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Procrastinar Também é Viver

Blogue sobre trivialidades, actualidades e outras nulidades.

Procrastinar Também é Viver

Blogue sobre trivialidades, actualidades e outras nulidades.

O quanto eu odeio corrigir exames

Adoro o meu trabalho. Adoro assistir à evolução dos meus alunos, de caras de incompreensão à iluminação final, a diferença que posso fazer na cabeça, na vida deles, no mundo, as vidas que posso tocar, as conversas que posso gerar, pagarem-me para ter audiência (uma que seja obrigada a ouvir-me, pelo menos). 

Adoro sentir que estou a fazer a minha parte em prol das futuras gerações, a nível global. Sinto-me a maior sortuda por ter merecido este trabalho de sonho. 

 

O que eu dispensaria mesmo é aquela fase em que tenho que corrigir 180 exames e trabalhos e lançar as notas numa semana. Só de pensar, até fico enjoada, e tomara eu que esta fosse só "uma expressão ".

Universidade #9 - Pasta de finalista + bênção das fitas

Como em tudo no que toca às pseudo-tradições académicas, escolhi experimentar estas duas, com receio de me arrepender mais tarde caso não tivesse fazer parte delas. Tenho para mim que é sempre melhor "ver para crer", em vez de nos pormos com peneiras e falsos orgulhos, mesmo que, à partida, aquilo com que nos deparamos nos pareça uma mariquice.
Foi com isto em mente que comprei e mandei fazer a minha pasta de finalista, mais as fitas azuis timbradas da minha faculdade, e me inscrevi na benção das ditas cujas. Provavelmente, quem me conhece e me ouviu falar sobre estes assuntos desde o primeiro ano no ensino superior acabou por se surpreender. Ah e tal, que eu sou uma vendida, uma troca-tintas, uma Maria vai com as outras. Se calhar sou, porque a certa altura eu achei que isto dos finalistas era tudo uma gravíssima lamechice e que gastar um sábado inteiro ao sol numa cerimónia com milhares de pessoas, mais uma pequena fortuna na pasta, nas fitas e no bilhete era duma pessoa se atirar da ponte. Afinal, se tudo correr pelo melhor, ainda hei-de ser finalista mais duas vezes.
Só que, quando chegou o momento da verdade, aquele em que me defrontei com a possibilidade de fazer ou não fazer o que estou prestes a fazer... Aí é que foram elas! Deixar passar a oportunidade e ficar na ignorância é que não! Por isso, encomendei a pasta de finalista e cá tenho eu andado a distribuir as minhas fitinhas pelo pessoal, à espera que me escrevam, desenhem e desejem coisas bonitas, dignas de ser abençoadas pelo Cardeal Patriarca no dia 21.

Depois, conto-vos como foi.

 

 

 

A dita cuja! #ciênciasdacultura #flul #ulisboa #senioryear #bênçãodosfinalistas

Uma foto publicada por Beatriz Canas Mendes (@beatrizcanasmendes) a

Universidade #5 - Praxe ou não, eis a questão!

E... as aulas do ensino superior estão prestes a começar! Faltam mais ou menos 5 dias para o aclichézado "primeiro dia do resto das vossas vidas" e, com ele, chega a altura de decidir serem praxados. Ou não serem praxados.

Recentemente, o Governo lançou uma campanha de sensibilização para a existência de praxes violentas, com o intuito de que estas sejam denunciadas. O que é certo é que o que é bom para uns é terrível para outros e cada um gosta do que gosta. Reconheço que deve haver por aí muita praxe a atentar contra os direitos dos colegas, pessoalmente acho a maioria (violenta ou não violenta) um bocado ofensiva contra a minha personalidade, mas há muita gente que as adora e o que é que se pode fazer? Por isso, penso que esta campanha de sensibilização terá como principal objectivo pôr-nos a reflectir no que é realmente adequado em contexto de praxe, o que é óptimo. Assim, ninguém tem de ameaçar acabar com as praxes, não correndo também o risco de se ser encarado como apoiante cego.

