Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Procrastinar Também é Viver

Blogue sobre trivialidades, actualidades e outras nulidades.

Procrastinar Também é Viver

Blogue sobre trivialidades, actualidades e outras nulidades.

Jardinagem, só nos jardins!

Vamos directos ao assunto: porque é que as mulheres hão-de ter pelos? O que é que elas ganham com isso, principalmente em zonas tão estranhas como as axilas e a barriga? E nem me venham dizer que, na última, “é só uma penugem”, porque isso para mim é igual ao litro. Pelos na barriga é coisa que nem faz muito sentido nos homens, quanto mais nas mulheres. Tudo bem, até entendo que, mesmo a partir de um ponto de vista evolutivo, haja lógica nos pelos das partes baixas, que servem para nos proteger de hipotéticas bactérias e infecções (apesar de a medicina e os hábitos de higiene vigentes não justificarem tamanha preocupação da Mãe Natureza), mas, vá lá, respondam-me do fundo da vossa consciência: os pelos nas pernas têm algum objectivo que não seja crescerem selvaticamente e darem-nos cabo do juízo? E já me ia esquecendo do buço e do raio das sobrancelhas, coisas mais ridículas. Quer-se lá uma mulher com pelos desordenados na cara, que caraças…! Ah pois, e os homens que se desenganem, que até há mulheres que têm pelos nas mamas, em volta dos mamilos e cenas assim - pelos esses que os especialistas no assunto (tanto médicos quanto caixas de cremes ou cera depilatória) nem sequer aconselham a arrancar.

 

Sinceramente, sinceramente… preferia sofrer mais um bocado todos os meses com as dores menstruais do que me ter de dar ao trabalho de impingir, masoquistamente, a mim mesma, outro tipo de dor, durante o tão famoso (e angustiante) processo de depilação.

 

Digam não ao matagal feminino! Pode ser que a Mãe - desnaturada - Natureza ouça os nossos apelos... (A sério, qual é a mãe que deseja uma porcaria destas às suas filhas?) Jardinagem, só nos jardins!

diz que sou uma espécie de ecologista

   Não sou vegetariana, mas também não visto peles. Por vezes, esqueço-me das luzes ligadas e passo mais tempo do que devia no computador. Ainda assim, sou cuidadosa com as torneiras, tomo banhos rápidos e não desperdiço a água que fica no copo por não me apetecer beber mais. Tento andar o máximo possível de transportes públicos. Moro numa vivenda construída de raiz pela minha família mas, apesar de termos abatido muitos pinheiros do terreno para que tal fosse possível, deixámos alguns deles e plantámos imensas flores, árvores de fruto e arbustos, mais ou menos rasteiros. Avistamos permanentemente pássaros e insectos de várias espécies.


   Reconheço que não sou o exemplo mais completo de alguém que protege a Natureza com garras e dentes, mas não deixo de me sentir escandalizada com certos abusos. Um desses abusos é a desflorestação cada vez mais intensa de florestas inteiras, nomeadamente as que albergam fauna e flora das mais diversificadas do mundo. Enquanto escrevo estas palavras, lembro-me de imediato da Amazónia e imagino que vocês invoquem, igualmente, uma imagem semelhante - é inevitável. Mas a Amazónia não é a única floresta do mundo e não nos devemos esquecer que não é só com ela que nos devemos preocupar. Existem tantos outros territórios que merecem ser protegidos...!


   Hoje, falo-vos das vastas e densas florestas de S. Tomé e Príncipe. As suas ilhas são reconhecidas pela fantástica biodiversidade nelas presente e, mais dia, menos dia, alguém há-de tentar destruir tais cenários idílicos. Na verdade, o perigo já espreita e é cada vez mais eminente. Agora, são as perigosas monoculturas; amanhã, alguém há-de ter a ideia das prospecções em busca do ouro negro - o petróleo. A pouco e pouco, como quem não quer a coisa, estão a ser deitadas abaixo inúmeras florestas.


   Foi neste contexto que o meu colega Mário Lopes - um grande aspirante a jornalista! - escreveu o artigo "São Tomé e Príncipe: desflorestação ameaça biodiversidade", fruto de muito trabalho de investigação e escrito como poucos (jovens) conseguem. É um pouco extenso, mas vale a pena ser lido com teimosa atenção. Enquanto cidadãos conscienciosos, devemos tomar atenção ao que se passa no mundo.


 


diz que sou uma espécie de ecologista

   Não sou vegetariana, mas também não visto peles. Por vezes, esqueço-me das luzes ligadas e passo mais tempo do que devia no computador. Ainda assim, sou cuidadosa com as torneiras, tomo banhos rápidos e não desperdiço a água que fica no copo por não me apetecer beber mais. Tento andar o máximo possível de transportes públicos. Moro numa vivenda construída de raiz pela minha família mas, apesar de termos abatido muitos pinheiros do terreno para que tal fosse possível, deixámos alguns deles e plantámos imensas flores, árvores de fruto e arbustos, mais ou menos rasteiros. Avistamos permanentemente pássaros e insectos de várias espécies.

