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Procrastinar Também é Viver

Blogue sobre trivialidades, actualidades e outras nulidades.

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Como atender chamadas indesejadas de call center

Estou a falar com a Srª D. X?

Querem saber como atender chamadas indesejadas de call center, mantendo uma postura correcta, mas assertiva?

 

Até trabalhar num call center, nunca entendi na minha cabecinha que quem nos falava do outro lado da linha, a tentar vender-nos ou a convencer-nos sobre qualquer coisa, também era um ser humano. Aliás, nunca cheguei sequer a intelectualizar o assunto. As chamadas publicitárias, para questionários, para nos oferecer o último tarifário mais cool eram lixo e despachadas com um tchauzinho breve, que eu raramente me interesso por essas campanhas com abordagem telefónica (antes, hoje e quase sempre).

No entanto, depois de ter trabalhado durante três meses na porcaria de uma empresa de call center, a minha perspectiva alterou-se drasticamente. Continuo a irritar-me com tanto telefonema acerca da mesma campanha, continuo a achar que o contacto é demasiado violento e forçado. Mas já não culpo o operador que, coitado, lá anda a penar em representação de um gigante capitalista, género empresas de telecomunicações. Penso sempre "ok, vou tentar facilitar a vida a este bacano, facilitando a minha também". Agora, até me divirto um bocadinho, quando lhes ataco as defesas todas, que já conheço de gingeira.

 

1º - Atender pacientemente as chamadas, perceber se já sabemos qual o objectivo do contacto, se é algo que nos possa potencialmente interessar (acontece, não é?).

 

2º - No caso de não estarmos interessados: Ouça, eu já sei dessa campanha há meses porque sou uma pessoa informada. Além disso, já trabalhei num call center e sei que tem aí uma opção ou um botão no seu formulário que diz "Não estou interessado.", ponto final, ou mesmo com outras justificações. Está a ver? É mesmo aí que tem de clicar.

 

3º - No caso de o 2º procedimento não funcionar: repeti-lo até ser seguro que clicaram mesmo lá no botão e que vocês esterão salvos... até à próxima campanha, pelo menos.

 

4º - No caso de o 3º procedimento não funcionar: ameaçar chamar o chefe de equipa ou o supervisor, ou mesmo ligar para "instâncias superiores".

 

5º - No caso de nenhum dos procedimentos anteriores, desejar um bom dia, uma boa tarde ou uma boa noite, desligar delicadamente e esperar pela próxima picada. Oh, oh, que ela há-de chegar! No serviço onde eu trabalhei, cada campanha dava direito a um máximo de seis!

 

Quem sabe do que fala e vos avisa vossa amiga é, com certeza! Sei a dor que é, tanto realizar quanto atender estas chamadas de call center. E detesto ambas as experiências. Ultimamente, então, tenho recebido demasiadas, com demasiada frequência.

Ir a Paris por 200€ (ou menos) #1

Depois de alguns pedidos e da resposta positiva à sugestão que deixei no fim da publicação "1 semana em Paris!", o prometido é devido e cá nos encontramos para uma partilha de dicas acerca de como viajar sem gastar muito dinheiro. Neste caso, venho contar-vos como consegui ir a Paris por 200€.

Ainda ontem, na aula de Cultura Visual, a minha professora fez uma observação que em tudo é verdadeira: a geração mais nova, aí dos 15 aos 35 anos (se tanto), já faz parte de uma categoria de turistas bem diferente àquela a que pertencem os nossos pais. A nova geração é a dos viajantes backpackers, ou seja, dos turistas de mochila às costas, que querem é viajar e conhecer sítios novos, ainda que sem quaisquer luxos ou comodidades associadas à viagem e estadia. Não é tão verdade? É, sim senhor. Somos a geração low cost, desde a Primark até à Easy Jet, passando pelo Self Discount do Jumbo e pela Hora H da Feira do Livro de Lisboa.

Adiante, que se faz tarde. Seguem-se umas quantas dicas sobre como ir a Paris por 200€ (ou menos)!

Aviso já que o texto será longo - e apenas sobre a viagem de avião e o alojamento, com continuação noutra publicação (alimentação+circular na cidade).