 

No ano passado, contei-vos que desertei da minha praxe ao fim de três horas. Enfim, aquilo não era meeeeesmo para mim. Detesto que mandem em mim, detesto que me gritem e que me coloquem imposições, ainda que seja "na brincadeira". Para mim, a melhor integração parte do facto de sermos todos iguais, num contexto de equidade e de disponibilidade. Não quis saber se, algumas horas depois, ao final do dia, aqueles colegas iriam despir as suas capas e revelarem-se uns bacanos para mim. Ao iniciar o meu 1º ano na faculdade, o que eu precisava era de colegas que fossem bacanos desde o início até ao fim, que me ajudassem a qualquer momento e que não me dissessem que ou escolhia ser praxada durante duas semanas, sem ir a quase aula nenhuma, ou então não valia a pena fazê-la.

Obviamente, escolhi não ser praxada. Não ando a pagar mais de 1000€ por ano e a trabalhar que nem uma louca para depois andar a baldar-me logo às primeiras aulas. Se a praxe não coincidisse com o período de aulas, ainda era capaz de repensar a minha decisão. No entanto, dadas as circunstâncias, jamais me arrependi neste último ano de não ter alinhado.

 

Ao não ir à praxe, tive tempo de conhecer igualmente alguns colegas que, esses sim, me ajudaram ao longo de todo o ano. A faculdade é conhecida pelas festas e pelos bons bocados que se passam com o "pessoal", mas também é um período em que toda a ajuda é pouca para nos mantermos fiéis aos nossos objectivos. Por isso, só tenho a agradecer tê-los conhecido, aos colegas que me fizeram sentir bem-vinda, mesmo sendo caloiros como eu.

Duas semanas depois do início das aulas, quando a praxe finalmente terminou, os que haviam participado nela caíram de pára-quedas nas aulas. Muitos aguentaram-se bem, outros nem por isso. O meu curso não é o mais difícil, mas exige empenho, assim como todos os outros. 

 

Não achei que tivesse perdido alguma da minha (suposta) experiência académica por não ter sido praxada e, por este ano, não praxar. O traje não me seduz muito, travei amizades na mesma. Há tanto em frequentar o ensino superior sem ser a praxe! Há tanto de inédito, há tanto de agradável.

 

Não pensem que, por não participarem na praxe, não farão amigos e que não travarão bons conhecimentos. Pensem sempre que dizer "sim" ou "não" fica ao vosso critério. Que todas as praxes são diferentes. Que as pessoas são diferentes. Que cada um deve ficar na sua. O vosso melhor amigo pode estar a adorar a praxe dele, e ser fixe, e ser divertidíssimo, mas que isso não significa que a vossa seja tão positiva quanto a dele - às vezes nem sequer por ser perigosa ou humilhante, apenas porque vocês não são do tipo de entrar nessas coisas.

 

A minha opinião não é anti-praxe. A minha opinião é anti-abusos e anti-falta de auto-estima, é pró-decisões tomadas com responsabilidade e reflexão acerca daquilo que realmente nos agrada na vida, acerca das nossas prioridades. Aquilo que defendo é que, em caso de dúvida, experimentar não custa!

Universidade de Lisboa a ganhar terreno nas 500 melhores!

Escolher o sítio onde estudamos representa um passo importante na nossa formação académica e profissional. Por isso, fico mesmo grata às circunstâncias da vida por viver relativamente perto de Lisboa e poder estudar na UL. Agora que já me encontro mais à vontade neste meio, já começo a acreditar quando me dizem que ter uma licenciatura da Universidade de Lisboa é muito melhor do que ter um grau superior de muitas outras instituições europeias. Nem todos os professores são perfeitos, claro. Nem sempre temos acesso a todos os recursos de que precisamos. Mas a exigência é elevada e os resultados científicos comprovam-no, com a UL em permanente destaque no mundo académico.

Deste modo, soube - sem muita surpresa, mas com bastante agrado - que a Universidade que escolhi, a Universidade de Lisboa, tem subido nos rankings, nomeadamente no Ranking de Xangai, figurando entre as 500 melhores instituições de ensino superior do mundo, algures entre o 201º e o 300º lugar. Uma distinção totalmente merecida, digo eu, que nem sei se sou suspeita!

