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Procrastinar Também é Viver

Blogue sobre trivialidades, actualidades e outras nulidades.

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A vida normal: Eliete (Dulce Maria Cardoso)

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Este ano tem sido óptimo em termos de leituras. Tenho aprendido a ler profundamente (a chamada deep reading), outra vez, com entusiasmo e voracidade. Em parte, isto só é possível graças à sorte de encontrar ou escolher livros que me conseguem chamar a atenção desde o início.


Um deles foi a Eliete, de Dulce Maria Cardoso. Um gosto ligeiramente "maria vai com as outras", mas a verdade é que lhe confirmo todas as virtudes que já outros lhe atribuíram.


A Eliete podia ser uma de nós - há uns anos, daqui a uns anos ou mesmo agora. Outrora foi jovem, teve sonhos, apaixonou-se, cresceu e viveu em sítios por onde também nós já passámos, muitas das personagens da vida dela são as das nossas, tem pensamentos comuns, sofre de males comuns, leva uma vida comum. O título desta Primeira Parte regista: "vida normal".


O primeiro volume da história da Eliete, de Dulce Maria Cardoso, é um daqueles livros criticáveis, por poder ser datado, por ser escrito com uma voz de mulher, por falar bem e mal dos homens, por trazer à literatura portuguesa temas e episódios tão mundanos quanto a instalação duma aplicação de encontros no telemóvel, os emojis, a alienação dos entes queridos pelo nariz enfiado nos telemóveis, os motéis, as ditas crises de meia idade e o golo do Éder.


Por outro lado, a Eliete há-de servir de espelho da mulher madura na segunda década deste milénio. Vejo nele a expressão do que já é corriqueiro no resto da literatura quando exposto do ponto de vista masculino, mas que se lê cada vez mais do ponto de vista feminino, a referir: o sexo, a família, a traição, a perda, a superação, a relação com e entre o corpo e a alma, a transformação.


A ditadura e o 25 de Abril continuam presentes, à semelhança do que li em O Retorno, e fiquei com curiosidade em perceber o que se seguirá depois desta primeira fase do despertar da Eliete.


Penso que não tenho sequer palavras para vos explicar melhor sobre o quanto este livro me agradou. De facto, senti que desde o início não tinha outra alternativa senão continuar a leitura até ao fim, e só comecei a sentir o ritmo de leitura abrandar quando, quase no final, a Eliete se começou a tornar mais previsível.


É provável que já tenham lido a Eliete, ou que seja um dos vossos livros por ler. Se for esse o caso, espero pelas vossas opiniões!

 

feliz dia da mulher!

   Sabiam que o Dia da Mulher tem como origem uma manifestação organizada por um grupo de operárias de uma fábrica têxtil nova iorquina, que lutava pela obtenção dos mesmos direitos de trabalho dos homens, seus colegas? A 8 de Março de 1857, o grupo juntou-se à porta da fábrica para expressar o seu descontentamento, mas acabou por ser encurralado dentro das instalações e muitas destas mulheres chegaram a morrer no incêndio que os responsáveis pelo negócio atearam.


   Mais de um século e meio depois, quero desejar a todas as mulheres, das mais jovens às mais vividas, um feliz Dia da Mulher, com todo o seu significado - a nossa força já foi, em épocas menos afortunadas, de guerra, o sustento da sociedade, o seu respeitável cérebro, coração e corpo. Todos os dias, a todas as horas, existem homens que tentam subjugar-nos. Até podem consegui-lo, em muitos dos casos, mas deixo aqui um apelo a quem está a ler: não se deixem controlar ou rebaixar, nem pelos homens nem por NINGUÉM. Todas nós temos algo de especial, por muitos defeitos que nos apontem (ou mesmo que reconheçamos!). Além de termos o direito de oferecer dignidade, respeito e verdade a quem nos rodeia, também merecemos recebê-los, não estou certa? 


   Portanto, da minha parte, deixo uma homenagem a todas as mulheres que, na sua vida, lutaram, sufocaram, insistiram e nunca desistiram. Todas vós sois uma inspiração para o mundo. Eu tenho a enorme sorte e felicidade de ter uma assim por perto, trinta horas por dia, se for necessário - a minha avó. Ela batalha para que eu beba leite, coma fruta, não me deite demasiado tarde e, principalmente, para que eu seja feliz e tenha tudo do bom e melhor possível, nestes tempos um pouco negros por que passamos actualmente, incutindo-me a esperança de que nada está fora do nosso alcance, desde que acreditemos e trabalhemos para isso


   Feliz Dia da Mulher!


   (... não esquecendo que a verdadeira felicidade deve ser procurada e encontrada todos os dias.)

feminismo



   Quando Deus criou Adão e Eva, foi sua intenção conceder-lhe dois bens, um a cada.


   Em primeiro lugar, apresentou-lhes a possibilidade de fazerem chichi em pé. Logo gritou Adão:


   - EU QUERO, EU QUERO!


   - Senhor... - Suspirou Deus.


   - EU QUERO, EU QUERO, SENHOR! EU QUERO CONSEGUIR FAZER CHICHI EM PÉ! - Continuou Adão a suplicar.


   Perante tal insistência, Deus acabou por conceder esse bem a Adão, que correu pelo mundo fora a fazer chichi nas árvores, a escrever palavras na areia com jactos de urina, entre outras palermices.


   Muito curiosa, Eva pergunta a Deus qual era o segundo bem.


   - O segundo bem, Eva, é o Cérebro... E é tooooodoo teu!