Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Procrastinar Também é Viver

Blogue sobre trivialidades, actualidades e outras nulidades.

Procrastinar Também é Viver

Blogue sobre trivialidades, actualidades e outras nulidades.

Toda eu sou incertezas

Acabo de encontrar a lista dos 10 cursos de ensino superior a evitar em Portugal neste momento. Ei-la. E, coicidência ou não, dois dos cursos que nela se incluem são aqueles que mais me agradam e por que já me encontrei indecisa: Línguas e Literaturas (com um nome um pouco diferente - Línguas, Literaturas e Culturas) e Ciências da Comunicação (entretanto excluídas, devido à falta de média para entrar e um jornalista que conheci quase me fazer jurar a pés juntos que não as escolheria, que isso é terreno minado).

Ultimamente, tenho andado muito confusa. Muito não - absurdamente confusa. Logo eu, que sempre fui a Sô Dona Maria das Certezas, que queria seguir este e aquele curso e pronto, acabava-se a conversa, até que (...), ainda não me decidi quanto ao curso superior que devo colocar como primeira opção. Ou melhor, decido-me sempre... até que.

Até que começo a remoer na cena.

Até que volto a ver a extensa lista da DGES e me aparecem cursos super fixes de cuja existência eu nem me lembrava.

Até que começo a pensar em taxas de empregabilidade e (falta de) estágios.

Até que pessoa X ou Y me recomenda isto ou aquilo, porque eu vou bem é para A ou porque sempre me acharam com muito jeito para B. 

Já vos tenho relatado sobre certas ideias minhas, mais ou menos definitivas, quanto ao curso que quero seguir. Mas, entre tanta certeza, a única coisa que me resta é uma incerteza descomunal.

Lá no fundo, lá no fundo, eu quase que faço chichi pelas pernas abaixo quando penso que terei de tomar uma decisão nos próximos dias, decisão essa que me há-de perseguir (ou acompanhar, espero eu) até ao fim dos meus dias, uma vez que eu não quero e recusar-me-ei, der por onde der, a fazer parte do grupo de pessoas que chega ao fim do primeiro semestre de licenciatura a achar que aquilo não é para ela, que no ano lectivo seguinte muda de curso, universidade, país ou galáxia e tenta estudar outra coisa qualquer. Eu quero é orientar a minha vidinha com a maior brevidade possível. Eu quero é, por ordem, um emprego, um carro e sair de casa - de preferência, no prazo de cinco a dez anos. Sou muito optimista, já me têm dito, mas a minha convicção há-de valer para alguma coisa. 

Então, regressando ao assunto inicial, ando para aqui que nem uma barata tonta. Hoje, deu-me até para me imaginar em Gestão do Lazer e Animação Turística na Escola Superior de Hotelaria e Turismo do Estoril (só fica a dez universos de distância da margem Sul, nada de preocupante...). Eu pesquisei tudo o que é testemunhos de alunos e chats de opinião, garanto-vos! Encontro-me, como poderão verificar, num estado de ansiedade cega. É muito complicado escolher um curso sobre o qual sabemos pouco ou nada, mesmo que tenhamos amigos que frequentam a faculdade onde são leccionados. É ainda mais complicado ter uma média de secundário e provas de ingresso que me dão liberdade para escolher o que quer que seja e é complicado interessar-me por tantas áreas de estudo, tão diversificadas dentro das humanidades, e só uma poder fazer parte da minha vida durante os próximos três anos. Em vez de ter a vida facilitada, é isto... Não há rabinho que aguente.

 

Nos próximos dias, sempre que eu disser que vou tirar Não Sei Que Curso, não me levem a sério. Não me levem a sério enquanto não virem um printscreen da minha folha de candidatura à universidade, com todas as minhas opções. É que eu também não acredito no que digo até a preencher e enviar.

 

Por enquanto, sempre me podem ir falando dos cursos de Ciências da CulturaLínguas, Literaturas e Culturas (os dois da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa) e Jornalismo (da Escola Superior de Comunicação Social do IPL). ROGO-VOS QUE ME AJUDEM!!!

 

PRIMEIRA OPÇÃO ACTUAL: Ciências da Cultura, FLUL. (Até mais ver...)

