, por isso comprei uma nova da Nike que estava em desconto). Só uso a malinha quando vou ao supermercado ou a algum sítio que fique perto de casa. Quanto à mochila, utilizo-a bastante mais vezes, seja onde for que vou. Dar um passeio, viajar, ir à faculdade… Serve para tudo, mete-se lá tudo e é só meter às costas!

 

2 – Qual o seu animal favorito?

O cão, sem dúvida! Já tive alguns, já cheguei a ter quatro ao mesmo tempo e agora só tenho dois. Não costumava engraçar com gatos, mas desde Maio que tenho as minhas duas gatinhas bebés e estou perdida de amores por elas.

 

 

 

 (Daqui.)

 

3 – Qual o seu sapato favorito?

Primo pelo conforto. Por isso, não há nada como as minhas botas altas Timberland, um par de ténis de boa qualidade ou um simples par de chinelos de enfiar no dedo. Também aconselho aquelas sapatilhas de 3€ da Primark, o calçado mais confortável para o Verão e para a meia-estação.

 

4 – Produto de maquilhagem indispensável?

A base deixa-me os poros inflamados, o rímel enfraquece-me as pestanas (que já não são abundantes nem fortes por natureza). Em suma, posso passar bem apenas com o meu lápis preto e uma palete de sombras. Ocasionalmente, batom cor-de-rosa ou vermelho.

 

5 – Qual o seu maior sonho?

Entre ser uma professora satisfeita com as suas condições de trabalho, ter uma livraria, ter um emprego na área da promoção cultural ou ser uma escritora a tempo inteiro… será que posso ser tudo isso em diversas fases do imenso tempo de vida que julgo restar-me? Sem esquecer, é claro, uma família feliz e amigos por perto.

 

6 – Qual o seu maior defeito?

Sou muito crítica com os outros, até deve irritar! Eu sei que irrita.

 

7 – O que te irrita nas pessoas?

Acima de tudo, a falta de modéstia e de capacidade para olharem para os seus próprios umbigos. Ou, por outro lado, a falta de auto-estima e de amor próprio.

 

8 – Qual a sua comida favorita?

Carne de porco à alentejana ou qualquer tipo de marisco à descrição. Sou mesmo tuga! Ok, também adoro chow-mein.

 

9 – Doce ou salgado?

Varia com os dias.

 

10 – O que te deixa feliz?

Família, amigos, objectivos por cumprir, trabalho para fazer, um mundo inteiro para aprender, muitas páginas em branco por escrever… Entre tantos outros pormenores de que me poderei estar a esquecer!

 

11- Escolha 5 blogs para fazer essa Tag.

Esta pergunta terá resposta no final do próximo desafio, no final desta publicação.

 

 

Como referi anteriormente, a Filippa também me nomeou para outro desafio, para o qual respondemos a 5 perguntas pensadas por quem nos passou a corrente. E estas foram as da Filippa:

 

1 - Quais eram as tuas expectativas quando criaste o blog?

Queria ser compreendida e ouvir o eco da minha voz virtual. Metaforicamente, claro. Olhem, eu era apenas mais uma miúda que estava com pseudo-problemas de adolescente e achei que, ao criar o meu milésimo blogue, alguém haveria de me ajudar a lidar com os terríveis anseios das minhas hormonas. O blogue seria, assim, o mural da minha auto-comiseração. E, um par de meses depois, acordei e achei que a minha existência valia mais do que isso.

 

2 - Quais os maiores desafios na hora de manter um blog?

Arranjar um tema sobre o qual se possa escrever. Aliás, corrijo, o maior desafio não é arranjá-lo, mas sim lembrarmo-nos dele depois de sairmos do banho/acordarmos no dia seguinte/conseguirmos por fim um pedaço de papel onde o possamos anotar.

 

3 - Se fosse possivel comprar o teu blog, quanto achas que ele valeria? 

