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Procrastinar Também é Viver

Blogue sobre trivialidades, actualidades e outras nulidades.

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6 lições para ser mais empreendedor: What I Wish I Knew When I Was 20 (Tina Seelig)

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Vi este livro pela primeira vez numa lista de recomendações, não sei se no Goodreads ou no Book Depository. What I Wish I Knew When I Was 20, de Tina Seelig, tem não só um título sugestivo (mais ou menos "o que eu gostaria de ter sabido aos 20 anos"), quanto também uma autora com um percurso profissional e académico impressionante.

 

Não me vou alongar muito, mas o seu currículo inclui o facto de ser professora, neurocientista, consultora, directora do Stanford Technology Ventures Program e membro-fundadora do Hasso Plattner Institute of Design (d.school) da Stanford School of Engineering. Uma vez que ando a estudar empreendedorismo e criatividade neste segundo semestre de mestrado, e aspiro a ser tão multi-tudo quanto a Tina Seelig, ela pareceu-me uma excelente pessoa, um modelo de excelência, para me contar o que é que eu já devia saber aos 20 anos (e mais 3)! Além disso, nestes dias, qualquer inspiração para enfrentar os 20s é bem-vinda!


Mais uma vez, li muito pouca informação adicional antes de começar a ler o livro. O título tinha-me parecido ilustrativo o suficiente, por isso peguei-lhe sem questionar o conteúdo. Então, mais uma vez, fui surpreendida. Afinal, What I Wish I Knew When I Was 20 não é uma narrativa de cariz pessoal ou filosófico (o que eu esperava), mas sim uma reflexão acerca de criatividade e empreendedorismo em faixas etárias jovens.


No entanto, tal como tenho aprendido nas minhas aulas, o empreendedorismo pode antes ser um conjunto de ferramentas e competências úteis para a vida em geral, não só no que toca à concretização de negócios! Aliás, o conteúdo deste livro é inspirado numa lista de lições que Seelig escreveu ao filho quando ele foi para a universidade.


Ao ler What I Wish I Knew When I Was 20, confirmei o que tenho aprendido doutras formas: o empreendedorismo e a criatividade podem ser ensinados e aprendidos, não são atitudes inatas que são inacessíveis a quem não tenha nascido com tal tipo de "dom". Podemos vê-los como atitudes a adoptar para sermos não só bem-sucedidos, mas também felizes.


Por exemplo, destaco algumas que me ocorrem de momento:

 

1. Não devemos ver os problemas que nos surgem como empecilhos, mas sim como uma fonte de experiência e conhecimento;

 

2. Fazer alguma coisa é sempre melhor do que não fazer nada, por isso temos de começar sempre por colocar as nossas ideias em prática e depois logo se vê se corre bem ou não;

 

3. Devemos pensar em ideias viáveis para criar novos projectos, mas as melhores ideias surgirão exactamente do oposto, surgirão das ideias mais absurdas e menos convencionais, que a maioria das pessoas não levaria a sério à primeira vista (foi assim que o Cirque du Soleil surgiu);

 

4. É impossível sermos bem-sucedidos sem falharmos muito mais vezes (tomemos o exemplo das start-ups, que na sua maioria falham, para que no meio de toda essa confusão surja Aquela, a incrível). Por isso, o melhor a fazer é normalizar as falhas enquanto parte inevitável do processo;

 

5. Uma forma de potenciar todos os nossos esforços enquanto estudamos é aproveitando projectos da escola ou da universidade para desenvolver outros paralelos (por exemplo, se temos de escrever um plano de negócios para um seminário, podemos aproveitar essa tarefa para criar uma plano para um negócio real, investigar e experimentar formas de o tornar viável, não deixando apenas a teoria no papel, mas podendo aplicá-la no futuro);

 

6. Devemos encarar todas as pessoas que conhecemos como uma oportunidade para aprender algo ou como uma porta que se abre para novas possibilidades (seja porque se tornam nossos amigos, porque conhecem mais alguém que também deveríamos conhecer ou até porque pode surgir algum tipo de colaboração em projectos futuros).


Para "entrar" na disposição ideal para ler este livro, recomendo o documentário que a Tina Seelig menciona logo nas primeiras páginas, Imagine It!, no qual durante cerca de uma hora, somos relembrados que o empreendorismo não tem de ser apenas sobre a criação de valor monetário, mas também social e cultural, enriquecendo a comunidade de diversas maneiras. Deixo-vos aqui o link para o documentário.

