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Procrastinar Também é Viver

Blogue sobre trivialidades, actualidades e outras nulidades.

Procrastinar Também é Viver

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Ainda (mais) acerca da greve dos professores

Ontem, o ministro da Educação, Nuno Crato, foi entrevistado na TVI24. As conclusões a retirar sobre o que o senhor disse e como se comportou são mais do mesmo: culpou os professores até ao tutano por todo o "mal" a ocorrer nas escolas, tentou manipular, subtilmente, a opinião pública contra eles, admite não saber se vai haver despedimentos ou horários zero no próximo ano lectivo (chegando até a negar a necessidade de os concretizar!), agiu como se não houvesse nada com que a classe docente se deva preocupar, foi mal-educado para com o jornalista e desviou muitos temas de conversa e perguntas que lhe foram colocados.

Quem sou eu para julgar o que foi dito, uma estudante do ensino secundário?, mas não me venham com tretas. Consoante afirmei no outro dia, concordando com toda esta acção de protesto, os professores têm mais do que direito a fazer greve, seja quando for - num dia de exames ou num dia de reuniões de avaliação (a última novidade, que poderá atrasar o processo de inscrição nos exames nacionais e a sua realização) - e nem o ministro da Educação detém autoridade, ou credibilidade, para os incriminar de estarem a cometer algo impensável e que trará problemas aos alunos. Os alunos só têm é de se consciencializar de que não há-de ficar ninguém sem ir a exame e que têm de ter um pouco de paciência até os professores atingirem o objectivos deste manifesto de descontentamento.

E, se não for muito incómodo, MORRAM!

Origem: http://dre.pt/pdf2sdip/2013/02/025000001/0000200005.pdf

Caríssimos responsáveis pelo GAVE e Ministério da Educação,

Vocês são feios - uns meninos muito, muito feios! Eu, menina bonita (cof, cof), bem-comportada e moderadamente simpática, ou seja, a personificação do que existe de mais agradável no mundo (cof, COF!), desejaria celebrar o início da minha idade adulta (pff... big deal) no próximo dia 16 de Junho, sem estar subterrada debaixo de apontamentos, livros e coisas que tais. Pelo contrário, graças ao vosso divinal sentido de oportunidade, vejo o meu caso um bocadinho para o escuro, assim numa tonalidade entre o negro e o... NEGRO-A-CAPS-LOCK. Ah, pois... No 9º ano, já me tinham pregado a alegre partida de marcarem o exame de Português na data do meu aniversário, mas, como eu ainda não estava suficientemente contente, PIMBAS, enfia lá mais um exame de Português, (só que ainda pior) no dia seguinte àquele em que devias fazer o que mais te desse na real-gana, com os teus amigos. PIMBAS OUTRA VEZ, esquece lá isso, Beatriz, porque, mesmo que tu não precises de estudar, eles hão-de precisar!

Obrigadinha. 
Com uma facada e um tiro,
Beatriz, a Desconsolada

mais dos exames

É certo que, neste momento, estamos todos muito felizes e contentes, passe a redundância, com o recuo da medida do Ministério da Educação quanto aos exames nacionais, mas também há que reflectir melhor sobre o assunto. Este avançar e arrepender de decisões só vem provar o estado geral do país e do próprio Governo: ninguém se entende e ninguém sabe muito bem o que anda a fazer, limitando-se a experimentar e a esperar que a poeira assente até à próxima medida a tomar. Não se sabe o dia de amanhã porque os nossos representantes insistem em fazer-nos o obséquio de andar a brincar com as nossas vidas, ora toma lá, ora dá cá, ora desculpa lá o incómodo causado. Porque o que se passa na Educação acaba por se espelhar na Economia, na Saúde, na Defesa... seja onde for - não fosse tudo farinha do mesmo saco!


 


Sim, aproveitemos este alívio que nos deram hoje: mas não nos esqueçamos de que poderão muito bem estar apenas a tentar ludibriar-nos com falsas alegrias.

mais dos exames

É certo que, neste momento, estamos todos muito felizes e contentes, passe a redundância, com o recuo da medida do Ministério da Educação quanto aos exames nacionais, mas também há que reflectir melhor sobre o assunto. Este avançar e arrepender de decisões só vem provar o estado geral do país e do próprio Governo: ninguém se entende e ninguém sabe muito bem o que anda a fazer, limitando-se a experimentar e a esperar que a poeira assente até à próxima medida a tomar. Não se sabe o dia de amanhã porque os nossos representantes insistem em fazer-nos o obséquio de andar a brincar com as nossas vidas, ora toma lá, ora dá cá, ora desculpa lá o incómodo causado. Porque o que se passa na Educação acaba por se espelhar na Economia, na Saúde, na Defesa... seja onde for - não fosse tudo farinha do mesmo saco!

 

Sim, aproveitemos este alívio que nos deram hoje: mas não nos esqueçamos de que poderão muito bem estar apenas a tentar ludibriar-nos com falsas alegrias.

isto das inscrições para a segunda fase

Isto é tudo uma treta. Uma. TRETA. Ninguém sabe as normas, ninguém sabe quais são as condições de inscrição, se é para melhoria de nota, melhoria do secundário, exame de equivalência, aprovação, se é para o lixo e acabou-se. Há uma descoordenação inscrível entre os serviços educativos, a direcção e o Ministério, pelo que cada um diz sua coisa aos alunos e eles é que são dados como culpados se algo corre mal. Ontem, que também foi dia de matrículas para mim, passei quase duas horas na fila da secretaria, só para conseguir que me dissessem, ao fim e ao cabo, que teria de pagar 23€ (VINTE E TRÊS EUROS!!!) para fazer a nhequice de dois exames, um de MACS e outro de Inglês, porque o meu pai é rico e eu ando ali de descapotável, está-se mesmo a ver. Como não tinha dinheiro suficiente comigo, tive de lá voltar hoje. Felizmente (acho eu), decidi que a melhoria do meu humilde 18 para um muito desejado 19 a Inglês será feita, afinal, no ano que vem. Paguei a modesta, modesta, modesta quantia de 10€ (ah, se calhar foi roubo) e ainda vou ter de passar os próximos seis dias a re-marrar métodos eleitorais, grafos, juros, probabilidades e coisas que tais. E ainda dizem que o saber não tem preço!

um roubo legal

  Os impressos para os exames nacionais custaram um euro. Do género... A sério? Dez gramas de papel com umas porcariazitas escritas custam o mesmo que um pacote pequeno de batatas fritas do MacDonald's? Que uma caixa de nuggets? É como se os escravos pagassem a Júlio César para trabalharem Roma! É como se as crianças órfãs pagassem por terem ficado sem pais...! É como se... é como se...


   Whatever... Não há nada que se lhe compare.