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Procrastinar Também é Viver

Blogue sobre trivialidades, actualidades e outras nulidades.

Procrastinar Também é Viver

Blogue sobre trivialidades, actualidades e outras nulidades.

2016 e o pós-licenciatura

O meu maior objectivo para 2016 é conseguir fazer as escolhas que mais me deixem satisfeita, sendo o maior desafio descobrir o que é que me deixaria mais feliz, porque eu adoro todas e cada uma das minhas alternativas pós-licenciatura.

Fazer um voluntariado internacional de longa duração (mais de 6 ou 9 meses), género Serviço Voluntário Europeu. Sim, eu quero muito saber como é viver noutro país, entrar em contacto com pessoas diferentes e desenvolver competências "fora da caixa".

Ser assistente de português em França. As probabilidades de ser admitida no projecto do CIEP são elevadas, uma vez que sou quase fluente em Francês, teria boas recomendações de professores da faculdade e vou ainda estagiar na área da educação e do ensino. Além disso, iria receber mais de 700€ de salário (depois dos descontos), só trabalharia 12 horas por semana e o calendário de actividade é fixo (1 de Outubro de 2016 a 30 de Abril de 2017).

Começar o mestrado. Gostaria de tirar Sociologia (especialização em Conhecimento, Educação e Sociedade, na FCSH-UNL, em cujo primeiro ano só pagaria 200€ por causa da média de 17 na licenciatura) ou Estudos de Cultura (na Faculdade de Ciências Humanas da Universidade Católica, o terceiro melhor do mundo na área, mas para o qual preciso de arranjar um emprego ou uma bolsa de investigação, para pagar mais de 7000€ de propinas em dois anos).

O possível segundo mestrado que eu poderia tirar simultaneamente ao de Sociologia é Estudos da Língua Portuguesa - Investigação e Ensino (na Universidade Aberta), porque é em regime de e-learning e a carga horária não é muito exigente. Em alternativa, não seria mal pensado conjugá-lo com a tal estadia em França como assistente... de português! Ou até com um voluntariado!

 

E agora??? Eu sei que me daria bem qualquer que fosse a minha escolha, por isso é mesmo esperar e ver o que acontece, como é que as circunstâncias se apresentam. A história do pós-secundário repete-se.

Exames, provas de ingresso, emprego e coisas que tais

Esta manhã deixou-me de rastos. Na verdade, bastaram ínfimos minutos para eu começar a repensar na minha vidinha.

A princípio, a consulta das pautas deixou-me bastante feliz. 19 a Francês e 17,3 a Inglês (de exame de equivalência à frequência!) foram o suficiente para me fazer dar uns pulinhos em cima da cama. O pior veio com a pauta de História A. Eu já devia saber que, quando a coisa corre mal, o resultado é bom, e que, quando a coisa corre bem, devo desconfiar. E eu não desconfiei, foi esse o meu problema. Acreditei que o professor corrector seria um santo caído do céu, acreditei que teria uma nota para lá de satisfatória - não tive, estava-se mesmo a ver. Ainda assim, estou bem ciente do que fiz, verifiquei os critérios e não consigo imaginar no que me terá influenciado de tal maneira a nota para que ela tenha "baixado" desde a expectativa de um 17 para um 13,7 real. Ou seja, além de ser uma nota absolutamente inviável para me candidatar a Ciências da Comunicação, ainda diminuiu o meu 16 de nota pré-exame na disciplina para um 15. Fiquei mais do que fula, choraminguei até não aguentar e desatar num pranto, maldisse tudo o que é Ministério da Educação e respectivas exigências, fiz trinta por uma linha.

