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Procrastinar Também é Viver

Blogue sobre trivialidades, actualidades e outras nulidades.

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A Carolina Deslandes, "Adeus Amor Adeus" e aquele nozinho no coração

A Carolina Deslandes teve uma espécie de condão para lançar o último disco numa altura em que, por acaso, eu precisei de uma nova banda sonora. Nessa mesma altura, também precisei de - e felizmente consegui - novos livros, viagens a novos sítios, novos ombros amigos, novos desafios e, na verdade, tudo novo. (Quem nunca se sentiu assim, a precisar de uma fase de renovação, não é verdade?) Então, de certa forma, a Casa da Carolina também foi um pouco minha, onde tentei arrumar e reorganizar o que me faltava.

 

Bem sei que nem todas as pessoas serão as suas maiores fãs, mas eu, também não sendo das maiores, admiro-a. Acho que, apesar de não concordar pessoalmente com tanta exposição, consigo reconhecer que o público entra em contacto com uma mulher jovem que parece trabalhadora, focada, que consegue equilibrar a vida pessoal e profissional e que provavelmente tem atingido muitos dos seus objetivos pessoais nos últimos tempos. É bonito e até gratificante na terceira pessoa.

 

 

Entretanto, a vida continua. A Primavera acabou, o Verão passou e até estamos quase no Inverno. Parece poético e talvez o seja. Este ano e as estações que se sucederam poderiam encaixar simbolicamente na minha história. Poderiam fazer parte do storytelling. E, como que encerrando um período catártico, a Carolina também diz "adeus" num vídeo que, depois de nos amassar a bagagem e prender em nostalgias, pontadas agudas e agitações invisíveis, nos liberta. Nem tudo pode ser para a vida toda, mas mais estará para vir quando tiver de ser.

 

A miúda gostou e gosta.

 

Fui ver o Mamma Mia! 2 e achei o filme uma parolice

Atenção: risco de spoilers ligeiros, se bem que já conhecemos todos o enredo, por isso é mais uma questão estética.

 

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Sexta-feira à noite, amigos que gostam de musicais e lamechice - qual o melhor plano do que ver o filme Mamma Mia! Here We Go Again? Claro que tínhamos de o fazer. Infelizmente, os boatos que já tínhamos ouvido revelaram-se verdadeiros: o Mamma Mia 2 é uma parolice, um filme bastante mauzinho.

 

Comecemos pelo facto de que, como em todos os franchises, o risco de repetição e enjôo é bastante elevado. O primeiro não é um filme brilhante, mas entretém e é minimamente credível. Tem lógica, princípio, meio e fim, uma premissa que nos envolve no enredo, que nos faz sentir próximos das personagens e das suas histórias.

 

Já este Mamma Mia 2... É só canções e pedaços de passado. Memórias repescadas, actores reformados repescados, cantores reformados repescados, enredo repescado. Tudo em segunda mão. Chocou-me principalmente sentir que todo o filme me causava vergonha alheia, desconforto, #cringiness. A performance terrível da maioria dos actores, a montagem e edição deficientes, a narrativa previsível, o absurdo em todo o lado. Sim, é ficção. Sim, é um filme para entreter as massas, não é suposto ser uma obra de arte. Mas há mínimos olímpicos a cumprir.

 

No final, ficou a sensação de que desenterraram uns quantos ossos e tentaram fazer sopa do cozido com eles. Ficou, claro, um sentimento de enorme desilusão. Se é para se fazer, que se tente fazer qualquer coisa boa, positiva para o mundo, que acrescente. Só os cenários e figurinos me consolaram. Nem sei como tem mais de sete pontos no IMDB.

 

Mamma Mia! 2 é só um filme para ganhar uns trocos e recuperar uns quantos dinossauros, um centro de dia ou caixote da reciclagem para não deixar o franchise ou os artistas cair no esquecimento (sim, Cher e Andy García, estou a olhar para vocês...). Um desperdício. Vejam antes na Internet, se têm curiosidade. Ou quando estrear na televisão.

