Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Procrastinar Também é Viver

Blogue sobre trivialidades, actualidades e outras nulidades.

Procrastinar Também é Viver

Blogue sobre trivialidades, actualidades e outras nulidades.

Exames, provas de ingresso, emprego e coisas que tais

Esta manhã deixou-me de rastos. Na verdade, bastaram ínfimos minutos para eu começar a repensar na minha vidinha.

A princípio, a consulta das pautas deixou-me bastante feliz. 19 a Francês e 17,3 a Inglês (de exame de equivalência à frequência!) foram o suficiente para me fazer dar uns pulinhos em cima da cama. O pior veio com a pauta de História A. Eu já devia saber que, quando a coisa corre mal, o resultado é bom, e que, quando a coisa corre bem, devo desconfiar. E eu não desconfiei, foi esse o meu problema. Acreditei que o professor corrector seria um santo caído do céu, acreditei que teria uma nota para lá de satisfatória - não tive, estava-se mesmo a ver. Ainda assim, estou bem ciente do que fiz, verifiquei os critérios e não consigo imaginar no que me terá influenciado de tal maneira a nota para que ela tenha "baixado" desde a expectativa de um 17 para um 13,7 real. Ou seja, além de ser uma nota absolutamente inviável para me candidatar a Ciências da Comunicação, ainda diminuiu o meu 16 de nota pré-exame na disciplina para um 15. Fiquei mais do que fula, choraminguei até não aguentar e desatar num pranto, maldisse tudo o que é Ministério da Educação e respectivas exigências, fiz trinta por uma linha.

 

E, depois, recompus-me. Existe sempre, a seguir a estes momentos, um outro de auto-clarificação em que uma pessoa conclui que há quem esteja em pior posição do que a sua. Eu tive positiva. Eu tenho a possibilidade de pedir uma reapreciação. Eu já entrei na minha segunda opção da faculdade - Línguas, Literaturas e Culturas - que só não é a primeira devido à maior taxa de empregabilidade e estágios de CC. Não chumbei a nada, tenho uma média de secundário muito boa e, além disso, ainda nem sei o que tive no exame de Português! Sinceramente, dada a surpresa de História A, recuso-me a fazer previsões, mas tenho de me mentalizar que, seja qual for o resultado obtido, entrarei num curso do meu agrado. Se quiser realmente ser jornalista, devo é enfiar-me no CENJOR, independentemente do curso de ensino superior em que entrar. Há que ser optimista!

 

Contudo, visto que, a seguir à tempestade, vem a bonança, começo a trabalhar já no dia 17, em Lisboa! Serei paga a recibos verdes mas, pelo menos, já conseguirei amealhar mais qualquer coisinha para ajudar às despesas da faculdade. Apesar de perder quase metade do meu salário em impostos, terei uma segurança acrescida no que toca a manter as condições necessárias para pagar as propinas e o transporte. Não sei se, em tempo de aulas, me aguentarei com o part-time, mas decidi não pensar nisso por enquanto. A minha função será ouvir mensagens áudio e passá-las para texto, o que não deve ser difícil, apenas aborrecido ao fim de algum tempo.

 

Agora, devo somente concentrar-me em fazer a segunda fase de Português (mesmo que a primeira fase me tenha corrido de feição, gosto de ter um plano B), começar a trabalhar e encaixar na cabeça que não voltarei a ter férias nos próximos tempos (por acaso, só me apercebi deste facto ao escrevê-lo... ai, minha nossa!).

For what concerns you, este blogue há-de sofrer as devidas consequências e eu só espero poder atenuá-las com a hora diária que passarei em transportes públicos. Aposto que nem irão reparar (cof, cof).

Ex.mos professores correctores,

Segundo as minhas contas baseadas nos critérios de avaliação, disponibilizados pelo GAVE, do exame de História A, resolvido esta tarde, a 25 de Junho de 2013, terei um 17,5 certinho. Tenham a gentileza de conferir milhares de vezes as vossas até baterem certo com as minhas, para que eu tenha exactamente a nota de que preciso para subir o meu 16 a História A e entrar em Ciências da Comunicação na FCSH, sem recorrer à segunda fase.

 

Muitíssimo agradecida.

