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Procrastinar Também é Viver

Blogue sobre trivialidades, actualidades e outras nulidades.

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O Primeiro Capítulo dum projecto e podcast muito, muito bons!

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Já que não posso começar a rentrée psicológica com o primeiro dia de aulas, venho por este meio lançá-la com um novo projecto para o qual fui arrastada: O Primeiro Capítulo, um encontro por pessoas que gostam de escrever, para pessoas que também gostam de escrever.

 

Desde o início do ano que comecei a ir aos pequenos-almoços mensais das Creative Mornings Lisbon (das quais já vos falei imensas vezes), onde conheci a Elisa Baltazar, a host actual. Parece que a Elisa é uma máquina de fazer coisas acontecer, por isso não foi com grande surpresa que, já não me lembro bem como, decidimos fazer... isto que estamos a fazer! Queríamos escrever, queríamos conhecer mais pessoas que também queiram escrever, e temos vontade de criar uma oportunidade para todos esses escritores de gaveta se encontrarem, trocarem umas quantas ideias e partilharem alguns textos. Acreditamos que esta é uma forma de enriquecimento e crescimento.

 

Sem mais demoras, este é o texto de apresentação do encontro e podcast O Primeiro Capítulo!

 

𝐏𝐞𝐬𝐬𝐨𝐚𝐬 𝐪𝐮𝐞 𝐠𝐨𝐬𝐭𝐚𝐦 𝐝𝐞 𝐞𝐬𝐜𝐫𝐞𝐯𝐞𝐫 𝐩𝐫𝐨𝐜𝐮𝐫𝐚𝐦 𝐩𝐞𝐬𝐬𝐨𝐚𝐬 𝐪𝐮𝐞 𝐠𝐨𝐬𝐭𝐚𝐦 𝐝𝐞 𝐞𝐬𝐜𝐫𝐞𝐯𝐞𝐫

Dizem que para bem escrever são necessárias duas coisas, ler e escrever.
Concordamos, mas achamos, também , que é necessário optimizar a forma como se lê e a forma como se escreve.
Não é à toa que escritores tão importantes como Bocage, Alexandre Herculano, Almada Negreiros, Fernando Pessoa ou Mário de Sá Carneiro se juntavam em tertúlias onde, entre outros temas politicos e intelectuais, falavam de literatura.
Acreditamos que a interação também inspira, também ensina e também motiva.
Assim, o Primeiro Capítulo é um ciclo de encontros mensais de partilha entre pessoas que escrevem ou querem escrever.

Nestes encontros o objetivo passa, principalmente, por escrever. Escrever todos os meses ou, pelo menos, uma vez por mês. Não mais que 500 palavras sobre um tema que se mostre desafiante.
Uma vez escrito o texto, juntamo-nos e passamos esse texto a alguém para ler em voz alta. Este exercício permite-nos ver como outra pessoa entoa o nosso texto. Ouvir as nossas palavras pela boca de outro pode dar-nos toda uma nova perspetiva sobre a forma como escrevemos. Durante essa leitura não haverá lugar a comentários ou correções. O objetivo é que esta leitura nos dê espaço para repensar a forma como escrevemos.
Depois desta leitura, haverá espaço para comentários. Todos, exceto aquele que o escreveu, terão a oportunidade de comentar aquilo que sentiram falta no texto ou que possa ter ficado menos claro. Finalmente, serão feitas questões ao autor.
Em nenhum destes momentos, o autor terá a palavra. O objetivo aceitar a crítica como construtiva e ter tempo para refletir sobre a mesma.

Finalmente, contaremos também com a presença de um profissional da indústria para partilhar dicas, ideias comentários e, claro, inspirar-nos.

 

Mais concretamente, o objectivo destes encontros é discutir em conjunto textos que tenhamos produzido, sobre o tema lançado cada mês. Também contaremos com convidados especiais em todos esses encontros, que poderão oferecer críticas mais construtivas e algumas dicas relacionadas com o seu trabalho e possíveis obras.

