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Procrastinar Também é Viver

Blogue sobre trivialidades, actualidades e outras nulidades.

Procrastinar Também é Viver

Blogue sobre trivialidades, actualidades e outras nulidades.

Não nos tirem o jornalismo!

Perdeu-se o respeito pelo jornalismo. O Correio da Manhã está a ser censurado em praça pública e ninguém diz nada, ninguém faz nada. A maioria dos estudantes de Comunicação quer ser pivot ou jornalista de entretenimento. De fofocas. Os professores de jornalismo "a sério" são uma classe envelhecida. Os grandes jornalistas portugueses estudaram Direito e Economia. Têm idade para ser meus pais.
O que será do jornalismo português daqui a uns anos? Esquecerão os cidadãos que o jornalismo tem como objectivo mostrar a verdade e revelar o que quer ser camuflado? Esquecerão que o jornalismo tem de ser interventivo e revelador? Eu quero acreditar que não, mas é difícil. Quando o jornalismo se resumir à importância da difamação, da especulação, da protecção de interesses particulares e aos telejornais da SIC e da TVI, perderemos toda a noção do que é a liberdade de expressão e o direito à informação.

 

Uma pequena amostra do que me inquieta.

Judite de Sousa no telejornal, ou não

Das memórias que tenho, não me lembro de alguma vez ter gostado particularmente da Judite de Sousa. Compreendo que chegou a uma posição profissional muito favorável na televisão portuguesa, mas não a considero uma jornalista. Considero-a uma apresentadora, e a um nível inferior ao da Júlia Pinheiro ou da Fátima Lopes nos últimos meses.
Desde que lhe faleceu o filho que o profissionalismo da Judite de Sousa tem caído desmesuradamente. De facto, admiro-lhe a força de vontade para se manter activa, apesar da tragédia que lhe aconteceu e que não se deseja a ninguém, mas muitas das suas qualidades profissionais encontram-se (especialmente) desaparecidas desde então, o que não me parece positivo nem para ela, nem para a TVI, nem para os telespectadores.
Depois da morte de um filho, ainda por cima único, é previsível que uma pessoa se sinta em baixo, baixo, baixo. Que a sua imagem se degrade e que a pessoa envelheça. Que perca muita da sua força.
E por isso é que não consigo encontrar nenhuma justificação para a insistência da TVI em manter a Judite de Sousa como pivot do telejornal da noite. Ainda há uns meses fez as capas de imensas revistas por ter sido "internada em estado grave". Em emissão, a voz quebra-se-lhe frequentemente, o seu aspecto físico mostra uma mulher debilitada, o discurso não é fluente. Inclusivamente, ontem, ficou emocionada durante a entrevista que fez a Simone de Oliveira. Aliás, a entrevista depressa se transformou numa sessão de aconselhamento, em que a entrevistadora Judite decidiu perguntar (de forma naaada explícita) à entrevistada Simone de que forma é que sobrevivera e conseguira arranjar motivação para superar os momentos mais duros da sua vida. E ainda colocavam em questão a credibilidade jornalística do telejornal da TVI por causa dos 20 minutos de Ricardo Araújo Pereira??? Pois agora é a minha vez de a desafiar com a hora e meia de Judite de Sousa. Ou será que aquela conversa fiada e mais infeliz não poderia ser guardada para os bastidores? Por que motivo é que os telespectadores são convidados a assistir ao drama alheio? Não chegam as telenovelas?
Por muito tristes que sejam os motivos desta ausência de profissionalismo, há que estabelecer limites. Precisar de trabalhar para superar uma perda de modo menos dramático não implica obrigatoriamente que a pessoa se vá mostrar em plena forma no desempenho das suas funções. Muito pelo contrário. Especialmente porque ocupa uma função que lhe garante muita visibilidade pública, para o bem e para o mal, Judite de Sousa devia ser afastada dos ecrãs durante mais algum tempo. Não digo que tenha de deixar de trabalhar, mas sim que poderia começar a fazê-lo mais atrás das câmaras do que à frente delas. Ah e tal, mas à frente é que ela se sente bem, a fazer aquilo em que é melhor profissional. Então, nesta altura do campeonato, imagine-se o que fará de pior.
Esqueçam os sentimentalismos de blogosfera. Nada de "coitada, morreu-lhe o filho, não lhe podemos tirar a última coisa positiva na sua vida". É do desempenho de uma profissão que estamos a falar.

