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Procrastinar Também é Viver

Blogue sobre trivialidades, actualidades e outras nulidades.

Procrastinar Também é Viver

Blogue sobre trivialidades, actualidades e outras nulidades.

Professores para todos os gostos

O professor de Lógica do Ricardo adoptou como manual de estudo... o livro escrito pela sua pessoa! Vê-se logo que tem olho para o negócio, a tentar vender o seu próprio livro (é pena os alunos gostarem mais do sistema de fotocópias, pobrecito). Nas aulas, lê a matéria... através do seu próprio livro. Transcreve citações no quadro... retiradas do seu próprio livro. Recomenda como leitura... o seu próprio livro. Já disse que ele só se guia PELO SEU PRÓPRIO LIVRO?

 

Quanto é que apostam que o mantra do professor é "se eu não gostar de mim, quem gostará?"? Claramente, o homem ama-se!

Argumentação, falácias e discussões do arco da velha

Em Filosofia, temos andado a estudar o domínio da argumentação e da retórica, pelo que a professora decidiu mandar-nos fazer trabalhos de grupo sobre alguns temas da actualidade, para que os pudéssemos discutir em aula, explorando e praticando a matéria em questão. Infelizmente, existem sempre uns tantos unicórnios (não sabia o que mais lhes havia de chamar sem parecer ofensivo) que adoram dar exemplos da sua vida pessoal ou outros sem cabimento para exporem a sua opinião. E esses exemplos até poderiam ser aceitáveis, desde que fossem adequados à aula. Na de hoje, duas colegas minhas chegaram a expressar convictamente o quanto querem ser mães, pois é o seu maior desejo!!! Mas quem quer saber dos desejos delas?! Queremos é discutir o aborto, minhas caras! São apenas miúdas de dezassete ou dezoito anos que já de si andam um bocado perdidas, quanto mais pensando em bebés! Ninguém falou em instintos maternais apurados precocemente. Ninguém vos perguntou se há um ano pensavam que estavam grávidas e o quanto se estavam borrifando se vos olhariam de lado ou não! No entanto, não foi surpresa nenhuma que essas minhas colegas descambassem em exemplos demasiado pessoais, visto que já nas duas aulas anteriores de apresentação de trabalhos tiveram que dar o seu parecer, fazendo-se de coitadinhas quando abordámos a crise ("a minha mãe e o meu padrasto estão desempregados!") ou o tráfico humano ("eu conheço esta e aquela mulher que vai ali à recta de Coina trabalhar porque o marido a obriga!"; "há uma miúda ao pé da minha casa que se prostitui porque a mãe quer que ela o faça!" - porque elas conhecem TODA a gente) e esquecendo-se de ser minimamente racionais e objectivas. No fundo, elas gostam é de armar peixeirada com o resto da turma. Até já cheguei a temer que, a certo ponto, ainda acabassem agarrados aos pescoços uns dos outros. Sempre quero ver o que me reservam para a apresentação do trabalho do meu grupo...
Agora, é a minha vez de opinar: isto não é Filosofia, não é estudo cívico, não é retórica - isto não é nada senão a prova do histerismo adolescente que reina nas escolas secundárias. Tenho dito.

existem métodos... e métodos

Como já devo ter referido anteriormente, o meu professor de Psicologia deste ano já foi o de Filosofia que tive no ano passado. Com ele, as nossas notas baixam a pique. A maioria dos meus colegas, tal como eu, não consegue ficar imune ao grau de dificuldade dos testes deste professor. Hoje, lá fomos surpreendidos, mais uma vez, como se nunca tivéssemos aprendido com as experiências anteriores.

Conclusão: em testes "normais", a escolha múltipla é a parte mais fácil; em testes do professor A.J., a escolha múltipla suscita nos alunos preocupantes tendências suicidas. Pelo menos, os dois grupos de resposta escrita não eram grande espiga - o pior serão mesmo os métodos de correcção.