Secundário terminado, caso encerrado

Português - 17 (exame de 15,7 - baixou o 18 que tinha)
Inglês - 18
Filosofia - 17
Ed. Física - 14
Geografia A - 18 (exame de 17,2 no ano passado)
Geografia C - 15
História A - 15 (exame de 13,7 - baixou o 16 que tinha)
Francês - 19 (substitui o 17 à maldita MACS, à qual tive, no ano passado, 18 de nota pré-exame e 14,5 no exame)
Inglês 12º - 17 (substitui a Psicologia B que anulei no 2º período por "só" ter 15)

Quais segundas fases e reapreciações, qual quê! Agora é seguir para Línguas, Literaturas e Culturas na Faculdade de Letras de Lisboa e não se fala mais no assunto.

Exames, provas de ingresso, emprego e coisas que tais

Esta manhã deixou-me de rastos. Na verdade, bastaram ínfimos minutos para eu começar a repensar na minha vidinha.

A princípio, a consulta das pautas deixou-me bastante feliz. 19 a Francês e 17,3 a Inglês (de exame de equivalência à frequência!) foram o suficiente para me fazer dar uns pulinhos em cima da cama. O pior veio com a pauta de História A. Eu já devia saber que, quando a coisa corre mal, o resultado é bom, e que, quando a coisa corre bem, devo desconfiar. E eu não desconfiei, foi esse o meu problema. Acreditei que o professor corrector seria um santo caído do céu, acreditei que teria uma nota para lá de satisfatória - não tive, estava-se mesmo a ver. Ainda assim, estou bem ciente do que fiz, verifiquei os critérios e não consigo imaginar no que me terá influenciado de tal maneira a nota para que ela tenha "baixado" desde a expectativa de um 17 para um 13,7 real. Ou seja, além de ser uma nota absolutamente inviável para me candidatar a Ciências da Comunicação, ainda diminuiu o meu 16 de nota pré-exame na disciplina para um 15. Fiquei mais do que fula, choraminguei até não aguentar e desatar num pranto, maldisse tudo o que é Ministério da Educação e respectivas exigências, fiz trinta por uma linha.

 

E, depois, recompus-me. Existe sempre, a seguir a estes momentos, um outro de auto-clarificação em que uma pessoa conclui que há quem esteja em pior posição do que a sua. Eu tive positiva. Eu tenho a possibilidade de pedir uma reapreciação. Eu já entrei na minha segunda opção da faculdade - Línguas, Literaturas e Culturas - que só não é a primeira devido à maior taxa de empregabilidade e estágios de CC. Não chumbei a nada, tenho uma média de secundário muito boa e, além disso, ainda nem sei o que tive no exame de Português! Sinceramente, dada a surpresa de História A, recuso-me a fazer previsões, mas tenho de me mentalizar que, seja qual for o resultado obtido, entrarei num curso do meu agrado. Se quiser realmente ser jornalista, devo é enfiar-me no CENJOR, independentemente do curso de ensino superior em que entrar. Há que ser optimista!

 

Contudo, visto que, a seguir à tempestade, vem a bonança, começo a trabalhar já no dia 17, em Lisboa! Serei paga a recibos verdes mas, pelo menos, já conseguirei amealhar mais qualquer coisinha para ajudar às despesas da faculdade. Apesar de perder quase metade do meu salário em impostos, terei uma segurança acrescida no que toca a manter as condições necessárias para pagar as propinas e o transporte. Não sei se, em tempo de aulas, me aguentarei com o part-time, mas decidi não pensar nisso por enquanto. A minha função será ouvir mensagens áudio e passá-las para texto, o que não deve ser difícil, apenas aborrecido ao fim de algum tempo.

 

Agora, devo somente concentrar-me em fazer a segunda fase de Português (mesmo que a primeira fase me tenha corrido de feição, gosto de ter um plano B), começar a trabalhar e encaixar na cabeça que não voltarei a ter férias nos próximos tempos (por acaso, só me apercebi deste facto ao escrevê-lo... ai, minha nossa!).

For what concerns you, este blogue há-de sofrer as devidas consequências e eu só espero poder atenuá-las com a hora diária que passarei em transportes públicos. Aposto que nem irão reparar (cof, cof).

Ex.mos professores correctores,

Segundo as minhas contas baseadas nos critérios de avaliação, disponibilizados pelo GAVE, do exame de História A, resolvido esta tarde, a 25 de Junho de 2013, terei um 17,5 certinho. Tenham a gentileza de conferir milhares de vezes as vossas até baterem certo com as minhas, para que eu tenha exactamente a nota de que preciso para subir o meu 16 a História A e entrar em Ciências da Comunicação na FCSH, sem recorrer à segunda fase.

 

Muitíssimo agradecida.