 

Um dia monto uma agência de viagens!

 

1. Reservar um vôo

Em vez de perderem tempo a consultar o site de cada companhia aérea de cada vez, recomendo-vos o Sky Scanner, uma espécie de motor de busca de vôos operados por todas as companhias e mais algumas.

 

 

Como acabar uma relação em 5 passos

Não é que eu seja letrada na matéria (muito pelo contrário, sou melhor a manter relações do que a acabar com elas, até porque nunca tive necessidade de o fazer), mas sou uma observadora exímia da sociedade em geral e vejo-me na obrigação de espalhar o meu conhecimento pelo mundo. Há pérolas que têm de ser partilhadas! Além disso, já toda a gente está farta de conselhos para construir boas relações, para as estimar e blá blá blá, tudo uma lamechice pegada. Temos que inovar, caríssimos!

Assim, estes são alguns passos de que me lembrei serem muito úteis para acabar com uma relação a partir de dentro. Atrevo-me a dizer que, se os seguirem à risca, nem três dias ela vai durar. Depois de aplicadas estas medidas desesperadas (para situações desesperantes) é praticamente garantido que vão acabar solteiros. Mas é que de certeza!

Por isso, se não estão para dar desculpas em forma de falinhas mansas, do género "o problema não és tu, sou eu", nem serem desagradáveis e dizerem qualquer coisa do género "filha, deslarga-me, que eu quero circular e papar outras, que tu és uma sonsa frígida e cada vez que te beijo imagino a minha vizinha Cátia Maria - sim, aquela que é travesti", acreditem nas minhas palavras sábias e ponham os meus conselhos em prática. Antes que seja tarde demais!!!

 

 

1. Controlem o vosso mais-que-tudo (ou direi "um-pouco-mais-que-nada") na vida como se... só o tivessem a ele

Não há quem goste de ser controlado. Provavelmente, nem os extraterrestres devem gostar. Nem os cães. Muito menos os gatos. E desconfio que nem os pinguins vão nessa. Se estão mesmo fartos dessa pessoa e não a aguentam por mais três minutos, peçam-lhe a password do Facebook, do Instagram, do e-mail, o pin do telemóvel, a chave de casa e vasculhem tudo, tendo sempre o cuidado de invadir os perfis, eliminar das listas todos os amigos do sexo oposto (ou do mesmo sexo, dependendo da sua orientação sexual - se for bissexual, o melhor é mesmo eliminar todos) e pegar na lingerie do pai/da mãe que estava no cesto da roupa lavada e perguntar, com um ar escandalizado "ANDAS-ME A TRAIR, É???". Crises de ciumeira são para usar e abusar.

 

2. Por falar em exs, façam muitas comparações

  • Para as meninas...

Se o Hélder tomava esteróides, se calhar tu também o deves fazer. É para teu próprio bem!

Oh Danilo, tens de cortar esse cabelo. O Rui era obcecado pelo cabelo dele, sabias?

  • E para os meninos...

O meu contacto no telemóvel da Gisela tinha 5 arrobas e três asteriscos, mas tu só puseste um coração no teu. Se calhar não gostas tanto de mim como eu pensava... (aqui também entra um bocadinho de chantagem emocional)

A mãe da Liliana era mais gostosa do que a tua. Se as mães fazem as filhas à figura delas, se calhar devia ter ficado com a Liliana.

 

3. Batam-lhe

A violência não costuma ser resposta para nada, mas uns quantos pontapés e caneladas nunca fizeram mal a ninguém, não é? Uma tareia por dia mantém baixa a fasquia. Não tem muito que saber. Ah, e o objectivo não é fazer sangue (deixem de fora os punhos e as facas), é só magoar e melgar. Olhem, tentem beliscões! Colheres de pau e chinelos também valem, desde que com moderação. Esperemos que a sabedoria popular esteja errada e que o "quanto mais me bates, mais gosto de ti" não se concretize. Senão, é só tentar a terapia inversa.

