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Procrastinar Também é Viver

Blogue sobre trivialidades, actualidades e outras nulidades.

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Justin Timberlake vai ser pai

Acendamos um monte de velas em nome da nossa adolescência, pois Justin Timberlake, que completou ontem 34 anos (já??? como assim???), vai ser pai. A criancinha vai ser multi-talentosa: cantar como pai, representar como a mãe (a actriz Jessica Biel) e ser uma brasa como ambos são. Eis o próximo príncipe ou princesa que vai fazer as delícias dos paparazzi. #BoyOrGirl, ainda não se sabe!

 

Muitas fãs hão-de chorar um rio, se é que me entendem.

 

Newcastle upon Tyne

 

 

 

 

Vim só dizer que fui um dos seis participantes seleccionados da minha faculdade para participar no programa intensivo Erasmus "Cultural Landscapes", durante a última semana de Julho e a primeira de Agosto, em Newcastle upon Tyne, no Norte de Inglaterra. Já soube mais ou menos da notícia há quase duas semanas, mas só agora tenho mesmo a certeza de que vou, vou mesmo! Só falta comprar os bilhetes de avião e de autocarro, o que deverá acontecer até segunda-feira. (Já agora, pessoal que viaja pela TAP e/ou Portugália, pode-se levar bagagem de porão sem se pagar mais nada, não é?)

Este Erasmus Intensive Program vai acontecer, pelo terceiro ano, graças à parceria de cinco universidades europeias (Duisberg-Essen, Limerick, Lisboa, Liubliana e Osijek) e, provavelmente, este será o último. Por isso, estou mesmo contente por ter sido uma das seleccionadas de entre 27 participantes, ao todo! 

Vou viajar! Vou conhecer alunos alemães, irlandeses, eslovenos e croatas! Vou conhecer mais e mais e mais! Vou praticar o meu inglês! Vou conhecer Newcastle e os seus "geordies" (não os do reality show, óbvio)! Vou andar de aviãããão! E os custos de viagem, de pequenos-almoços e almoços serão garantidos pela organização do projecto!

As aulas vão ser dadas na biblioteca histórica Lit&Phil (última fotografia), fundada em 1837, que pertence à Literary and Philosophical Society of Newcastle upon Tyne. Não sei até que ponto é que não me vou desfalcar financeiramente no meio daquelas estantes, não sei, não...

Enfim, vai ser a minha recompensa depois de tanto esforços que tenho feito nos últimos meses, entre trabalho, faculdade, trabalho, faculdade (ironicamente, esta recompensa inclui mais 6 a 8 horas de aulas por dia, só que num país diferente - a prova em como sou mazé marada do juízo).

 

Hei-de ir dando notícias acerca dos preparativos!

Conheçam melhor o programa aqui.

 

Newcastle, não saias daí até eu chegar! Vemo-nos dia 27 de Julho!

 

o mundo acaba daqui a três horas (?)

Segundo parece, a NASA declarou que, afinal, o mundo acaba daqui a bocado e não a 21 de Dezembro. O problema é que, depois de ter lido a tal notícia onde consta a dita informação, continuo sem perceber a que fuso horário se referem. Tudo bem, "o estrondo vai acontecer às 02h45m desta madrugada". Boa.


Mas o site é brasileiro.


Mas a NASA é que deu a informação.


Então, em que é que ficamos, fuso horário americano ou brasileiro? E de qual das regiões de um ou de outro país?


 


Após uma pessoa se colocar todas estas questões, desiste. Deve haver uma explicação mais fundamentada para este problema!


Pois há. Não se trata, nada mais, nada menos, que um spoiler estúpido de um site brazuca. Como é que eu sei? Porque é a única fonte de informação na vastíssima Internet que noticia o Derradeiro Acontecimento para esta madrugada; porque, no site da NASA, não existe nenhum comunicado sobre isso. 


 


E, têm razão, eu procurei bem porque, no final de contas, talvez estivesse um bocado preocupada. Chamem-me medricas.

o mundo acaba daqui a três horas (?)

Segundo parece, a NASA declarou que, afinal, o mundo acaba daqui a bocado e não a 21 de Dezembro. O problema é que, depois de ter lido a tal notícia onde consta a dita informação, continuo sem perceber a que fuso horário se referem. Tudo bem, "o estrondo vai acontecer às 02h45m desta madrugada". Boa.

Mas o site é brasileiro.

Mas a NASA é que deu a informação.

Então, em que é que ficamos, fuso horário americano ou brasileiro? E de qual das regiões de um ou de outro país?

 

Após uma pessoa se colocar todas estas questões, desiste. Deve haver uma explicação mais fundamentada para este problema!

Pois há. Não se trata, nada mais, nada menos, que um spoiler estúpido de um site brazuca. Como é que eu sei? Porque é a única fonte de informação na vastíssima Internet que noticia o Derradeiro Acontecimento para esta madrugada; porque, no site da NASA, não existe nenhum comunicado sobre isso. 

