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Procrastinar Também é Viver

Blogue sobre trivialidades, actualidades e outras nulidades.

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Os aziados do São Valentim

Já sei que vêm daí alguns ataques em barda, mas eu gosto de picar e cá vai disto: odeio os aziados de São Valentim!

Obviamente, as vozes críticas dirão que eu tenho lá moral para falar, tenho o meu Valentine há montes de tempo, já devia era estar casada e com filhos há um par d'anos, ou que eu que não atire muitos foguetes, porque um dia ainda hei-de apanhar as canas.

Olhem, e sabem o que isso significa, minhas riquezas? Significa que vocês são UNS AZIADOS! 

 

O que eu realmente cá venho comunicar, o assunto que me leva a vir fazer queixinhas, é as pessoas por essa Internet fora que criticam o Dia dos Namorados, afirmando que isto é uma patetice e que isto é mas é um valente dia para se sair com os amigos (bem... pelo que tenho visto, é mais uma cena de amigas mulheres), enquanto se queixam dos ex-namorados, que amor a sério só existe nos filmes, estamos bem é sozinh@s, ninguém manda em nós, não temos que fazer o jantar a ninguém, saímos ou não é da nossa conta, vamos beber à nossa saudinha, blá blá blá - QUE SECA!

Por estes dias, existe ainda um segundo tipo de gente que me irrita de tédio - os que gostam de autocomiseração. Olhem para mim, que sou um forever alone. 14 de Fevereiro, para uns conhecido como Dia dos Namorados, para mim é mais uma terça-feira. Olhem para mim, coitadinho, sou feio, sou gordo, cheiro mal da boca, tenho fungos nos pés, jogo no computador 16 horas por dia, sou desempregado de profissão e vocação, mas ninguém me quer. OUTRA SECA!

 

São todos uns aziados e odeio (nem que temporariamente) quem tem este tipo de atitude. São uma mistura de velhos do Restelo com desmancha-prazeres. São gente que me causa ácidos, de tanto disparate que destilam.

 

Aos aziados que gostam da autocomiseração, porque a vida os surpreendeu com amores menos duradouros: celebrem o amor na mesma! Mesmo que o amor não dure, não deixa de ser amor, não deixou de vos fazer felizes a certo ponto e isso é que devia ser a parte mais importante.

Aos aziados que gostam da autocomiseração, porque é mais fácil queixarem-se do que agirem, façam o favor de enfrentar o touro pelos cornos: o amor não cai no céu e encontrá-lo também tem uma dose de esforço, seja ele amor apaixonado, amor de filho, amor de amigo, amor de dono de piriquito!

 

Outras espécies de "encalhados" que eu odeio:

- os moralistas que acham que o Dia dos Namorados é só mais um dia, mas que gostam muito do Pai Natal criado pela Coca-Cola e do Coelho da Páscoa;

- os que odeiam casais que estão felizes e que gostam de mandar postas de pescada sobre o quão foleiros parecemos;

- os que só celebram o Dia dos Namorados porque é o que toda a gente faz.

 

 

Atirem lá as pedrinhas (mas só depois de verem este vídeo e de lerem este e este texto como bibliografia complementar, uma vez que já é tarde aqui nas Ásias e este corpinho já não aguenta mais prosa).

Os 4 tipos de pessoas online, face ao Dia dos Namorados

O Dia dos Namorados já foi ontem e, como devem ter reparado, por aqui é que não me encontraram. A explicação é simples: eu tenho namorado. Ah, e tenho um livro do código da estrada para acabar de ler com urgência. Mas enfim, adiante.

 

Apesar de ausente da blogosfera, marco presença assídua (e maioritariamente silenciosa) no Facebook. Estando sempre atenta às manifestações de amor, ódio, indiferença e sarcasmo nas redes sociais, comecei a notar alguns padrões de comportamento no que toca ao Dia dos Namorados. Deste modo, diversas reacções podem ser agrupadas em poucos grupos representativos de pessoas, os quais passo a explicar de seguida:

 

1 - Os forever alone

Muito queixume e pouca acção - é o que caracteriza estes infelizes, que se fartam de partilhar aquelas imagens foleiras do 9gag acerca do quão miseráveis são aqueles que chegam ao Dia dos Namorados... sem um(a) namorado/a. Auto-comiseração = palavra de ordem. Em vez de se martirizarem durante toda a semana que precede o S. Valentim, tornar-se-iam mais produtivos se gastassem a mesma energia a deixarem de ser parvos e a tornarem-se pessoas mais interessantes.

forever alone face

 

 

2 - Os enjoadinhos

Já não se aguentam os enjoadinhos que passam a vida a proclamar o quão non sense é o Dia dos Namorados, que o amor pertence a todos os dias, e para quê tanta prenda, e para quê tanto consumismo, e em vez de estarem só bem neste dia, por que é que não estão bem o resto do ano... Enfim, já parece a conversa do Natal - e ninguém deixa de o festejar, pois não? A estas pessoas, só desejo que lhes calhe um futuro mais-que-tudo obcecado com ramos de flores e cupcakes cor-de-rosa e vermelhos cheios de corações, para lhes passar a mostarda no nariz.