 

O rescaldo #2

Estou altamente desmoralizada com este exame de Português. A primeira impressão já não foi boa, então agora, que já saíram os critérios de correcção… Não melhorou.

Pessoalmente, preciso de uma prova de ingresso de Português ou História A com pelo menos 17,5 valores, uma vez que me decidi, recentemente, a seguir Ciências da Comunicação na FCSH da Universidade Nova de Lisboa. Os últimos colocados neste curso costumam ter, no mínimo, 16,7 de média entre a prova de ingresso e a média final de secundário. Portanto, sendo a minha menor que 17 valores (ainda incerta, dado faltar-me fazer dois exames, um de equivalência à frequência de Inglês para substituir a Psicologia B que anulei, e outro nacional de Francês de 11º ano para substituir a maldita MACS), tenho muito que orar a tudo o que é santo, a ver se consigo nem que seja o dito cujo 17,5 que me dê segurança na candidatura ao ensino superior.

 

Passando à análise da prova e dos critérios, reafirmo a ideia que defendi na publicação anterior: este exame foi especialmente concebido para nos dar cabo da nota (e do juízo). A começar na matéria de poesia do Grupo I, convidando à ambiguidade de interpretação que caracteriza este estilo literário, até ao Grupo III, de cariz visivelmente político e provocativo (ah e tal, defendam lá o valor dos jovens na sociedade, o que é bastante irónico dada a situação das gerações mais novas neste próspero país que é Portugal), passando pelo Grupo II, alegadamente de “gramática”, cheio de rasteiras em que a maioria dos alunos deve ter andado aos tropeções, não vi, em nenhum dos exames nacionais de Português (639) dos anos anteriores tamanha atrapalhação... Já nem contando com o contexto em que este foi realizado pelos alunos, uma total confusão social em que o Governo tenta opo-los e os encarregados de educação aos professores, como se estes últimos fossem meras pedras nos sapatos que têm é de ser largadas no passeio!

 

Eu cá já nem sei nada, é assim que me sinto. A única certeza que tenho é a de que o meu Grupo II está totalmente correcto (e esta, Lobo Antunes?!), de que me esbarrei ao comprido em explicações desnecessárias e possivelmente erradas, segundo os critérios, no Grupo I (shit), e que o meu Grupo III é a incerteza materializada num exercício.

(Ah, e a de que tenho positiva, mas essa não conta.)

 

***

 

E vocês, colegas?

Fizeram exame de Português...? Não fizeram...?

Qual o vosso levantamento desta aventura estudantil, digna de uma epopeia camoniana ou pessoana (ai... o que eu as estudei)?

O rescaldo

E eis que me encontram aqui, após um exame que - sim - chegou a realizar-se na maior das normalidades na minha escola, ao contrário do que sempre pensei vir a acontecer.

Quando cheguei, já estavam todos nas respectivas salas, tanto professores como alunos, como se nunca tivesse havido polémica alguma em torno duma greve. Acho que a única professora de Português da escola que não vi hoje foi a minha, que fez assumidamente a sua parte neste protesto, conforme já nos tinha avisado na semana passada. 

No seu conteúdo, este exame nacional de Português estava visivelmente feito, desculpem a expressão, para nos lixar a vida (ou, pelo menos, a quem estudasse um pouco menos). No que toca a conteúdos textuais, saiu Ricardo Reis (parte A do grupo I) e Alberto Caeiro (parte B), logo dois heterónimos de Fernando Pessoa, algo extremamente inesperado. O próprio exame era inesperado em toda a sua essência! Por seu turno, o grupo II, de gramática (ai era gramática???, mas tinha tanta pergunta de interpretação!) tinha uma data de rasteiras, em quantidade - mais uma vez - inesperada. Ainda por cima, achei aquele "textozinho" - citando o autor - do Lobo Antunes extremamente mal escolhido, de um tipo de escrita mesquinho e quase inimizante (digo eu, que nunca fui com a criatura a nível literário, quanto mais num exame que me servirá de prova de ingresso). Já a produção escrita era acessível, como sempre tem sido, apesar de eu me ter baralhado toda antes de a começar a escrever, graças à atrapalhação das palavras e à falta de inspiração momentânea. Pela primeira vez na vida, não excedi o limite de palavras na parte I-B (80-130), escrevendo umas míseras 86, mas plenas de conteúdo, se tudo correr bem.