 

O Massacre não massacrou muito

É verdade, meus caros, o exame nacional de História A, ao contrário do que todas as expectativas apontavam, não era assim grande espingarda. Os únicos requisitos para se ter uma nota suficiente às nossas ambições eram sabermos ler e interpretar textos e imagens. O primeiro grupo, com o mapa e a pintura, eram os mais difíceis, a par da pergunta de desenvolvimento do segundo grupo. De resto, as fontes davam-nos praticamente as respostas de mão beijada. Mê'mo ali, escarrapachadinhas que nem sardinhas na brasa. Fantástico. E eu também me sinto fantástica, por sinal! A minha reacção não teve nada que ver com a pancada de zombie que me deu após o exame de Português. O único medo que guardo neste momento - e que é mínimo - é estar a festejar demais e depois vir a desiludir-me, mas digamos que, se eu tiver menos do que um 17,5, o caldo vai-se entornar e queimar uma cidade inteira. A sério. É que aquilo... era demasiado fácil. Demasiado. Já vos disse que saí feliz? (Cheia de calor, mas feliz!)

 

Afinal, sobrevivi com alguma margem de conforto. Se vos tiver corrido tão bem quanto a mim, penso que desta já se safaram. Uh uh...!

O Massacre

Chamemos-lhe O Massacre. Em nada se assemelha ao holocausto, mas preocupa-se com ele. Ninguém vai morrer, mas há que saber de mortes. Nem sequer é uma obra de arte, mas também a deve abordar. Falo do exame nacional de História A, pois claro, a ocorrer dentro de sensivelmente duas horas. Ai. Ai. Ai. Que dor. Ainda nem o vi e já sei que vou ter de ir à segunda fase.

E eu não quero ir à segunda fase!

Quero ter uma boa nota na primeira para poder entrar na universidade NO PRIMEIRO DIA e não DUAS SEMANAS DEPOIS. Em toda a minha carreira de estudante, nunca pensei que, num futuro que se materializa agora, graças ao raio de um exame de História, eu me encheria desta parva ansiedade. Não gosto nada desta sensação. É como uma voz mesquinha que me martela ao ouvido "não vais conseguir", vezes sem conta, insistentemente. Portanto, resta-me ignorá-la e tentar relaxar até à hora d'O Massacre.

O Massacre não me causará mais do que um curto e simples vómito, um revirar inconsciente das tripas. O Massacre não significará mais do que duas horas e meia da minha vida com os miolos a estoirar. O Massacre não me causará uma única dor de cabeça! Porque com o que O Massacre não conta é que eu me tenha matado a preparar para ele. Estúpido!

 

Aos meus colegas de armas e livros, muito boa sorte. Havemos de sair de lá vivos.

I speak English, but French aussi

Saber falar mais do que uma língua estrangeira é lixado. O meu avô era fluente em sete, veja-se lá! Eu "só" sei falar Inglês e Francês (com mais facilidade na escrita, diga-se de passagem) e meto as mãos pelos pés e os pés pelas mãos e a cabeça pelo traseiro e o traseiro pela cabeça, quanto mais... Sim, eu confundo-me assim tanto. Podia ser pior, mas também podia ser melhor. Tenho um nível C1 a Inglês e um B2 a Francês, pelo amor dos santinhos todos! Não era suposto hoje, durante o exame oral de equivalência à frequência de Inglês, começarem a sair-me aussis e pardonnez-moi e palavreado do género... ININTERRUPTAMENTE. Só me apetecia, em bom português, respingar um belo dum FONIX!. Azelha, eu. What else?

O rescaldo #2

Estou altamente desmoralizada com este exame de Português. A primeira impressão já não foi boa, então agora, que já saíram os critérios de correcção… Não melhorou.

Pessoalmente, preciso de uma prova de ingresso de Português ou História A com pelo menos 17,5 valores, uma vez que me decidi, recentemente, a seguir Ciências da Comunicação na FCSH da Universidade Nova de Lisboa. Os últimos colocados neste curso costumam ter, no mínimo, 16,7 de média entre a prova de ingresso e a média final de secundário. Portanto, sendo a minha menor que 17 valores (ainda incerta, dado faltar-me fazer dois exames, um de equivalência à frequência de Inglês para substituir a Psicologia B que anulei, e outro nacional de Francês de 11º ano para substituir a maldita MACS), tenho muito que orar a tudo o que é santo, a ver se consigo nem que seja o dito cujo 17,5 que me dê segurança na candidatura ao ensino superior.

