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Procrastinar Também é Viver

Blogue sobre trivialidades, actualidades e outras nulidades.

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Os meus 5 podcasts favoritos em inglês

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O feriado está quase a acabar, está frio lá fora, provavelmente a esta hora já estamos prestes a ir dormir. No entanto, quis reservar alguns minutos para vos recomendar uma lista com os meus 5 podcasts favoritos em inglês. Lembrei-me de o fazer, depois de ter recebido algum feedback positivo acerca das sugestões de episódios que partilhei ontem no Instagram. Talvez vos consiga convencer por aqui também!

 

Os meus temas favoritos, como poderão verificar, são psicologia e economia. Notem ainda que o trabalho de edição do som e a voz dos locutores é muito clara, agradável e eloquente, e que os títulos dos episódios são bastante sugestivos, sem enganar. Em geral, são esses os critérios mais superficiais que me prendem aos podcasts.

 

Desta vez, sugiro podcasts estrangeiros (facilmente encontrados no Spotify), mas em breve talvez tente partilhar uma lista de podcasts em português.

 

Por agora, vamos lá ver... e ouvir!

 

1. The Science of Happiness

 

Não costumo ler livros de auto-ajuda, mas esta "ciência da felicidade" tem-me ensinado bastante. Aliás, por vezes, nem é tanto ensinar, mas sim educar e relembrar: cada episódio de The Science of Happiness informa-nos acerca dum método testado cientificamente que podemos utilizar para nos sentirmos mais felizes. Os leitores habituais do blogue já sabem o quanto adoro este podcast.

 

2. Shut Up, Brain

 

Este podcast é para quem tem um cérebro hiperactivo que nunca se cala, pensa, repensa, mói, remói, para quem sofre com ansiedade acerca dos mais variados tópicos e não é fã de parar para respirar. Então, como contrariar essa tendência, como promover a nossa própria saúde mental com hábitos construtivos e que aumentem a nossa produtividade? É a essa pergunta que o Shut Up, Brain tenta responder. Apesar de o seu objectivo ser semelhante ao do podcast anterior - ser feliz - e o tema principal ser a psicologia, alguns apontamentos sobre meditação e neurociência também são discutidos.

 

3. Freakonomics

 

Quase todas as pessoas que conheço gostam de falar sobre economia, mas nem sempre temos conhecimento suficiente para enriquecer as discussões com argumentos minimamente inteligentes, "porque não estudámos economia". Além disso, há tanto que ouvimos nas notícias e não entendemos... Graças ao Freakonomics Radio, podemos entrar em contacto com algum jargão, teoria e reflexões da área, sem os acharmos aborrecidos. Por acréscimo, a maioria dos epsiódios conta com entrevistas a convidados ilustres, entre eles vencedores do prémio Nobel ou autores reconhecidos.

 

4. The Indicator from Planet Money

 

 

Para quem tem um attention span reduzido, mas continua a querer instruir-se acerca do que se fala nas notícias (e não só), o Planet Money é o podcast mais indicado. Cada episódio tem cerca de dez minutos, o que me tem permitido ir ouvindo sobre uma variedade de temas, também ligados à economia, durante pequenos intervalos entre actividades ao longo do dia (nomeadamente, viagens de metro curtas). Conheci esta série há poucas semanas, numa aula de Economia da Cultura, e acho que está muito bem concebida para leigos ou principiantes.

 

5. TED Talks Daily

 

 

Não conheço uma única pessoa que fale mal das Ted Talks ou sequer que assuma não gostar delas. Talvez estas palestras, intervenções, discussões e conferências sejam uma das melhores iniciativas criadas nos últimos anos. Desta forma, já cá faltavam as TED em formato de podcast - e uma por dia, consoante indica o título Ted Talks Daily. Pessoalmente, estou a pensar em adoptar o hábito de seguir os episódios diários, sem excepção, e dedicar mais ou menos quinze minutos todas as manhãs ou noites a ouvir algo novo. Porque não?

 

Antes de terminar, uma nota breve de elogio aos podcasts: são ou não são fantásticos?! Em Portugal, ainda não há muitos, pelo menos não tantos quanto noutros países, o que é uma pena. Se tiverem algum para me sugerir, estou aqui para receber as vossas ideias.

 

There's no such thing as too many podcasts! 

