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Procrastinar Também é Viver

Blogue sobre trivialidades, actualidades e outras nulidades.

Procrastinar Também é Viver

Blogue sobre trivialidades, actualidades e outras nulidades.

exames (a última das últimas publicações até daqui a um tempo)

Tive 14,5 no de MACS (já sabia, xisdê) e 20... VINTE! (pronto, 19,5) no de Inglês! Como foi a minha avó a ir ver à escola (uma vez que continuo por terras do Norte), pregou-me uma partida ao telefone e disse que tinha tido 16, até que deu por mim tão desanimada que largou, finalmente, a boa-nova. Fiquei mesmo orgulhosa. Acho que, se a minha antiga professora de Inglês souber, vai engolir em seco umas três mil vezes. Se ela achava que eu não conseguiria ter mais do que 18, se ela achava que eu me ia ficar pela infelicidade do 18 que ela me deu no final do período, porque reinvindicá-lo, baseando-me no trabalho que desenvolvi durante os dois últimos anos, foi uma prova de extrema falta de educação (para que conste, a dita senhora subiu negativas para não chumbar certos meninos e subiu 17s para 20s, do 2º para o 3º período, sem justificada intenção), ali ficou a prova em como eu não brinco em serviço e em como, por muitos bitaites que ela me tenha mandado, nenhum deles me afectou. Eu luto, persisto e não desisto. Agora, tome lá! Enfie a minha nota na goela, senhora professora!

ai, ai, ai! (prometo que é só mais esta)

Ai, minha nossa senhora, que não vou conseguir mais de 15 no exame de MACS! Ai, mãezinha, que alguns dos exercícios eram mesmo de caras! Ai, que porcaria, abaixo os bloqueios mentais! Ai, que vou baixar a nota final para 17! Ai, raios partam quem se lembrou de fazer provas tão compridas! Ai, que as professoras vigilantes nem se calavam durante aquelas três horas e aquele parlapier já me estava a enervar! Ai, céus...!

fogo, e esta não se cala com os exames...!

Estamos a 17 de Julho de 2012, dia de exame de MACS, segunda fase, e este é o testemunho (verídico, na primeiríssima pessoa) de uma aluna que, por volta das oito horas e meia da manhã, teve de voltar a casa porque o seu relógio de pulso se lembrou, muito oportunamente, de ficar sem pilha. Valeu-lhe o pequeno despertador do papá, que lhe pareceu o mais adequado, à falta de outro aparelho mais discreto. Quem não tem cão, caça com gato, já diz o povo. Regressou à escola mais do que a tempo de ouvir a chamada, de se sentar calmamente na sala e de se pôr à vontade na cadeira de madeira rija como cinco elefantes (glúteos demasiado doridos para se acharem no direito de serem mencionados). Embrenhou-se na resolução do primeiro exercício e por lá permaneceu de corpo e alma durante trinta minutos; o segundo foi um ponto de interrogação deixado para o final; o terceiro foi uma incerteza dada; o quarto foi feito e riscado três vezes, apesar de as última alíneas terem sido relativamente fáceis; o quinto foi metade-metade (metade para mim, metade para o GAVE). Não faço a mínima ideia do que esperar na pauta e já dava jeito que publicassem os critérios na Internet, para alegria de muitos bons alunos (dos maus também, mas só alguns, uma vez que a maioria se está nas tintas).

a coisa poderia estar mais negra

Tal não foi o meu espanto quando, hoje de manhãzinha, pegando nos livros e pousando lá a minha rica vista, muito decidida a estudar como gente grande, concluo que até tenho boa memória - ou que a preparação para a primeira fase foi feita em condições! Tudo me ressurgia na mente, como se tivesse passado a última quinzena a marrar nas mesmas páginas, sem ter vida pessoal. Para bem dos meus pecados, não me esqueci de quase nada da matéria de MACS, durante este entretanto desde o fim de Junho. Lembro-me de como resolver a maior parte dos exercícios e, novidade-novidade, começo a crer piemente que o único problema do raio do exame foi ter sido tão longo (sete páginas). Prefiro acreditar que aquilo não era assim tão difícil, excepto o exercício em que era suposto descobrirmos a dimensão mínima da amostra (o pessoal de Humanidades sabe do que falo). Provavelmente, se nos tivessem dado mais meia hora, eu ainda chegava ao meu tão desejado 16,5 e não teria de estar, neste momento, preocupada com um novo exame. O meu apelo final ao GAVE: não nos lixem outra vez a vida com uma prova a metro, porque isso não seria provar que o ensino em Portugal é de excelência (cof) - seria provar, somente, que estamos num país liderado por otários, educando e formando jovens para a otariedade generalizada.

segunda fase, a quanto obrigas!

Eu bem quis acabar com esta coisa do estudo de vez até Setembro, mas lá vou ter de ir à segunda fase de exames nacionais, graças ao quê, ao quê? A MACS! Para mim, não é novidade nenhuma ter tido apenas 14 valores na primeira fase, porque os critérios de correcção eram bastante explícitos, mas pessoas desesperadas (como eu) esperam sempre por um milagre até à última da hora. Como tal não se concretizou, terei de ir à luta, mais uma vez, pelo meu 16,5. Infelizmente, apesar de não ser rapariga de desistir facilmente, sinto-me bastante nauseada, só de pensar que tenho mais uma semana de estudo pela frente. A minha única motivação é saber que quem consegue um 17 no exame de Geografia A também deve ser capaz de arrancar uma nota razoável a MACS (mesmo que seja a ferros). Deste modo, resta-me desejar muito boa sorte aos meus companheiros de luta, porque, ainda que o panorama esteja negro, uma coisa é certa: pior do que a primeira fase não há, pelo que só pode melhorar.