EU FUI... ao Rock in Rio pela primeira vez

Finalmente, tive outra experiência que me faltava na lista "coisas que eu não fiz quando era adolescente e que me vejo obrigada a fazer, antes que a idade adulta me engula, vingando o meu 'eu' de 15 anos": fui ao primeiro dia do Rock in Rio 2018 (momento de histerismo!!!!!!!!!!!!!!!!!!).

 

Há quatro anos, participei num passatempo dos Blogs do Sapo e ganhei dois bilhetes para o Rock in Rio 2014. No entanto, na altura houve um problema e, em vez de receber os bilhetes, recebi uma recompensa diferente. Ora, até há bem pouco tempo as prioridades não eram gastar dinheiro em festivais (pagar propinas, talvez), depois a vida pôs-se à frente e ultimamente ando a concretizar imensos planos, ideias e futilidades que não tive a oportunidade de viver antes, seja por motivos logísticos ou financeiros. Um deles tinha de ser ir ao Rock in Rio.

 

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Estava eu a dizer que fui ao Rock in Rio no dia 23 de Junho, este último sábado. Partiu tudo duma ideia peregrina que me ocorreu menos duma semana antes, do género "vamos lá cometer uma pequena loucura inesperada na conta bancária", e depois arrastei uma amiga que também andava a precisar de espairecer e sair de casa. 

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Então, no dia, chegámos às 18h, ainda ouvimos um pouco do Diogo Piçarra à distância, sentadas na relva, apreciámos os arredores, arranjámos uma bebida e umas batatas fritas, e fomos ver, em primeiro lugar... a Carolina Deslandes. Não, não tem muito de rock, mas ficámos na fila da frente, onde também encontrámos fãs pré-adolescentes, os respectivos pais e até os namorados das mais crescidas (que aparentavam não saber muito bem como lá tinham ido parar). Foi um máximo, cheio de glamour... ou não! Claro que foi um concerto fofinho, familiar, a acompanhar um final de tarde bastante agradável. Só fiquei ligeiramente desgostosa quando "A Miúda Gosta" (apenas uma das minhas músicas favoritas de sempre) foi cantado em dueto com a Maro, cuja voz acho que não se enquadra na música, mas de resto o concerto foi irrepreensível.

 

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O problema foi a hora de jantar. Por acaso, já tínhamos comido qualquer coisa, mas não conseguimos encontrar mais nenhum sítio onde voltar a comer sem ter de esperar em filas por menos de meia hora. Só alguns stands é que tinham snacks e pouca gente, então jantámos pipocas. Na minha mais humilde opinião, de quem não é letrada nestas lides, o catering ficou muito aquém das expectativas. Havia imensas barraquinhas e construções abismais dos parceiros, para distribuir brindes inúteis e fazer publicidade, mas alimento para o estômago nem por isso. Centenas de milhares de pessoas no recinto, e ficou apenas a lição aprendida de levar farnel numa próxima vez.

 

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Além disso, acredito que ainda haja margem para melhorar o acesso às atracções. Por exemplo, ainda pensámos em ir à roda gigante, mas, mais uma vez, encontrámos uma fila que demoraria três horas a escoar. Outros espaços nem se percebia o que eram, porque nem lá conseguíamos chegar perto. Ficou a impressão de que andam a vender mais bilhetes do que a quantidade de pessoas que têm condições para receber e entreter devidamente. Tendo em conta o preço que pagamos pelos bilhetes...

 

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Outro reparo é a falta de "qualidades verdes" que o RiR se orgulha tanto de ter. Excepto o copo de plástico que podemos voltar a encher e que serve de souvenir, todo o festival deve ter produzido imenso lixo desnecessário em brindes, caixas e caixinhas de comida e até em embalagens dos bilhetes vendidos pela Fnac - separador de cartão, dentro de caixa de cartão, envolvido numa película de plástico - um desperdício.

Por outro lado, os meus mais sinceros parabéns pelas instalações sanitárias, que, mesmo nojentas, existiam em número suficiente para uma pessoa não ficar com as cuecas na mão pelo caminho. 