 

No entanto, fico feliz por ter este professor. Apesar de ser muito exigente, é um excelente profissional e, fora das aulas, é o que se chama de "bacano", a todos os níveis.

existem métodos... e métodos

Como já devo ter referido anteriormente, o meu professor de Psicologia deste ano já foi o de Filosofia que tive no ano passado. Com ele, as nossas notas baixam a pique. A maioria dos meus colegas, tal como eu, não consegue ficar imune ao grau de dificuldade dos testes deste professor. Hoje, lá fomos surpreendidos, mais uma vez, como se nunca tivéssemos aprendido com as experiências anteriores.


Conclusão: em testes "normais", a escolha múltipla é a parte mais fácil; em testes do professor A.J., a escolha múltipla suscita nos alunos preocupantes tendências suicidas. Pelo menos, os dois grupos de resposta escrita não eram grande espiga - o pior serão mesmo os métodos de correcção.


 


No entanto, fico feliz por ter este professor. Apesar de ser muito exigente, é um excelente profissional e, fora das aulas, é o que se chama de "bacano", a todos os níveis.

má nota, boa nota

Não me queixo muito: tive 15,2 no primeiro teste de História A do ano. Sim, fiquei desiludida por ter estudado imenso e não ter visto resultados proporcionais ao esforço, mas, se relativizar a situação, podia ter sido pior. Hoje, também recebi o primeiro teste de Filosofia e, surpresa das surpresas... tive a melhor nota à disciplina em três anos - 17! Ainda vai ser desta que começo a entender o "bicho", querem lá ver?

Já lá vão dois testes avaliados. Faltam sabe-se lá mais quantos...

 

A acompanhar...

má nota, boa nota

Não me queixo muito: tive 15,2 no primeiro teste de História A do ano. Sim, fiquei desiludida por ter estudado imenso e não ter visto resultados proporcionais ao esforço, mas, se relativizar a situação, podia ter sido pior. Hoje, também recebi o primeiro teste de Filosofia e, surpresa das surpresas... tive a melhor nota à disciplina em três anos - 17! Ainda vai ser desta que começo a entender o "bicho", querem lá ver?


Já lá vão dois testes avaliados. Faltam sabe-se lá mais quantos...


 


A acompanhar...


disciplinas para as quais não nasci

   Pensei que gostava de Matemática até ao sétimo ano. Tinha sempre notas muito boas e resolvia os problemas todos com uma perna às costas, sem sequer estudar muito. Desde então até ao nono ano, fui descobrindo a minha aversão a contas e equações e probabilidades e o raio que as parta. No décimo ano, cheguei a criar alergia à ligeireza de MACS, sofrendo constantemente com cálculos e métodos simples e, aí sim, eu tive a certeza de que os números não eram a minha praia.


   E por que fui eu para Línguas e Humanidades? Não escolhi esta área apenas pelo meu gosto por ela, mas também pelo facto de que as ciências, a partir do oitavo ano, deixaram de me dizer o que quer que seja, culminando tal sentimento de indiferença em terrível frete, um aborrecimento. Apesar de, no básico, Ciências Naturais e Físico-Química terem sido as disciplinas em que obtinha melhores resultados (a par da Matemática, apenas ultrapassadas pelo Inglês), recusei-me a dar ouvidos a quem me tentou dissuadir da minha vocação. Antes preferia não encontrar trabalho com um canudo de algo que me satisfizesse intelectualmente do que acabar a minha vida num hospital, com o peso de outras vidas nas mãos, ou num laboratório, a escrever relatórios infindáveis sobre isto e aquilo. Para muitas pessoas, tal poderia funcionar, mas não para mim!