 

Toda a informação pode ser encontrada online, no Instagram e no Facebook d'O Primeiro Capítulo, assim como no site Meetup.

 

Para Outubro, já temos tudo tratado e combinado, e estamos mesmo a aceitar inscrições! O nosso primeiro convidado no dia 7 (segunda-feira) será o Nelson Nunes, um autor de quem já vos falei por aqui, e conhecendo-o há quase uma década e tendo acompanhado a carreira (e a riqueza da estante) dele durante estes anos todos, tenho a certeza de que vamos ter conversas muito interessantes sobre escrita e livros. Para participarem, enviem-me/enviem-nos uma mensagem pelas plataformas e redes sociais sugeridas, ou um e-mail para podcastprimeirocapitulo@gmail.com.

 

Além do encontro, também faremos um podcast d'O Primeiro Capítulo... Mas falarei de tudo a seu tempo! Por agora, gostava muito que acompanhassem este projecto do meu coração, que  hão-de sair daqui belíssimas ideias. E espero ver alguém dos blogs nos nossos encontros! Conto convosco? 💚

Li um guia de escrita de ficção: Quem Disser o Contrário é Porque Tem Razão (Mário de Carvalho)

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Se estão à procura de mais um guia de escrita criativa, não leiam Quem Disser o Contrário é Porque Tem Razão, de Mário de Carvalho. Este livro não é, sequer, apenas mais um "guia de escrita de ficção". É isso tudo e ainda um ensaio que varia entre o domínio das preferências e opiniões do próprio autor, a referência académica, catálogo de obras e autores, e o entretenimento ligeiro. Já o tinha na minha "to read list" há dois anos e finalmente me convenci (e fui convencida) a arranjá-lo. Valeu a pena!


A escrita criativa parece ser uma actividade com cada vez mais adeptos, seguidores ou meros curiosos. Talvez por causa do aumento da literacia das últimas gerações, escrever acabou por se disseminar como um passatempo respeitado, de exercício intelectual, incitado ainda mais pela Internet, pela popularização de blogues e mesmo pela vaidade em ver e ter obra. Assim, é normal que se publique regularmente sobre o assunto.


No entanto, Mário de Carvalho é considerado um dos melhores escritores vivos em Portugal, pelo que não se esperaria da sua autoria muito menos do que aquilo que se lê nas 276 páginas de Quem Disser o Contrário é Porque Tem Razão. (É verdade que só li A Inaudita Guerra da Avenida Gago Coutinho há muitos anos, mas a reputação dum autor precede-o.)


Apesar de ser anunciado na capa que se trata dum "guia prático de escrita de ficção", arrisco dizer que até o considero um "guia de leitura". Acho que este livro me demonstrou, além de como poderei tentar escrever, o que posso esperar duma obra com qualidade literária e a repensar muitos dos meus livros favoritos (como a Odisseia e a obra de Eça de Queirós).


Os capítulos tratam de nos aconselhar obras e autores de referência, o que poderá ser a escrita, como começar a escrever, quais os cuidados gerais a ter em conta, a relação do escritor com o leitor, como planear a estrutura e o enredo, como criar títulos, nomes de personagens e as próprias personagens... entre outros assuntos que não me cabe a mim enumerar aqui, mas sim aos interessados descobrir na sua incursão pelo guia.

 

Outro aspecto que distingue este guia de escrita doutros que se encontram nas livrarias portuguesas é o gabarito do cânone seguido por Mário de Carvalho. Como ele mesmo refere, o escritor é que escolhe o tipo de leitor ao qual gostaria de chamar a atenção. Por sua vez, não me parece que os leitores deste livro pretendam escrever (ou aprender a ler, na minha opinião) o próximo bestseller de supermercado. Mesmo que não aspirem ao Nobel da Literatura, talvez possam pelo menos sonhar remotamente com um prémio Leya ou um concurso literário municipal.