De partir o coração

No outro dia, fui comprar pão ao café que fica na estação de comboios. Era final do dia e as empregadas começavam a arrumar, enquanto o fluxo de clientes diminuía. Chego-me ao pé do balcão, quando uma delas pega num tabuleiro cheio de bolos, daqueles em fatias, ou tortas, bolos cheios de creme de ovos, de chocolate, de noz, de tudo, que custam os olhos da cara. Depois, despeja-o sem hesitar no caixote do lixo. Assim, tudo lá para dentro, sem dó nem piedade. Bolos do dia. Bolos bons, saborosos, que eu já tenho comido lá nos últimos anos e pelos quais já gastei muito dinheiro. Tudo lá para dentro. Tudo lá para dentro. Por essa altura, já a vitrine estava meio vazia. Quem se lembraria de deitar tantos bolos para o lixo, tivessem ou não a qualidade que eu sei que estes em questão tinham?

Numa época em que imensas famílias portuguesas não sabem o que mais podem comer com tão pouco dinheiro, às vezes com nenhum, acho um crime os estabelecimentos deitarem fora comida boa. Com tantos programas de recolha de comida nos restaurantes e cafés para organizações que ajudam pessoas com dificuldade em arranjar o que comer, não me digam que, pelo menos, nem sequer conseguiriam contactar as igrejas, juntas de freguesia ou as câmaras municipais daqui da zona para lhes doarem os excedentes...! Não me digam que os próprios empregados não se importariam de repartir grande parte dos doces e de os levar para casa deles, para darem aos filhos, aos pais, aos tios, sobrinhos ou amigos...!

Partiu-me o coração ver tanto alimento em condições de ser consumido ir pela saco abaixo. Acho que nunca mais hei-de conseguir comprar um bolo na Estação dos Sabores, onde os clientes pagam um pequeno luxo para disfrutarem do que, depois de não ser consumido, é total e estupidamente desperdiçado.

 

dos outros #22

"Estou convencido de que, se quisermos estar do lado certo da revolução mundial, temos de começar por, enquanto nação, passar por uma radical revolução de valores. Temos rapidamente de deixar de ser uma sociedade orientada para as coisas e passar a ser uma sociedade orientada para as pessoas. Enquanto as máquinas e os computadores, as motivações de lucro e os direitos de propriedade forem considerados mais importantes que as pessoas, será impossível vencer estes monstros trigémeos que são o racismo, o materialismo extremo e o militarismo."

Martin Luther King Jr, Eu Tenho um Sonho

a célebre frase daquele economista muito famoso... ah, sim, o Fernando Ulrich

Quase poderia ser a letra de uma música popular muito conhecida. Com alguma sorte, poderia ser a de uma música cantada pela Madonna. No entanto "Se o país aguenta mais austeridade? Ai aguenta, aguenta...!" foi apenas mais uma frase extremamente infeliz dita por alguém que merecia qualquer coisa não menos grave do que uma valente bofa na boca, ou seja, pelo Fernando Ulrich, o presidente executivo do BPI. Apesar da minha ingénua e, talvez, pretensiosa idade, sinto-me curiosamente à vontade para lhe atribuir a qualidade de traste e pedir desesperadamente que nunca mais ninguém o deixe falar em público. Isto é, a menos que a opinião de sua excelência se baseie nalgum dado que desconheço como, por exemplo, que será da generosidade do seu bolso que os portugueses serão alimentados durante os próximos dez a vinte anos. É só uma ideia...


(Por acaso, eu e o Sr. Ulrich temos uma característica em comum: nenhum de nós é licenciado.)

a célebre frase daquele economista muito famoso... ah, sim, o Fernando Ulrich

Quase poderia ser a letra de uma música popular muito conhecida. Com alguma sorte, poderia ser a de uma música cantada pela Madonna. No entanto "Se o país aguenta mais austeridade? Ai aguenta, aguenta...!" foi apenas mais uma frase extremamente infeliz dita por alguém que merecia qualquer coisa não menos grave do que uma valente bofa na boca, ou seja, pelo Fernando Ulrich, o presidente executivo do BPI. Apesar da minha ingénua e, talvez, pretensiosa idade, sinto-me curiosamente à vontade para lhe atribuir a qualidade de traste e pedir desesperadamente que nunca mais ninguém o deixe falar em público. Isto é, a menos que a opinião de sua excelência se baseie nalgum dado que desconheço como, por exemplo, que será da generosidade do seu bolso que os portugueses serão alimentados durante os próximos dez a vinte anos. É só uma ideia...

(Por acaso, eu e o Sr. Ulrich temos uma característica em comum: nenhum de nós é licenciado.)