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Procrastinar Também é Viver

Blogue sobre trivialidades, actualidades e outras nulidades.

Procrastinar Também é Viver

Blogue sobre trivialidades, actualidades e outras nulidades.

Feliz Natal!

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Longe, com calor húmido de 30ºC, calças de algodão e manga cava. Longe, com o coração apertado a pensar em quem está do outro lado do mundo à minha espera. Longe, com vontade de rever toda a gente e todos os sítios. 

 

Este Natal é uma bênção, como todos os outros Natais o têm sido e serão, com as suas peculiaridades, acontecimentos inesperados, amor e carinho salteados a gosto. 

 

A melhor prenda que eu poderia receber é - na verdade - o amor, o carinho e a dedicação de todos aqueles de quem gosto. É ter saúde para ter saudades, é ter saudades porque sei que alguém me espera, é esperar porque há mais para vir. 

 

Desejo-vos, assim, um Natal tão abençoado quanto o meu. Não procrastinem as guloseimas nem as palavras com aroma aos doces da vida. Nem os abraços, nem os beijos. 

Fotos de dias felizes ♥

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A decoração natalícia antes da festa de ano novo da faculdade. Fofa!!! 

 

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Os amigos das aventuras e dos fatos coloridos (Vietnamita, palhaço internacional e tailandesa). 

 

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Um dos mil abraços da melhor chefe do mundo (posso levá-la para Portugal? Por favor?). 

 

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Todos a cantarem em honra do ano novo. 

 

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Em destaque como gueixa que faz playback de músicas marotas - na festa da universidade. Para o que os meus colegas me empurram... Mas valeu a pena, porque, seis horas depois, ainda estou a receber mensagens de gente que se divertiu a ver-me/nos.

 

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No final da performance. Muitos risos, ai ai. 

 

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A fatiota toda. 

 

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Alguns colegas que participaram.

 

Porque há dias maus, outros mais ou menos, outros bons e outros óptimos! Obviamente, dias seguidos com festas de Natal e ano novo têm um lugar especial na minha lista de preferências! 

O que eu mais quero este Natal

Estou numa altura da minha vida em que o único presente de Natal que quero que me dêem é dinheiro. Até pode ser os dois euros que iam pagar por aquele pechisbeque que enfiam num saco bonito para dar graça e toma lá qualquer coisita (ah ah ah, por acaso ninguém que conheça é assim tão forreta/está assim tão falido, mas há que pensar em todos os cenários).  Além disso, não tenho espaço para mais nada nas malas de viagem que vou ter de levar de volta! Então, dêem-me dinheiro. Estou prestes a ter de pagar uma viagem de avião caríssima, a ficar mais ou menos desempregada, o meu estatuto social no regresso a Portugal vai cair na lama e, apesar de voltar ao ninho de amor, felicidade, família e amigos, tudo o que eu possa amealhar neste momento pode vir a contribuir para eu sentir que falhei um bocadinho menos nesta missão tailandesa (que não falhei, mas digam-me isso daqui a uns tempos, ao deparar-me com a realidade de ter abdicado dos benefícios dum emprego relativamente estável e bem pago no estrangeiro, mesmo que, racionalmente, o tenha feito por motivos muito mais nobres e prioritários).

 

Então, é assim. Dinheiro. Vá, e livros, porque esses nunca estão a mais. E alegria. E voltar sã e salva a Portugal. E não sentir que desperdicei seja o que for. E poder voltar a sentir-me realizada e desafiada! São estes os "presentes" que eu mais quero este Natal.

E vocês? Que tipo de presentes esperam este ano? 

 

Reportando o fim do Natal

Bem vista seja eu, que andei sabe-se lá em que terra, aquela onde passam as cabrinhas e as ovelhinhas, e onde as estradas são tão longas e pouco movimentadas que os machos mais latinos se atrevem a fazer rallies e a trazerem as damas para uma curtição mais profunda!

 

 

Quando vives "no campo"... 🐑🌿

Uma foto publicada por Beatriz Canas Mendes (@beatrizcanasmendes) a

 

O Natal foi animado, comi doces q.b. e andei a dieta de polvo e frango de dia 24 a 28, porque sobrou imensa comida natalícia e tivemos que lhe dar vazão. Obviamente, fui intercalando os acompanhamentos.

Recebi algumas prendinhas muito boas, entre elas uma wanna-be-lareira, uma camisola de Griffindor e umas pantufas de Hogwarts, uma tablete de KitKat de chocolate branco, uma camisola de malha bem catita e dinheiro que já investi nuns botins de conforto, uma vez que tenho os pés tão malogradamente magros, ossudos e picuinhas que preciso de calçado apropriado para séniores com extremidades de gnomo.

