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Procrastinar Também é Viver

Blogue sobre trivialidades, actualidades e outras nulidades.

Procrastinar Também é Viver

Blogue sobre trivialidades, actualidades e outras nulidades.

Beatriz ♥ Newcastle #3 - EU FUI A HOGWARTS!

Alguns dos momentos do último Sábado, em Alnwick, a uma hora de Newcastle...

 

 

Este lugar é-vos familiar? Contextualização aqui. Oh, oh...!

 

 

Detesto a minha vida.

 

 

Chovia muito.

 

 

Livraria Barter Books - novidades no Procrastinar Também é Ler para breve.

 

 

Visto na casa-de-banho da Barter Books.

 

 

Nota: não sei o que se passa com as minhas fotos, mas todas elas desconfiguram de tamanho depois da publicação. Ai, ai.

O melhor de 2013

1. A série televisiva - "Revenge"

 

 

2. O filme - "About Time" (em português, "Dá Tempo ao Tempo")

 

 

 

3. O livro - elejo dois, que foram reeditados este ano: "O Suplente" (1999), de Rui Zink, e "The Kite Runner" (2003) - em português, "O Menino de Cabul" - de Khaled Hosseini

 

 

 

4. A viagem - Évora (também não fiz muitas mais)

 

 

 

 

5. O post - "Porque eu também tenho 'guilty pleasures'". E, como aos pares é mais bonito, este também teve a sua importância, diga-se de passagem. Cof, cof.

As 5 publicações mais procrastinadas dos últimos 6 meses

  1. Desertora de praxes - AQUI! - 426
  2. Assalto no Parque da Bela Vista - 422
  3. Das minhas (graves) patologias - 317
  4. O Massacre não massacrou muito - 225
  5. Temos caloira! - 118

Percebe-se porquê. Excepto a número 2 e a número 3, as outras fazem todas parte da minha transição secundário-faculdade, um assunto a que tenho dado bastante ênfase pelos motivos óbvios e que tem levado a alguma partilha de experiências e discussões da parte de quem está atento a este tipo de publicações. Além disso, das cinco, só a última é que não foi destacada pelos Recortes do Sapo. O certo é que a maioria delas corresponde às que eu mais gostei de escrever, portanto parece que fui bem-sucedida a passar a mensagem pretendida!

Outrora, fui uma pessoa ressabiada. Só posso ter sido!

Isto das estatísticas e do que elas revelam acerca do que é mais visto no nosso blogue é tudo muito engraçado, mas também tem o seu quê de ruim. Ruim, porque uma pessoa vai esquecendo o que escreve. Ruim, porque faz a pessoa lembrar-se do que escreveu. Ruim, porque uma pessoa muda e depois, comparando-se com o que era há três dias atrás, estranha e não simpatiza com a pessoa que já foi, outrora. O melhor exemplo que vos posso dar é esta publicação, de Abril de 2012 (há cerca de ano e meio atrás), que tem sido visitada algumas vezes, em que não me reconheci minimamente - logo eu, que ando toda contente e lamechas e fofinha da vida, cheia de amor para dar e com o ego inchado de tanto o receber! Portanto, para que fique tudo esclarecido, eu agora quero é que toda a minha gente seja muito feliz, tenha uma vida amorosa do mais foleiro possível, com muitos beijinhos, abracinhos e muitos bebés (a seu tempo, é claro) e que me perdoe a indelicadeza de solteira ressabiada que, noutra era da minha vida, decidi espalhar por este mundo. Shame on me.

Desertora de praxes - AQUI!

Durante estes últimos dias, comecei a ficar um pouco confusa no que toca à minha opinião sobre as praxes. Quais os benefícios? Quais as desvantagens? Afinal, o que é que se ganha e se perde? Apesar de a minha posição inicial ter sido "eu faço as praxes, porque quero experimentar tudo o que tenha que ver com a vida académica, além de que é uma tradição", surgiu-se-me um impasse inesperado com o aproximar do primeiro dia de faculdade (hoje!).

