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Procrastinar Também é Viver

Blogue sobre trivialidades, actualidades e outras nulidades.

Procrastinar Também é Viver

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Os filmes não-anglófonos também são o máximo

Libre et Assoupi, de 2014 (em inglês Nice and Easy, mas o que quer mesmo dizer é "livre e ensonado") - eu e o Ricardo fomos ver este filme durante o Festival de Cinema Francês, em Setúbal, no dia 13. Saímos de lá de rastos, de uma maneira óptima. Foram duas horas excelentes, em que este filme, super cómico, que aparentva ser apenas mais uma comédia de trazer por casa, se revelou um potente instrumento de introspecção. Tanto eu como o Ricardo recomendamo-lo a todas, mas mesmo todas as pessoas - principalmente àquelas que ainda não deram um rumo à sua vida e que procuram inspiração.

 

No Se Aceptan Devoluciones, de 2013 - este segundo filme mexicano é uma recomendação minha - ainda assim, não com menos valor! Descobri-o no Wareztuga (onde o podem encontrar) e é o que eu chamo uma "comédia de lágrima no olho". Se são de choro fácil, vão sofrer com este filme. Tal como a sugestão anterior, parece que é só para rir e mais nada, mas não. Aborda temas bastante polémicos como os direitos paternais de uma mãe ou pai face aos seus filhos, o amor que os une, casos de abandono... E tem um desfecho nada previsível.

 

Dito isto, a sério: apostem um bocadinho nos filmes fora do circuito anglófono, isto é, ingleses, norte-americanos, canadianos, australianos... Para mim, essa indústria está um bocado estagnada, lançando filmes muito parecidos entre si, sempre com enredos semelhantes, um bocado previsíveis, sem novidade. Por isso é que, de vez em quando, sabe bem entrar em contacto com outro tipo de cinema, nem que seja apenas para arejar as ideias.

 

E, se tiverem sugestões de filmes que eu deva ver, por favor, sugiram-nos para aí!

Os filhos únicos

Sou filha única, neta única, sobrinha única. Sou assim uma espécie de menina dos olhos de toda a gente e falo a sério quando digo que, por vezes, sinto que a maior parte das coisas aqui de casa gira à minha volta. Acho que, se me acontecesse alguma coisa, a vida é que deixava de acontecer nesta minha família. Eu sei-o, porque sou filha única, neta única, sobrinha única. Não tendo irmãos nem primos, sou mais preciosa e devo ser mais protegida. Sempre o fui e sempre o soube. Se me acontecesse alguma coisa...

Por isso, quando li inesperadamente no site do DN a desgraça que aconteceu ao filho da Judite de Sousa, fiquei a pensar. E se tivesse sido eu? Lagarto, lagarto, lagarto, vade retro, o Dito Cujo seja cego, surdo e mudo. Por causa de uma só pessoa, o mundo de outras tantas pode parar de girar do pé para a mão, sem aviso. 

Não gosto de falar e muito menos de escrever acerca de coisas más, que atraiam energias negativas - mas é impossível ficar indiferente a situações com que nos identificamos, nem que seja só por um bocadinho (ou um bocadão).

Quando se tem mais do que um filho, dois, três, meia dúzia, por muito que custe perder um, ainda existem motivos para viver: os que ainda cá estão de boa saúde. E quando só se tem aquele, o único, o mais-que-tudo, porque pode não haver mais nada?

 

Em suma: quão injusto e contra-natura poderá ser perder um filho jovem, quanto mais por algo que poderia ter sido evitado? Espero nunca, mas nunca vir a saber, seja de que maneira for.

Quem sai aos seus... pode degenerar, que a mãe não se importa!

Eu tenho o melhor namorado que alguma vez me poderia ter calhado na rifa (na turma, neste caso), a sério que tenho. Mas ele deseja (profundamente) que os nossos futuros filhos sejam barulhentos, acelerados, mentalmente enérgicos, sem qualquer noção de submissão às normas sociais, que se destaquem literalmente da multidão e que causem impacto publicamente através do seu carisma.