 

Em suma, foi um exame mentalmente extenuante, de que ainda me estou a recompor. Mais tarde, se me lembrar de mais alguma coisa, aviso. Por agora, é comer e dormir, que uma pessoa não aguenta fazer anos num dia e ter logo uma manhã seguinte deste calibre.

Prendas que eu gostaria de receber no meu aniversário (mas que não receberei, porque... you know - crise)

Para os mais despistados (como se fosse possível, que eu não me calo com isto), amanhã faço anos. Faço os 18, ainda por cima. Já estou pelos cabelos com a minha avó e todas as pessoas que existirão por esse mundo fora que fazem questão de mo relembrar de dez em dez minutos: upa, upa, vou ser adulta e hoje é o meu último dia enquanto "criança". GRRRRRRRRR, enterrem-se, minha gente!

No entanto, dentro da temática do aniversário, apetece-me falar de prendas. Ou melhor, o meu lado materialista dita que me apetece falar de prendas.

 

Em primeiro lugar, eu sei que isto está difícil e sublinho o seguinte: sou a primeira a confirmar que me custa imenso ter de arranjar prendas de aniversário para os outros, uma vez que tenho sempre orçamento limitado. Já não se dão prendas de 10€! Nem de 7,50€! Muitas vezes, nem de 5€. Portanto, quando me dizem que, este ano, não há prendas para ninguém, eu só respondo "ok". Então e não me importo? Sinceramente, não. Nos meus dias de anos, só não dispenso estar com os meus amigos. O resto vem por acréscimo. Não há quem não goste de receber presentes, seja quando for, mas há que ter três dedos de testa e um pouco de bom senso. Eu tenho tudo o que uma miúda da minha idade poderia desejar (comida, saúde, família, amigos e um namorado "ao mais alto nível", uma casa cheia de livros, boas notas e até um blogue lido por algumas pessoas que não devem ter mais nada que fazer da vidinha delas, mas de quem eu tenho muito boa impressão), pelo que, a menos que tenham vontade de fazer um donativo para a minha conta bancária, onde estou a amealhar uns trocos para as propinas da faculdade, escusam de pensar sequer em dar-me o que quer que seja.

 

Assim, a lista que se segue trata-se, nem mais, nem menos que um devaneio de quem está a fazer uma pausa no estudo para os exames nacionais. Vou chamar-lhe...

 

AS PRENDAS DE ANVERSÁRIO QUE ME PODERIAM DAR, CASO TIVESSEM DINHEIRO:

 

1. LIVROS. Nunca são demais.

 

2. PRATELEIRAS. Dão sempre muito jeito por estas bandas.

 

3. CHOCOLATES. Oh, os chocolates! Como eu adoro as barrinhas do Continente... E os bombons da Milka... E os Toblerones.

 

4. GOMAS. Afinal, a minha avó diz que estou magra.

 

5. Um biquíni novo.

 

6. Já referi os livros?

 

7. MARCADORES PARA OS LIVROS. É que estou a ler cada vez mais, ao mesmo tempo.

 

Ainda (mais) acerca da greve dos professores

Ontem, o ministro da Educação, Nuno Crato, foi entrevistado na TVI24. As conclusões a retirar sobre o que o senhor disse e como se comportou são mais do mesmo: culpou os professores até ao tutano por todo o "mal" a ocorrer nas escolas, tentou manipular, subtilmente, a opinião pública contra eles, admite não saber se vai haver despedimentos ou horários zero no próximo ano lectivo (chegando até a negar a necessidade de os concretizar!), agiu como se não houvesse nada com que a classe docente se deva preocupar, foi mal-educado para com o jornalista e desviou muitos temas de conversa e perguntas que lhe foram colocados.

Quem sou eu para julgar o que foi dito, uma estudante do ensino secundário?, mas não me venham com tretas. Consoante afirmei no outro dia, concordando com toda esta acção de protesto, os professores têm mais do que direito a fazer greve, seja quando for - num dia de exames ou num dia de reuniões de avaliação (a última novidade, que poderá atrasar o processo de inscrição nos exames nacionais e a sua realização) - e nem o ministro da Educação detém autoridade, ou credibilidade, para os incriminar de estarem a cometer algo impensável e que trará problemas aos alunos. Os alunos só têm é de se consciencializar de que não há-de ficar ninguém sem ir a exame e que têm de ter um pouco de paciência até os professores atingirem o objectivos deste manifesto de descontentamento.

