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Procrastinar Também é Viver

Blogue sobre trivialidades, actualidades e outras nulidades.

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6 lições para ser mais empreendedor: What I Wish I Knew When I Was 20 (Tina Seelig)

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Vi este livro pela primeira vez numa lista de recomendações, não sei se no Goodreads ou no Book Depository. What I Wish I Knew When I Was 20, de Tina Seelig, tem não só um título sugestivo (mais ou menos "o que eu gostaria de ter sabido aos 20 anos"), quanto também uma autora com um percurso profissional e académico impressionante.

 

Não me vou alongar muito, mas o seu currículo inclui o facto de ser professora, neurocientista, consultora, directora do Stanford Technology Ventures Program e membro-fundadora do Hasso Plattner Institute of Design (d.school) da Stanford School of Engineering. Uma vez que ando a estudar empreendedorismo e criatividade neste segundo semestre de mestrado, e aspiro a ser tão multi-tudo quanto a Tina Seelig, ela pareceu-me uma excelente pessoa, um modelo de excelência, para me contar o que é que eu já devia saber aos 20 anos (e mais 3)! Além disso, nestes dias, qualquer inspiração para enfrentar os 20s é bem-vinda!


Mais uma vez, li muito pouca informação adicional antes de começar a ler o livro. O título tinha-me parecido ilustrativo o suficiente, por isso peguei-lhe sem questionar o conteúdo. Então, mais uma vez, fui surpreendida. Afinal, What I Wish I Knew When I Was 20 não é uma narrativa de cariz pessoal ou filosófico (o que eu esperava), mas sim uma reflexão acerca de criatividade e empreendedorismo em faixas etárias jovens.


No entanto, tal como tenho aprendido nas minhas aulas, o empreendedorismo pode antes ser um conjunto de ferramentas e competências úteis para a vida em geral, não só no que toca à concretização de negócios! Aliás, o conteúdo deste livro é inspirado numa lista de lições que Seelig escreveu ao filho quando ele foi para a universidade.


Ao ler What I Wish I Knew When I Was 20, confirmei o que tenho aprendido doutras formas: o empreendedorismo e a criatividade podem ser ensinados e aprendidos, não são atitudes inatas que são inacessíveis a quem não tenha nascido com tal tipo de "dom". Podemos vê-los como atitudes a adoptar para sermos não só bem-sucedidos, mas também felizes.


Por exemplo, destaco algumas que me ocorrem de momento:

 

1. Não devemos ver os problemas que nos surgem como empecilhos, mas sim como uma fonte de experiência e conhecimento;

 

2. Fazer alguma coisa é sempre melhor do que não fazer nada, por isso temos de começar sempre por colocar as nossas ideias em prática e depois logo se vê se corre bem ou não;

 

3. Devemos pensar em ideias viáveis para criar novos projectos, mas as melhores ideias surgirão exactamente do oposto, surgirão das ideias mais absurdas e menos convencionais, que a maioria das pessoas não levaria a sério à primeira vista (foi assim que o Cirque du Soleil surgiu);

 

4. É impossível sermos bem-sucedidos sem falharmos muito mais vezes (tomemos o exemplo das start-ups, que na sua maioria falham, para que no meio de toda essa confusão surja Aquela, a incrível). Por isso, o melhor a fazer é normalizar as falhas enquanto parte inevitável do processo;

 

5. Uma forma de potenciar todos os nossos esforços enquanto estudamos é aproveitando projectos da escola ou da universidade para desenvolver outros paralelos (por exemplo, se temos de escrever um plano de negócios para um seminário, podemos aproveitar essa tarefa para criar uma plano para um negócio real, investigar e experimentar formas de o tornar viável, não deixando apenas a teoria no papel, mas podendo aplicá-la no futuro);

 

6. Devemos encarar todas as pessoas que conhecemos como uma oportunidade para aprender algo ou como uma porta que se abre para novas possibilidades (seja porque se tornam nossos amigos, porque conhecem mais alguém que também deveríamos conhecer ou até porque pode surgir algum tipo de colaboração em projectos futuros).


Para "entrar" na disposição ideal para ler este livro, recomendo o documentário que a Tina Seelig menciona logo nas primeiras páginas, Imagine It!, no qual durante cerca de uma hora, somos relembrados que o empreendorismo não tem de ser apenas sobre a criação de valor monetário, mas também social e cultural, enriquecendo a comunidade de diversas maneiras. Deixo-vos aqui o link para o documentário.

 

Para um primeiro contacto com a autora, também recomendo as Ted Talks da autora, principalmente esta.

 

 Sugerem mais algumas lições que gostariam de ter sabido aos 20?