 

O príncipe "resgatador"

Fez-se uma série-documentário sobre os resgates “arriscados” do Príncipe William enquanto piloto da força aérea britânica, mostrando, nomeadamente, o resgate que prestou a uma criança que se meteu em sarilhos ao brincar com os amigos. Uau. Não me digam que também o filmaram a apanhar um gato do cimo de uma árvore! A sério, ainda matam o herdeiro da coroa inglesa, watch out!
Ehn. Para mim, o príncipe William é um homem demasiado seboso e sonso para que mereça o meu respeito enquanto futuro monarca de um dos reinos mais célebres da Europa. Tem um arzinho muito débil, simultaneamente presunçoso e calculista – tal como a mãezinha dele, a princesa Diana. Atirem-me lá pedrinhas, mas o homem é um franganote (e está a ficar careca, brrr). Anda o irmão mais novo, o príncipe Harry (ruivo e podre de giro, charmoso q.b.), no meio dos confrontos do Afeganistão, participando ininterruptamente em missões eufemisticamente perigosas, e sua alteza diverte-se a ser a estrela do seu próprio documentário sobre “trivialidades”… Haverá maior exemplo para o povo inglês? Será que ainda farão um reality show sobre os dramas da gravidez da Kate, sobre a sua vida de futura mamã real?
Compreendo que, actualmente, se aprecie bastante o jornalismo sensacionalista, cujo objectivo não é destacar a matéria ou o sujeito sobre o qual se fala, mas sim criar audiências e mediatismo. Porém… não estarão a passar os limites do aceitável? Digam-me vocês.

diz que sou uma espécie de ecologista

   Não sou vegetariana, mas também não visto peles. Por vezes, esqueço-me das luzes ligadas e passo mais tempo do que devia no computador. Ainda assim, sou cuidadosa com as torneiras, tomo banhos rápidos e não desperdiço a água que fica no copo por não me apetecer beber mais. Tento andar o máximo possível de transportes públicos. Moro numa vivenda construída de raiz pela minha família mas, apesar de termos abatido muitos pinheiros do terreno para que tal fosse possível, deixámos alguns deles e plantámos imensas flores, árvores de fruto e arbustos, mais ou menos rasteiros. Avistamos permanentemente pássaros e insectos de várias espécies.


   Reconheço que não sou o exemplo mais completo de alguém que protege a Natureza com garras e dentes, mas não deixo de me sentir escandalizada com certos abusos. Um desses abusos é a desflorestação cada vez mais intensa de florestas inteiras, nomeadamente as que albergam fauna e flora das mais diversificadas do mundo. Enquanto escrevo estas palavras, lembro-me de imediato da Amazónia e imagino que vocês invoquem, igualmente, uma imagem semelhante - é inevitável. Mas a Amazónia não é a única floresta do mundo e não nos devemos esquecer que não é só com ela que nos devemos preocupar. Existem tantos outros territórios que merecem ser protegidos...!


   Hoje, falo-vos das vastas e densas florestas de S. Tomé e Príncipe. As suas ilhas são reconhecidas pela fantástica biodiversidade nelas presente e, mais dia, menos dia, alguém há-de tentar destruir tais cenários idílicos. Na verdade, o perigo já espreita e é cada vez mais eminente. Agora, são as perigosas monoculturas; amanhã, alguém há-de ter a ideia das prospecções em busca do ouro negro - o petróleo. A pouco e pouco, como quem não quer a coisa, estão a ser deitadas abaixo inúmeras florestas.


   Foi neste contexto que o meu colega Mário Lopes - um grande aspirante a jornalista! - escreveu o artigo "São Tomé e Príncipe: desflorestação ameaça biodiversidade", fruto de muito trabalho de investigação e escrito como poucos (jovens) conseguem. É um pouco extenso, mas vale a pena ser lido com teimosa atenção. Enquanto cidadãos conscienciosos, devemos tomar atenção ao que se passa no mundo.


 


diz que sou uma espécie de ecologista

   Não sou vegetariana, mas também não visto peles. Por vezes, esqueço-me das luzes ligadas e passo mais tempo do que devia no computador. Ainda assim, sou cuidadosa com as torneiras, tomo banhos rápidos e não desperdiço a água que fica no copo por não me apetecer beber mais. Tento andar o máximo possível de transportes públicos. Moro numa vivenda construída de raiz pela minha família mas, apesar de termos abatido muitos pinheiros do terreno para que tal fosse possível, deixámos alguns deles e plantámos imensas flores, árvores de fruto e arbustos, mais ou menos rasteiros. Avistamos permanentemente pássaros e insectos de várias espécies.

