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Procrastinar Também é Viver

Blogue sobre trivialidades, actualidades e outras nulidades.

Procrastinar Também é Viver

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As viagens também servem para arejar as ideias

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 Porta da Edinburgh Central Library, foto minha (não me querendo gabar, está catita)

 

Planeei esta viagem à Escócia, não só por ser um dos meus destinos de sonho, não só por ser uma terra verde que representaria um novo começo depois da Banguecoque caótica e cinzenta, mas também porque era uma viagem que eu precisava de fazer para arejar as ideias depois de quase dois anos incríveis, mas extenuantes e muito confusos.

 

Vir à Escócia e estar nesta cidade maravilhosa e mágica de Edimburgo, ir a sítios que não pensava visitar tão cedo (Loch Ness, por exemplo) tem-me permitido sair do meu ponto de vista habitual e tomar uma nova perspectiva, exterior, sobre o que me vai acontecendo.

 

Viajar permite-nos ganhar um novo olhar, porque deixamos o nosso "eu" de sempre em casa e, ao estar em sítios novos, passamos a vê-lo de fora, de maneira renovada. Ganhamos um olhar mais objectivo que nos ajuda a reflectir melhor sobre o que deixámos em Portugal.

 

Viajar sozinha pode parecer estranho a muita gente, mas a mim não me faz impressão, talvez porque já vivi assim antes durante algum tempo. Antes pelo contrário, aproveito estas oportunidades para estar só e apenas na minha própria onda, sincronia e vontade. Por vezes, gostaria de partilhar o que vivo com mais pessoas, mas haverá hipótese de o fazer no futuro, pelo que não me sinto pressionada a sentir a falta de ninguém neste momento. Há coisas que temos de fazer sozinhos. Ir à Escócia é a minha.

 

Este silêncio, que só se quebra com o ruído dos locais, dos turistas, dos guias e das colegas de quarto, é um descanso. Adoro estar assim, principalmente porque sei que tenho o oposto em Portugal. Só daria valor a um e a outro cenário, tendo os dois. É o caso.

 

Também nunca tinha viajado com esta disponibilidade de orçamento antes. É um alívio estar entregue aos meus planos e à minha carteira, mesmo com as suas limitações do costume. Adoro tomar decisões assim.

 

E viajar é ainda melhor quando se deixam amigos fantásticos em Portugal, uma família que só nos surpreende, um ambiente cheio de energias positivas, gente de bem com a vida... De facto, há sempre linhas por encarrilar, mas existirá tempo para o fazer.

 

Não querendo agoirar, esta viagem (e as suas condições de silêncio, aventura, desconhecido, desejado)  tem-me feito sentir ainda mais optimista e tem-me realmente ajudado a reflectir no que pode ser feito e continuar quando o bem bom das férias de Primavera improvisadas tiver um fim. A ser possível, até guardava um pedaço deste optimismo momentâneo, porque na volta ainda hei-de precisar de me lembrar dele.

 

Se eu tivesse que nomear apenas uma lição que vou tentar levar bem reflectida daqui, nomearia aquela ideia da serendipity, ou serendipidade (anglicismo feio, soa melhor no original). É deixar andar, não ceder às preocupações, fazer por liderar o que nos compete porque quase nada cai do céu, mas na volta aceitar também que há acasos, coincidências e simples acontecimentos sobre os quais não temos grande hipótese senão ceder, acontecem e pronto, até de forma feliz, mesmo que não andemos à procura deles (um bocado a forma como tenho planeado, ou deixado de planear, esta viagem). É desfrutar desses ares involuntários que sopram, dessa descontracção de quem não deve a mais ninguém, desse take it easylet it flow. Acho que já andei demasiado tempo a tentar controlar o incontrolável. 

 

Isto das viagens deixa uma pessoa ligeiramente filosófica, não deixa? Não liguem. 

Sobre flores (e copos, vá)

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Quando era pequena, achava as flores murchas uma aberração doutro mundo: descoloradas, feias, a deitarem muco pelos caules cortados, com as folhas e pétalas a caírem por terra. No entanto, ao crescer, acho que lhes fui ganhando uma certa admiração. As flores murchas também têm a sua beleza. Já foram flores vivas, que distribuíram cor ao mundo, que alegraram o dia de alguém, que foram invejadas. Já foram mais do que natureza em decomposição.

 

Tudo isto para dizer que, tal como a metáfora do copo meio cheio, que está igualmente meio vazio, também aqui venho (re?)criar a metáfora das flores murchas, que já foram flores radiosas. Há sempre um quê de positivo a retirar de todas e quaisquer situações, qualquer coisa que se ganha ou ganhou. Por isso, não entendo as pessoas que insistem em ver sempre caules putrefactos, sem se lembrarem que flores são flores, já estiveram num jardim a saborear o vento ou num ramo que alguém já terá recebido. O que existe numa medida, existe noutra.

 

Nota: prestar atenção à inteireza do que nos rodeia e acontece. 