 

Em primeiro lugar, como já devem ter percebido mais ou menos, eu faço parte daquele grupo de pessoas que gosta é de cumprir com horários e compromissos, certinha e - digamos-  ajuizada q.b.. No que toca à escola, ainda mais o sou, e com assuntos como este não se brinca. Portanto, quando me falaram em "ter, eventualmente, que faltar para poder participar nas praxes", não achei piadinha nenhuma. O quê...???! Faltar logo às primeiras aulas do ano/da faculdade???! Nem pensar, fora de questão! Por muito que me garantam que, aos professores, tanto se lhes dá, a mim é uma coisa que me importa, não estar presente no momento das apresentações ou, possivelmente, perder matéria. Isto era o que me deixava menos atraída pelas praxes, mas há mais...

Há praxes e praxes, não é verdade? Há umas que valem a pena e outras que são uma bela bosta. Pelo que tinha ouvido dizer, as da FLUL nem sequer eram por aí além, assim meias fracotas e sem muito interesse. Meh. Só vendo... - tal como o tipo de veteranos/doutores que por lá houvesse.

 

Mas eu tinha taaaaaaaaaanta curiosidade!

 

Deste modo, restava-me uma única alternativa - experimentar a dita da praxe, já que hoje até seria um dia totalmente livre. Tive para aí dois segundos para pensar, enquanto saía nas cancelas do Metro ("és de Direito?, és de Direito?, és de Direito?", perguntava um mar de trajados... de Direito) e avistava, lá ao fundo, perto da saída, meia dúzia de doutores com cartões-à-aeroporto, clamando por caloirinhos fresquinhos de Letras. Ia ou não ia?

 

E fui, nem que fosse só para tirar as teimas!

 

Tentar nunca matou ninguém, é certo. Infelizmente, ia-me matando a mim. De tédio, pela desorganização da praxe e pelas sucessivas tentativas pouco esmeradas de improviso por parte de veteranos e doutores. De enjôo, depois de me pôrem a rebolar na relva. De dor e comichão, porque aqui a je ia toda fresqujnha de calções e de cavas e ficou toda arranhada. De cansaço, por ter sido obrigada a rastejar e a correr atrás de um doutor infiltrado, disfarçado de caloiro desobediente, que tínhamos de apanhar e esmagar num moche. De sujidade, pelas porcarias com que me borraram (pff, devem ser mesmo pinturas faciais, a julgar pela esfregadela que já dei ao meu braço esquerdo e continuar a lá estar escrito "CALOIRA CC"), inclusivamente nas unhas que eu tinha arranjado e pintado ainda ontem à tarde! E não me chamem picuinhas, porque, se a experiência tivesse valido a pena, eu nem me queixava, limitando-me a passar um algodão de acetona pelo assunto!

OK, a intenção foi boa, o pessoal até era bacano, mas eu não me identifiquei com a praxe. Até posso dizer que - pronto, pronto - não foi mau de todo e sempre deu para me ambientar, nem que tenha sido um bocadichinho de nada, mas mais não posso dizer. Não é nada contra quem goste e faça questão de praxar e ser praxado... Contudo, pessoalmente, podia ter passado sem aquelas míseras três horas (ao fim das quais me escapuli porque "tinha de ir trabalhar").

 

Desertei da minha praxe, não me orgulho, mas lá é que eu não volto.

 

 

(Nota: a hierarquia, do menos para o mais "privilegiado", é a seguinte: caloiro (1º ano), doutor (2º/3ºano), veterano (aquele que já lá anda por gosto, chamemos-lhe assim.)

é Bel-Ami, mas podia ser outro

Serei eu capaz de deixar um livro a meio?   


 


   É engraçado como vim a ganhar, de há uns tempos para cá, a tenebrosa mania de não acabar de ler livros. Às tantas, não sei se é do livro, se é de mim. E por que não dos dois?! Se calhar, nem eles me cativam nem eu sou de cativar. Ficamo-nos pelo cinquenta, cinquenta. No entanto, a única que acaba por se sentir culpada no fim destes divórcios litigiosos (o livro a pedir mais uma oportunidade, eu a tentar ser feliz) sou eu. É que custa-me largar uma história que já me acompanhou durante, pelo menos, algumas horas. Mas acontece e não é pouco.