   Reconheço que não sou o exemplo mais completo de alguém que protege a Natureza com garras e dentes, mas não deixo de me sentir escandalizada com certos abusos. Um desses abusos é a desflorestação cada vez mais intensa de florestas inteiras, nomeadamente as que albergam fauna e flora das mais diversificadas do mundo. Enquanto escrevo estas palavras, lembro-me de imediato da Amazónia e imagino que vocês invoquem, igualmente, uma imagem semelhante - é inevitável. Mas a Amazónia não é a única floresta do mundo e não nos devemos esquecer que não é só com ela que nos devemos preocupar. Existem tantos outros territórios que merecem ser protegidos...!

   Hoje, falo-vos das vastas e densas florestas de S. Tomé e Príncipe. As suas ilhas são reconhecidas pela fantástica biodiversidade nelas presente e, mais dia, menos dia, alguém há-de tentar destruir tais cenários idílicos. Na verdade, o perigo já espreita e é cada vez mais eminente. Agora, são as perigosas monoculturas; amanhã, alguém há-de ter a ideia das prospecções em busca do ouro negro - o petróleo. A pouco e pouco, como quem não quer a coisa, estão a ser deitadas abaixo inúmeras florestas.

   Foi neste contexto que o meu colega Mário Lopes - um grande aspirante a jornalista! - escreveu o artigo "São Tomé e Príncipe: desflorestação ameaça biodiversidade", fruto de muito trabalho de investigação e escrito como poucos (jovens) conseguem. É um pouco extenso, mas vale a pena ser lido com teimosa atenção. Enquanto cidadãos conscienciosos, devemos tomar atenção ao que se passa no mundo.

 

"Noites em São Carlos" - o artigo que escrevi

Como já vos tinha contado anteriormente, escrevi um artigo sobre a exposição "Noites em São Carlos" para a Fórum Estudante. Portanto, agora que já foi publicada na Internet, deixo-vos na sua companhia... aqui. Espero que tenham mesmo oportunidade de visitá-la. Eu, pelo menos, rendi-me. Não é uma daquelas visitas guiadas super enfadonhas, pelo que de certeza que vão gostar, talvez adorar.


Já agora, o que acham do artigo? Deixem-me sugestões!

Braga #11

Saí mesmo no Correio do Minho hoje de manhã. Ainda não li a edição em jornal, mas a da Internet está assim. Não tarda nada, tenho por aí os paparazzis e os stalkers todos à minha perna. Oh, mon Dieu, ser celebridade custa. Agora sei o que é ser como a Madonna da Margem Sul, em digressão por Braga.

eu recomendo (imperdível)

Hoje, tive a oportunidade de ler a crónica semanal do Rodrigo Guedes de Carvalho na revista TV Mais. A rubrica chama-se "O País e o Mundo" e, esta semana, o tema é a privacidade de uma figura dita pública, tratado na primeira pessoa. Penso que é uma leitura relativamente curta e imperdível, abordando algo extremamente presente no nosso dia-a-dia - a invasão da privacidade pelos media, neste caso, a invasão da privacidade de um jornalista, o próprio autor da crónica. A mim, deu-me para reflectir sobre este tipo de situações desagradáveis que mancham a dignidade da nossa sociedade e da nossa imprensa. Enquanto cidadãos conscientes, o mínimo que se pode pedir é que estejamos atentos e tenhamos uma opinião madura sobre assuntos tão polémicos quanto este.

revista fórum estudante


 


   Aqui está a edição deste mês, ou seja, de Abril de 2012, da revista Fórum Estudante, distribuída por escolas secundárias de todo o país. Se clicarem em cima desta imagem da capa, serão directamente enviados para a versão online da revista, mas também podem esperar por segunda-feira e procurá-la em papel na vossa escola, caso a recebam lá. O meu artigo está na página 5. Foi o primeiro trabalho jornalístico "a sério" que escrevi e até cheguei a pensar que ocuparia mais espaço na página - até porque retiraram uma parte ao original. No entanto, é melhor do que nada, para uma primeira vez!


   Espero sinceramente que esteja um bom artigo, dentro do possível... Querem dar-me a vossa opinião?