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Procrastinar Também é Viver

Blogue sobre trivialidades, actualidades e outras nulidades.

Procrastinar Também é Viver

Blogue sobre trivialidades, actualidades e outras nulidades.

Ia-te à espinha, Nick Jonas!

Não costumo apreciar tipos todos puffed, mas, vamos lá ser sinceros... O Nick Jonas está crescidinho. Continua a cantar bem e a ter aquele ar de criança traquina, a mexer bem a anca (uépáááá!). E pronto, as primeiras pancadas batem sempre muito forte (um bocadinho menos que a actual, obviamente, né?). E o Nick Jonas tem uma relação fofinha, mostra-a no vídeo [2:59] e vocês já devem ter reparado que eu gosto de tudo o que é fofinho, quanto mais relações! Quero é que o mundo esteja pleno de amor e foleiradas!

O tema da canção é que coiso. Ciumeiras não, sff. No entanto, se eu namorasse com a Miss Universo 2012, talvez também ficasse jealous, só naquela...

 

 Esta versão também ficou bestial!

Say WHAAAAAAAAAAAAAT?!

 

COMO ASSIM, O KEVIN JONAS TEM UMA FILHA??? COMO é que eu não sabia disto? POR QUE É QUE eu não sabia disto? A Alena Rose nasceu em FEVEREIRO, estamos em SETEMBRO, ainda há uns minutos estava a ouvir por coincidência os álbuns dos anos de ouro dos Jonas Brothers, sem sequer imaginar uma coisa destas e... já há bebés? Ligo o Facebook e o E!online espeta-me as notícias com 7 meses de atraso? Isso nem sequer apareceu no reality show deles, só a Danielle a falar em querer hipoteticamente ter filhos e blá blá blá. Agora, uma pessoa vai ali estudar e trabalhar um bocadinho, dar umas voltinhas, coçar as costas e, quando dá por si, PIMBAS!, um dos seus ídolos da adolescência já é pai.

Eu não digo que o tempo passa depressa? É que passa mesmo! Um dia destes, calha-me a mim e hei-de ficar tão ou mais admirada do que o que estou agora. Do género "olááááááá, quem é este bebé, de que planeta é que ele veio, quem são os pais?". Qualquer coisa do género.

 

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(Adoro bebés.)

Jonas Brothers - the end of a family business

Do início da minha adolescência, guardo a fase dos Jonas Brothers como uma das mais tontas e mais queridas recordações da altura. Eu e a Inês Cara de Panqueca adorávamo-los (Nick para ela, Joe para mim e, back in the days, o Kevin tinha ar de sonso-panilas). Éramos doidas por eles, mas doidas mesmo, ou não tenha eu enchido uma parede inteira do meu quarto com posters da banda, alguns de dimensões consideravelmente grandes. As músicas ficavam no ouvido mas eram divertidas e contagiantes, outras eram tristes mas as melodias deixavam-me nostálgica, deixando as hormonas púberes - recém-descobertas - felizes e satisfeitas. Não sei como é que a minha família me aturou durante os quase dois anos em que eu só falava de Jonas Brothers, Jonas Brothers, Nick, Joe, Kevin, JONAS BROTHERS!!!!! AAAH!

E, agora, os moços vão splitar. Vão acabar com a banda por não concordarem no rumo que a música que fazem deve seguir, dizem. Já ganharam o dinheiro que tinham a ganhar, essa é que é essa! Ainda por cima, estão a ficar feios (ironicamente, agora o Kevin é o melhorzinho) e já ninguém lhes deve ligar. Os tempos dourados dos irmãozinhos da América já terminaram, pá. Agora o pessoal gosta é dos One Direction, fresquinhos que nem alfaces e sem hipocrisias como "vamos permanecer virgens até ao casamento e depois, UPS, a virgindade caiu-nos do bolso, foi sem querer". As miúdas de doze anos da segunda década do século XXI querem é machos latinos, com vigor nas partes baixas e nas outras todas também, está-me a parecer! Querem é Justin Bieber e música electrónica e autotune aos molhos! É mesmo assim! A Disney já nem sabe o que faz, está a perder capacidades de produção de estrelas adolescentes.

Jonas Brothers is sooooooooooo 2007. Uns vão, outros vêm - é o ciclo da vida pop. Ganha-se o dinheirinho que se tem a ganhar e depois tira-se a reforma aos 25. Haverá melhor vida do que esta? Não tenho pena.

Pessoalmente, ainda gosto de ouvir os três primeiros álbuns, antes de terem começado a trabalhar a solo e de se terem divorciado da imagem de meninos bonitos. Ainda me sabe bem ouvir essas músicas e não me canso de o fazer de vez em quando. É um dos meus guilty pleasures e, quer os Jonas Brothers existam ou não existam em 2013, 2014 ou 2045, acho que vou continuar a tê-lo. Nem que seja por enquanto.