Para quem conhece o Ricardo, esta descrição da filho ideal que a criatura gostaria de ter é... ele. Só que em ponto pequeno e com outras características implícitas da Beatriz, ou seja, uma versão melhorada de segunda geração (não é para nos gabarmos, mas os nossos genes, individualmente, já são de qualidade elevada, quanto mais se se conjugarem numa mistura de ambos os lados).

O "problema" - aspas, sem ferir susceptibilidades de um certo ser humano com uma barba peculiar - é que eu não sei se estou preparada para ter em casa mais do que um Ricardo. Com dezoito anos, na flor da idade, mal tenho vagar para aguentar com uma única unidade, quanto mais uma família com duas ou três aos quarenta! Nem quero imaginar o que será um bebé-Ricardo, nem uma criança-Ricardo (confiando no protótipo, o adolescente e adulto-Ricardo devem ser mais toleráveis, mas só mais um bocadinho quasssse imperceptível). Já antevejo papa e sopa e comandos da televisão - e televisões! - a voarem pelo ar, horas de pânico a tentar controlar as feras, momentos de ansiedade antes de os deixar na escola, sabendo que vão aterrorizar os professores e os colegas e toda a gente que encontrarem à frente com gritinhos histéricos e espasmos voluntariamente despoletados... Só não antevejo a hora de deitar os monstrinhos, que é um cenário demasiado tenebroso para ser imaginado!

Já o avisei - "se queres filhos assim, vais tu aturá-los". Mas o moço diz que não se importa, eu que vá trabalhar que ele será um stay-at-home-dad a criar os pequenos génios da trolladice. Pff... isso diz ele agora, que ainda está a anos-luz da cena dos seus sonhos idílicos e ingénuos.

 

Cá no fundo, espero solenemente que os nossos rebentos se fiquem pelo meio termo do seu legado de ADN, nem muito calmos, nem muito desordeiros, e que preencham, lá como conseguirem, os requisitos que ambos os pais estabeleceram para eles, para que nenhum se sinta violado pela força genética do outro. A Mãe Natureza que tenha paciência, que nós somos um casal demasiado democrático e defendemos a igualdade de distribuição dos nossos atributos pessoais mais prezados nos nossos descendentes!

 

(Gente do meu blogue menos atenta à vida conjugal da Beatriz e do Ricardo, estejam descansados que eu não contribuirei para a gravidez na adolescência de livre vontade. Todo o conteúdo desta publicação é resultado de algumas discussões de pouquíssimo nexo do casal supramencionado, sem qualquer intenção de experimentarem a paternidade nos próximos... 20 a 50 anos?! - qualquer coisa do género. Não se alarmem nem se indignem, que isto é só garganta e cada acontecimento tem o seu lugar reservado no tempo.)

pais "exigentes"

   Filha de pai solteiro, fui maioritariamente criada pela minha avó. Deste modo, sempre foi ela quem mais me apoiou e motivou em tudo o que fui fazendo ao longo dos já treze anos que tenho vivido debaixo da sua asa.

   E, como se costuma dizer, os avós são pais duas vezes. Neste caso, a minha avó não foi excepção, fazendo por mim ainda mais do que fez pelos dois filhos. É certo que a idade e a disponibilidade são diferentes, mas lá que a minha avó tem uma grande paciência e, principalmente, um grande coração, lá isso tem.

   Com a atenção quase toda sobre mim, controlando cada passo que dou, querendo saber cada pormenor do que me acontece, a minha avó tem-me sempre debaixo de olho. Tenha o assunto que ver com a escola ou com outra actividade qualquer, é ela quem está mais bem informada. E, como seria de esperar, sempre fez tudo para que eu fosse bem-sucedida no que quer que fizesse. Primeiro, assegura-se de que as minhas notas andam nos conformes (apesar de já nem ser necessário, porque, com a minha idade, já tenho juízo suficiente para saber o que quero); depois, e não menos relevante, preocupa-se com as minhas actividades extra-curriculares, ou seja, aquilo que me dá prazer e que convém ser igualmente apreciado.