 

Quanto ao resto dos concertos, ainda ouvimos os Bastille à noite (que foram fraquinhos, e o vocalista passou o concerto a dizer "Obrigada!", só me apetecia romper pela multidão e ir lá dar-lhe uma aula de Português até ele deixar de repetir a mesma coisa - e mal, "é OBRIGADO, que você é um homem!" - para fazer aquilo que lhe competia, cantar) e vimos o fogo-de-artifício antes dos Muse. Foi bonito, sim senhor. Não ficámos para os Muse, mas deve ter sido um concerto excelente, para variar, tirando o facto de que estava lá meio mundo e não se iria avistar grande coisa para o palco, mesmo em cima da colina. Nem quero imaginar como terá sido a noite passada, com lotação esgotada! A manter estas características, não aconselho o RiR a quem tenha dificuldades na mobilidade ou leve a família atrás. 

 

Finalmente, deixo uma dica infalível para quem não dispensa a sua garrafa de água e ainda vai ao Rock in Rio no próximo fim-de-semana. Já que as equipas de segurança nos tiram as tampas da garrafas que levarmos, vocês levem uma tampa suplente escondida algures (super rebeldes). E não se esqueçam da marmita! De nada.

 

Veredicto: ir ao primeiro dia do Rock in Rio 2018 foi uma experiência positiva. Deu para entender a relevância que lhe atribuem, aquilo de que me andaram a falar estes anos todos. Há todo um ambiente a explorar. Vale pelo matar da curiosidade e, quando se vai com amigos, tudo corre bem ou ainda melhor. É um evento descontraído, mesmo não sendo o melhor. Caso haja disponibilidade no orçamento, ir é a melhor solução para tirar as teimas, como eu fiz. Para ver os grandes artistas... é que recomendo que fiquem em casa, porque, na melhor das hipóteses, se não forem de acampar à frente do Palco Mundo às 13h... dificilmente terão boas condições de visibilidade. 

Não consigo parar de ouvir a música "A Miúda Gosta" (Carolina Deslandes)

Tenho um problema musical em mãos (neste caso, em ouvidos): não consigo deixar de ouvir a música "A Miúda Gosta".

 

 

Claro que, por essas blogosfera e redes sociais fora, o álbum Casa, da Carolina Deslandes, tem-se revelado uma espécie de livro de hinos ao que é lindo, maravilhoso, romântico, sentido, catártico, representativo do que é mais puro e inocente nos nossos corações empedernidos, que se vão tornando moles a cada nova música.

 

Quanto a mim, costumo dizer que embirro com modas, só consigo ver as séries e os filmes, ouvir os artistas, ler os livros quando eles deixam de ser o centro das atenções das massas, mas tive de abrir uma excepção para este álbum Casa, nem que seja porque fui uma das milhares de pessoas que se derreteu com A Vida Toda há mais dum ano e que ganhou uma curiosidade miudinha acerca do que sairia da mesma origem.

 

É neste contexto que, primeiro, me apaixonei pela música "Agora", a qual encaixou que nem uma luva em circunstâncias que já vão passando, e também por esta, "A Miúda Gosta". Digo que tenho um problema, porque passo a vida a ouvi-la, de vez em quando farto-me, mas horas depois já estou com saudades de voltar ao mesmo. Nem sequer penso que seja uma música a ser transformada em hit, passa despercebida. Então, porquê esta insistência em encher a cabeça sempre com a mesma toada?

 

Eu não percebo nada de música (ter tido uma banda por seis meses e ter feito covers ranhosos para o YouTube não conta, pois não?). Mas acho que percebo uma coisa ou outra de palavras. Ou simplesmente de intuição e lamechice. Assim sendo, decidi vir aqui partilhar convosco que a miúda gosta d' "A Miúda Gosta", e fica bem disposta...

 

Gosto que esta música trate o amor como uma coisinha tontinha, porque é, "pura insensatez". O pessoal fica mesmo apanhado, não fica? É mesmo uma droga, não é? Ficamos a flutuar, como inspira a batida da canção, a delicadeza dos instrumentos. Não é?