 

E, depois, recompus-me. Existe sempre, a seguir a estes momentos, um outro de auto-clarificação em que uma pessoa conclui que há quem esteja em pior posição do que a sua. Eu tive positiva. Eu tenho a possibilidade de pedir uma reapreciação. Eu já entrei na minha segunda opção da faculdade - Línguas, Literaturas e Culturas - que só não é a primeira devido à maior taxa de empregabilidade e estágios de CC. Não chumbei a nada, tenho uma média de secundário muito boa e, além disso, ainda nem sei o que tive no exame de Português! Sinceramente, dada a surpresa de História A, recuso-me a fazer previsões, mas tenho de me mentalizar que, seja qual for o resultado obtido, entrarei num curso do meu agrado. Se quiser realmente ser jornalista, devo é enfiar-me no CENJOR, independentemente do curso de ensino superior em que entrar. Há que ser optimista!

 

Contudo, visto que, a seguir à tempestade, vem a bonança, começo a trabalhar já no dia 17, em Lisboa! Serei paga a recibos verdes mas, pelo menos, já conseguirei amealhar mais qualquer coisinha para ajudar às despesas da faculdade. Apesar de perder quase metade do meu salário em impostos, terei uma segurança acrescida no que toca a manter as condições necessárias para pagar as propinas e o transporte. Não sei se, em tempo de aulas, me aguentarei com o part-time, mas decidi não pensar nisso por enquanto. A minha função será ouvir mensagens áudio e passá-las para texto, o que não deve ser difícil, apenas aborrecido ao fim de algum tempo.

 

Agora, devo somente concentrar-me em fazer a segunda fase de Português (mesmo que a primeira fase me tenha corrido de feição, gosto de ter um plano B), começar a trabalhar e encaixar na cabeça que não voltarei a ter férias nos próximos tempos (por acaso, só me apercebi deste facto ao escrevê-lo... ai, minha nossa!).

For what concerns you, este blogue há-de sofrer as devidas consequências e eu só espero poder atenuá-las com a hora diária que passarei em transportes públicos. Aposto que nem irão reparar (cof, cof).

I speak English, but French aussi

Saber falar mais do que uma língua estrangeira é lixado. O meu avô era fluente em sete, veja-se lá! Eu "só" sei falar Inglês e Francês (com mais facilidade na escrita, diga-se de passagem) e meto as mãos pelos pés e os pés pelas mãos e a cabeça pelo traseiro e o traseiro pela cabeça, quanto mais... Sim, eu confundo-me assim tanto. Podia ser pior, mas também podia ser melhor. Tenho um nível C1 a Inglês e um B2 a Francês, pelo amor dos santinhos todos! Não era suposto hoje, durante o exame oral de equivalência à frequência de Inglês, começarem a sair-me aussis e pardonnez-moi e palavreado do género... ININTERRUPTAMENTE. Só me apetecia, em bom português, respingar um belo dum FONIX!. Azelha, eu. What else?

Agenda

Sexta-feira, 10 de Maio - Exame DELF de Francês nível B2 (todo o dia);
Sábado, 11 de Maio - Encontro de animadores da Forum Estudante;
Domingo, 12 de Maio - Já referi que o encontro de animadores é o fim-de-semana INTEIRO?!
Segunda-feira, 13 de Maio - Cara de Panqueca dorme chez moi. Filosofar sobre a vida até cair para o lado de sono.
Terça-feira, 14 de Maio - Manhã de descanso, depois de tanta folia, bem como actualizar este digníssimo blogue. Escola e Alliance Française à tarde: regresso a casa às 21h;
Quarta-feira, 15 de Maio - TESTE DE HISTÓRIA (!!!!!!)


É bom que eu aprenda a fazer directas, algures pelo meio... ou a ser baldas.

Absolument terminé!