 

4. Tratem-no/-na abaixo de bicho

Eu trato bem os meus bichos, mas vocês entendem a ideia. O ideal é serem mesmo inconvenientes. Não é preciso porem-se aos berros nem praguejarem.

  • Para as meninas...

Essa barba está mais espigada que os pêlos púbicos da minha avó Rosa. Hu-hum, ela faleceu em 2008, eu sei.

Até a Honey Boo Boo tem mais abdominais que tu.

  • Para os meninos...

Oh amor, hoje esqueceste-te de pôr maquilhagem, não foi?

Isso são rugas nos olhos? Aos 17 anos??? BELHAAAC!

 

5. Não lhe prestem atenção nenhuma

Joguem muita Playstation, marquem muitas girls night out, digam que têm muito que fazer durante o resto da semana para poderem passar momentos a dois (e façam questão de lhes aparecer à frente no centro comercial ou no McDonald's com o melhor sorriso que puderem pôr na cara e com o maior número de amigos/amigas/amantes possível), não lhes respondam às mensagens, não lhes atendam às chamadas...

 

Dito isto, mãos à obra, rapaziada!

Recomendar é melhor do que desperdiçar #2

Tardou, mas chegou. Esta rubrica está de volta com mais um produto de experimentar e chorar por mais. Por este, eu faria toda a publicidade possível, todos os dias, a toda a hora, se me oferecessem mais uns frasquinhos. Curiosas?

 

Para mim, tudo o que é Yves Rocher é bom. Pelo menos, é o que dita a minha experiência. Todos os produtos são concebidos à base de produtos naturais, neste caso plantas, e não me lembro de nenhum que tivesse parabenos ou outros químicos à mistura. Os aromas são uma delícia e há cremes, loções, champôs, perfumes, desodorizantes e o que quer que procurem para todos os gostos e tipos de pele. Por essas e por outras é que me tornei conselheira de beleza, isto é, revendedora da Yves Rocher.

 

Há muito tempo que procurava um hidratante para o corpo que não o deixasse oleoso. É muito difícil encontrar algo assim, porque a minha pele é como a da minha mãe e, sendo ela asiática, sou como que forjada para climas mais tropicais. Este clima temperado não é mesmo a onda da minha pele, que sempre foi muito seca e sensível. Não há depilação que não me deixe os poros inflamados, borbulha que não demore tempos e tempos a desaparecer, ferida que não precise de muito creme para cicatrizar sem deixar marca... É um drama de pele! Como se não bastasse, farto-me de a tentar hidratar com todo o tipo de loções e leites supostamente indicados para aquilo de que preciso, mas não há nenhum que não me deixe toda gordurosa e peganhenta - isto é, até ao dia em que descobri o verdadeiro milagre, que só podia ser da Yves Rocher: o óleo seco com Monoï do Tahiti! Tenho-o há cerca de duas semanas e já somos graaaandes amigos.

 

 

(A minha embalagem.)

 

BENEFÍCIOS

 

Este é o primeiro óleo que experimento e já me deixou fanática, desde a primeira aplicação (antes da qual pensei algo como "well, well, here we go again, com mais um mono lá para a gaveta"). O preço de venda ao público ronda os 7,50€, mas eu tenho desconto por ser conselheira de beleza, de modo que o investimento não poderia ter sido melhor.

O óleo seco de Monoï do Tahiti da Yves Rocher é uma pechincha, mesmo tendo em conta o preço de venda ao público! São 125ml de pura hidratação que se absorve em menos de nada. Costumo colocá-lo depois do banho, nos braços, nas pernas, na barriga, no peito ou nas costas e, depois de acabar de borrifar e pentear o cabelo com o condicionador da Gliss, posso vestir-me de imediato. As pernas costumavam ser a zona que menos absorvia, mas isso era coisa do passado! Deixa a pele super confortável. Estou extasiada. E o cheiro do óleo seco? Haverá aroma que mais lembre o Verão do que este? Normalmente, nem sequer é preciso perfume, basta o óleo e o desodorizante para ficar pronta.