 

Os negócios familiares nunca são boa ideia, foi o que sempre me ensinaram! 

 

  

E, por fim, para recordar, tomem lá o hit do Verão de 2008!

 

E, provavelmente, a minha preferida (é só mais estaaaa, em nome dos bons velhos tempos):

A emancipação dos Jonas Brothers


"Baby, put your pom poms down for me"? Quem canta este refrão são os mesmos três irmãos que, ainda há um par de anos, exibiam os seus anéis da castidade, virgens que só eles (com alguma sorte, virgens do nariz!), que defendiam a espera pelo casamento até deixarem de o ser. Bem... aqui fica mais uma prova da emancipação sexual dos Jonas Brothers, a seguir, por exemplo, ao penúltimo videoclipe do Joe. É que já não era sem tempo! E, deixemo-nos de tretas, agora sim, eles atingiram o sex appeal desejável. Reapareceram com muito mais carisma e confiança, uma imagem mais adulta e... eu gosto. Gosto sim! A música fica no ouvido, não é a minha preferida mas, mantendo-se na mesma onda musical que a de sempre, torna-se muito mais interessante com uma letra cujo significado vem quebrar o gelo da "ingenuidade" presente nos álbuns anteriores.

Acaba-se a vinculação à Disney, surge a oportunidade de crescerem enquanto artistas. O caminho que foi percorrido pela Britney, pela Miley Cyrus e tantos outros artistas é, agora, iniciado pelos Jonas Brothers. Mantendo a "decência" que lhes é característica, revelam, por fim, o seu amadurecimento. Previsivelmente, libertaram-se da ideia de "sonsos", o que viria a acontecer, mais cedo ou mais tarde. Já nem as fãs são miudinhas pré-púberes facilmente iludidas por músicas sobre amor eterno e verdadeiro, sobre rapazes perfeitos. Elas cresceram e querem mas é ouvir e ver qualquer coisa comercial e cativante, que dê no olho (ei, e porque não haveria eu de estar a falar a partir de uma perspectiva pessoal?).

Pancadas que se nos dão durante essa coisa da adolescência

Como costuma acontecer à maioria das pessoas numa certa altura da adolescência, também eu sofri uma pancada de fanastismo por umas certas "estrelas da música". No meu caso, foi pelos Jonas Brothers. Na altura, tinha 13 anos, eles estavam a tornar-se cada vez mais conhecidos e, coitadinha de mim, até enchi uma parede inteira do meu quarto, quase de cima abaixo, com posters deles. Quantas revistas Super Pop e Bravo comprei, para os conseguir arranjar! Ouvia Jonas Brothers quando me levantava, quando estava na escola, quando voltava para casa, enquanto lia, enquanto escrevia, enquanto estudava, enquanto adormecia. Só não os ouvia enquanto comia porque a minha família já vomitava Jonas Brothers pelos ouvidos. Enfim... que pancadas que nós temos!
Mas, apesar de toda essa púbere maluqueira, sempre achei que eles tinham algum talento. Todos eles cantavam e tocavam vários instrumentos, além de comporem e produzirem as suas próprias músicas. Talvez ainda continue a achar! Evidentemente, eles mesmos eram, na altura, bastante novos, e isso reflectia-se no que criavam. Ainda assim, tinham piada e andei embevecida pelos meninos durante quase dois anos, tal como a minha melhor amiga (o Joe para mim, o Nick para ela e o Kevin ficava sem ninguém porque tinha ar de totó e era demasiado velho para nós, trololol).
Agora, se me perguntarem se me arrependo de ter passado horas e horas a pensar neles e a conjecturar como haveria de arranjar dinheiro para um possível concerto que pudessem vir dar a Lisboa (nunca vieram, só o Joe, mas eu nem disso soube), tendo tudo sido, aparentemente, nada mais, nada menos do que uma perda de tempo, eu mando-vos dar uma volta. Voltar a ouvir, de vez em quando, o que foi a banda sonora de uma certa época (ainda mais irresponsável e aluada) da minha curta existência, é como reviver o tempo em que andava no colégio e os meus colegas não gostavam de mim, tinha mais acne do que cara, papava todas as séries do Disney Channel (o que eu gostava de Hannah Montana!), aprendia Inglês decorando as letras de músicas lamechas e em que descobri que gostava de escrever. Como se a minha idade justificasse tamanha nostalgia...! Mas, afinal, não serei a única, pois não? (Por favor, não me venham é dizer que têm dezoito anos e sentem o mesmo pelo Bieber! Há idades e idades...)

E, mesmo depois de ter ultrapassado essa fase, continuo a ter outras. Só já não nutro nenhuma crush por músicos ou actores...

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