Greve dos professores a 17 de Junho - eu apoio!

Ora então, os professores estão a planear uma greve geral para o dia 17 de Junho de 2013, mais conhecido por estas bandas como o Segundo Dia de Maioridade da Beatriz e Dia de Exame Nacional de Português. E sabem o que eu digo?

Apoiado, apoiado!

Não, eu não apoio esta ideia porque, assim, me livro do exame nacional. Não, senhora. Isso seria parvo visto que, mais cedo ou mais tarde, terei de o fazer, tal como toda a gente que deseje minimamente acabar o ensino secundário regular. Também não a apoio porque, caso ela chegue realmente a acontecer, não terei de estudar no dia anterior, ou seja, no meu dia de aniversário – há uma coisa que se chama organização e eu não arrastaria o estudo até à última da hora, mesmo que a data não significasse nada para mim.
Eu apoio esta ideia porque, finalmente, os professores (classe profissional que eu muito admiro) ganharam juízo e aprenderam a fazer chantagem com quem está no poder e lhes f*de - desculpem lá a “intensidade” do meu discurso – o emprego, os salários, os horários e outros aspectos vários, como se a sociedade (em particular, a portuguesa) não precisasse de professores, que isto é um povo de autodidactas e gente super interessada em obter conhecimento, não se ‘tá mesmo a ver?

Portanto, não se alarmem, caros leitores e colegas. Estejam descansados, pois ninguém há-de ficar sem o exame feito, haja ou não greve de professores a 17 de Junho. Deixem-nos apenas expressar a sua indignação, tal como a Constituição (ainda) lhes permite.

E, se não for muito incómodo, MORRAM!

Origem: http://dre.pt/pdf2sdip/2013/02/025000001/0000200005.pdf

Caríssimos responsáveis pelo GAVE e Ministério da Educação,

Vocês são feios - uns meninos muito, muito feios! Eu, menina bonita (cof, cof), bem-comportada e moderadamente simpática, ou seja, a personificação do que existe de mais agradável no mundo (cof, COF!), desejaria celebrar o início da minha idade adulta (pff... big deal) no próximo dia 16 de Junho, sem estar subterrada debaixo de apontamentos, livros e coisas que tais. Pelo contrário, graças ao vosso divinal sentido de oportunidade, vejo o meu caso um bocadinho para o escuro, assim numa tonalidade entre o negro e o... NEGRO-A-CAPS-LOCK. Ah, pois... No 9º ano, já me tinham pregado a alegre partida de marcarem o exame de Português na data do meu aniversário, mas, como eu ainda não estava suficientemente contente, PIMBAS, enfia lá mais um exame de Português, (só que ainda pior) no dia seguinte àquele em que devias fazer o que mais te desse na real-gana, com os teus amigos. PIMBAS OUTRA VEZ, esquece lá isso, Beatriz, porque, mesmo que tu não precises de estudar, eles hão-de precisar!

Obrigadinha. 
Com uma facada e um tiro,
Beatriz, a Desconsolada

mais dos exames

É certo que, neste momento, estamos todos muito felizes e contentes, passe a redundância, com o recuo da medida do Ministério da Educação quanto aos exames nacionais, mas também há que reflectir melhor sobre o assunto. Este avançar e arrepender de decisões só vem provar o estado geral do país e do próprio Governo: ninguém se entende e ninguém sabe muito bem o que anda a fazer, limitando-se a experimentar e a esperar que a poeira assente até à próxima medida a tomar. Não se sabe o dia de amanhã porque os nossos representantes insistem em fazer-nos o obséquio de andar a brincar com as nossas vidas, ora toma lá, ora dá cá, ora desculpa lá o incómodo causado. Porque o que se passa na Educação acaba por se espelhar na Economia, na Saúde, na Defesa... seja onde for - não fosse tudo farinha do mesmo saco!


 


Sim, aproveitemos este alívio que nos deram hoje: mas não nos esqueçamos de que poderão muito bem estar apenas a tentar ludibriar-nos com falsas alegrias.