Também já tentei aplicar o óleo no cabelo, para que é igualmente indicado, mas não vale a pena dar-lhe essa utilidade quando se tem, em alternativa, um condicionador em spray. No entanto, para quem é tão obcecado com as pontas secas como eu, o meu conselho é que não perdem nada em usá-lo no cabelo de vez em quando.

 

ÚNICA DESVANTAGEM

 

Este óleo seco de Monoï do Tahiti é uma maravilha, só que as verdades têm de ser ditas: gasta-se demasiado depressa! Ok, este é realmente o único ponto negativo a apontar, pelo menos que me lembre. Para quem o usar todos os dias, em muitas partes do corpo, deve durar 1 mês e meio no máximo. Ainda assim, é não sei quantas vezes mais barato do que muitos dos outros óleos secos que se encontram por aí. Dito isto, não temos nada do que nos queixar!

 

PRÓXIMA COMPRA... PROVAVELMENTE

 

Já encomendei umas amostras do perfume de Monoï, da mesma gama que o óleo seco. Sou louca por perfumes e, quem sabe, este seja o próximo produto a experimentar. Na verdade, eu gostaria era de ter dinheiro para encomendar a gama inteira!

 

Recomendar é melhor do que desperdiçar #1

Caso ainda não tenham reparado, eu sou uma miúda (só naquela, para confirmar se estamos todos em sintonia). Por conseguinte, dada esta minha condição humana, também gosto de maquilhagem e de produtos de beleza, de produtos cheirosos e, principalmente, QUE RESULTEM!

Pois, este é um dos maiores dramas femininos. Andamos por aí a comprar e a comprar e a comprar - e a desperdiçar dinheiro em coisas que, afinal, não prestam e que só fazem mais nheca na nossa pele e no nosso cabelo e a causar o caos na nossa carteira (ou dos nossos pais, em todo o caso).

Mas, minhas caras amigas, gente menina deste blogue, do que depender de mim, vocês nunca mais vão atirar dinheiro à rua com embustes comerciais. A partir deste dia, só vos vou recomendar tudo do bom e do melhor, mesmo que as marcas não me paguem e que eu continue desfalcada. A prioridade é o bem-estar comum!

 

Para primeira recomendação, escolho o reparador de cabelo da Gliss (Schwarzkopf) Brilho-Seda (ou Nutri-Seda, há vários nomes no rótulo), que suaviza e desembaraça. No meu caso, até deu para substituir o condicionador ou amaciador, que só enfraquecia a raiz do cabelo e se gastava mais depressa que pasta de dentes. Vem numa embalagem cor-de-rosa com pulverizador, por isso podem aplicar à medida das necessidades do vosso cabelo, ora menos, ora mais, ora aqui ou ali.

 

(A minha embalagem.)

 

Diz que tem queratina líquida, o que suponho que seja bom (desde que me deixe o cabelo em condições, se "suaviza e desembaraça", enquanto afasta as pontas espigadas como o alho afasta os vampiros, está-se fixe) e cumpre o requisito de cheirar bem. E o melhor de tudo acerca deste reparador de cabelo, o que é, o que é? Dura meses. E meses. E mais meses. Sem exagero! Tenho esta embalagem desde Setembro ou Outubro, ainda tenho produto no fundo e lavo o cabelo dia sim, dia não. Sabem quanto custou? Menos de quatro euros, no Jumbo. Acho que estava em promoção quando o comprei, mas, mesmo que se pague cinco ou seis euros, o que é que se quer mais por um produto que dura mais de meio ano?

 

A aplicação é super simples. Agitam a embalagem, borrifam o cabelo molhado ou seco à vossa vontade, onde e quantas vezes quiserem, e tcharan. Já está. Tão simples quanto isto. Mesmo que não tenham lavado o cabelo e tenham problemas a pentear-se, borrifem à vontade, que não ficam a parecer-se com o Snape, de cabelo escorrido e oleoso.

 

Se tiverem curiosidade em experimentar a gama completa, depois digam-me como correu.

 

(Esta imagem não é minha, foi retirada daqui.)

 

***

 

Que tal vos parece esta rúbrica? Devo continuá-la, ficaram interessadas, acham que eu devo mas é dedicar-me ao crochet...? Contem-me o que vos vai na mente!