 

Antes de terminar, aviso ainda que se devem preparar para a tal quantidade significativa de autores e obras de referência que pelo menos a mim me deu vontade de comprar por inteiro em atacado. Preparem os vossos orçamentos! As recomendações deixadas não sentirão piedade das vossas carteiras!


O resto é convosco. Espero ter-vos entusiasmado tanto para o Quem Disser o Contrário é Porque Tem Razão quanto este livro merece... digo eu!


Boas leituras... E escrita!

Sobre o que é que gostarias de escrever?

Ontem, reencontrei alguns antigos colegas, numa surpresa que se preparou à professora que nos acompanhou como directora de turma do 5º ao 9º ano, no colégio (beijinhos, professora Antónia, seguidora silenciosa deste blogue!).

Não via a maior parte deste grupo há imenso tempo, talvez anos. Só nos vamos "seguindo" de vez em quando pelas redes sociais e penso que não estávamos juntos desde o baile de finalistas do 9º ano... até ontem. Pensei que ia ser estranho reencontrar estes colegas 5 anos depois, mas foi uma óptima surpresa. Talvez tenhamos mudado imenso, talvez tenha sido eu a mudar, mas, pelos vistos, os grandes hobbies de cada um parecem não ter sofrido alterações significativas. No meu caso, ainda sou recordada pelos meus antigos colegas, que conheço desde os 5 ou 6 anos, como uma miúda que escreve imenso. Obviamente, continuar a escrever um (vá, dois em um) blogue também ajuda a manter uma certa expectativa, digo eu.

O que me leva ao assunto principal da presente publicação: um destes colegas perguntou-me sobre o que é que eu gostaria de escrever. E a minha resposta foi qualquer coisa como "não sei". Contudo, foi uma pergunta que me fez começar a reflectir.

Eu sei que gostaria de vir a escrever qualquer coisa de significativo, que fizesse a diferença e que não fosse apenas mais um mono na estante de alguém, mas, para que isso aconteça, sinto que preciso de crescer mais um tanto e que preciso de perceber mais sobre determinados assuntos que me interessam particularmente e que poderiam servir de suporte para um possível livro que eu venha a escrever. Um romance, um livro teórico ou mesmo um conto necessitam de tempo para amadurecer (primeiro, na cabeça; depois, no papel) e de disponibilidade mental que não lhes consigo conceder neste momento. Provavelmente, tanto hei-de esperar pelo momento certo, que ainda me apanharei a certo ponto a dar a desculpa de ser "tarde de mais". Como é óbvio, dificilmente chegarei aos calcanhares dos autores, portugueses ou estrangeiros, que admiro; não considero que seja possível viver amarrada para sempre nessa sombra e, deste modo, resta-me acreditar que, um dia destes, ainda me há-de sair qualquer história da cabeça que valha a pena ser lida.

Há coisas que temos de fazer e ponto final e, para mim, uma dessas coisas é escrever. Sobre o quê, ainda não estou certa. Enquanto as personagens que imagino (que existem, disso tenho a certeza) se encontram em negociações entre si e tentam descobrir o que as move, vou-me contentando em escrever sobre a única personagem que conheço melhor, que sou eu. Se nem eu sei ainda o que ando para aqui a fazer neste mundo, se nem eu sei para que é que estou reservada, como raio poderia eu saber o que as personagens que desejo criar serão capazes de concretizar no papel?

Não chega saber como se escreve um livro, nem como se estruturam os capítulos, os parágrafos e as frases. Eu também pretendo descobrir como contar a história de personagens especiais e específicas sem aborrecer/ofender/criticar/expor ninguém e sem ser mal entendida. Sou uma perfeccionista e reconheço que já escrevi umas tantas páginas de outros "exercícios de escrita" que são bons (caso contrário, nunca teria ganho nenhum prémio nem as pessoas me teriam dito que não sou nada má a escrever). Só que, no que toca à possibilidade de publicação oficial de uma obra substancial, sou muito reticente e pouco confiante quanto às minhas capacidades de criação literária.

