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Procrastinar Também é Viver

Blogue sobre trivialidades, actualidades e outras nulidades.

Procrastinar Também é Viver

Blogue sobre trivialidades, actualidades e outras nulidades.

Sou muita coisa e, infelizmente, shopaholic é uma delas.

Só entrei na Primark uma vez, no Braga Park, no Verão passado. Foi amor à primeira vista - ou falta de amor ao dinheiro, ponhamos a situação nestes termos. Havia taaaaanta roupa a "tãããão" baixo preço que me passei e desembolsei logo ali cerca de 30€ (praticamente o que levava na carteira, segundo me cheira, e mais houvesse). Tenho de admitir que os meus pontos fracos são livros e roupa a preços baixos. Não é que eu seja uma fashion victim, nem nada que o valha. Mas... c'mon! Todo o rabo de saia que vocês conheçam deve adorar ir às compras e sentir que, daí em diante, nunca mais vai conhecer o drama de abrir o armário e não saber o que vestir (até à próxima época de saldos). Além disso, é da Primark que estamos a falar! É o ultimate guilyy pleasure

Por isso é que o mundo se agitou quando anunciaram que iria abrir uma Primark no Colombo, a primeira a aparecer no centro de Lisboa. Dah! E, como devem calcular, a minha pessoa já anda a agendar uma visita à dita cuja, selvaticamente inaugurada hoje, pelo que dizem. No meio de tanta fotocópia e tanto livro para ler, algum tempinho hei-de arranjar para ir (sem dinheiro ou cartão multibanco na mão, para evitar desastres). Porém, não pensem que lá vou meter os pés antes da próxima semana, vade retro! Detesto multidões e mulheres nervosas a tropeçarem em mim enquanto tentam arreganhar a última peça de roupa do tamanho 38 da prateleira! Para nervosa, já chego eu na maioria das ocasiões.

Portanto, procrastinadores deste planeta, keep calm que a Beatriz vira fera na generalidade dos centros comerciais, quanto mais numa loja low cost. Viva o capitalismo! (Só quando me convém.)

Porque eu também tenho 'guilty pleasures'

Por vezes, dou por mim, inconscientemente, a ver comédias românticas no canal Hollywood, daquelas tão, mas tão lamechas que até se me dá a volta ao estômago, enquanto ingiro porcarias calóricas, como bolachas de manteiga e chocolate ou quantidades industriais de gelado. Quem me visse nestes preparos sem me conhecer provavelmente diria que eu sou uma jovem já frustrada com a vida, desorientada e desencontrada de amores, possuidora de um apetite devorador de frigoríficos, uma autêntica Bridget Jones antes de se resolver com o seu Mark Darcy - tudo aquilo que eu não sou, mas por que passo muito bem quando contagiada por bandas sonoras foleiras, lideradas por violinos demasiado afinados, que introduzem trocas de saliva e beijos à francesa pouco aconselháveis a menores de 25 anos.