   Depois, já no secundário, iniciei-o com um professor de Filosofia que conseguia preencher todos os requisitos da incompetência. Sou sincera: não me lembro de patavina da matéria que o homem me tentou ensinar. Nada. Nicles. Niente. Nothing. Escapei-me com um 17 porque ele até devia gostar de mim. Hoje em dia, o meu décimo ano de Filosofia é como um vazio no meu cérebro. Em compensação, no décimo primeiro apanhei o professor mais rígido da escola, aquele de quem todos falavam com um enorme respeito e, talvez, receio. Acabou por ser (e ainda é, porque, este ano, tenho-o a Psicologia) um dos melhores professores que alguma vez tive. Ainda assim, só me deu 15 no final do terceiro período. Eu mereci e descobri que não presto para a Filosofia. Gosto de ler sobre alguns dos assuntos que aborda, mas não de os estudar e dissertar sobre eles por obrigação. Este ano, voltei a inscrever-me, na esperança de subir a nota, e tenho como professora alguém que não nasceu para a Educação. Menos mal - agora, quero é reaver o meu 17.


   Se me perguntarem quais as piores disciplinas de sempre, a minha resposta será, deste modo, qualquer uma das ciências experimentais ou Filosofia. Admiro profundamente quem nasceu com aptidão para elas e tenho pena que nenhuma me agrade. No final do dia, do que eu gosto é das línguas, de escrever livremente e de analisar de maneira subjectiva o que me rodeia.

disciplinas para as quais não nasci

   Pensei que gostava de Matemática até ao sétimo ano. Tinha sempre notas muito boas e resolvia os problemas todos com uma perna às costas, sem sequer estudar muito. Desde então até ao nono ano, fui descobrindo a minha aversão a contas e equações e probabilidades e o raio que as parta. No décimo ano, cheguei a criar alergia à ligeireza de MACS, sofrendo constantemente com cálculos e métodos simples e, aí sim, eu tive a certeza de que os números não eram a minha praia.

   E por que fui eu para Línguas e Humanidades? Não escolhi esta área apenas pelo meu gosto por ela, mas também pelo facto de que as ciências, a partir do oitavo ano, deixaram de me dizer o que quer que seja, culminando tal sentimento de indiferença em terrível frete, um aborrecimento. Apesar de, no básico, Ciências Naturais e Físico-Química terem sido as disciplinas em que obtinha melhores resultados (a par da Matemática, apenas ultrapassadas pelo Inglês), recusei-me a dar ouvidos a quem me tentou dissuadir da minha vocação. Antes preferia não encontrar trabalho com um canudo de algo que me satisfizesse intelectualmente do que acabar a minha vida num hospital, com o peso de outras vidas nas mãos, ou num laboratório, a escrever relatórios infindáveis sobre isto e aquilo. Para muitas pessoas, tal poderia funcionar, mas não para mim!

   Depois, já no secundário, iniciei-o com um professor de Filosofia que conseguia preencher todos os requisitos da incompetência. Sou sincera: não me lembro de patavina da matéria que o homem me tentou ensinar. Nada. Nicles. Niente. Nothing. Escapei-me com um 17 porque ele até devia gostar de mim. Hoje em dia, o meu décimo ano de Filosofia é como um vazio no meu cérebro. Em compensação, no décimo primeiro apanhei o professor mais rígido da escola, aquele de quem todos falavam com um enorme respeito e, talvez, receio. Acabou por ser (e ainda é, porque, este ano, tenho-o a Psicologia) um dos melhores professores que alguma vez tive. Ainda assim, só me deu 15 no final do terceiro período. Eu mereci e descobri que não presto para a Filosofia. Gosto de ler sobre alguns dos assuntos que aborda, mas não de os estudar e dissertar sobre eles por obrigação. Este ano, voltei a inscrever-me, na esperança de subir a nota, e tenho como professora alguém que não nasceu para a Educação. Menos mal - agora, quero é reaver o meu 17.

   Se me perguntarem quais as piores disciplinas de sempre, a minha resposta será, deste modo, qualquer uma das ciências experimentais ou Filosofia. Admiro profundamente quem nasceu com aptidão para elas e tenho pena que nenhuma me agrade. No final do dia, do que eu gosto é das línguas, de escrever livremente e de analisar de maneira subjectiva o que me rodeia.