 

(Eu não disse que iria recomeçar os posts motivacionais-inspiradores? Já agora, atentai no meu material fotográfico mais recente, estou feita uma pró...caria! :p)

Não gostei do LxFactory, não gostei da livraria Ler Devagar, mas percebo o seu charme

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Talvez tenha sido por causa da chuva, talvez tenha sido por causa do frio, mas não gostei do LxFactory (também não gostei da livraria Ler Devagar, mas já lá iremos). Depois duma vida inteira a viver perto de Lisboa e de muitos anos a lá estudar, fui para a Tailândia em pleno desconhecimento deste sítio in

Agora que voltei, estabeleci como objectivo visitar todos os locais que ainda não conheça em Lisboa e que eu sinta que me possam surpreender. Foi mesmo com isso na mente que fui visitar o LxFactory. Até combinei um plano completo com a minha amiga Carolina, para poder experimentar todas as variantes possíveis do dito spot. Almoçámos lá, visitámos todos os tipos de loja e quase nos aventurámos numa sobremesa.

 

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Aqui seguem algumas impressões...

 

Ora, ponto número 1: os preços no LxFactory encontram-se inflaccionados pela taxa do "ser da moda", isto é, quem lá vai deve estar normalmente disposto a gastar mais dinheiro do que se fosse a outro sítio qualquer. Começou com o preço do almoço. 3€ por uma sopa numa taça minúscula, por onde se poderia beber chá, mais 3€ por um crepe de legumes com 5cmx2cm. Por pessoa, tudo isto. Ah, e um litro de água custou 3,50€ (a dividir pelas duas). Eu sei que Lisboa não é a cidade mais barata do mundo, mas achei isto uma roubalheira. Pelo menos, as doses poderiam ser mais simpáticas. Todos os outros restaurantes tinham menús completos por uma média de 15€. Oh. Meu. Deus. Tentámos as sobremesas, mas, pelo menos a mim, pareceu-me um excesso pagar quase quatro euros por uma fatia de bolo (disclaimer: depois de sairmos do LxFactory, fomos a uma pastelaria local, mesmo à saída).

 

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Ora, ponto número 2: o sítio não é assim tão bonito, nem agradável. Está bem, na semana passada esteve sempre a chover, o piso estava molhado, o céu nublado, as pessoas tristes e os cabelos ao vento. Mas não senti vibrações positivas enquanto estive no LxFactory, só senti um ambiente de coolness forçada. Não senti sequer que fosse um sítio tão artístico como tanta gente diz em todo o lado. Salvaram-se alguns graffitis interessantes, uma e outra mensagem curiosa, mas é só. Sem ser as esplanadas dos restaurantes, nem havia muitos bancos para os visitantes se poderem sentar e apreciarem as vistas.

 

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Ora, ponto número 3: depois de almoço, fomos à livraria Ler Devagar. Obviamente, eu estava entusiasmadíssima, poderia dar pulos de alegria por finalmente visitar esta livraria santificada nos blogues. Felizmente, também tinha um certa noção de que me poderia vir a desiludir. Pois, desiludi-me. Tem uma boa seleccção de poesia - devo reconhecer - mas o resto dos livros fica áquem das expectativas, não porque seja maus, mas sim porque são os mesmos livros que encontramos em qualquer outra livraria. A forma como estão organizados também não é nada de jeito, até me pareceu que estavam misturados autores portugueses com estrangeiros, não-ficção com ficção, géneros distintos com outros. Promoções... poucas, nem os preços me cativaram. Ficam no olho os mecanismos suspensos e alguns outros detalhes fofinhos, por exemplo, nos cafés dentro da livraria.

 

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Ora, ponto número 4: só encontrei uma casa-de-banho em todo o recinto. Sublinho, até: uma sanita. E tive dores de barriga. E tinha três pessoas atrás de mim, à espera que eu saísse. Não, não foi o momento mais confortável da minha vida, tive de apressar os meus assuntos e isso não me deixou muito feliz. (Se calhar, até havia mais casas-de-banho, mas o facto de eu não as ter encontrado também diz muito.)

 

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Ora, ponto número 5: safam-se mesmo os graffitis e a decoração de certas lojas. Pagam-se preços inflaccionados em todo o LxFactory, mas ao menos enchemos o olho nalguns (repito - alguns) sítios. Ainda assim, penso que esses pormenores são mais bonitos em foto do que ao vivo. Pronto, digamos que o LxFactory é um sítio fotografável,giro para o Instagram. 

 

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Após reflectir sobre a minha experiência, tive mesmo de chegar à conclusão de que não gostei do LxFactory. Fiz por tudo para não ser do contra, tentei procurar pontos positivos, mas concluí sempre que, com tantos locais lindos e maravilhosos em Lisboa, com uma área tão extensa e felizmente renovada à beira do Tejo, com prédios de todos os séculos e mais alguns que não encontramos em mais nenhuma cidade, com tanto espaço verde e urbano onde dá para lavar os olhos e também a alma... O que é que o LxFactory tem de especial? Bem... publicidade? Bom nome? É giro ir-se lá uma vez, ver como é e tal... e pronto. Não lhe consigo achar piada, principalmente quando penso no resto de Lisboa, na paz, beleza, tradição e inovação que esta cidade combina.

