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Procrastinar Também é Viver

Blogue sobre trivialidades, actualidades e outras nulidades.

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Das relações à distância (em regime temporário)

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Em princípio, tanto eu quanto o Ricardo vamos passar o Verão, ou grande parte do Verão, no estrangeiro - isto é, em continentes diferentes, cada um no seu. Apesar de o plano dele já estar confirmado, da minha parte ainda aguardo uma resposta final do empregador. Ainda assim, a verdade é que eu estou mesmo com uma grande expectativa de ser aceite. Sei que preencho os requisitos e, pelo menos, a documentação, as três cartas de recomendação que pedi a professores meus e a carta de motivação que escrevi atestam que serei uma boa escolha.
Seja como for, expectativas à parte, já comecei a contar que talvez vá para fora a algumas pessoas do meu círculo de amigos e família. Como a duração do programa ainda é longo, ouço logo uma resposta:
- Coitado do Ricardo!

... com as seguintes variações:
- Coitado do Ricardo! O que é que ele vai fazer sem ti durante esse tempo todo?
- Coitado do Ricardo! Ele não se importa que vás estar fora?
- Coitado do Ricardo! O que é que ele diz sobre tu ires?

Obviamente, somos uma caixinha de surpresas e, em primeiro lugar, os surpreendidos ouvem logo um:
-

 

sobre o namorado da minha melhor amiga

Eu não o detesto. Na verdade, até gosto (mais ou menos) dele. O rapaz é simpático, excepto quando me cumprimenta e diz que eu é que lhe dou os dois beijinhos com muita força, quase partindo-lhe a cara - juro que não faço por isso. Só não gosto dele nas alturas em que sinto que estou, visivelmente, a mais, quando nos encontramos os dois na companhia da nossa mais-que-tudo. Torna-se desconfortável. Se calhar, ele nem sequer tem muita culpa disso; eu é que preciso de alguém em quem a colocar. Não é que o ache má pessoa, até pelo contrário. O meu maior problema é, sinceramente, ele ter dito que as sandálias que eu tinha calçadas hoje eram feias. NÃO ERAM FEIAS COISA NENHUMA, 'TÁ?!

teorias sobre relações: melhores amigos vs. namorados

Um amigo meu tinha uma teoria: os namorados e os melhores amigos de uma determinada pessoa têm sempre uma relação complicada, caracterizada pela implicação mútua e constante. Esses dois indivíduos costumam dar-se naturalmente mal, quase por instinto, foi o que me disse na altura. Pelo menos, era o que ele afirmava acontecer no seu caso pessoal, com a melhor amiga da namorada. No entanto, eu protestei. Neguei que tal fosse verdade, uma vez que nem o namorado da minha melhor amiga me detesta assim tanto (lá no fundo, o moço adora-me, claro está), nem eu sou muito má para ele ou, pelo menos, não está nos meus planos fazer-lhe a vida negra. Esta conversa passou-se há já algum tempo. Entretanto, eu e o meu amigo já tivemos tempo para repensar no assunto, de observar mais pormenorizadamente. E as conclusões que retirámos das nossas experiências? O mito de que existe uma certa animosidade entre melhores amigos e namorados é certamente falso. É como tudo: pode acontecer, mas não com toda a gente; não é uma regra. Claro que acaba por existir uma espécie de competição entre essas duas personagens da vida de uma pessoa, quase como uma reinvindicação de direitos e atenção, o que não torna como certo que tenha de se construir uma guerra em torno disso. Ele próprio diz que o problema reside somente na melhor amiga da namorada, ponto final, parágrafo. Eu digo, por meu turno, que, de vez em quando, desejava ter um maior poder de retórica para, desse modo, conseguir estar à altura das provocações do meu "cunhado". Hoje, teria sido um bom dia, por exemplo - as minhas sandálias não são feias coisa nenhuma!