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Procrastinar Também é Viver

Blogue sobre trivialidades, actualidades e outras nulidades.

Procrastinar Também é Viver

Blogue sobre trivialidades, actualidades e outras nulidades.

Dos outros #39

"Os bibliófilos sabem que os livros não são apenas ideias encurraladas entre capas, mas artefactos, marcos na nossa vida. «Encaro a minha biblioteca como um troféu pelos meus feitos», disse um académico meu amigo. «Olho para as lombadas dos meus livros e recordo-me de onde estava quando os li e do que aprendi com eles. E tenho um lado da divisão para os livros que vou ler e outro para os que já li. Assim, posso revisitar velhos amigos ou travar novas amizades.»"

 

Wendy Welch, A Minha Pequena Livraria

 

(Encontrem mais acerca de livros no blogue Procrastinar Também é Ler.)

Eu reservo-me ao direito

A autora deste blogue reserva-se ao direito de procrastinar o tempo que lhe apetecer, quando lhe apetecer (excepto em dias úteis de período escolar, pronto…).

 

A autora deste blogue reserva-se ao direito de não obter culpas no cartório se algum dos seus leitores procrastinar mais do que deve e acabar por não fazer nada da sua vida.

 

A autora deste blogue reserva-se ao direito de não adoPtar o Acordo Ortográfico, porque ele parte de um acordo político e não da evolução natural da língua portuguesa.

 

A autora deste blogue reserva-se ao direito de incentivar ao gosto pela leitura e pela literatura em publicações do tamanho de elefantes.

 

[Já agora, a autora deste blogue reserva-se ao direito de não chamar posts às malditas publicações.]

 

A autora deste blogue reserva-se ao direito de fuzilar telepaticamente quem quer que seja que não valorize o Saramago (ou qualquer outro vulto de semelhante ou aproximada envergadura) ou que ache que o suprassumo da literatura mundial é a Margarida Rebelo Pinto, a Nora Roberts, o Nicholas Sparks ou a Stephenie Meyer (antes não gostar de ler, vade retro!).

 

A autora deste blogue reserva-se ao direito de responder sarcasticamente aos comentários de leitores mesquinhos.

 

A autora deste blogue reserva-se ao direito, por outro lado, de exaltar as inumeráveis qualidades dos seus leitores fofinhos – são todos muito boa gente e a autora deste blogue nutre por eles um enorme carinho e respeito.

 

A autora deste blogue reserva-se ao direito de aqui mencionar muitas vezes os seus amigos, que são assim qualquer coisa fora do comum e ela adora-os.

 

A autora deste blogue reserva-se ao direito de venerar por escrito o senhor seu namorado e de apregoar o quanto o ama, em qualquer altura ou circunstância, porque ele é, de facto, uma criatura fantástica. A autora deste blogue pede desculpa se perturbar algum leitor forever alone e deixa-lhe, desde já, os maiores desejos para que encontre um par igual ao seu num futuro próximo.

 

A autora deste blogue reserva-se ao direito de ouvir música pop, critiquem ou não, A autora deste blogue gosta de quase tudo, exceptuando dubstep e música techno, desde música clássica ao Eminem, passando pelo country e isso jamais mudará (isto é uma indirecta para a pessoa mencionada no parágrafo anterior, se é que ele me entenda).

 

A autora deste blogue reserva-se ao direito de relatar “o mais ínfimo pormenor” da sua vida escolar whenever she wants to, e de se lamentar de como é árdua a vida de estudante.

 

A autora deste blogue reserva-se ao direito de gostar da escola, e até de estudar, desde que não seja em quantidades industriais, uma vez que isso destrói o ego, a criatividade e, principalmente, os miolos.

 

A autora deste blogue reserva-se ao direito de exibir as prendas que por vezes lhe oferecem e os livros, sapatos e roupas que compra com o seu próprio dinheiro.

 

A autora deste blogue reserva-se ao direito de se vangloriar por ganhar algum dinheiro legitimamente seu através dos prémios literários que vai arrecadando.

 

A autora deste blogue reserva-se ao direito de escrever e publicar textos lamechas, se for isso que tem vontade de fazer.

 

A autora deste blogue reserva-se ao direito de praguejar em contextos de revolta, tristeza ou quotidiana palermice.

 

A autora deste blogue reserva-se ao direito de começar a incluir temáticas mais promíscuas nas suas intervenções.

 

A autora deste blogue reserva-se ao direito de ter como referências A Pipoca Mais Doce e a Ursa Pólo Norte – ela mesma gostaria de se tornar um misto das duas no mundo blogosférico.

 

A autora deste blogue reserva-se ao direito de se queixar, de quando em vez, da sua falta de inspiração.

 

A autora deste blogue reserva-se ao direito de partilhar com os seus leitores as suas ansiedades e expectativas de vida.

 

A autora deste blogue reserva-se ao direito de publicitar outros blogues do seu agrado (não tão bons quanto o seu, mas… ela está a brincar, ok??).