 

Para um primeiro contacto com a autora, também recomendo as Ted Talks da autora, principalmente esta.

 

 Sugerem mais algumas lições que gostariam de ter sabido aos 20?

Ainda o ano novo: 19 PARA 2019

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Ontem, ouvi mais um episódio do podcast Happier, apresentado pela escritora Gretchen Rubin (devem conhecê-la à conta do seu livro The Happiness Project) e pela sua irmã Elizabeth Craft. Este último chama-se "Plan Your 19 for 2019" e incita os ouvintes a fazer isso mesmo, criar uma lista de 19 desejos, objectivos ou ideias para concretizar neste novo ano.

 

Eu, que adoro listas, comecei logo a delinear a minha, ainda nem o episódio tinha acabado.

 

No início de 2018, partilhei convosco uma lista de palavras. Agora, partilho os meus "19 para 2019", que fazem imenso sentido para mim. Acho que vai ser um ano mais equilibrado que o anterior, à partida já não há desculpas para a falta de concentração que me governou em 2018 e fiz questão de apontar tudo o que me apetece fazer (e que espero realizar) desta vez, tanto no meu Bullet Journal quanto aqui. A primeira parte é constituída por objectivos gerais ligados a projectos pessoais e a segunda foi reservada para os literários.

 

19 PARA 2019

  1. Tirar três cursos de formação 
  2. Criar um curso, presencial ou online - dar uso à formação de formadora e à experiência que tenho adquirido como professora e explicadora, e ao incentivo que alguns alunos me têm dado para o fazer
  3. Concorrer a um concurso literário 
  4. Voltar ao ginásio e/ou ir pelo menos uma vez por semana ao pilates
  5. Fazer duas viagens, ao estrangeiro e/ou dentro de Portugal
  6. Começar o podcast que já planeei e publicar um episódio por mês 
  7. Pedir equivalências para as disciplinas do mestrado em Linguística que deixei a meio em Banguecoque 
  8. Continuar o Bullet Journal
  9. Vender ou dar todos os livros que já seleccionei
  10. Ler 35 livros
  11. Não comprar mais de 10 livros
  12. Reler Essays in Love + The Course of Love
  13. Ler 17 autores portugueses/lusófonos
  14. Ler 15 autoras mulheres
  15. Conhecer mais dois Nobel da Literatura 
  16. Ler um autor russo
  17. Ler um autor asiático 
  18. Ler um autor da América do Sul
  19. Ler um livro com mais de 400 páginas

 

E por aí, mais alguém gostaria de fazer um 19 para 2019? Já agora, em jeito de brincadeira, desafio os Blogs do Sapo, a Carolina, a Rita, a  Patrícia e a Joana a participarem na elaboração desta lista e a publicarem-na nos seus blogs. Ainda outra sugestão: também pode ser uma lista de 19 itens sobre blogs, livros, filmes, eventos...

 

Boa sorte!

10 factos aleatórios sobre mim e os meus livros

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1. Neste momento, o meu romance favorito é O Curso do Amor (Alain de Botton);

 

2. Um dos meus livros preferidos e que, surpreendentemente, já li mais duma vez é O Complexo de Portnoy (Philip Roth);

 

3. O livro que eu sinto que mais marcou a minha adolescência e que me fez pensar pela primeira vez "é isto, eu gostaria de fazer isto" é Abraço (José Luís Peixoto);

 

4. A maior "culpa" de eu gostar tanto de ler e escrever é da minha avó e da minha professora de Português do ensino básico;

 

5. Gostaria que houvesse mais cafés acolhedores em Lisboa onde pudesse ler e escrever - se não o fizerem ao meu gosto, ainda me meto eu em trabalhos;

 

6. Se eu pudesse ressuscitar algum escritor falecido, para que ele continuasse a escrever, seria Eça de Queirós;

 

7. O meu namoradinho literário platónico deve ser o Dexter (Um Dia, David Nicholls);

 

8. As Crónicas de Nárnia são os livros para crianças que eu só percebi realmente na idade adulta;

 

9. Embirro com a leitura de traduções, se os livros tiverem sido originalmente escritos em inglês e, por vezes, em francês; 

 

10. O último livro que acabei de ler é Stoner (John Williams), mas costumo estar a ler, quase sempre, mais de três livros em simultâneo, saltando dum para o outro consoante a disposição e conveniência do momento.