 

 

3 - Os belicodoces-fofinhos-coisinhos-pirosinhos

Se já ninguém aguenta os enjoadinhos, também poucos haverá que ainda suportam os que mostram tanto mel que até enjoam. Eu sei, eu sei, mais vale a mais do que a menos, mas as redes sociais não me parecem o local mais apropriado para longas juras de amor (daquelas que ainda seguem depois do "Ver mais..."), para emoticons que vomitam cor e amo-tes e adoro-tes e venero-tes e meu rei e minha rainha afins.

 

 

4 - Aqueles que apreciam um dia normal, na companhia do seu mais-que-tudo, mas também de de uma flor e de uma caixa de chocolates Milka, evitando conviver com os outros três tipos de criaturas. 

Numa só palavra: eu. Vá, e o meu namorado. A sério, por que é que uma data tão banal quanto o 14 de Fevereiro, que por acaso é Dia dos Namorados, tem de ser tão polémica? Se há datas para celebrar o amor, por que não aproveitá-las, sem dramas ou exageros? Sim, o amor deve ter lugar todos os dias. Sim, deve haver momentos pirosos e foleiros. No entanto, não se justifica a promoção dos coitadinhos, não se justifica a frieza desmesurada, tal como não se justifica o fim da privacidade do carinho e o exagero material. Aproveitem apenas este dia previamente marcado no calendário popular para celebrarem o amor e o companheirismo, para oferecerem o melhor de vocês e para reflectirem melhor no tipo de parceiros que são. E, por conseguinte, adaptem essa maneira de pensar e agir aos restantes 364 dias do ano.

 

MIMOS! (Rick's stuff #7)

E eis que chegou (e já quase que passou) um dos dias mais adorados, mas também odiados (costuma sempre haver quem morra por vivê-lo todo o santo ano e, por outro lado, quem fiquei um bocado para o eriçado, não tendo com quem festejar), de sempre: o Dia de S. Valentim - ou, para os mais românticos, o Dia dos Namorados! 
E o que implica uma data como a de hoje? Presentes? Tréguas nas discussões?! Mais presentes???!
Costumo pensar que o Dia dos Namorados tem bastante em comum com o Natal. Ambos celebram o amor e a partilha, mas a sociedade actual acabou por transformá-los numa bela desculpa para se aumentar o consumismo em épocas aleatórias do ano. Além disso, segundo as minhas mais ou menos humildes convicções, se não se celebra o amor e a partilha no resto dos meses, não será pontualmente que a sua exaltação valerá de alguma coisa. Vale, sim, se consistir num maior número de oportunidades para se demonstrar o que se sente, sem que seja necessário fazerem-se umas compras apressadas de lembranças impregnadas de corações até ao vómito, só para não parecer que se foi desleixado. E até nem vejo mal nesses corações se forem dados com intenção, mas... vocês entendem... São prendas materiais. Gastam-se rios de dinheiro em presentes que não se oferecem noutras ocasiões, quando o Dia dos Namorados e o Natal são só pretextos para nos relembrarmos da importância dos nossos loved ones e para lhes oferecermos canecas com motivos facebookianos...

Wait... what?

Momento para exibicionismo pessoal:


Iei! O meu amor deu-me uma caneca personalizada para a minha colecção! E, como não vinha embrulhada e me esqueci da chave do cacifo, andei a passeá-la na mão desde as oito e meia da manhã até ao final da tarde... As pessoas que passaram por mim devem ter pensado que eu andava maluquinha, mas, pelo menos, fui uma maluquinha feliz!
E é nessas palavras que sintetizo o Dia dos Namorados: um bando de maluquinhos felizes e aluados que , a 14 de Fevereiro, recebem peluches, presentes, flores e, acima de tudo, muito mimo - não há nada melhor do que esse mimo! Especialmente se nos for dado 365 dias por ano.