 

 

Costuma-se dizer "join the dark side, we have cookies". Eu digo "vem para a UL e começa a construir um CV respeitável"! :)

A Universidade #1 - 10 Razões para não se ir para a universidade

Aqui me apresento, quase ao fim do meu primeiro ano de faculdade. Alguns leitores começam a questionar-me acerca da minha experiência e, ainda por cima, já tendo pensado em escrever sobre o assunto, quero esclarecer quaisquer dúvidas que vão aparecendo a quem interessa saber mais sobre o ensino superior e, em particular, a coisa vista a partir da minha perspectiva. Se tiverem sugestões, partilhem-nas!

 

As primeiras perguntas a que vou responder, ainda que indirectamente, são:

a) vale ou não vale a pena ir para a universidade?

b) vou ou não vou?

 

Em suma, aqui vão 10 RAZÕES PARA NÃO SE IR PARA A UNIVERSIDADE.

 

1. A partir do que eu e do que aqueles que me rodeiam e com quem me relaciono todos os dias temos vivido nos últimos meses, a universidade não parece mais ser uma peça fundamental por que todas as pessoas têm de passar, em prol de não serem vistos como “inferiores”, dum ponto de vista pessoal ou profissional. Talvez há uma ou duas gerações houvesse essa diferenciação, mas seria demasiado estúpido esse continuar a ser um pensamento geral em vigor. Já não se aplica. Ou uma pessoa quer MESMO, MESMO ir para a faculdade, e até já sabe o que vai fazer do curso (ou, pelo menos, sabe que está no sítio certo para partir para outros projectos no futuro) ou, então, mais vale desistir.

 

2. Fazer uma licenciatura de 3 ou 5 anos só porque sim é simplesmente estúpido. Inútil. Uma perda de tempo. Fazem o primeiro ou o segundo ano e, no fim de contas, acabam por desistir. Na melhor das hipóteses, vão arrastando as cadeiras até alguma contingência do destino vos obrigar a tomar uma decisão. Não faltam casos em que isso acontece. Os 3 anos podem passar num instante, mas também podem representar imenso tempo – tudo depende do como os decidirmos aproveitar.

 

3. Acho que é preciso muita força de vontade para se ser um aluno decente na faculdade, isto é, para se ter notas que façam a diferença num CV. É extremamente tentador faltar às aulas em que a assiduidade não conta para a nota final. É extremamente tentador não passar uma tarde a estudar. É extremamente tentador ir àquelas festas da Associação de Estudantes, é extremamente tentador fazer tudo, menos aquilo que tem de ser feito. Pensando bem, passar à rasquinha a uma cadeira é um mal mínimo. Chumbar é um perigo eminente.

 

4. Há demasiados alunos na universidade que não sabem o que lá estão a fazer ou qual a ideia que pretendem perseguir, porque é muito fácil entrar em imensos cursos, mesmo com notas vergonhosas de candidatura. Porém, é difícil sobreviver à pressão de novos métodos, avaliações mais do que rigorosas, professores cuja acção é – muitas das vezes - impessoal, incompetente, insuficiente e distante, à nova autonomia que pode ser levada ao desleixo… E, claro, também é imprescindível gostar do que se estuda. Tenho muitos colegas que só estão no curso “porque sim” ou porque não entraram nas primeiras opções, e que se perdem e desistem a meio do percurso.

 

5. Ah! – e, se vão para a universidade, seja a de Letras ou outra, preparem-se para ler muito, quer em formato de livro, quer na Internet, quer no tablet… Onde for necessário. Os resumos da Wikipedia deixam de ser suficientes; as obras integrais/originais é que estão a dar.

 

6. Com a oferta de cursos profissionais de nível 3, 4 e 5 (uma licenciatura corresponde ao nível 6) a aumentar a cada ano, já não há desculpas para não se ter uma formação como deve ser, em qualquer área, sem se ir para a universidade. Principalmente numa época de crise, em que ir o ensino superior é, frequentemente, um luxo, há que ponderar se esse será ou não um investimento que valha a pena. O esforço é enorme, principalmente quando se estuda e se trabalha ao mesmo tempo, ou quando se sabe que há toda uma ginástica das finanças familiares envolvida. Além disso, os cursos profissionais estão a tornar-se cada vez mais valorizados pelos empregadores, que procuram quem tenha uma formação específica e prática.