 

Além disso, acho que aquilo de que eu mais sou fã é que esta canção também venha relembrar-nos de que não é realmente verdade quando dizemos que não podemos mudar os outros. Parece-me que sim, não necessariamente a sua identidade ou os traços que mais os caracterizam, mas talvez os seus hábitos ou opiniões sobre alguns assuntos: "eu nem gosto de cartas nem postais, mas a miúda adora, diz que até cora"; "eu nem gosto de falar de sentimentos, mas a miúda pede, ri sozinha e pede, então lá vou eu"; "sabe que eu não danço, mas eu não descanso sem a ver feliz". Apanha-se um sentimentozinho e troca-se as voltas à malta. 

 

E, depois, toda esta "miudez" dos sentimentos, todo este aparvalhamento, tontice... Ela é a miúda, ela quer, e o adulto sério faz "o que ela quiser, pura insensatez", "e ela, sem medo, dá-[lhe] um abraço", uma parvoeira. Não faz sentido, mas é mesmo assim, pelo que me lembro. 

 

Não procedendo a grandes psicanálises, conclui-se, então, que esta miúda gosta e fica bem disposta ao lembrar-se de como esta tolice pegada é engraçada, bem foleira, mesmo que não lhe ande a tocar a ela. Já tocou, pelo menos, e já foi bem bom. Já não morro ignorante! 😂

Por que é que passei a ouvir TED Talks diariamente (e por que é que os podcasts são melhores do que a televisão para mim)

Conheço muitas pessoas que chegam a casa e ligam a televisão "para fazer barulho". Eu ouço TED Talks e tenho-me tornado fã de podcasts exactamente pelo mesmo motivo.

 

Antes, fazia-o com a música, mas comecei a aperceber-me de que não sou assim tão produtiva, porque as canções, as letras, os ritmos me distraem. Então, passei a tentar vídeos do YouTube. No entanto, muitas das vezes os meus youtubers favoritos usam efeitos visuais que pedem a minha atenção, ou introduzem imagens ilustrativas que fazem falta à narrativa áudio. 

 

Foi assim que cheguei à conclusão de que teria de encontrar um qualquer barulho de fundo para me distrair, mas que, ao mesmo tempo, também não fosse um desperdício de tempo. Cheguei aos podcasts e às TED Talks dessa forma. Por vezes, nem estou a prestar atenção, mas uma ou outra coisa ficam. O Spotify é uma base excelente para procurarmos aquilo de que mais gostamos. Além disso, a aplicação TED encontra-se dividida em várias categorias, temas e listas de reprodução, que facilitam a navegação.

 

Há temas para todos os gostos, tanto no Spotify quanto na TED. Eu gosto de literatura, educação, cultura, psicologia/desenvolvimento pessoal, estilo de vida saudável, artes e entretenimento. Depois, ainda há desporto, música, humor, notícias, política, jogos, histórias... Porque não tentar um ou outro? Pode ser que gostem. E podem estar a fazer o que quiserem ao mesmo tempo, sem publicidade pelo meio!

O que dizer do novo videoclipe da Taylor Swift?

E, agora, um texto mais descontraído na ordem do dia (ou da noite, escolham o vosso fuso horário)...

 

Para variar, tudo o que esteja remotamente relacionado com a Taylor Swift há-de ser controverso. No entanto, eu gosto tanto, tanto da rapariga! É certo que já gostei mais. Segui-a a partir do segundo álbum, o Fearless, por isso, ainda venho recomendada pela onda country, não pela pop. Adorava aquele estilo, tão diferente, mas tão expressivo - pelo menos para mim, que pouco ou nada percebo do que é "música boa" ou que deixa de ser. Sempre me identifiquei com muitas músicas e aprecio especialmente o facto de, habitualmente, ser ela a autora de todas.

Depois, há uns anos atrás, começaram as polémicas sobre a vida pessoal dela e o facto de se estar a vender pela pop. No entanto, acho que o estilo dela é diferente do das estrelas que produzem hits por estes anos. Continuei, continuo e continuarei a ouvir Taylor Swift, acompanhando toda esta evolução tão interessante!