   Reconheço que não sou o exemplo mais completo de alguém que protege a Natureza com garras e dentes, mas não deixo de me sentir escandalizada com certos abusos. Um desses abusos é a desflorestação cada vez mais intensa de florestas inteiras, nomeadamente as que albergam fauna e flora das mais diversificadas do mundo. Enquanto escrevo estas palavras, lembro-me de imediato da Amazónia e imagino que vocês invoquem, igualmente, uma imagem semelhante - é inevitável. Mas a Amazónia não é a única floresta do mundo e não nos devemos esquecer que não é só com ela que nos devemos preocupar. Existem tantos outros territórios que merecem ser protegidos...!

   Hoje, falo-vos das vastas e densas florestas de S. Tomé e Príncipe. As suas ilhas são reconhecidas pela fantástica biodiversidade nelas presente e, mais dia, menos dia, alguém há-de tentar destruir tais cenários idílicos. Na verdade, o perigo já espreita e é cada vez mais eminente. Agora, são as perigosas monoculturas; amanhã, alguém há-de ter a ideia das prospecções em busca do ouro negro - o petróleo. A pouco e pouco, como quem não quer a coisa, estão a ser deitadas abaixo inúmeras florestas.

   Foi neste contexto que o meu colega Mário Lopes - um grande aspirante a jornalista! - escreveu o artigo "São Tomé e Príncipe: desflorestação ameaça biodiversidade", fruto de muito trabalho de investigação e escrito como poucos (jovens) conseguem. É um pouco extenso, mas vale a pena ser lido com teimosa atenção. Enquanto cidadãos conscienciosos, devemos tomar atenção ao que se passa no mundo.

 

c'est la Nature (et moi)

Fui estudar para a mesa do meu jardim, onde repousavam alguns restos do almoço dos gatos. Entretanto, chega uma abelha e começa a mordiscá-los e a tentar levá-los consigo.


ZzZzZzZZZzZzzzzzZZ.


!!!!


Dei-lhe com o chinelo e pronto, ela foi para o céu e eu fiquei mais descansada, ficando ambas mais felizes.


Tal não é o meu espanto quando chegam mais duas e começam a andar de volta dela, exactamente à minha frente (oooh, tão queridas, que devem querer levar a amiga e fazer-lhe um funeral...!). Medrosa de picadas como sou (obrigada pelo trauma, melgas), afastei-me de imediato, mas não antes de chegar à conclusão de que as outras, afinal, queriam era as sobras da comida que a pobre da vítima tinha acumulado nas patas antes do seu súbito falecimento à chinelada. Que bestas...! (Bem sei que, dita por alguém que anda a matar bicharocos inocentes, a credibilidade desta observação é nula.)


 


Mais tarde, apercebi-me de que se tratavam de vespas e não de abelhas, pelo que todos os meus remorsos desapareceram.

c'est la Nature (et moi)

Fui estudar para a mesa do meu jardim, onde repousavam alguns restos do almoço dos gatos. Entretanto, chega uma abelha e começa a mordiscá-los e a tentar levá-los consigo.

ZzZzZzZZZzZzzzzzZZ.

!!!!

Dei-lhe com o chinelo e pronto, ela foi para o céu e eu fiquei mais descansada, ficando ambas mais felizes.

Tal não é o meu espanto quando chegam mais duas e começam a andar de volta dela, exactamente à minha frente (oooh, tão queridas, que devem querer levar a amiga e fazer-lhe um funeral...!). Medrosa de picadas como sou (obrigada pelo trauma, melgas), afastei-me de imediato, mas não antes de chegar à conclusão de que as outras, afinal, queriam era as sobras da comida que a pobre da vítima tinha acumulado nas patas antes do seu súbito falecimento à chinelada. Que bestas...! (Bem sei que, dita por alguém que anda a matar bicharocos inocentes, a credibilidade desta observação é nula.)

 

Mais tarde, apercebi-me de que se tratavam de vespas e não de abelhas, pelo que todos os meus remorsos desapareceram.

i want summer mornings back


 


   A vista que eu gostaria de ter da minha janela ao acordar?


   Bem, na verdade, eu já tenho uma vista bastante agradável. Mal abro a janela, consigo ver uma imensidão de pinheiros e vegetação, uma vez que moro em frente de um pinhal. Infelizmente, nos últimos anos, têm andado a deitar abaixo todas essas árvores altas que tanto animam a paisagem e abrigam milhares de animais, desde pássaros a coelhos, passando por pequenos insectos, imperceptíveis a olho nu.


   No entanto, o meu desagrado também passa, nos dias que correm, pela detestável escuridão que cobre esta linda vista, pela manhã. Sou obrigada a acordar, de segunda a sexta-feira, por volta das sete, antes de amanhecer, o que, decerto, não me serve de grande consolo ou motivação para um árduo dia de escola. Só me deixa com mais vontade de voltar para a cama, de onde nunca deveria ter saído, em primeiro lugar. Quando abro a portada, sinto na pele os cinco graus negativos e não vejo mais nada que não breu. De Novembro a Março, esta é a minha sina.


   Portanto, o único aspecto a alterar seria, decididamente, a ausência de luz. Peço unicamente que o Verão volte depressa, para que as manhãs luminosas regressem e eu possa começar o dia com o ânimo de encontrar um sol quentinho lá fora e poder vestir menos de cinco camadas de roupa.