 

 

Pronta para Hogwarts! 😍

Uma foto publicada por Beatriz Canas Mendes (@beatrizcanasmendes) a

 

 

Quando tens o quarto mais frio da casa e recebes uma lareira - melhor presente de sempre!!! 🎁🎄

Uma foto publicada por Beatriz Canas Mendes (@beatrizcanasmendes) a

 

Findo o Natal, e ignorando o facto de que mal escrevi sobre ele, o ano novo aproxima-se. Com ele, novas listas de livros que gostaria de ler, alguns objectivos que espero cumprir e - mais do que tudo - muitas questões que o fim eminente da minha licenciatura traz.

 

Let the games begin!

4 dicas para poupar €€€ nas compras de Natal

Por volta do início de Outubro, já muitas das lojas tinham o cenário natalício montado: muito vermelho, muito dourado, fitas aos montes, packs e coffrets a cada esquina... 
No entanto, apesar de esta ser uma demonstração desnecessária do processo de venda capitalista e de incentivar a despesas inesperadas, há maneiras de utilizar as manobras comerciais em nosso proveito. Poupar nas compras de Natal é possível, fácil e só nos pede alguma atenção, contenção, organização e paciência.
Aqui vos deixo algumas dicas que tenho utilizado nos últimos anos e que me têm rendido menos despesas evitáveis.


1. Comprar com antecipação
A meio de Outubro, já ando eu a pensar o que vou oferecer a cada pessoa. Já se sabe que, quanto menos tempo falta para o Natal, mais caras as compras ficam e menos descontos se encontram. Assim, comprar antecipadamente tem-me permitido reflectir atempadamente acerca do que gostaria de oferecer e a quem. Deste modo, até ao final de Novembro apanho sempre descontos em qualquer uma dessas prendas possíveis.

2. Aproveitar descontos e campanhas-relâmpago
Devemos manter-nos atentos às campanhas pré-Natal. Várias surgem de repente e as oportunidades vão e vêm. Nos supermercados, tem havido imensas promoções nos chocolates e nas bolachas com caixas bonitas! No entanto, apesar de parecer ridículo comprar prendas de Natal em Outubro ou Novembro só porque loja X promove dois dias de descontos, a nossa conta bancária agradece quando, em Dezembro, ainda ficamos com uns trocos extra para gastar na Passagem de Ano. 

3. Comprar online
De facto, fazer compras na Internet limita muitas dimensões que podem ser indispensáveis no que toca a decidirmos o que comprar. No caso de roupa, em particular, temos que testar frequentemente o tamanho, a textura e a qualidade dos tecidos. Comprar online também obriga a pagamentos com cartão de crédito, por Multibanco ou por outros métodos género PayPal, o que pode não inspirar confiança a muitos utilizadores. Contudo, sei por experiência pessoal que surgem sempre alternativas super seguras, como o MBNet.
Além disso, comprar as prendas de Natal online permite-nos aceder a descontos ainda mais significativos e a produtos mais variados, que não encontramos nos stocks de loja. Um exemplo que combina ambas estas vantagens são as várias campanhas da Fnac esta semana, entre as quais se conta uma que contempla 20% de desconto no preço de alguns livros + portes gratuitos. Espreitem também o Book Depository e a Amazon, que já devem estar a aumentar a variedade de produtos e os stocks a pensar nas compras de Natal.

 

4. Comprar em segunda mão
Porquê perpetuar o ciclo de fabrico de mais bens materiais desnecessários, se podemos escolher aproveitar o que outros já não querem, ainda por cima pagando um preço mais baixo? Viva o OLX, o Coisas e todos os grupos de compra e venda no Facebook! Recomendo-os principalmente para compra de livros e mobília. Senão, perguntem aos vossos amigos e conhecidos se têm alguma coisa relevante e em bom estado que não se importassem de vender ou trocar.


Já viram? Só 4 dicas e poupam um montão nas vossas compras de Natal... sem muito esforço! E mais: evitam as confusões de última hora nos centros comerciais.

É Natal!

A minha avó descobriu o supermercado cheio logo às nove da manhã, com filas para as caixas que chegavam à peixaria; o meu namorado foi atropelado na passadeira; uma das minhas gatas bebés, a Nonô, apareceu inexplicavelmente doente, com o corpo mole e sem apetite; já passa das 11 horas da manhã de dia 25 e a minha família ainda não abriu prendas porque adormecemos todos ontem a ver um filme e só despertamos para ir mesmo para a cama.