 

7. Concluindo o ponto 6, salvo alguns dos cursos dos institutos politécnicos, os cursos ao nível da universidade costumam ser teóricos as fuck.

 

8. Os nomes das cadeiras são todos muito lindos no papel, mas podem ser o terror na vida real. Por experiência própria, aquelas com que me dei melhor foram as que me aterrorizavam mais pelo modo como lhes haviam chamado. Não se deixem iludir por designações atraentes e "uuuh, que interessantes", ou acabarão a ter uma aula com o professor mais chato do campus. Ou, ainda pior, a irem para a faculdade sem terem a vocação necessária,

 

9. Relacionado com os dois pontos anteriores… quem acaba uma licenciatura não sabe realmente exercer uma profissão concreta. Sabe coisas. Só coisas, muitas coisas que veio a empilhar e a vomitar nos testes ao longo do curso. Por isso, antevê-se mais um investimento: uma pós-graduação ou, pelo menos, mais formação complementar.

 

10. Provavelmente, um licenciado acaba a trabalhar no mesmo sítio que aqueles que só têm o 12º ano: numa caixa de supermercado (sem colocar em hipótese o desemprego no que toca aos licenciados que, já agora, era de 32,1% em 2013). Há fé que isso não aconteça, mas ninguém sabe o que o futuro nos reserva, ninguém sabe…

 

 

Esta publicação presta-se exactamente a testar a vossa determinação, pelo que aconselho a que não a entendam como um desencorajamento para quem quer seguir para o ensino superior, consistindo apenas no tipo de reflexão que se espera de jovens que estão prestes a realizar uma das maiores escolhas antes dos 20 anos. Pretende-se que se pesem todos os riscos.

Mais tarde, talvez também escreva uma publicação sobre as razões pelas quais se deve ir para a universidade, mas só depois de terem assimilado toda esta informação negativa. Só para prevenir. Pensem bem, é o conselho que vos deixo, meus caros.

 

Café para os alunos que estudam na Cidade Universitária

Esqueçam o café do Refeitório I, aquela máquina só o dissolve em água.

O café da cave da Faculdade de Letras é o melhorzinho desta prezada instituição - livrem-se de experimentar o dos bares!

Se não se importarem de se deslocar duas estações de Metro, o melhor café (especialmente capuccinos, mmmm) bebe-se na máquina do ginásio Pump Fitness Spirit, à saída do Metro do Campo Pequeno, na Avenida da República. 

 

Não têm de quê, isto é serviço público!

Já agora, gente doutras faculdades vizinhas, recomendam mais algum sítio?

Está feito!

 

Euzinha.

Classificação final de 166 (para mim, é de 167, mas eles arredondaram o número por baixo).

Ciências da Cultura como primeira opção.

 

Acabaram-se os macaquinhos! Apesar de o printscreen não ter a melhor qualidade, consegue-se ver quase tudo. Ciências da Cultura será! Afinal, até ao fim do prazo de candidatura, posso refazê-la as vezes que eu quiser, mas acho que esta será realmente a definitiva (nem que seja porque eu sou uma preguiçosa crónica). Nos últimos momentos, ainda pensei muito em LLC, confesso, só que LLC não tem a porcaria de um estágio curricular no fim do terceiro ano e se há coisa por que eu devo arriscar é pela esperança de poder ter um, como está previsto em Ciências da Cultura. E eu digo que entrarei de certeza em Ciências da Cultura porque a minha média média de ingresso dá 17,4 para este curso (obrigada, 18,2 no exame de Inglês!), portanto as outras opções só lá estão a assegurar que, caso aconteça algum fenómeno de cariz desconhecido que me impeça de entrar onde devo entrar, eu não ficarei sem ir à faculdade, que é como quem diz, não terei de me candidatar à segunda fase e começar as aulas duas semanas depois dos outros.

 

Acabaram-se os macaquinhos...!