 

*Shelfie desta leitora no Verão de 2015. Entretanto, já houve bastantes alterações em ambas, no self e na shelf.

Follow Friday apressada

Na tentativa de me redimir de muitos dias de ausência irremediavelmente justificada pelos termos recém-inventados "férias blogosféricas", deixo-vos uma lista de textos de blogues que sigo, e dos quais gosto bastante, acumulados durante alguns meses mentalmente e/ou nos meus Favoritos. É isto a Follow Friday, não é? :)

 

A verdade é que não tenho um blogue favorito - nem sou dona dum limiar de atenção (vulgo attention span) que me permita tal feito - e, por essa razão, saltito dum para outro como quem faz zapping. Não vejo televisão (só ouço programas de informação por fazerem parte do menú diário do jantar cá em casa), mas há sempre outros entretenimentos intermitentes por onde escolher. A Internet é o meu buraco negro, claro.

 

Sem mais demoras, aqui segue a dita lista. Só ao organizá-la é que me apercebi que partilham os mesmos temas - livros, ler, escrever, ser feliz - o que obviamente não é de admirar.

 

  1. Ler e escrever (Plano Nacional de Leitura)
  2. Aspas
  3. Anti-biblioteca
  4. Doar literatura
  5. Porquê escrever um blog?
  6. O meu horóscopo é melhor que o teu
  7. Life is what happens to you while you're busy making other plans + Como é a experiência de viajar sozinha?
  8. O que eu acho da felicidade
  9. Querida Lisboa,
  10. O consultor...

 

Boas leituras!

Os filmes de amor que podem consumir-vos um fim-de-semana inteiro se seguirem o meu conselho

Não interessa se são bem amados, ou mal, se estão apaixonados, têm o coração partido, estão enamorados forever and ever, ou se andam em tratamento de purga - if you know what I mean - porque estes filmes de amor vão-vos aquecer o peito, talvez atiçar possíveis borboletas que andem a criar na boca do estômago... A minha lista de filmes de amor, sobre o amor, tem escolhas para todos os gostos e disposições, uns com finais felizes, outros com finais com pés na terra. Aqui vai.

 

1. One Day (2011)

Acho que já mencionei este filme e livro nos meus blogues. Li o livro muito antes de ver o filme, li-o primeiro em português, emprestado por uma amiga, e depois o original em inglês, uma edição ranhosa, mole e suja que comprei ao preço da chuva na minha livraria preferida em Banguecoque. Ainda a tenho. Dois melhores amigos passam décadas a andar para trás e para a frente numa relação platónica insatisfatória e, entre as peripécias dos 20 e dos 30 anos, uma pessoa só tem vontade de lhes espetar uma chapada, porque obviamente eles amam-se profundamente (diz o livro e o filme) e têm é de ficar juntos. Além disso, o filme tem a Anne Hathaway, uma das minhas actrizes favoritas desde Os Diários da Princesa.

 

 

2. About Time (2013)

Esta é a história dum rapaz chamado Tim e da sua vida maravilhosa desde o momento em que descobre que, como herança de família, lhe foi concedido o dom de viajar para o passado para o poder reviver, alterar ou melhorar. Claro que, sendo ele um jovem bastante descoordenado, desbocado e pouco popular entre o sexo feminino, o seu dom é utilizado para seduzir aquela que ele acha ser o amor da sua vida, a Mary. Além de "filme de amor", este filme é uma comédia romântica, mesmo com alguns momentos mais tensos à mistura. Aliás, acho este filme verdadeiramente hilariante. É preciso ter cuidado com o destino do futuro quando se altera o passado!

 

 

3. Love, Rosie (2014)

Mais um par de melhores amigos em desencontro com o amor por muitos anos, tanto em filme como em livro, mas com outras circunstâncias. É impressão minha ou os britânicos gostam muito deste tema? Já agora, acho que desenvolvi uma grande crush pelo actor, cujo nome nem me lembro, mas que também entra no Me Before You (que não entra nesta lista, porque é bonito e tal, mas demasiado lamechas, até tendo em conta os meus standards).