   No entanto, não pensem que a minha avó, o meu pai ou outra pessoa qualquer me obriga a ser a MELHOR em tudo. Toda a minha família reconhece que ninguém é perfeito, muito menos eu. Por acaso, vai calhando que eu tenha sucesso nalgumas áreas da minha educação escolar e que, ainda um acaso maior, tenha encontrado a minha vocação (comunicar, sem dúvida!) há um certo tempo e, desde então, tenha vindo a trabalhar para a aperfeiçoar, o que me motiva. Acontece! Eu sou péssima a ginástica, a Filosofia e nas artes plásticas, mas a minha família não se queixa, porque, afinal, há piores coisas na vida. Repito, não sou perfeita nem a melhor em nada e farto-me de trabalhar para alcançar resultados visíveis. Dado o meu esforço, cada pequena conquista é celebrada como se valesse ouro, porque, segundo me parece, é assim que se educam as crianças e os jovens.

   Por outro lado, o que me causa urticária são aqueles pais que fazem trinta por uma linha para que os filhos sejam os melhores, os mais bonitos, os mais estudiosos, os mais dóceis, os mais persistentes, os “mais melhores”. Em última análise, se eles não o forem, fazem de conta que o são. E aqueles pais que esborracham na cara de todos os que conhecem que os filhos são isto e aquilo e aqueloutro? “O meu filho teve um 20 a Matemática.”; “O meu filho sabe falar trinta mil línguas.”; “O meu filho conseguiu a medalha de ouro no tiro ao alvo.”; “O meu filho não vai ter relações sexuais até ter casa própria.”; “O meu filho vai ser o próximo presidente da república.”; “O meu filho é melhor que o teu, e que o teu, e que o teu, na na na na na!” – e a lista continua.

   Pais que por aí andam, não confundam o orgulho que sentem pelos vossos filhos com uma exacerbação dos seus feitos. Não lhes coloquem a pressão de terem que estar constantemente a superar as (vossas) expectativas. Um dia, se não o conseguirem, tanto vocês quanto eles – especialmente eles! - ficarão frustrados, e de que vale isso? Nada!

   Aprendam a distinguir “apoiar os filhos” de “pressionar os filhos”. A fronteira entre um e outro é muito ténue e, segundo o que tenho observado na minha própria educação, não é preciso muito para saltar da primeira para a segunda.

   E tentem não andar a espalhar a toda a hora os maravilhásticos que eles são pelos vossos amigos. Se o fizerem com frequência, ambos pensarão que vocês fazem parte daquele tipo de pais que só está contente com vitórias sucessivas, que desapontar-vos é mais fácil do que descalçar uma meia e que agradar-vos é algo imperativo. Não se esqueçam que sabe bem ter os pais por perto aquando de uma derrota. Nunca ficou mal reconhecer “o Puto perdeu o jogo, mas fica para a próxima”.

 

   Com tudo isto, não estou a dizer a ninguém como se educam os filhos. Esta é apenas uma opinião pessoal.

pais "exigentes"

   Filha de pai solteiro, fui maioritariamente criada pela minha avó. Deste modo, sempre foi ela quem mais me apoiou e motivou em tudo o que fui fazendo ao longo dos já treze anos que tenho vivido debaixo da sua asa.


   E, como se costuma dizer, os avós são pais duas vezes. Neste caso, a minha avó não foi excepção, fazendo por mim ainda mais do que fez pelos dois filhos. É certo que a idade e a disponibilidade são diferentes, mas lá que a minha avó tem uma grande paciência e, principalmente, um grande coração, lá isso tem.