Daqui a menos de um mês, tenho um exame de Francês de nível B2, o quarto nível a contar do mais simples, o terceiro a contar do mais difícil. Em jogo, está mais um ano de bolsa de estudo na Alliance Française e, consequentemente, todo o meu empenho nos últimos três anos em que tenho estudado Francês a sério. Sei que sou uma perfeccionista e que poderei estar a massacrar-me sem necessidade, mas desta vez estou mesmo à rasca, em bom português. O nível B2 é dificílimo e até a minha professora me diz que eu tenho de melhorar certos aspectos. Não tenho muita prática a argumentar oralmente, descobri, ainda por cima, que as minhas bases nesta língua eram nulas, e ando atolada de trabalho (teatro, escola, Forum Estudante, mais o Francês,  claro... e escola, e mais escola, e mais ESCOLA! ...) até ao mais ínfimo nervo do meu corpo. Toda eu sou uma pilha de tarefas por fazer, terminar ou começar, acrescida a fraca capacidade que tenho de me concentrar para o trabalho durante mais de hora e meia seguida, que tem sempre de ser equilibrada com outra hora e meia a fazer whatever I desire... Portanto, aqui fica registado para a posteridade (e motivando-me mais um bocado), o meu niveau débutant da Grammaire Progressive du Français acabadinho de fazer, como prova de que, pelo menos, eu tentei. Amanhã (ou hoje, que já passa da meia-noite), começo já o niveau intermédiaire, que é para ver o que é bom para as dores! Arre, que tenho de ir dormir!

É o amor... (mas em português!)

Há qualquer coisa de muito dissimulado quando um português diz “I love you” a outro português. É como dizer “eu amo você”, mas ainda pior. Parece-me simplesmente que não faz sentido expressarmos os nossos sentimentos mais genuínos por meio de outra língua que não a nossa. Uma coisa é dizermos muitas expressões em inglês noutras conversas do dia-a-dia, por ser divertido e… sei lá. Totó. (You shall get my point!) Outra totalmente diferente é declararmos amor a alguém com um já muito gasto “I love you”, proferido por milhões de pessoas do pé para a mão, estampado em t-shirts comercializadas para turistas em todo o mundo (I love Lisbon! I love Portugal!), em bonés, malas, postais, publicações de Facebook…
Será que não nos chega o sincero “amo-te”, em bom português? Não será um “amo-te” ainda mais belo que quaisquer outras palavras, não soará ele tão humilde e curto, sem deixar de ser verdadeiro e sonante? Acrescentem-lhe um, dois, três pontos de exclamação e vejam se não fica maravilhoso: “amo-te!!!”. Haverá confissão mais bela de se ouvir ou de se ler? Mais um advérbio de modo, que há vários, e obteremos “amo-te muito!!!”, “amo-te bastante!!!”, ou até outras expressões lamechas como “amo-te daqui até à Lua, passando pelo Sol e voltando!!!”.
Para quê “i love you”? Nem o clássico do francês “je t’aime/je t’adore, mon amour!!!” bate o nosso “amo-te!!!”. Aposto que, tal como eu, vocês também acham o “ich liebe diech” (sem pontos de exclamação, assim em seco, como consta que são os alemães) demasiado rude para exprimir o que quer que seja, quanto mais amor!
E, tratando-se de chamar o “meu amor”, também prefiro que assim seja, pelo menos nas ocasiões mais sérias e cujo ambiente é mais sentimental, pedindo que se fale do fundo do coração (ei, que lamechice!), apesar de, por vezes, brincar um pouco com expressões inglesas e francesas (já que são as outras duas línguas que vou dominando).
Para descrever sentimentos, chega-me o português. Gosto mais assim!

aprende-se todos os dias

   Hoje, por exemplo, aprendi que desinteria é a palavra soft para diarreia.


  Também descobri que o suplemento alimentar que ando a tomar para combater o stress e a ansiedade, um complexo de magnésio, contém um mineral chamado manganésio, que, segundo a Internet, pode causar irritações de pele, o que explica, possivelmente, eu andar cheia de borbulhas na cara.


   Como não há duas sem três, aprendi que, em Francês, carteira é porte-monnaie.


 


   Ah, e andei sozinha de comboio pela primeira vez na vida. (yupiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii!)


 


Tenho uma vida tão animada.