 

Passando à análise da prova e dos critérios, reafirmo a ideia que defendi na publicação anterior: este exame foi especialmente concebido para nos dar cabo da nota (e do juízo). A começar na matéria de poesia do Grupo I, convidando à ambiguidade de interpretação que caracteriza este estilo literário, até ao Grupo III, de cariz visivelmente político e provocativo (ah e tal, defendam lá o valor dos jovens na sociedade, o que é bastante irónico dada a situação das gerações mais novas neste próspero país que é Portugal), passando pelo Grupo II, alegadamente de “gramática”, cheio de rasteiras em que a maioria dos alunos deve ter andado aos tropeções, não vi, em nenhum dos exames nacionais de Português (639) dos anos anteriores tamanha atrapalhação... Já nem contando com o contexto em que este foi realizado pelos alunos, uma total confusão social em que o Governo tenta opo-los e os encarregados de educação aos professores, como se estes últimos fossem meras pedras nos sapatos que têm é de ser largadas no passeio!

 

Eu cá já nem sei nada, é assim que me sinto. A única certeza que tenho é a de que o meu Grupo II está totalmente correcto (e esta, Lobo Antunes?!), de que me esbarrei ao comprido em explicações desnecessárias e possivelmente erradas, segundo os critérios, no Grupo I (shit), e que o meu Grupo III é a incerteza materializada num exercício.

(Ah, e a de que tenho positiva, mas essa não conta.)

 

***

 

E vocês, colegas?

Fizeram exame de Português...? Não fizeram...?

Qual o vosso levantamento desta aventura estudantil, digna de uma epopeia camoniana ou pessoana (ai... o que eu as estudei)?

O rescaldo

E eis que me encontram aqui, após um exame que - sim - chegou a realizar-se na maior das normalidades na minha escola, ao contrário do que sempre pensei vir a acontecer.

Quando cheguei, já estavam todos nas respectivas salas, tanto professores como alunos, como se nunca tivesse havido polémica alguma em torno duma greve. Acho que a única professora de Português da escola que não vi hoje foi a minha, que fez assumidamente a sua parte neste protesto, conforme já nos tinha avisado na semana passada. 

No seu conteúdo, este exame nacional de Português estava visivelmente feito, desculpem a expressão, para nos lixar a vida (ou, pelo menos, a quem estudasse um pouco menos). No que toca a conteúdos textuais, saiu Ricardo Reis (parte A do grupo I) e Alberto Caeiro (parte B), logo dois heterónimos de Fernando Pessoa, algo extremamente inesperado. O próprio exame era inesperado em toda a sua essência! Por seu turno, o grupo II, de gramática (ai era gramática???, mas tinha tanta pergunta de interpretação!) tinha uma data de rasteiras, em quantidade - mais uma vez - inesperada. Ainda por cima, achei aquele "textozinho" - citando o autor - do Lobo Antunes extremamente mal escolhido, de um tipo de escrita mesquinho e quase inimizante (digo eu, que nunca fui com a criatura a nível literário, quanto mais num exame que me servirá de prova de ingresso). Já a produção escrita era acessível, como sempre tem sido, apesar de eu me ter baralhado toda antes de a começar a escrever, graças à atrapalhação das palavras e à falta de inspiração momentânea. Pela primeira vez na vida, não excedi o limite de palavras na parte I-B (80-130), escrevendo umas míseras 86, mas plenas de conteúdo, se tudo correr bem.

 

Em suma, foi um exame mentalmente extenuante, de que ainda me estou a recompor. Mais tarde, se me lembrar de mais alguma coisa, aviso. Por agora, é comer e dormir, que uma pessoa não aguenta fazer anos num dia e ter logo uma manhã seguinte deste calibre.

Agenda

Sexta-feira, 10 de Maio - Exame DELF de Francês nível B2 (todo o dia);
Sábado, 11 de Maio - Encontro de animadores da Forum Estudante;
Domingo, 12 de Maio - Já referi que o encontro de animadores é o fim-de-semana INTEIRO?!
Segunda-feira, 13 de Maio - Cara de Panqueca dorme chez moi. Filosofar sobre a vida até cair para o lado de sono.
Terça-feira, 14 de Maio - Manhã de descanso, depois de tanta folia, bem como actualizar este digníssimo blogue. Escola e Alliance Française à tarde: regresso a casa às 21h;
Quarta-feira, 15 de Maio - TESTE DE HISTÓRIA (!!!!!!)


É bom que eu aprenda a fazer directas, algures pelo meio... ou a ser baldas.