Mas ainda há milagres de Natal. A minha avó despachou-se no supermercado através das caixas de self-service; o meu namorado saiu ileso de um atropelamento que lhe podia ter magoado as pernas e os pés; a minha gata foi levada ao veterinário , de urgência, antes do jantar, e depois de uma dose de anti-inflamatório os efeitos da febre abrandaram e ela finalmente comeu alguma coisa; bem, e as prendas... podem esperar, desde que o Pai Natal não se lembre de as levar de volta.

Feliz Natal, hô, hô, hô, hô!

 

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Prendas de Natal para o namorado - 2014

Estou decidida a colmatar a minha permanente ausência com conteúdos bestiais e que vão rebentar-vos a cabeça (em Inglês soa melhor, blowing your minds). O que interessa é que eu estou mesmo a ver o que as leitoras deste blogue querem e aposto que é uma lista de prendas de Natal para darem aos namorados. Afinal, não é o que todos os blogues prometem nesta época? Vou ajudar-vos a fazerem um brilharete!

No entanto, a minha lista é diferente de todas as outras. Além de ser realista (ou seja, apropriada para indivíduos dos 18 aos 25 anos, que querem lá saber de cachecóis, águas de toilette Calvin Klein e relógios topo de gama, ou quaisquer relógios até), é também dirigida às namoradas poupadinhas (que bem gostariam de poder comprar o último jogo de PS4, o instrumento musical que ele quer aprender a tocar, um fim-de-semana a dois em Óbidos ou uma colecção de t-shirts da Marvel), que ou precisam do dinheiro para pagar as contas ou ainda dependem dos papás. Eu sei o que é ter de procurar prendas que cumpram estes dois requisitos, pelo que considero necessário dar umas luzes a quem partilha a "luta" comigo.

Aqui vai disto!

 

1. Guias de jogos de vídeo

(Minecraft: the Official Beginner's Handbook, 9,13€ no Book Depository)

À falta dos jogos, proponho que apostem nos livros acerca dos jogos. Eles gostam de jogar e isso envolve muita técnica e táctica (digo eu). Estes guias são sempre uma escolha segura e este é apenas um exemplo.

 

2. Acessórios de informática

 Sugiro:

tapetes para o rato

ratos sem fios

adaptadores vários

colunas de som

auscultadores e fones (a sugestão de marca apresentada é apoiada especificamente pelo Ricardo)

capas para o tablet

canetas para o tablet

 

Dica: nas lojas do chinês os acessórios são mais giros e igualmente funcionais.

Dica 2: se virem que é demasiado forreta dar uma prenda de menos de 5€, façam um conjunto com vários acessórios para oferecer.

 

3. Produtos Axe

 

A Axe é provavelmente uma das melhores marcas de desodorizantes que conheço. Os coffrets (packs) também são bonitos e bastante em conta (dos 8€ aos 10€, salvo erro). No ano passado, o Ricardo até me ofereceu um coffret da edição limitada para mulher e fiquei com pena que a tivessem descontinuado. Para homem, cheira-me (ah, cheira) que os produtos Axe sejam o que as publicidades prometem: uma tentação. Sinceramente, uma lata de desodorizante de 150ml que custe cerca de 5€ não é nada cara, porque, com uma só aplicação de spray, o cheirinho fica lá o resto do dia. Também acho que os desodorizantes Axe são bons para aplicar em qualquer zona do corpo e até para substituírem o perfume. Se gostam de namorados cheirosos, Axe é a resposta às vossas preces.

 

4. Filmes, séries e CDs da Fnac

 

Sugiro particularmente a Fnac para filmes, séries e música porque tem imensos descontos em vigor antes do Natal. Além disso, mesmo sem desconto, há muita coisa que custa de 5€ a 10€ e que vale a pena. Basta procurarem com cuidado na loja para descobrirem algo que agrade à vossa cara-metade.

 

5. Chocolates Milka

Também aponto em particular para a marca Milka pela qualidade e diversidade dos chocolates e respectivos sabores (só de pensar neles, já estou a babar e a pensar em rasgar o papel de embrulho de alguns que guardei para oferecer no Natal). Apesar de não achar que valha a pena comprar as caixas de bombons (preços um tanto ou quanto puxados), as tabletes são uma óptima solução, principalmente quando se consegue encontrar descontos nos supermercados. Além disso, os chocolates Milka são tão bons que até o Ricardo, que não é assumidamente um grande admirador de chocolate, diz que com Milka é outra conversa, que para os Milka abre uma excepção.

 

Dito isto, espero ter sido útil e contribuído para um Natal com mais harmonia... e presentes que, embora não sendo muito caros, denotam que quem os oferece se preocupou com a pessoa a quem os vai oferecer. Nisso, sou uma expert!