 

 

4. The Time Traveler's Wife (2009)

O conceito de tempo atrai-me sempre para livros e filmes. Quando se brinca com a ordem cronológica dos acontecimentos, é quase certo que me tornarei leitora ou audiência em menos de nada. Mais uma vez, li o livro e, passados uns meses, vi o filme. Principalmente o livro está muito bem pensado, mesmo não sendo a maior obra literária de sempre. O filme está fraquinho, quando comparado ao livro, mas entretém. No entanto, em livro ou filme, é interessante sabermos o futuro das personagens, mesmo sem saber o passado, e depois saber o passado sem saber o futuro, ou saber o futuro sem saber o presente... E por aí fora!

 

 

5. Celeste and Jesse Forever (2012)

Ao contrário de alguns dos filmes de amor já enlistados, este filme é mesmo um filme sobre o amor, tal como ele é, sem grandes truques cinematográficos. É daquelas histórias que poderiam acontecer a qualquer um de nós. A Celeste e o Jesse estão a divorciar-se, vivem mais ou menos separados, mas são o melhor amigo um do outro. Super querido, tirando o facto de eles não terem resolvido ou pensado muito no que implica uma separação, não terem falado o suficiente para resolverem, em primeiro lugar, os problemas mais profundos da relação e terem os dois alimentado esperança num reatamento por razões diferentes, tomando-se por garantidos (ai, que errado!, que comichão!). Dêem uma oportunidade à Celeste e ao Jesse, porque o filme deles encontra-se muito facilmente na Internet. E foi mostrado no Festival Sundance. Em suma, é dos meus filmes favoritos, pela simplicidade da história, mas profundidade da mensagem, pelos momentos ternurentos, que são quase todos, e pela crueldade das cenas de tensão.

 

 

Os meus livros em 2017

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Li 20 livros em 2017. Não estou propriamente satisfeita com o meu volume de leituras terminadas, mas penso que há uma certa vitória pessoal em saber que li alguns livros que me trouxeram conforto, ou que - depois de muitos anos a adiar a sua leitura - me surpreenderam pela positiva. Também me aventurei em livros longos, com histórias intrincadas e letra miúda. 

 

Noutra nota, sofri muitas desilusões. Iniciei uma data de livros que nunca terminei, porque, ao comprá-los ou escolhê-los, me pareceram boas escolhas. Mas não foram. Ao fim de cinquenta ou cem páginas, decidia abandonar. Só com isto, mais as leituras que ficaram entre 2017 e 2018, já poderia contabilizar cerca de 25 livros, em vez de 20.

 

Em 2018, quero ler menos em inglês. Aliás, mal me mude de volta para Portugal, espero comprar mais cinco livros de autores portugueses, para reequilibrar as forças literárias nacionais. Em 2017, também era suposto ler um livro em espanhol e outro em francês, mas acabei por não levar avante o que estava a ler na primeira língua e não encontrei nenhum do meu gosto na última, mesmo após várias tentativas.

 

Para 2018, escolhi estabelecer a meta dos 25 livros. E só de pensar que já cheguei a ler 50 num ano! Onde anda este ritmo? Quero voltar a encontrá-lo! Ainda assim, vou nivelar as expectativas por baixo. Depois, logo se vê.

5 coisas de que tenho saudades em Portugal

De facto, não há melhor lição do que esta, quando vivemos longe de Portugal: tomamos tantas coisas por garantidas, mas das quais sofremos horrores com saudades, quando nos afastamos do nosso país.

Esta é a minha lista de coisas de que tenho saudades - em Portugal - aqueles gestos, sítios, objectos, rotinas... Acho que algumas pessoas entenderão o que quero dizer!

 

1. A emoção à flor da pele
Quando estava em Portugal, achava que algumas pessoas eram um pouco hipócritas nos seus actos. Demasiadas fofinhices, demasiada simpatia, demasiado entusiasmo, mas ia-se a ver e era tudo um exagero.
No entanto, agora que estou longe, tenho saudades de abraços, beijinhos de olá e adeus, sentir empatia, sentir um certo conforto nessas palavras, mesmo quando parecem ser ditas em vão. Quem diria que eu viri a ter saudades disto?