O meu blogue não tem valor e, se tivesse, nem na Feira da Ladra o deixariam entrar. Acho que já nos chega a nossa própria procrastinação, quanto mais comprarmos a dos outros. É que nem oferecida!

Estou a brincar. Apenas não venderia o meu blogue, berço de tantas oportunidades e experiências que surgiram e estão por surgir!

 

4 - Imaginas-te a ter o teu blog daqui a 20 anos? 

Curiosamente, nunca pensei nessa questão. De qualquer maneira, espero que continuem a gostar de mim quando eu escrever sobre fraldas, multas de estacionamento, cortes no meu salário e rugas precoces.

 

5 - Qual foi a maior surpresa que os blogs (ou as pessoas que nele escrevem) já te provocou (ou surpreendeu)? 

Uma mão cheia de pessoas vir dizer-me que leu o meu blogue, ou que alguém conhecido o tinha feito, e que, graças ao que escrevi, tinham ficado a perceber melhor qual o curso que iriam escolher na faculdade ou que, num maior momento de desorientação, me vieram até pedir conselhos. Sabe tão bem perceber que podemos ajudar alguém com a nossa mínima experiência de vida! Sinto-me quase uma Guru da FLUL e arredores! (E não me estou a gabar, estou apenas profundamente admirada!)

 

Perguntas que lanço para os meus nomeados:

1 - 5 planos para os próximos 10 anos

2 - O que idealizas ser o amor da tua vida? Achas essa imagem mental muito ou pouco realista?

3 - Qual o maior momento de glória no teu blogue e qual o derradeiro momento em que teria dado jeito um buraco negro virtual que te engolisse?

4 - Que tipo de conselho te vês a dar aos teus filhos (provavelmente, ainda não nascidos) quando eles já tiverem idade para pensarem por si mesmos?

5 - Onde é que posso arranjar um par de ténis confortáveis e de qualidade por menos de 20€? Não, a sério, preciso mesmo dessa informação e qualquer sugestão será bem-vinda, mesmo que exceda um pouco o meu orçamento!

 

Finalmente...

Sabem, eu não leio muitos blogues... É raro manter-me diariamente fiel e lembrar-me de todos os blogues que vou lendo, agora e depois (reler resposta à pergunta 6 do 1º desafio para esclarecimentos acerca disto). Bem, vamos lá ver se consigo os cinco.

 

1 - Quadrada aka Joana do Caderno de Pensamentos. O seu Gui também pode responder, se lhe aprouver.

2 - Cláudia Oliveira do Mau Feitio, uma amante de livros como eu (e ninguém deve conseguir ler tão rapidamente quanto ela!)

3 - Charlotte do Let me Believe, uma miúda deveras simpática (na blogosfera e fora dela!) que também vai agora para o 2º ano da licenciatura!

4 - Carolina do Entre-Parêntesis, que recentemente escreveu uma publicação que reflecte mais ou menos como interpreto a sua personagem virtual/pessoa real. Curioso...

5 - Outra Carolina, a Carolina Helena do Coucou Caroline, a quem aproveito para solicitar um encontro de FREAKING QUINZE MINUTOS, algo que tenho tentado combinar com esta criatura há meses a fio, mas que acaba sempre por ser desmarcado porque, vá lá, temos aqui uma futura arquitecta e estudar para isso parece demasiado complicado para que eu possa realmente compreender este modo de vida (também prestes a iniciar o 2º ano da licenciatura).

 

 Bom trabalho a escreverem respostas (quase) tão boas quanto as minhas! Muahahahaha!

Desafio Harry Potter - balanço #1

Já li o primeiro livro, "Harry Potter e a Pedra Filosofal", e continuo a gostar tanto da saga quanto antes, acrescendo a actual nostalgia que sinto cada vez lhe pego. Os erros da tradução e edição da versão portuguesa continuam lá, mas sempre dei por eles e nunca lhes liguei (não seria praticamente uma década depois que me iria importar!). Segue-se "Harry Potter e a Câmara dos Segredos" - bring it on!