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Procrastinar Também é Viver

Blogue sobre trivialidades, actualidades e outras nulidades.

Procrastinar Também é Viver

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o meu lado mais assassino

Hoje de manhã, ia matando uma miúda do quinto ou do sexto ano. À chapada. Eu e a Margarida não estivemos um quarto de hora (com muita gente a passar-nos à frente, à cara podre!) na fila para comprar a senha do almoço para nos aparecer do nada uma pirralhita com metade do nosso tamanho, quando estávamos quase a ser atendidas, e ultrapassar-nos à grande e à francesa, toda infiltradinha, a despachar-se em apenas dois minutos! Ora, eu com o meu humor matinal de bicho, ainda a deixei pedir o que ela queria (a engolir em seco, a engolir em seco), mas quando me apercebo de que a rapariguinha (sonsa comós diabos, que são as piores) estava a pedir coisas para os amigos também, saquei da má disposição e mau feitio e despejei-o mesmo ali, naquele momento, e gritei-lhe o que gritaria em casos extremos, porque ESTE era um caso extremo! Portanto, se algum dia me passarem à frente numa fila, não esperem abébias - se eu quiser praguejar, eu praguejo; se eu tiver de me evidenciar e de vos gritar, eu faço isso tudo e muito mais! Não brinquem com uma rapariga sem vergonha! Nunca! É só um aviso. Bem, bem... Respeito!

i want summer mornings back


 


   A vista que eu gostaria de ter da minha janela ao acordar?


   Bem, na verdade, eu já tenho uma vista bastante agradável. Mal abro a janela, consigo ver uma imensidão de pinheiros e vegetação, uma vez que moro em frente de um pinhal. Infelizmente, nos últimos anos, têm andado a deitar abaixo todas essas árvores altas que tanto animam a paisagem e abrigam milhares de animais, desde pássaros a coelhos, passando por pequenos insectos, imperceptíveis a olho nu.


   No entanto, o meu desagrado também passa, nos dias que correm, pela detestável escuridão que cobre esta linda vista, pela manhã. Sou obrigada a acordar, de segunda a sexta-feira, por volta das sete, antes de amanhecer, o que, decerto, não me serve de grande consolo ou motivação para um árduo dia de escola. Só me deixa com mais vontade de voltar para a cama, de onde nunca deveria ter saído, em primeiro lugar. Quando abro a portada, sinto na pele os cinco graus negativos e não vejo mais nada que não breu. De Novembro a Março, esta é a minha sina.


   Portanto, o único aspecto a alterar seria, decididamente, a ausência de luz. Peço unicamente que o Verão volte depressa, para que as manhãs luminosas regressem e eu possa começar o dia com o ânimo de encontrar um sol quentinho lá fora e poder vestir menos de cinco camadas de roupa.