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Procrastinar Também é Viver

Blogue sobre trivialidades, actualidades e outras nulidades.

Procrastinar Também é Viver

Blogue sobre trivialidades, actualidades e outras nulidades.

Amor fofo (ou talvez não)

O amor é desajeitadamente violento. Há muitos beijos que resultam em cabeçadas e muitos abraços que acabam em narizes esmagados. Em suma, os amantes são gente que não mede forças. Porque as mediríamos? O amor é desmedido e incomensurável. O amor podem ser as cotoveladas na testa, as sestas com a cara esfronhada no sovaco do outro, os óculos de ambos sempre em luta livre. O amor é uma luta livre, condicionada pela sua própria condição. O amor é uma actividade perigosa, mas o amor não é nada frágil. O amor sobrevive aos bate-chapas com o aparelho dos dentes em riste, aos beijos franceses demasiado sugados e às arranhadelas das unhas mal cortadas. O amor sobrevive às gripes e constipações que se pegam sem querer e que se ultrapassam com muita água e um Ilvico pela goela abaixo. O amor até sobrevive à TPM de um e ao fuso horário trocado do outro. O amor não é feio, mas nem sempre é bonito. Amor que é mesmo amor não liga às comichices casuais e faz surgir mais amor onde se encontram os defeitos. Aliás, quando encontra um defeito, o amor vira-se para ele e ri-se, goza, faz troça, graceja. O verdadeiro amor tem tanta feromona à mistura que, muitas das vezes, nem percebemos que há alguém a precisar de tomar banho.

Porque, um dia, o amor pode florescer e culminar em algo tão belo quanto dois velhos a discutirem de quem são os medicamentos e a tratarem-se por "filho" e "filha". E aí é que são elas...

E o amor é ter tanta coisa para dizer, que é impossível lembrarmo-nos de tudo. E há sempre uma próxima vez debaixo de olho para se dizer o que sempre faltará ser dito, ou não estivesse o amor genuíno (pensa-se) a aprender coisas novas, todos os dias, acerca do seu significado.

 

 

Pronto, está bem, o amor é lindo, em toda a sua falta de jeito!!!

Dream inception - o triste desfecho

Depois de lhe contar acerca das minhas aventuras nocturnas, a minha avó (a real, não a do sonho) disse-me que, com tanta especulação inconsciente acerca das raspadinhas, era melhor eu passar pela papelaria com que tinha sonhado, a da estação de comboios, e jogar uma depois de vir da faculdade - só por descarga de consciência, não fosse o sonho consistir nalgum palpite camuflado de uma entidade superior com a estranha vontade de me endinheirar (c'mon, eu mereço e vocês bem sabem, cof cof). Infelizmente, não tinham raspadinhas de 2€, como as do sonho. Só havia um único tipo, das de 1€.

 

Óbvio que não ganhei nada. Continuo euzinha: universitária, sem dinheiro e com azar ao jogo - porém, com muita sorte ao amor, à amizade e à quantidade de ligações nervosas. Sou uma espécie de Floribela, sem a parte das flores e das músicas foleiras: rica em sonhos, mas pobre em ouro.