 

  

2. A variedade de sabores
A comida tailandesa tem dois sabores: ou sabe a alho, ou sabe a chili. Na minha opinião, a portuguesa tem esses dois e mais uns três milhões. Além disso, para quem gosta de comer carne (tal como eu, apesar de não muita), viver na Tailândia, onde a carne tem sabor a nada, é uma experiência quiçá aborrecida. Valha-nos a variedade de vegetais e a comida de rua tailandesa, para equilibrar o consumo dos sabores dos dois países. Só de pensar em comida portuguesa, já estou aqui a salivar por uma carne de porco à alentejana, um cozido à portuguesa, um bitoque com batatas fritas, um bacalhau com natas, ou pastéis de bacalhau, alheira com ovo... Vocês não me tentem!

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 Num dos dois restaurantes portugueses em Banguecoque, antes de comer uma bela pratada de bacalhau com natas. *feliz*

 

3. Pão e bolos
Sim, também há pão e bolos em Banguecoque, guardem os vossos terrores. O problema é mesmo a falta de pão e bolos "como deve ser" - isto é, com uma textura consistente, com sabor a mais do que mero açúcar refinado. Sim, e o pão também é quase sempre doce e mole por estas bandas! Onde já se viu tal desplante? Já os bolos, desfazem-se em migalhas, sabem todos ao mesmo e não enchem nem um rato. Fazem-me falta pães salgados, rijos, mas fresquinhos, acabados de sair do forno, quentinhos, sem sabor a conservantes. Sinto saudades de bolos que me satisfaçam a gula. Até existem cá em Banguecoque, o problema é o 💰💰. Há uns dias, mandei vir quatro pães... por quinze euros. Haja paciência para o luxo de se ser portuguesa..!

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Nesta foto, ainda me sentia muito impressionada pelo tamanho deste bolo de noiva! Logo depois, disseram-me que nem os bolos de noiva são reais! São só papel e os noivos cortam-nos unicamente para fazer vista!

 

 

4. Saber que, se sair do local X à hora Y, chegarei ao local A à hora B
Confusos? O trânsito de Banguecoque é imprevisível, excepto algumas alturas do dia ou da semana em que já há um padrão óbvio (pelo menos, para quem cá vive há um ano e meio). De resto, basta uma formiga ser atropelada para filas e filas de carros ficarem bloqueadas num raio de dez quilómetros. O trânsito é insuportável e pouco recomendável a cardíacos, ansiosos e claustrofóbicos. É necessária uma dose divina de paciência ou a coragem de chamar um táxi-mota. Por causa de todo este stress do trânsito inesperado e sempre caótico, tenho saudades de Portugal, por pelo menos ser previsível e não ficarmos meia hora dentro do carro para percorrer 5km.

E os transportes públicos??? Senhores, que desgraça! A rede é bastante eficiente fora da hora de ponta (há comboio, skytrain, metro, autocarro, várias linhas até de barco), mas basta chover um bocadinho, ser sexta-feira à noite e as horas de ponta ficam ainda mais insuportáveis ao ponto de tudo parar - e, com isto, até deixar de haver táxis disponíveis. Ficamos eternamente à espera dum comboio que chegará "dentro de 10 minutos".

 

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Atentai nestas caras de desorientação e no mar de gente numa plataforma que, mesmo sendo extensa, fica a parecer minúscula! E até parecemos um bocadinho mais ordenados porque é preciso fazer fila para entrar no comboio.

 

5. Espaços verdes e abertos, ar livre e fresco
Esplanadas, parques, jardins, pracetas, estar à janela. Enquanto escrevo este texto, é Inverno em Banguecoque e está mais ou menos frio (20ºC muito ventosos), mas este não costuma ser o caso. De Fevereiro a Novembro, está sempre abafado, ou a chover, ou o sol é demasiado forte. Em todo o caso, o ar está demasiado poluído para se "apanhar ar fresco". Tenho imensas saudades de me sentar debaixo do sol ameno de Lisboa num final de tarde, a comer um gelado, ou ir almoçar, literalmente, fora. Tenho imensas saudades do meu quintal, com árvores de fruto, um sofá de baloiço, relva, as vozes familiares dos vizinhos ao longe, os cães e os gatos a pedirem mimo, seja Inverno ou Verão. Portugal tem sítios lindos onde ir passear, até Lisboa ou o Porto ainda têm dimensões e população razoáveis que permitem preservar a qualidade de vida. Podemos passear, passar tempo no exterior, desfrutar da Natureza... 

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 Uma foto de há uns dias, da minha rua em Portugal, quando o meu pai foi passear com a nossa cadela. 