 

 

No entanto, vamos lá voltar ao assunto que me trouxe aqui: o videoclipe da música "Look What You Made Me Do". Quanto à canção sem vídeo, sinceramente não senti muito a respectiva mensagem. Tem um ritmo diferente daquilo que estava à espera (mas há, sequer, a possibilidade de esperar seja o que for da TS?). À parte isso, meh. Há melhores, há piores. Mas hoje saiu o vídeo e, de repente, a canção passou a fazer sentido. Nestes últimos álbuns, acho que se tem notado cada vez mais o quão relevante é um videoclipe para as músicas da Taylor Swift. O videoclipe ilustra um ponto de vista pessoal, o videoclipe é uma peça em si, não precisa de depender exclusivamente da música, antes o contrário. 

Fartei-me de rir com o vídeo. Demonstra um trabalho cuidado, cheio de detalhes e piadas para os fãs mais antigos ou atentos. Adorei a referência às Taylors do passado e às personagens de videoclipes anteriores. Faço uma autêntica vénia à montagem e edição. 

Afinal, a Taylor Swift e as suas equipas são puros entertainers, que fazem o seu trabalho muito bem feitinho. Todo este dramalhão vende, é interessante, põe o povo a falar. Foi o teaser, foi o apagão das redes sociais, foi o suspense, foi o produto final. Esta mulher é um monstro e deve ter uma equipa fabulosa que a tem ajudado a alcançar todo este sucesso, por mais que não seja a pôr-se nas bocas do mundo.

Não interessa se ela namora com mais ou menos bons rapazes, se tem mais dinheiro ou menos amor próprio: quero lá saber. Do que eu quero saber é se a Taylor Swift capta a minha atenção álbum após álbum, canção após canção. Enquanto escrevo estas linhas, ouço a "Enchanted", uma música do tempo dinossáurico da TS, e só penso: sim! A criatividade está lá, o toque pessoal, o story-telling e todas estas competências atísticas com que a moça foi abençoada e para as quais deve trabalhar bastante.

 

O resto... bem, tudo depende de gostos pessoais e opiniões, que são como as cuecas (cada pessoa tem as suas!).

Testei as "músicas que reduzem a ansiedade" (Mindlab)

Há dois dias, o P3 divulgou uma lista de músicas que reduzem a ansiedade, segundo a organização britânica Mindlab. Oh lá, serviço público! Tenho andado ligeiramente inquieta nos últimos dias, por isso até achei piada avaliar esta lista (porque eu adoro listas) e partilhar convosco se isto funciona mesmo ou nem por isso. Chamem-lhe review ou o que quiserem, eu considero esta publicação um incentivo a que experimentem por vocês próprios os resultados da ciência.

 

Esta lista inclui faixas bem conhecidas, outras não tanto, e de diferentes géneros musicais. Para maior conforto de todos, criei uma lista de reprodução no Youtube que poderão consultar. Seja como for, eis a lista:

1. "Weightless", Marconi Union
2. "Electra", Airstream
3. "Mellomaniac (Chill Out Mix)", DJ Shah
4." Watermark", Enya
5. "Strawberry Swing", Coldplay
6. "Please Don't Go", Barcelona
7. "Pure Shores", All Saints
8. "Someone Like You", Adele
9. "Canzonetta Sull'aria", Mozart
10. "We Can Fly", Rue du Soleil

 

Vamos lá a isto!

 

Impressões pré-audição:

Achei que a lista elaborada de músicas que reduzem a ansiedade era muito limitativa. Por acaso, eu até gostei das sugestões, mas deu-me logo a impressão de que, apesar de terem sido coleccionadas "cientificamente", o tipo de música que relaxa cada pessoa pode diferir e que este estudo tinha sido apresentado para encher chouriços e encher sites como o P3, o Mashable ou o BuzzFeed. Mas essa é só a minha opinião.

 

Impressões pós-audição:

Ouvi a lista fornecida hoje, enquanto limpava a casa e fazia uma sopa, uma rotina comum a quase todos os meus Domingos. Depois de ontem ter sido atropelada e ter passado a noite cheia de dores (um excelente Sábado), a manhã de hoje foi muito melhor, já consegui pôr o pé trilhado pelo pneu no cháo e esta lista dever-me-ia ter trazido alguma paz de espírito adicional. Infelizmente, não me senti nem melhor nem pior. Terá sido o meu problema eu não me ter sentado a ouvir as músicas, em vez de me preocupar com espinafres e vassouras? Nunca saberei.

