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Procrastinar Também é Viver

Blogue sobre trivialidades, actualidades e outras nulidades.

Procrastinar Também é Viver

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Sobre o novo despacho das Finanças (ou "o princípio do fim do ensino universitário")

Pois bem, o ministro das Finanças, Vítor Gaspar, assinou um despacho que vai cortar as despesas no ensino universitário, ou seja, como é sintetizado pelo Conselho Coordenador dos Institutos Superiores Politécnicos,  "Fica suspensa a concretização de projectos cofinanciados por fundos europeus, o fornecimento de refeições aos estudantes, a limpeza e higiene, a reparação e conservação de edifícios e equipamentos, o funcionamento de aulas laboratoriais e oficinais, entre outras".
Agora, digo eu, não tarda, mais valerá encerrar todas essas faculdades, cujos projectos e investigações ficarão paralisados, devido à falta de materiais e condições de trabalho, de uma vez por todas. Caso sua eminência, Sô-dotor Vítor Gaspar, não saiba, os cursos de cariz prático, como são a maioria dos de ciências experimentais, necessitam disso mesmo - de experiência. Eu sei que o fofuxo tirou Economia, mas não me venha dizer que, lá quando o rei fazia anos, não precisava de uns quadros e de uns acetatozinhos para levar a cabo a realização de muitos dos seus trabalhos...! E a comida? Alguma vez se viu alguém dar vida ao miolo sem uma boa duma refeição, ou várias até? Eu também sei que andou na Católica, onde não deve haver paredes a cair, mas já viu o problema que era um aluno do público levar com um pedaço de estuque em cima? Ah pois, nem me venham com coisas.
O que me vale (mais ou menos) é estar na área das Humanidades - com prosseguimento, em Setembro, para Línguas, Literaturas e Culturas na FLUL (i hope so!) - e só precisar de um computador com Internet e uma biblioteca para me safar, sendo que desses já cá eu tenho em casa (refeições a cada vinte minutos, infraestrutura firme) com fartura.

A notícia séria, aqui.

a célebre frase daquele economista muito famoso... ah, sim, o Fernando Ulrich

Quase poderia ser a letra de uma música popular muito conhecida. Com alguma sorte, poderia ser a de uma música cantada pela Madonna. No entanto "Se o país aguenta mais austeridade? Ai aguenta, aguenta...!" foi apenas mais uma frase extremamente infeliz dita por alguém que merecia qualquer coisa não menos grave do que uma valente bofa na boca, ou seja, pelo Fernando Ulrich, o presidente executivo do BPI. Apesar da minha ingénua e, talvez, pretensiosa idade, sinto-me curiosamente à vontade para lhe atribuir a qualidade de traste e pedir desesperadamente que nunca mais ninguém o deixe falar em público. Isto é, a menos que a opinião de sua excelência se baseie nalgum dado que desconheço como, por exemplo, que será da generosidade do seu bolso que os portugueses serão alimentados durante os próximos dez a vinte anos. É só uma ideia...


(Por acaso, eu e o Sr. Ulrich temos uma característica em comum: nenhum de nós é licenciado.)

a célebre frase daquele economista muito famoso... ah, sim, o Fernando Ulrich

Quase poderia ser a letra de uma música popular muito conhecida. Com alguma sorte, poderia ser a de uma música cantada pela Madonna. No entanto "Se o país aguenta mais austeridade? Ai aguenta, aguenta...!" foi apenas mais uma frase extremamente infeliz dita por alguém que merecia qualquer coisa não menos grave do que uma valente bofa na boca, ou seja, pelo Fernando Ulrich, o presidente executivo do BPI. Apesar da minha ingénua e, talvez, pretensiosa idade, sinto-me curiosamente à vontade para lhe atribuir a qualidade de traste e pedir desesperadamente que nunca mais ninguém o deixe falar em público. Isto é, a menos que a opinião de sua excelência se baseie nalgum dado que desconheço como, por exemplo, que será da generosidade do seu bolso que os portugueses serão alimentados durante os próximos dez a vinte anos. É só uma ideia...

(Por acaso, eu e o Sr. Ulrich temos uma característica em comum: nenhum de nós é licenciado.)