 

Finalmente, haverá por aí alguém que também viva no estrangeiro ou que já tenha vivido? O que acrescentariam a esta lista? Tenho a certeza de que poderia ainda mencionar mais uns tópicos, por isso estejam à vontade.

Portugal, chego em menos de um mês!

5 palavras para 2018

Se a minha palavra-chave para 2017 for "trabalho", a de 2018 poderia ser "descanso". Estou convencida de que não seria possível fazê-lo a tempo inteiro (apesar de não me importar de ter uma ou duas semanas sem pensar em trabalhar ou estudar, ou complicar seja o que for), por isso decidi escolher 5 palavras para 2018 que sejam ligeiramente mais assertivas acerca do que já é provável que aconteça.

 

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Ordem, no caos das novidades que aí vêm.

Amor, que tudo deve curar e que, vindo de tantas fontes que me têm dado de beber, tem também que ser cultivado e oferecido de volta.

Disciplina, porque muitos desafios e novas rotinas extremamente desejadas estão para chegar.

Estabilidade, em vez de ansiedade no exterior da zona de conforto; voltar lá se for necessário.

Lar, onde todas as palavras restantes fazem sentido e são possíveis (muito bem sugerida pela minha amiga Daniela, obrigada).

 

Esta é a minha curta lista de palavras para 2018, e a vossa, qual é?

Aprender Inglês sem estudar?

 

Hoje em dia, saber o mínimo de Inglês já é um dado adquirido, ou que o deveria ser, principalmente para a minha geração. Nascemos com todos os recursos à mão, estivemos em contacto com a língua desde muito cedo, tenha sido na escola, na televisão, nos filmes, em palavras emprestadas ao Português... Quando vamos a uma entrevista de trabalho, já nem é só Inglês que temos de falar. É-nos pedido cada vez mais. Bem nos podemos safar!

 

Enquanto professora, gosto de partilhar a minha opinião sobre como aprender Inglês facilmente (ou outra língua não nativa qualquer).

Por exemplo, os meus alunos ficam muito parvos quando lhes digo que nunca senti necessidade de aprender Inglês a estudar. Logo eles, que estão a tirar a licenciatura em Língua Inglesa, gostariam de saber os meus truques. 

 

A questão é: não há truques. Há apenas hábitos. São pequenos gestos diários que fazem a diferença na aprendizagem duma língua. É uma repetição de gestos e pensamentos que valem mais do que mil aulas. Afinal, vamos ser sinceros: muitas vezes aprendemos melhor uma língua estrangeira fora da escola. Perguntem aos vossos pais, aos vossos amigos, aos vossos professores. Muitas vezes, o ensino formal das línguas funciona mais como um complemento. Eu própria aprendi os básicos a ver o Harry Potter e o Cálice de Fogo e respectivos conteúdos bónus vezes sem conta, depois de ter poupado as minhas mesadas até poder comprar o DVD. Ou a ver Crepúsculo. Ou a ler, devagarinho, até perceber quase tudo o que os livros tinham escrito.


Eu percebo a luta que é para muitas pessoas aprenderem línguas e a relutância em investir em aulas (porque, se os professores não forem dinâmicos, as aulas são uma seca prometida). De jovem professora para potenciais poliglotas independentes, aqui vão alguns hábitos para aprender Inglês sem estudar:

 

1. Não substituir as letras originais das músicas pelo linguarejar aleatório

Ouvir música regularmente faz parte da rotina diária de quase toda a gente. Desta forma, a primeira dica que vos deixo é tentarem decorar nem que seja o refrão dos hits do momento que mais passam na rádio ou que vocês ouvem nos vossos telemóveis enquanto vão para a escola ou para o trabalho. Uma vez que o refrão é reproduzido umas três ou quatro vezes em cada música, acabamos por não só cantarolar palavras aleatórias, mas sim a decorar expressões inteiras em Inglês (evitar aprender palavras soltas é um dos princípios mais importantes ao aprender qualquer língua).

 

2. Alterar a língua predefinida nos telemóveis, computadores e outros dispositivos electrónicos

Lá está, aprender Inglês sem estudar pode ser uma consequência natural de hábitos tão simples quanto este. De tanto ler "Clock", de tanto ler "Would you like to reboot your phone?", de tanto ler "low battery", de tanto ler "Your computer is installing a new update", certos padrões de frases vão encaixando a pouco e pouco na nossa mioleira (que é rija, mas nós somos mais).