   Com a atenção quase toda sobre mim, controlando cada passo que dou, querendo saber cada pormenor do que me acontece, a minha avó tem-me sempre debaixo de olho. Tenha o assunto que ver com a escola ou com outra actividade qualquer, é ela quem está mais bem informada. E, como seria de esperar, sempre fez tudo para que eu fosse bem-sucedida no que quer que fizesse. Primeiro, assegura-se de que as minhas notas andam nos conformes (apesar de já nem ser necessário, porque, com a minha idade, já tenho juízo suficiente para saber o que quero); depois, e não menos relevante, preocupa-se com as minhas actividades extra-curriculares, ou seja, aquilo que me dá prazer e que convém ser igualmente apreciado.


   No entanto, não pensem que a minha avó, o meu pai ou outra pessoa qualquer me obriga a ser a MELHOR em tudo. Toda a minha família reconhece que ninguém é perfeito, muito menos eu. Por acaso, vai calhando que eu tenha sucesso nalgumas áreas da minha educação escolar e que, ainda um acaso maior, tenha encontrado a minha vocação (comunicar, sem dúvida!) há um certo tempo e, desde então, tenha vindo a trabalhar para a aperfeiçoar, o que me motiva. Acontece! Eu sou péssima a ginástica, a Filosofia e nas artes plásticas, mas a minha família não se queixa, porque, afinal, há piores coisas na vida. Repito, não sou perfeita nem a melhor em nada e farto-me de trabalhar para alcançar resultados visíveis. Dado o meu esforço, cada pequena conquista é celebrada como se valesse ouro, porque, segundo me parece, é assim que se educam as crianças e os jovens.


   Por outro lado, o que me causa urticária são aqueles pais que fazem trinta por uma linha para que os filhos sejam os melhores, os mais bonitos, os mais estudiosos, os mais dóceis, os mais persistentes, os “mais melhores”. Em última análise, se eles não o forem, fazem de conta que o são. E aqueles pais que esborracham na cara de todos os que conhecem que os filhos são isto e aquilo e aqueloutro? “O meu filho teve um 20 a Matemática.”; “O meu filho sabe falar trinta mil línguas.”; “O meu filho conseguiu a medalha de ouro no tiro ao alvo.”; “O meu filho não vai ter relações sexuais até ter casa própria.”; “O meu filho vai ser o próximo presidente da república.”; “O meu filho é melhor que o teu, e que o teu, e que o teu, na na na na na!” – e a lista continua.


   Pais que por aí andam, não confundam o orgulho que sentem pelos vossos filhos com uma exacerbação dos seus feitos. Não lhes coloquem a pressão de terem que estar constantemente a superar as (vossas) expectativas. Um dia, se não o conseguirem, tanto vocês quanto eles – especialmente eles! - ficarão frustrados, e de que vale isso? Nada!


   Aprendam a distinguir “apoiar os filhos” de “pressionar os filhos”. A fronteira entre um e outro é muito ténue e, segundo o que tenho observado na minha própria educação, não é preciso muito para saltar da primeira para a segunda.


   E tentem não andar a espalhar a toda a hora os maravilhásticos que eles são pelos vossos amigos. Se o fizerem com frequência, ambos pensarão que vocês fazem parte daquele tipo de pais que só está contente com vitórias sucessivas, que desapontar-vos é mais fácil do que descalçar uma meia e que agradar-vos é algo imperativo. Não se esqueçam que sabe bem ter os pais por perto aquando de uma derrota. Nunca ficou mal reconhecer “o Puto perdeu o jogo, mas fica para a próxima”.


 


   Com tudo isto, não estou a dizer a ninguém como se educam os filhos. Esta é apenas uma opinião pessoal.

parem lá com isso, hormonas

   Ao contrário do que vos possa ter parecido na última publicação, a minha pessoa já sofreu mais com dores do foro amoroso do que do menstrual, portanto, não se preocupem, que eu sou quase tão normal quanto as restantes pessoas do mundo.