 

 

Nanozine nº10

Quase não tenho dado notícias, mas continuo por cá. Hoje, venho apenas partilhar uam novidade rápida convosco: saiu por fim o nº10 da Nanozine, o primeiro número desta magazine em que participo. Sinto que o meu trabalho foi mínimo, porque, realmente, quem merece uma salva de palmas é a equipa da direcção (a talentosa Leonor e a procrastinadora Alexandra aka Pantapuff, que já conhecerão doutras andanças), assim como todos os artistas que contribuíram para esta edição - destaco o trabalho da Gabrielle Germano, que tratou da ilustração da capa e da BD do número 10.

 

capa10

 

Se gostariam de também contribuir para o próximo número da Nanozine, leiam as condições de submissão e enviem os vossos textos, fotografias, desenhos ou o que melhor vos parecer para o e-mail nanozine.web@gmail.com! Visitem igualmente o site da Nanozine em http://nanoezine.wordpress.com para conhecerem melhor o projecto!

 

Facebook: www.facebook.com/Nanozineoficial

HOJE foi o dia

Frequentei o Colégio Atlântico durante nove anos - desde a pré-primária até ao final do 3º ciclo. Quando, por fim, entrei para a escola pública, pensei que nunca mais me apanhavam por lá, pelo menos durante algum tempo. Na altura, estava como que saturada do ambiente de "clausura", de protecção e de controlo a todo o santo instante (ou, pelo menos, era assim que eu via a situação), e a recém-adquirida-pseudo-liberdade trouxe-me, talvez, uma quanta arrogância (que depressa me passou, haja juízo!). Poucos meses depois, voltei para uma curta visita e, contra todas as expectativas, fiquei tão triste por já lá não andar que reafirmei, desta vez pela razão contrária, a minha pouquíssima vontade de regresso. Mas, eventualmente, continuei a visitar os meus professores, a falar com alguns no Facebook e a enviar e-mails à minha antiga directora de turma, a professora Antónia, que, no ano passado, me convidou (com a aprovação da direcção do colégio e dos outros professores, obrigada, obrigada!) para ir falar a uma turma de sexto ano sobre o meu percurso escolar, porventura pessoal, e dar-lhes alguma motivação. Aliás, até cheguei a escrever sobre isso! Fiquei especialmente sensibilizada por me colocarem nessa posição, pois demonstrava que me encontravam competências e experiência suficientes para conseguir gerir esse encontro. E, afinal, saí-me bem!

Então, este ano, o convite repetiu-se... para conversar, não com uma, mas com várias turmas, do 2º ao 3º ciclo, no pavilhão multiusos do colégio! Tanta gente!!! A minha primeira reacção foi pensar que não conseguiria cativá-los, que seria horrível e que nem me levariam a sério. Mas - ei! - não estou aqui para as curvas? Não é o meu lema explorar todas as situações que me sejam colocadas, aproveitando-as como se fossem a minha última oportunidade?
Claro que aceitei, ora essa - ou houvesse outra resposta beatrizmente possível!

Portanto, hoje, lá estive...


Colocaram-me no palco em cima do qual actuei em dezenas de festas escolares (dança, teatro, música, ...), completamente sozinha, com um foco de luz a destacar-me, um sofá para me sentar e água para ir bebendo. Não estava naaaaada à espera! Nada mesmo! Tanto cuidado e tanta atenção sobre mim fizeram-me sentir pequena, pequenina, minúscula. À minha frente, apesar de não conseguir vê-los nitidamente devido ao brilho do holofote que me encadeava (e aos óculos que não tinha na cara, ah ah ah), estavam imensos alunos e professores que esperavam que eu fosse capaz de mostrar fluência, à vontade e carisma. Desiludi-los não era, de todo, uma opção!
Abordei diversos temas: a experiência da escola privada em comparação à da escola pública, as notas, as minhas actividades extra-curriculares, o que me motiva, os meus hobbies, esta procrastinação em forma de blogue, as expectativas que tenho para o futuro... Sei que me esqueci de referir imensas coisas que planeara referir, sei que não fui a melhor oradora e que, quando entrei naquele palco "enorme", caiu sobre mim uma grande ansiedade que me impediu de me expressar como desejava. No entanto, também me contaram que quase nenhum aluno (estavam presentes o 7º, o 8º e o 9º ano) se atreveu a falar, algo raríssimo; que consegui, felizmente!, cativá-los; que me colocaram questões no final e que mostraram interesse pelo que partilhei com eles. No final, senti que tinha cumprido a minha parte e que demonstrara ser um bom exemplo, embora, ainda há pouco tempo, tenha estado na pele deles e tenha tido a idade que têm. Em suma, acho que consegui chegar aos meus espectadores e nada me poderia deixar mais satisfeita!