 

3. Instalar o Pinterest para frases inspiradoras

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Parece-vos foleiro? A sério? Eu solidifiquei os meus conhecimentos de Inglês a ver Hannah Montana e a série dos Jonas Brothers em Inglês, antes de saírem em Portugal. Aos 21, estava já a ensinar Inglès na universidade (self-praising time, cough cough). Por esta altura, já deviam saber que NADA é foleiro. Cada um safa-se como pode e provavelmente muitos de nós adoram frases inspiradoras (ou pseudo), que soem a Pedro Chagas Freitas, mas que servem muito bem para o efeito de nos porem a sorrir. Ainda por cima, o conteúdo gramatical e a estrutura desta frases costuma ser simples. Start your day with a smile. Então pronto, uma frase do Pinterest por dia, não sabe o bem que lhe fazia! Depois é só procurem o significado de novas palavras e voilà!

 

4. Ir ao supermercado e procurar o nome dos produtos em Inglês

Quase todos os produtos do supermercao têm rótulos bilingues ou trilingues, o que torna muito fácil identificar relações como "arroz-rice-riz". Não sabem como se diz molho em Inglês? Olhem lá para o rótulo. É "sauce". E os valores nutricionais? ProteinsCarbohydrates. Vitamins. Ainda por cima, estas palavras estão sempre envolvidas num contexto específico, o que mais uma vez facilita a memorização.

 

5. Rever os vossos filmes e séries favoritos (ou leiam os livros) em Inglês que mais vos marcaram...

... e troquem as legendas em Português para legendas em Inglês. Vocês já conhecem a história. Muitas vezes já sabem certas passagens de cor e salteado. Agora, resta ir mais além e ver e ouvir tudo na língua original. 

 

 

De resto, não se deixem abalar pelo início lento. Não sejam duros convosco, sejam duros com o Inglês, persistam, comparem a vossa evolução ao fim dum mês e não de dois dias. Não tentem descobrir logo a diferença entre o past simple continuous e o present perfect, não abram gramáticas e manuais antes de se sentirem preparados para complementar a aprendizagem natural com outros materiais. Apenas... aproveitem a língua. Não façam por odiar o Inglês, que vos pode trazer tantas alegrias a longo prazo. Aprendam Inglês sem estudar, sem pressa, sem pressão e sem expectativas.

 

Boa sorte!

O que eu já aprendi sobre os tailandeses

Os tailandeses são pessoas muito afáveis e prestáveis.


Os tailandeses são pessoas muito educadas e atentas aos outros.


Os tailandeses sorriem imenso e não são nada rabugentos, seja onde for (no trabalho, no trânsito, quando há algum problema no trabalho...) - portanto, tal e qual como os portugueses.


Quem diz que o trânsito de Bangkok ou da Tailândia é caótico certamente nunca terá estado em Entrecampos, no Saldanha ou no Marquês em hora de ponta.


Apesar desse suposto "caos", uma mistura de para aí dez tipos de veículo diferentes a circular na via (carros, autocarros, carrinhas, motorizadas, com passageiros, sem passageiros, para passageiros, para carga), não se vêem acidentes como em Portugal. Não se vêem mesmo acidentes nenhuns, porque os tailandeses podem parecer caóticos, mas na verdade são os melhores condutores que já conheci.


No escritório onde trabalho, entra-se às 8:30, trabalha-se a partir das 9h)/9:30, vai-se falando e trabalhando, vai-se comendo, almoça-se das 12h às 13h, trabalha-se até às 16:00/16:30 e, claro, vai-se comendo.


Os tailandeses comem o dobro dos portugueses e são quase todos magros. (Juro que não sei onde esta gente arruma tanta comida!)


Os tailandeses comem arroz e noodles ao pequeno-almoço, com carne e vegetais fritos.


As meninas e mulheres tailandesas têm muito estilo: nunca lhes vemos um cabelo fora do sítio, uma roupa que as favoreça menos, sapatos rasca, maquilhagem desajeitada... e tudo isto num clima tropical, quente e húmido.


As lojas e mercados de rua só vendem roupa bonita. Há um corredor inteiro dedicado só à maquilhagem no supermercado. 

 

Os tailandeses parecem quase sempre ter metade da sua idade real.


Os tailandeses não têm rugas.


Apesar do clima tropical, os tailandeses não cheiram a suor.