   Um dos melhores exemplos que posso dar é o romance francês Bel-Ami, de Guy de Maupassant - sim, aquele que foi convertido num filme com o Robert Pattinson como protagonista. Tivemos um namoro fugaz, ainda que eu tenha estado indecisa durante muito tempo depois do noivado. Porém, a pressão social para ler o maior número de clássicos da literatura acabou por me fazer ceder e aceitei. A princípio, foi um casamento deveras feliz, comigo muito empenhada para que resultasse, quase tanto como ele [o livro]. Comecei a tratar as personagens por "tu", já sabia percorrer os cenários extremamente bem descritos pelo autor como se também lá vivesse. Criei inimizades e amizades, senti-me feliz. Até que o período de lua-de-mel terminou, quando eu me apercebi que a personagem Bel-Ami era, nada mais, nada menos, que um otário que menosprezava as mulheres e que, estando muito bem casado com a mais inteligente das senhoras da alta sociedade, andava a comer várias ao mesmo tempo, porque sim, elas mereciam, devido à sua condição... de lixo! Um ultraje.


   Ao fim de algumas páginas após essa revelação, não tenho a certeza se algum dia retomarei a leitura. Fiquei-me pela página trezentos e tal e a vontade de continuar é pouca. Acho que, por agora, terei de fazer olhos cegos ao livro que repousa na estante, abandonadinho, coitadinho, porque Guy de Maupassant se lembrou de criar um personagem estúpido, calculista e adúltero. Se eu não simpatizar com quem me acompanha nas narrativas, a coisa dá para o torto.


 


Respondendo à questão inicial, "serei eu capaz de deixar um livro a meio?", confesso que sim, sou capaz de ser dura com certas histórias. Já não conto pelos dedos as relações tempestuosas que já terminei na literatura.

é Bel-Ami, mas podia ser outro

Serei eu capaz de deixar um livro a meio?   

 

   É engraçado como vim a ganhar, de há uns tempos para cá, a tenebrosa mania de não acabar de ler livros. Às tantas, não sei se é do livro, se é de mim. E por que não dos dois?! Se calhar, nem eles me cativam nem eu sou de cativar. Ficamo-nos pelo cinquenta, cinquenta. No entanto, a única que acaba por se sentir culpada no fim destes divórcios litigiosos (o livro a pedir mais uma oportunidade, eu a tentar ser feliz) sou eu. É que custa-me largar uma história que já me acompanhou durante, pelo menos, algumas horas. Mas acontece e não é pouco.

   Um dos melhores exemplos que posso dar é o romance francês Bel-Ami, de Guy de Maupassant - sim, aquele que foi convertido num filme com o Robert Pattinson como protagonista. Tivemos um namoro fugaz, ainda que eu tenha estado indecisa durante muito tempo depois do noivado. Porém, a pressão social para ler o maior número de clássicos da literatura acabou por me fazer ceder e aceitei. A princípio, foi um casamento deveras feliz, comigo muito empenhada para que resultasse, quase tanto como ele [o livro]. Comecei a tratar as personagens por "tu", já sabia percorrer os cenários extremamente bem descritos pelo autor como se também lá vivesse. Criei inimizades e amizades, senti-me feliz. Até que o período de lua-de-mel terminou, quando eu me apercebi que a personagem Bel-Ami era, nada mais, nada menos, que um otário que menosprezava as mulheres e que, estando muito bem casado com a mais inteligente das senhoras da alta sociedade, andava a comer várias ao mesmo tempo, porque sim, elas mereciam, devido à sua condição... de lixo! Um ultraje.

   Ao fim de algumas páginas após essa revelação, não tenho a certeza se algum dia retomarei a leitura. Fiquei-me pela página trezentos e tal e a vontade de continuar é pouca. Acho que, por agora, terei de fazer olhos cegos ao livro que repousa na estante, abandonadinho, coitadinho, porque Guy de Maupassant se lembrou de criar um personagem estúpido, calculista e adúltero. Se eu não simpatizar com quem me acompanha nas narrativas, a coisa dá para o torto.

 

Respondendo à questão inicial, "serei eu capaz de deixar um livro a meio?", confesso que sim, sou capaz de ser dura com certas histórias. Já não conto pelos dedos as relações tempestuosas que já terminei na literatura.

se pudesse ir de férias dentro de um livro...

... iria dentro de um qualquer da saga Harry Potter. Sim, é um clássico da minha geração, é quase uma doutrina religiosa e eu não poderia ser menos criativa na minha escolha, uma vez que haverão mais duzentos mil biliões de pessoas a desejarem embarcar numa aventura assim, mas sempre fui uma leitora ferrenha dos livros da J. K. Rowling, uma espectadora atenta dos filmes inspirados na sua escrita e nada me daria mais prazer do que ser a Hermione Granger durante uns tempos. Continuo em busca do meu Ron Weasley...