Também matei saudades de todos os professores e funcionários do colégio que me viram crescer e que, agora, se admiram por já ter passado tanto tempo desde que eu fazia intermináveis e dolorosas birras (porque a minha avó me mandava demasiada comida para o almoço), por eu já ter "este tamanho, parece que me metem adubo" e por até já aparecer com um "apêndice/borracho" (segundo apelidaram o Ricardo, que me acompanhou nesta visita); desenterrei recordações que pensei nunca mais recordar; passei em corredores que me fartei de percorrer "para trás e para a frente, para a frente e para trás" durante quase uma década... Enfim, foi uma manhã e tanto!

A minha avó sempre me disse que, um dia, me lembraria do colégio e teria vontade de lá voltar. Por muitos momentos desagradáveis que tenha vivido dentro dos seus portões, os melhores superam-nos! Dito isto: hoje foi o dia.

***

MIL OBRIGADAS a todos os que me concederam esta visita especial e que conseguiram torná-la num dos acontecimentos mais marcantes do meu 12º ano!!!
MIL DESCULPAS a um certo professor que, num certo seu aniversário, foi presenteado pela minha antiga turma com um Big Mac e uma festa surpresa cheia de doces que não pôde comer, por estar em regime de dieta, e que teve de explicar aos seus actuais alunos em que consistiu esse episódio, uma vez que me ocorreu a brilhante ideia de o trazer à memória. (Faça o obséquio de se rir, stôr Nuno! :D )

Escrever por escrever sobre escrever

Em diversas ocasiões, apetece-me escrever. Só não sei o quê, sobre o quê. Ora peco por excesso de ideias, um amontoado confuso de temas, porventura personagens, ora peco pela falta delas, uma desinspiração medonha, capaz de me levar à insanidade da sensação de que jamais serei menina para escrever algo digno de ser lido por outrém.
Esta é uma ambiguidade a que não consigo escapar, não encontrando um meio termo.
Bem, e talvez este desabafo constitua um pouco do equilíbrio que procuro, uma vez que escrevo sobre escrever, que não é tema nenhum, apesar de não deixar de ser legítimo.
Cada um escreve sobre o que lhe dá na gana, e eu, por meu turno, gosto de arrastar o tempo a fazer coisas que, directamente, não me trazem proveito algum. Estou apenas a escrever por escrever... sobre escrever.

a ranhosa da Beatriz

Sr. Pedro Chagas Freitas,

Acho que o senhor só está a complicar o que é simples. Eu nunca precisei dos seus cursos para aprender a usar vírgulas. Bastou a minha professora do 5º ano ensinar-me que só precisamos de nos guiar pela entoação com que falamos para que consigamos escrever um texto gramaticalmente correcto. Se soubermos falar, também sabemos escrever, dizia-me ela. E, se as pessoas não souberem falar, o que será delas nas ocasiões mais banais do dia-a-dia?
Já agora, a sua é uma das piores publicidades que vi nos últimos tempos. Nota-se logo que, com tanta falta de modéstia, quer impingir os seus cursos à força toda a um público que julga minimamente estúpido, dado o discurso que nos prega. Vá mas é pregar para outra freguesia, amigo! Pare de se intitular o "Mourinho da Escrita Criativa", porque ela é isso mesmo: criativa. Se me apetecer encavalitar vírgulas, pontos de exclamação e travessões, isso é cá da minha conta!

