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Procrastinar Também é Viver

Blogue sobre trivialidades, actualidades e outras nulidades.

Procrastinar Também é Viver

Blogue sobre trivialidades, actualidades e outras nulidades.

tumblr? não, obrigada.

   De há um tempo para cá que o Tumblr se tem tornado o centro das atenções, entre todas as outras redes sociais. Pelos vistos, é do interesse geral re-publicar imagens de outros perfis (atentando, a meu ver, contra toda e qualquer noção de direito de autor), imagens essas que nem sequer consistem em mostrar algo belo e digno de ser partilhado com o mundo.


   Ainda me lembro... Quando o Tumblr começou a ser utilizado por conhecidos meus, as imagens não passavam de frases e ensinamentos daqueles de que eu não gosto nada (quem segue o meu blogue sabe a que me refiro - uma estupidez autêntica, um vómito de egocentrismo) escritos por cima de um fundo colorido ou uma imagem ainda mais foleira. Já nesses primórdios me recusei a criar afeição pelo que tantos outros achavam divertidíssimo. No entanto, continuei a justificar a minha indiferença com o facto de a maioria dos meus interesses e desinteresses não coincidir com os dos restantes seres humanos e, se tal estivesse a acontecer novamente, a minha admiração seria nula.


   Com o passar dos meses, assisti à expansão do Tumblr com duvidosas suspeitas de que não passava de uma fantochada em crescimento. Tais suspeitas foram-se cimentando, a pouco e pouco, em certezas quanto ao conteúdo em causa. As imagens foram-se tornando progressivamente mais agressivas face à minha sensibilidade de algodão (difamarem injustamente a minha geração através de fotografias de jovens raparigas nuas ou semi-nuas e rapazes a fumarem um charro, promovendo a indecência e o descurar dos bons valores morais? Dispenso), a função "ask" (plágio de segunda categoria ao Formspring) quase me causa urticária graças à invasão de privacidade que representa e o descaramento dos ditos "Anónimos" é a razão pela qual deixei de nutrir o mínimo respeito pela sua forma de intervenção em perfis alheios.


   Ou seja, do meu ponto de vista, o Tumblr é um dos símbolos da estupidificação generalizada, além de que é uma épica perda de tempo, podendo marcar a juventude de uma maneira inesquecivelmente negativa, deixando mazelas irreversíveis no evoluir (ou regredir) de mentalidades, tal como todas as outras redes sociais... Apenas piorando o nível de gravidade.


 


   Porém, existem sempre excepções à regra. Esta é uma delas.

facebooking - TOP 8 - piores actualizações de estado

Eu sei que é contraditório alguém que até gosta do Facebook dizer isto, mas começo a perder a fé nesta rede social, sendo a principal causa destes meus pensamentos menos positivos a falta de tacto que certas pessoas têm ao publicar sobre assuntos da sua vida pessoal ou, pior ainda, publicarem informações desnecessárias à existência dos outros. Aqui vai uma lista de publicações ou tipos de publicações que eu simplesmente não suporto:


 




  1. Dicas copiadas de outro lado qualquer. Aprendam a fazer as vossas próprias dicas, sff. Falta de originalidade q.b., para não falar do abuso aos direitos de autor.




  2. "Hoje foi o pior dia da minha vida." - RESPOSTA: who cares? Vê-se mesmo que é para chamar a atenção, a ver se alguém pergunta "então, porquê?". Gente sem vida...




  3. Pensamentos profundos sobre o amor, daqueles que não interessam nem ao menino Jesus, com direito a falhas gramaticais e de pontuação. Horrível e doloroso, digo-vos. É dramático.




  4. "AMO-TE, INSERT_CLUB_NAME_HERE! CONTIGO ATÉ MORRER!". - Nem é preciso dizer mais. 




  5. "FOTO NOVA, LIKE? :$" / "Pões gosto? NA FOTO, não aqui." - Idém.




  6. "30deFevereirode2020, dia inesquecível, o meu preferido +.+ AMO-VOS!♥" - Quantos dias preferidos têm vocês? Just asking...




  7. Dicas sobre a falsidade. LOL.




  8. Dicas escritas por ex-namorados recém-separados. Ainda dizem que o problema das relações é a falta de comunicação... Só se for cara a cara, porque no Facebook não é de certeza.


     




Desafio-vos a enumerarem estados ainda piores do que estes... Como se fosse possível.

os tempos mudam!

   Quando eu andava no quinto ou no sexto ano (o que não foi assim há tanto tempo), a ideia de "menina tímida" era totalmente diferente da de agora. Já me tinha apercebido de muitas mudanças nas mentalidades mais jovens, mas nunca pensei que uma "menina tímida" pudesse deixar de o ser.


   Confundidos? Passo a explicar.


   Ainda há uns anos, as meninas tímidas não gostavam muito de falar com pessoas suas desconhecidas e muito menos de falar em público. Evitavam os grandes grupos, conversavam pouco e baixinho e deixavam os sorrisos a meio. Não gostavam muito de ser elas a tomar a iniciativa no que quer que fosse e vestiam-se discretamente. Nem sequer tinham uma rede social e, se tinham, ainda na época do Hi5, só se atreviam a meter imagens do desenho animado ou actor favorito.


   Nos dias que correm, as meninas ditas "tímidas" só o parecem, não o são verdadeiramente.


   Recentemente, conheci uma miúda com os seus onze, doze anos e disseram-me que ela era, passo a citar, "extremamente tímida". E eu acreditei. Ela, para mim, alguém que acabara de conhecê-la, correspondia ao meu ideal de timidez. Nem sequer se destacava dos outros miúdos com quem estava - apenas porque não queria. E eu pensava, cá para mim, "esta rapariga tem tanto potencial e está a deixar-se enterrar, que pena!". É que ela era (e é, claro) linda e simpática. Travámos logo conhecimento e, há uns tempos, ela adicionou-me no Facebook ou eu adicionei-a a ela, já não me lembro. Desenganei-me logo. Se ela é tímida, não o parece nada, a julgar pelas poses que faz para as fotos. Nem eu faço aquelas poses... Não são indecentes, nem nada, mas são um pouco "não femininas", se me faço entender. É certo que sou mais velha e tenho mais juízo, mas pensei, inicialmente, que ela era melhor do que aquilo com que dei de caras - mais um caso grave do que eu chamo "mentalidade de Facebook", com caretas e poses mesmo à moda de rede social barata. Pelos vistos, a timidez não era e tal maneira verdadeira que a impedisse de ser menos indiscreta. Afinal, pensei, ela até consegue destacar-se, seja pela positiva ou pela negativa.