E não, infelizmente não fui patrocinada pelas marcas para fazer lhes publicidade.

"Noël Parfumé, par Beatriz"

Para os mais desinformados que não me acompanham no Facebook...

 

Recebi, ao todo, três perfumes, de entre seis presentes de Natal. 3/6=1/2. Não é preciso ser-se um ás nos números para perceber que metade das minhas prendas diz que eu cheiro mal, mais precisamente 150ml de "eau de toilette", de cujos aromas eu até gostei - mesmo só por acaso, que eu sou daquelas pessoas esquisitinhas que não tolera aromas X e Y e Z - mais 150ml de desodorizante, caso eu insista em ser demasiado humana e transpirar insustentavelmente as minhas estopinhas. No entanto, segundo novas resoluções antecipadas para o ano de 2014, tanta perfumaria há-de me ser útil, porque decidi que vou abandonar o meu modo de vida sedentário de ocupante frequente da biblioteca, da cama ou do sofá e dedicar um par de horas por semana ao ginásio, almejando a uma figura mais esbelta e que não transmita tanto os-meus-músculos-são-os-de-uma-velha-de-90-anos. E, não obstante, cheira-me (ah ah ah, cheira-me) que me sobrará perfume o suficiente para não precisar de tomar banho até à Páscoa.

O meu Natal

   Quando eu era (ainda mais) pequena, recebia montes de prendas. Até podiam não ser caras, podiam ser simplesmente brinquedos a que eu daria uso até se partirem, até se desgastarem, até pedirem a reforma. Eram bonecas, eram chocolates, eram CDs de música, eram filmes, eram livros, eram jogos, eram castelos, eram nenucos, eram roupas para os nenucos, e eu só ia dormir no final da noite da véspera de Natal quando já soubesse de cor tudo o que planeava fazer com tanto presente.

   Agora, sei que não eram assim tantas prendas, aquelas que me davam, mas foram sempre as suficientes para me terem deixado boas memórias dos meus primeiros Natais: o Pai Natal que me apontavam no céu ou na chaminé, mas que eu não via; montes de embrulhos rasgados, uma onda de cor amarfanhada por tudo quanto era sítio; eu, sentada no chão, em êxtase perante os meus novos brinquedos; a presença da minha família em redor, três ou quatro adultos, se a minha bisavó passasse as festividades connosco, não mais do que nós os cinco, a encher um apartamento pequeno como aquele em que vivíamos na altura, mas com muito chão para eu brincar; a minha avó sempre a ralhar-me, para me sentar antes em cima de um tapete, por causa dos azulejos gelados; o Natal em que recebi um Game Boy sem jogo e fiz uma birra, porque um Game Boy sem jogo não serve para nada, para depois me arrepender e pedir desculpa.

   A todas as minhas prendas era dado um significado. Não foi por ser mimada no Natal que me tornei uma criança materialista, que deixei de entender o espírito da época. As crianças devem ser mimadas, digo eu. Em certos aspectos.

   Tenho pena que a maioria das crianças de hoje em dia, pouco mais novas do que eu, não tenham a oportunidade de criar lembranças como as que eu criei. Só querem prendas caras. Pedem tablets e computadores e o último grito das consolas de jogos, e o diabo a quatro, e os pais dão-lhos. Já nascem com as porcarias tecnológicas na mão, já não exploram, já não criam histórias, já não vivem o processo de espera e expectativa. E, atenção, no tempo dos nossos pais e avós o Natal ainda era mais diferente do que os da nossa geração, da geração dos que são, neste momento, jovens adultos, que começam a questionar-se acerca das tradições e a reflectir no que realmente elas nos transmitem.

  Não digo que os meus Natais tenham, agora, menos significado, muito pelo contrário, mas sinto-os ligeiramente mais vazios. Não tenho irmãos, a minha família é pequena, os tempos não são tão felizes quanto aqueles que se viviam há uma década atrás. O próprio brilho que a minha visão de criança dava à realidade também não volta, aquela sensação de que o mundo era feito ao meu tamanho e medida. Contudo, o importante será sempre não faltar comida na mesa (DOCES!) e algum carinho para partilhar. À parte os normais desejos materiais de cada um, não é preciso partilharem-se presentes caros, desde que sejam escolhidos com boas intenções e a pensar no seu destinatário.

   Não sei qual será a minha posição quando, um dia, tiver filhos. Provavelmente, hei-de tentar incutir-lhes o mesmo espírito natalício que me incutiram a mim: muitos presentes, sem serem muito caros, daqueles que lhes permitam dar largas à imaginação, sem nenhum guião previamente formatado. Afinal, o Natal também é isso: o que nós quisermos.