E, no entanto, como eu sou muito solidária para com os outros (cof, cof), ainda o ajudo na sua demanda pelas vírgulas, através da minha ranhosice, já viu?

Votos de boa sorte,

Beatriz

a ranhosa da Beatriz


Sr. Pedro Chagas Freitas,


Acho que o senhor só está a complicar o que é simples. Eu nunca precisei dos seus cursos para aprender a usar vírgulas. Bastou a minha professora do 5º ano ensinar-me que só precisamos de nos guiar pela entoação com que falamos para que consigamos escrever um texto gramaticalmente correcto. Se soubermos falar, também sabemos escrever, dizia-me ela. E, se as pessoas não souberem falar, o que será delas nas ocasiões mais banais do dia-a-dia?
Já agora, a sua é uma das piores publicidades que vi nos últimos tempos. Nota-se logo que, com tanta falta de modéstia, quer impingir os seus cursos à força toda a um público que julga minimamente estúpido, dado o discurso que nos prega. Vá mas é pregar para outra freguesia, amigo! Pare de se intitular o "Mourinho da Escrita Criativa", porque ela é isso mesmo: criativa. Se me apetecer encavalitar vírgulas, pontos de exclamação e travessões, isso é cá da minha conta!


E, no entanto, como eu sou muito solidária para com os outros (cof, cof), ainda o ajudo na sua demanda pelas vírgulas, através da minha ranhosice, já viu?


Votos de boa sorte,


Beatriz

anteontem

Anteontem (como o título indica) fui a Cascais receber a minha menção honrosa (Escrita Criativa, sub-categoria de poesia) do concurso de criatividade Grande C.


Digo-vos que achei tudo uma beleza até chegar ao local em questão. Acordei mais cedo dado que, supostamente, os vencedores teriam a oportunidade de conhecer pessoalmente o júri da sua categoria e... nada. Não houve encontro nenhum a não ser a cerimónia de entrega de prémios em si, onde estavam presentes algumas figuras conhecidas do público e outras que, não sendo tão conhecidas, são de ainda maior relevância. Dos nomes que poderão conhecer, eventualmente, vi os Amor Electro, a Carolina Deslandes, a Rita Redshoes, o Miguel Ângelo, a Paula de Carvalho, entre tantos outros de que não me recordo de momento. No entanto, a desorganização não se manifestou apenas pelo encontro que não encontrou. A cerimónia começou com mais de meia hora de atraso e as actividades que estavam agendadas para a tarde foram a derradeira prova da falta de brio nesta edição da Festa do Grande C. Nem os seus responsáveis sabiam onde as iriam dinamizar! (Tive a oportunidade, inclusive, de assistir a instantes de tensão e desorientação por parte da Paula de Carvalho, a cujo atelier de Escrita Criativa eu assitiria, caso tivesse havido organização e melhor coordenação de horários). Acabei por assistir apenas ao atelier de Escrita de Letra para Música, com o Nuno Miguel Guedes - jornalista, guionista e argumentista, além de escrever as letras das músicas de grandes artistas portugueses, como a Ana Moura - a quem tenho de dar os sinceros parabéns por ter mantido a calma, apesar de toda a confusão gerada pela situação.


Infelizmente, fui a única vencedora que não teve nenhum representante da sua escola a apoiá-la, o que considero que tenha sido um embaraço enorme. Ainda assim, fui com a minha avó, uma amiga dela e um amigo meu e tenho a dizer que não foi mau de todo. Acabou por ser um dia divertido e diferente!


Quando fui ao palco receber o prémio, também tive a oportunidade de dizer algumas palavras de agradecimento aos promotores do concurso, de encorajamento e felicitação aos meus colegas vencedores e cheguei até a entoar "somos a prova de que Portugal tem talento". Que plagiadora de programas televisivos, 'pá!