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Procrastinar Também é Viver

Blogue sobre trivialidades, actualidades e outras nulidades.

Procrastinar Também é Viver

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A Carolina Deslandes, "Adeus Amor Adeus" e aquele nozinho no coração

A Carolina Deslandes teve uma espécie de condão para lançar o último disco numa altura em que, por acaso, eu precisei de uma nova banda sonora. Nessa mesma altura, também precisei de - e felizmente consegui - novos livros, viagens a novos sítios, novos ombros amigos, novos desafios e, na verdade, tudo novo. (Quem nunca se sentiu assim, a precisar de uma fase de renovação, não é verdade?) Então, de certa forma, a Casa da Carolina também foi um pouco minha, onde tentei arrumar e reorganizar o que me faltava.

 

Bem sei que nem todas as pessoas serão as suas maiores fãs, mas eu, também não sendo das maiores, admiro-a. Acho que, apesar de não concordar pessoalmente com tanta exposição, consigo reconhecer que o público entra em contacto com uma mulher jovem que parece trabalhadora, focada, que consegue equilibrar a vida pessoal e profissional e que provavelmente tem atingido muitos dos seus objetivos pessoais nos últimos tempos. É bonito e até gratificante na terceira pessoa.

 

 

Entretanto, a vida continua. A Primavera acabou, o Verão passou e até estamos quase no Inverno. Parece poético e talvez o seja. Este ano e as estações que se sucederam poderiam encaixar simbolicamente na minha história. Poderiam fazer parte do storytelling. E, como que encerrando um período catártico, a Carolina também diz "adeus" num vídeo que, depois de nos amassar a bagagem e prender em nostalgias, pontadas agudas e agitações invisíveis, nos liberta. Nem tudo pode ser para a vida toda, mas mais estará para vir quando tiver de ser.

 

A miúda gostou e gosta.

 

Cláudia Jacques (pensa que) canta

 

Cláudia Jacques não se quis ficar atrás das Fannys e Bernardinas deste mundo e mostrou que ainda está cá para reinar. Afinal, ela já anda por estas bandas há mais tempo que essas crianças, não é verdade? "Como um íman, eu colei", é o que esta linda senhora (not) canta no refrão e eu acho que, com versos desta categoria, mais valia Fernando Pessoa não ter nascido para "viver" tal humilhação. Cláudia Jacques - ou seja lá quem for escreveu esta letra - é uma poeta! Camões, Alexandre O'Neill, José Luís Peixoto... Pff, vão todos para o desemprego, agora que esta estrela do panorama literário-musical chegou para brilhar! Ela nem sequer foi atraída pelo íman, ela colou mesmo! Ai, que metáforas mais belas e cheias de significado.

Além de ter iniciado agora a sua carreira de cantora, Cláudia Jacques também pretende entrar no livro do Guiness com o título de "maquilhagem mais inadequada para peles oleosas de sempre". Lindo! 

Portugal representado nos Grammy

A pianista portuguesa Maria João Pires voltou a ser, pela segunda vez, nomeada para Melhor Intérprete a Solo nos prémios Grammy! Muitas palmas para esta grande senhora!

 

Para celebrar, fiquem com uma das minhas peças favoritas de Chopin (interpretada, exactamente, pela MJP).

 

Nocturno Nº1 de Chopin

***

E com uma das peças pelas quais foi nomeada...
Sonata nº21 em Si-Bemol Maior de Schubert

A música que o Governo, o FMI e a União Europeia nos dedicam, secretamente


LETRA
(com pertinentes chamadas de atenção)
Entrei fora de mão
Fiz a maior confusão
Correndo no passeio
Foi como um tiro certeiro

Do outro lado da portagem
Vi alguém disse-lhe adeus
Queria eu seguir viagem
Falei-lhe não respondeu

Está tudo bem (então não está?!)
Tudo bem
Mesmo que os outros nos olhem com desdém (exemplo: toda a gente)
Está tudo bem, tudo bem
De vez em quando
Todos somos uns bons filhos da mãe (principalmente vocês)

Parei no apeadeiro
Tudo tinha para ver
Vi-te logo a ti primeiro (que macabra sorte a nossa!)
Aqui ficas a saber

E seguindo o meu caminho
Perco-me antes de chegar (antes fosse...)
Por ali fico eu sozinho
Com ganas p`ra te encontrar (...)

Posso esconder-me no escuro
Encostar-te à parede (ai, não...)
Esbarrar-me contra um muro (pois podiam esbarrar-se... mortalmente)
Faço trapézio sem rede (também serve)
Se depois de tudo isto
Não consegues entender
Melhor fora não ter visto
Não te dares a conhecer (nem às nossas pobres bolsas!)

música nacional morre impiedosamente


Hoje, dia 24 de Outubro de 2012, a música portuguesa foi assassinada pelo modelo e wanna-be-artista Angel-O, mais conhecido por ser o cãozinho de estimação da apresentadora Iva Domingues. O seu novo single, "Eu", foi a causa da morte, depois de uma tentativa quase bem sucedida com "Só quero que saibas", no passado mês de Março.

A autora deste blogue apresenta, desde já, as mais sofridas condolências aos seus compatriotas. O instrumental até era bonito... O resto é que já não se safou.

música nacional morre impiedosamente

Hoje, dia 24 de Outubro de 2012, a música portuguesa foi assassinada pelo modelo e wanna-be-artista Angel-O, mais conhecido por ser o cãozinho de estimação da apresentadora Iva Domingues. O seu novo single, "Eu", foi a causa da morte, depois de uma tentativa quase bem sucedida com "Só quero que saibas", no passado mês de Março.
A autora deste blogue apresenta, desde já, as mais sofridas condolências aos seus compatriotas. O instrumental até era bonito... O resto é que já não se safou.