   No entanto, coiso e tal, isto de se ser adolescente e não se ter uma pilinha também custa, porque, como é certo e sabido (cof, cof) as miúdas são as que sofrem mais, mesmo depois da puberdade. Graças a este milagre a que se chama "multiplicar o povo", desde tenra idade que somos obrigadas a aguentar longas jornadas de sofrimento físico, enquanto nos esvaímos em sangue. É nojento, para quem, dos que lêem, não padece do milagre feminino, mas é verídico e, como criatura deste mundo, eu tinha de me queixar da maldita menstruação. E a verdade é que me sinto ridícula a queixar-me de algo tão banal. Passemos ao parágrafo seguinte...


   O pior não é, nem de perto, a menstruação e as dores que causa, antes e durante a sua aparição. O pior nem chegam a ser as borbulhas, porque o pior dos piores são as oscilações de humor.


   Durante um ciclo menstrual, sou capaz de experimentar mais sentimentos, estados de espírito e tendências emocionais do que um pato em toda a sua vida. Só hoje já experimentei mais do que os que uma mosca alguma vez conseguiria em cinco existências. Já me senti motivada para o estudo, já me senti eufórica, já me senti triste, fragilizada, enjoada, com dores de cabeça, sem dores de cabeça, esfomeada, abananada, aparvalhada, infantil, sexy e desmazelada, e isto é só uma amostra!


   Porém, depois de por tanto passar, continuo a não perceber como é que há raparigas que só sabem lamentar o facto de que se ser mulher dá muito trabalho, porque nós é que parimos, nós é que criamos (muitas das vezes) os filhos, nós é que temos o período e blá blá blá, porque, para mim, ser o que sou tem bastante piada. Claro que ser-se homem/rapaz/ter-se pilinha anyways deve ser igualmente divertido, mas, mesmo só por acaso, eu gosto de ter nascido miúda - até porque o meu pai queria uma (acho que já se arrependeu).


   Quero lá saber dos dramas femininos. Só tenho pena de não ter umas maminhas maiores.

parem lá com isso, hormonas

   Ao contrário do que vos possa ter parecido na última publicação, a minha pessoa já sofreu mais com dores do foro amoroso do que do menstrual, portanto, não se preocupem, que eu sou quase tão normal quanto as restantes pessoas do mundo.

   No entanto, coiso e tal, isto de se ser adolescente e não se ter uma pilinha também custa, porque, como é certo e sabido (cof, cof) as miúdas são as que sofrem mais, mesmo depois da puberdade. Graças a este milagre a que se chama "multiplicar o povo", desde tenra idade que somos obrigadas a aguentar longas jornadas de sofrimento físico, enquanto nos esvaímos em sangue. É nojento, para quem, dos que lêem, não padece do milagre feminino, mas é verídico e, como criatura deste mundo, eu tinha de me queixar da maldita menstruação. E a verdade é que me sinto ridícula a queixar-me de algo tão banal. Passemos ao parágrafo seguinte...

   O pior não é, nem de perto, a menstruação e as dores que causa, antes e durante a sua aparição. O pior nem chegam a ser as borbulhas, porque o pior dos piores são as oscilações de humor.

   Durante um ciclo menstrual, sou capaz de experimentar mais sentimentos, estados de espírito e tendências emocionais do que um pato em toda a sua vida. Só hoje já experimentei mais do que os que uma mosca alguma vez conseguiria em cinco existências. Já me senti motivada para o estudo, já me senti eufórica, já me senti triste, fragilizada, enjoada, com dores de cabeça, sem dores de cabeça, esfomeada, abananada, aparvalhada, infantil, sexy e desmazelada, e isto é só uma amostra!

   Porém, depois de por tanto passar, continuo a não perceber como é que há raparigas que só sabem lamentar o facto de que se ser mulher dá muito trabalho, porque nós é que parimos, nós é que criamos (muitas das vezes) os filhos, nós é que temos o período e blá blá blá, porque, para mim, ser o que sou tem bastante piada. Claro que ser-se homem/rapaz/ter-se pilinha anyways deve ser igualmente divertido, mas, mesmo só por acaso, eu gosto de ter nascido miúda - até porque o meu pai queria uma (acho que já se arrependeu).

   Quero lá saber dos dramas femininos. Só tenho pena de não ter umas maminhas maiores.