 

Contudo, fico humildemente à espera dos vossos comentários! Acham que estou a exagerar? Que deveria ter visto coisas que não vi, para as quais não olhei como deve ser? Que ainda me posso vir a surpreender se lá voltar mais uma vez? Veremos.

 

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Lisboa com chuva

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É uma desolação, Lisboa com chuva. Esta cidade que, por norma, se apresenta sempre solarenga, com o céu cor de Tejo... Só apetece hibernar. Quando vivia em Banguecoque, havia meses em que chovia todos os dias, mas raramente me sentia tão vazia e com tão pouca energia quanto me sinto quando chove aqui em Portugal. Ainda por cima, está frio. Felizmente, já me voltei a habituar ao Inverno português, depois de ano e meio quase seguido de Verão eterno. Sinto-me três vezes mais infeliz, ou três vezes menos feliz, quando vejo as calçadas alagadas e as esplanadas vazias. Dá vontade de gritar o quão injusto é ver Lisboa assim. Espero que os santos meteorológicos tenham piedade de mim e do meu desconsolo, ao ver-me debaixo dum céu cinzento e escrava de chapéus-de-chuva.

 

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Beijos s/ fotogenia

A minha rica sogra adora fotografias em que o respectivo casal esteja a dar um beijo - apaixonado, na boca, daqueles que envergonham quem quer que esteja num raio de 20km, mesmo à Hollywood. Desde que me lembro de namorar com a minha criatura que me sinto pressionada para ceder aos desejos da sua mãe, porque ela é uma pseudo-sogra a valer, não daquelas sobre as quais reza a história pelos piores motivos, e merece todo e qualquer capricho que me esteja à mão concretizar, contribuindo para o seu bem-estar.

Escapei-me durante mais de um ano. Até ao baile de finalistas me escapei (com muita pena dela), vocês vejam lá! Infelizmente, o derradeiro acontecimento chegou há cerca de dois meses, durante uma saída com os meus in-(not-yet-)laws e seus rebentos. Na minha cabeça, se me pagavam o almoço e me levavam a passear por sítios bonitos de Portugal que eu ainda não conhecia, algo eu teria de sacrificar. E sacrifiquei. Sacrifiquei a minha honra de ser fotogénica porque, meus caros, se há coisa que me embaraça é tirar fotografias a beijar, seja na bochecha, na boca ou onde for, então é escusado dizer que, dada a tensão desses momentos, parece que estou a devorar o Ricardo em todos eles (houve várias tentativas e cenários, só naquela de assegurar que os meus filhos vão ter muito material para se rirem de mim daqui a 30 anos) ou que estou a soprar-lhe para dentro, sendo ele uma espécie de balão insuflado. Essas fotos deviam ser apagadas, não fosse eu da definitiva opinião de que até certas memórias más a curto prazo se podem tornar memórias boas a longuíssimo prazo (sou muito optimista, portanto).

Enfim. Tudo pela sogra. Tudo pela melhor sogra de Portugal, que fez o favor de trazer ao mundo uns rebentos tão lindos e boas pessoas como o meu amor e cunhada fofinha que eu adoptei logo, logo como alvo para concretizar impulsos anteriormente reprimidos de filha única que sou. E, só por causa disso, eu faço de tudo para ser a melhor nora.

 

Para aqueles que ficaram curiosos, NÃO, as malfadadas fotos JAMAIS virão parar a este blogue. Continuem a sonhar...

Quanto photoshop tem a nova foto do William e da Kate?

Prince William and Kate Middleton, the Duke and Duchess of Cambridge pose with their son, Prince George for an official family portrait taken at Kensington Palace on March 18, 2014.

 

Muito, imenso. Vejam a foto detalhadamente na capa da revista Caras desta semana e confiram. Nem o bebé nem o cão escaparam. Estão todos "lindificados". No entanto, no meio de tanto brilho a modos que forçado, a minha parte favorita é a troca de olhares genuína entre o bebé George e o cão Lupo - podiam nem sequer ter alterado a fotografia para eliminar as imperfeições de uma família que é tão ou muito mais imperfeita do que todas as outras, porque a relação mágica que existe entre uma criança e o seu animal de estimação é imbatível e teria sido sempre o foco das atenções, desse por onde desse.

Amor de bicho - antes e depois

Andam por aí a circular uns artigos com fotos de tipo "Antes e Depois" de animais de estimação com os seus respectivos donos (ou deverei dizer irmãos?) e eu derreto-me sempre que as vejo, principalmente aquelas que têm um intervalo de muito tempo. Também eu tenho dois cães, dois gatos e uma tartaruga, já tive mais cães que, infelizmente, já não ladram por cá, e por isso também sei o que é crescer com eles e reflectir acerca do que já passámos juntos, do nosso crescimento, porque o engraçado é assistir à evolução dos dois lados. Assim, aqui vos deixo as minhas fotografias favoritas da Internet!

 

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(10 anos depois)

 

 

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(17 anos depois)

 

 

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(14 anos depois)

 

 

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(12 anos depois)

 

 

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(10 anos depois)

 

 

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(15 anos depois)

 

 

*RETIRADAS DAQUI*