 

A autora deste blogue reserva-se ao direito (e dever!) de responder à maioria dos comentários que recebe, sendo tal actividade uma das suas preferidas na procrastinação assistida por computador.

 

A autora deste blogue reserva-se ao direito de publicar fotos das suas pernas e pés, enquadrados numa qualquer actividade de lazer, só para fazer espécie (de tipo saudável, atenção) aos seus leitores.

 

A autora deste blogue reserva-se ao direito de festejar quando o seu blogue aparece nos Recortes ou nos Destaques dos Blogs do Sapo.

 

A autora deste blogue reserva-se ao direito de escrever listas como esta, para melhor informar os seus leitores acerca das suas tendências procrastino-blogosféricas.

Ânimo blogosférico (ou falta dele)

Já estive para desistir deste blogue. Aconteceu no início deste ano, mais coisa menos coisa, e cheguei mesmo a criar outro, em anónimo, esperando poder recomeçar a minha vida blogosférica somewhere else, sem que me tivesse de preocupar se falava mal de A, B ou C, se magoaria os sentimentos de X ou se feriria as susceptibilidades de Y, se Z desaprovaria a minha visão da coisa. Só algumas pessoas é que saberiam que aquele era o meu blogue, com um nome pseudo-lamechas, textos de todo o tipo e feitio (mas, mais uma vez, a rondar o pseudo-lamechas) e sem quase seguidores nenhuns - faria tudo de novo, debaixo da rebeldia de um pseudónimo.
Só que, ao fim de um par de dias, caí em mim. Eu não queria fazer tudo de novo, eu queria era continuar a escrever para os mesmos leitores, alguns dos quais já me acompanhavam há mais de um ano, e que gostam é de procrastinar. Atirei tudo às couves. Qual blogue de emergência, qual quê! Portanto, sempre que me dá o desânimo, não fraquejo como fraquejei há uns meses. Páro simplesmente por um, dois, três dias, até arranjar um novo tema que me devolva à procrastinação e me faça regressar às origens, digamos assim. Quando me apetecer regressar, eu regresso. E, se alguém tiver algo a dizer sobre o que eu escrevo ou deixo de escrever, tenho a resposta na ponta da língua e dos dedos: temos pena, amores.
Este tipo de desânimo temporário tem como origem diversos factores que farão sempre parte da minha vida, por mais que eu adore este meu blogue, onde tenho escrito já lá vão quase dois anos. Ora é o cansaço, ora é a falta de tempo e/ou paciência, causados pelas exigências de uma vida de estudante, de jovem, de workaholic, de que não me posso esquivar. Contudo, sei que é a este blogue e ao conceito que criei para ele, à personagem homónima que vos "fala", que eu e as minhas palavras pertencemos. Ainda hei-de ficar por estas bandas durante mais algum tempo!

o que me aquece o coração


Sei que estou fartinha de vos pregar sobre o que, enquanto leitora e escritora de blogues, me deleita mais e menos. Desta vez, quero-vos demonstrar o que é ser um blogger satisfeito consigo mesmo, independentemente do número de seguidores. Mais do que números, aprecio provas palpáveis do apreço que outros (desconhecidos, por sinal) nutrem pelo que tenho vindo a criar neste blogue. Nem sempre escrevo, nem sempre sou coerente. Sinto-me livre, comprometendo-me apenas a crescer no que toca aos conteúdos e a mostrar-me disponível a novas visões no que toca a opiniões. Quando criei este blogue, foi tanto com o intuito de partilhar como com o de receber. No entanto, o primeiro era o principal, porque só com ele é que poderia atingir o segundo.


Hoje, sou uma blogger feliz. Tenho recebido bastantes comentários positivos quanto ao procrastinar também é viver, comentários esses que me vão dando alento para continuar por cá. Nunca tive um blogue que durasse tanto tempo - já lá vão catorze meses - e muito menos feedbacks tão, mas tão deliciosamente positivos.


Saber que há quem não me conheça de lado nenhum a visitar o meu blogue frequentemente, senão diariamente, é um alimento para o espírito e para o coração que me faz sentir extremamente realizada, apesar de ainda nem ter saído do armário, como costumam dizer. Quantas pessoas com a minha idade poderão dizê-lo sem estarem a mentir um bocadinho que seja?


O meu blogue não é o mais conhecido, não é aquele que tem mais seguidores (60 no Sapo, 53 no Facebook), visitas (média de 70 por dia) ou comentários (pouquíssimos!), não é o que alcança maiores estatísticas, embora reconheça que tem mais visibilidade agora do que há meio ano, três meses, um mês atrás. Porém, se eu continuar a ter um ou outro empurrão como o que se encontra na imagem acima colocada, dar-me-ei por eternamente satisfeita.


Portanto, para finalizar, quero apenas voltar a agradecer o lugar que alcancei nalguns serões, noites quentes e frias, momentos de reflexão ou dias felizes (que, por vezes, não o são tanto) dos que vão tomando atenção ao que lhes deixo por terras procrastinadoras. Afinal, a vida são dois dias, mas há sempre alguma coisa que preferimos adiar para a semana.