O facto de também já conhecer previamente a maioria dos itens pode ter influenciado a minha reacção. Não é como se o factor surpresa lá estivesse. Aliás, as músicas da Enya têm um poder bastante anti-ansiolítico em mim, ela é capaz de ser das primeiras cantoras de quem gostei desde pequena, mas deve ser uma excepção, porque nem o Mozart nem os Coldplay me aqueceram ou arrefeceram mais do que as selecções de músicas que eu ouça por minha livre iniciativa.

 

Impressões finais:

Não apreciei particularmente esta lista e consigo-vos apresentar algumas razões sucintas para isso.

#1, como disse, acredito que cada pessoa descontraia recorrendo a diferentes géneros musicais ou meios (filmes, livros, silêncio, sair de casa...). Lá por eu gostar de comer cereais de trigo quando preciso de encontrar conforto na comida, o meu namorado não deixa de comer pizza com a mesma finalidade. O mesmo acontece com a música. Eu gosto de Enya, mas no que toca a baixar a tensão prefiro um Chopin ou um Débussy ao Mozart. Ciência? Não, auto-conhecimento e bom senso.

#2, Não sou nenhuma entendida no assunto, por isso não se esqueçam que isto é mera especulação e opinião, mas não sentem que a ansiedade pode ter várias origens e razões, pelo que as formas de a combater também acabam por não ser iguais? A ansiedade que se sente acerca da falta de dinheiro para pagar a renda não será diferente da ansiedade sobre os resultados da última cadeira a terminar na licenciatura? Ou a ansiedade gerada pelo facto de termos sido atropelados (tipo eu) pode comparar-se à ansiedade por nunca mais recebermos aquela promoção no trabalho? Então, talvez tenhamos de encontrar estímulos que coincidam com a nossa disposição e necessidades psicológicas a dado momento, logo músicas diferentes.

#3, Mais uma vez, os géneros musicais não variavam, quase todas as músicas iam pela mesma onda e padrão.

Aliás, e se alguém não gostar de música?

 

Contando que até gostem, aqui vão algumas sugestões adicionais de músicas que me reduzem a ansiedade com que se poderão entreter - sem promessas científicas:

 

 

O meu Carnaval com Shakespeare e Martin Luther King Jr.

[Críticas à peça de teatro As Obras Completas de William Shakespeare em 97 minutos e ao filme Selma.]

 

No final de 2014, tomei duas decisões: que havia de ir mais vezes ao teatro e que havia de ir mais vezes ao cinema. Ok, e que havia de ir mais vezes a exposições de arte, a museus e etc e tal, mas ainda não cheguei lá (por agora!).

Sendo assim, já comecei a investir nessas decisões durante este fim-de-semana prolongado de Carnaval.

 

 

No Domingo, fui ver a peça As Obras Completas de William Shakespeare em 97 minutos, no Teatro Tivoli. Já esteve em cena no ano passado, depois esteve noutras zonas do país e há uns meses regressou à capital. Durante todo este tempo, nunca parei de pensar "vou ver no próximo fim-de-semana... e vou no outro... e talvez depois dos testes... e agora não tenho dinheiro" - até que recebi a derradeira ameaça. 15 de Fevereiro de 2015 seria o seu último dia em Lisboa, muito provavelmente pela última vez (uma terceira temporada de uma peça de teatro, em menos de dois anos, na mesma cidade, em Portugal, não seria pedir demasiado?). Claro que mandei o dinheiro às urtigas, deixei de ser forreta e lá fui eu, mais a minha avó e a minha tia.

Primeiro aspecto a frisar: a opinião pública acaba por viciar muito as nossas expectativas.

 

Justin Timberlake vai ser pai

Acendamos um monte de velas em nome da nossa adolescência, pois Justin Timberlake, que completou ontem 34 anos (já??? como assim???), vai ser pai. A criancinha vai ser multi-talentosa: cantar como pai, representar como a mãe (a actriz Jessica Biel) e ser uma brasa como ambos são. Eis o próximo príncipe ou princesa que vai fazer as delícias dos paparazzi. #BoyOrGirl, ainda não se sabe!

 

Muitas fãs hão-de chorar um rio, se é que me entendem.