 

E, têm razão, eu procurei bem porque, no final de contas, talvez estivesse um bocado preocupada. Chamem-me medricas.

sobre a mãe que rebentou com os filhos

   Estou certa de que, com a minha idade, ninguém tem moral para se poder colocar no lugar de uma mãe e julgar o que se segue, mas, enquanto filha, vejo-me no direito de ter uma opinião sobre assuntos deste género.


   Com que então, uma mãe encafuou-se em casa com os dois filhos, prendeu-se a si mais a eles num quarto, encharcou as camas com petróleo e pegou-lhes fogo…? Haverá maneira mais poética e heróica para morrer dignamente do que esta, um incêndio seguidinho de uma explosão violenta? Duvido! A minha parte favorita é aquela em que até os vizinhos ouvem os gritos dos miúdos antes de ir tudo pelos ares. Invejo-lhes essas memórias. Pelo menos, ganharam uma história para contar aos amigos, familiares, psicólogos, psiquiatras…


   Agora, passemos já ao parágrafo em que nos deixamos de ironias e tratamos de um assunto sério com, vejamos, seriedade. Felizmente, nunca conheci uma pessoa que sofresse de depressão profunda, como esta senhora sofria, portanto não poderei comparar o seu caso clínico a outro qualquer. No entanto, tenho a certeza de que uma pessoa que arrasta os filhos para demências suicidas não só sofre de uma depressão profunda como também é louca, e a loucura, para mim, não tem desculpa. Se se queria matar, que se matasse, mas que deixasse os filhos em paz! Sim, eles sofreriam até mais não com a morte da mãe, seria provável que a sua estrutura psicológica fosse atingida para sempre, mas tratam-se de vidas humanas, pelo amor de Deus! (E eu nem gosto de chamar Deus para os meus textos, porque decerto ele tem assuntos mais importantes a tratar por esse Universo fora…!) Estas crianças/jovens de onze e treze anos, uma rapariga e um rapaz, respectivamente, se a memória não me falha, ainda mal tinham tido tempo de experimentar a vida e já a própria mãe lhes pegava fogo! Quanta crueldade!


   E o pai e marido desta gente? Coitado, esse não tardará a seguir atrás deles, a menos que seja bem forte e tenha quem o apoie, quanto mais não seja para chegar Lá ao sítio para onde vão as pessoas depois de morrerem e dar montes de pancada à mulher, que raio de mãe foi ela. As probabilidades de voltar a ter uma existência mais ou menos normal são estoicamente baixas. Os seus níveis de sanidade, depois deste incidente (palavra que omite, involuntariamente, a maior parte da gravidade da situação), poderão nunca mais vir a estabilizar. Já nem falando no resto da família…


   Que há mães realmente estúpidas, egoístas, doidas e inconscientes já eu sabia, ou não fosse eu filha de uma mulher que me abandonou aos anos, mas pelo menos ela não quer saber de mim e vai-se vivendo assim, até bastante bem, dado que um pai que se recusa a cuidar de um filho não é pai coisa nenhuma, ao contrário da mãe destas crianças, que teve sangue frio o suficiente para matar a sua descendência, porque, alegadamente, “não queria que eles viessem a sofrer o que ela sofreu”. Bullshit, já dizem os ingleses.

sobre a Educação Física

   Na sua edição de hoje, tanto em formato de papel como online, o Correio da Manhã veio noticiar que a disciplina de Educação Física irá deixar de contar para a média final do ensino secundário e, consequentemente, para a entrada na universidade. Esta novidade veio causar algum burburinho, como já seria de esperar, sendo uma medida já recusada em 2004, no tempo do Governo de Durão Barroso, mas, desta vez, parece que veio para ficar. O que vos tenho a dizer de minha justiça é que não poderia haver nenhuma medida vinda do Ministério da Educação que me trouxesse mais alegria, ou não fosse eu bastante beneficiada por ela.


   É certo que a nota de Educação Física, contando para a média, vem, por um lado, facilitar a vida de muito boa gente, chegando mesmo a aumentar as probabilidades de entrada no ensino superior de quem consegue bons resultados na prática física; por outro lado, não nos podemos esquecer que nem toda a gente possui as mesmas capacidades a esse nível e que poucos são aqueles que chegam à excelência. Na minha turma, apenas um aluno conseguiu chegar aos 16 valores no final deste ano lectivo e a maioria das notas varia entre os 10 e os 14. Cada pessoa é mais virada para uma determinada área de estudos e é exactamente por essa razão que existe uma variedade infindável de cursos e profissões: há pessoas que gostam de ler e escrever, há pessoas que gostam de desenhar, há pessoas que gostam de matar a cabeça a fazer equações, há pessoas que preferem passar o dia a dar cambalhotas e a correr, há pessoas que simplesmente não se enquandram em nada e que desistem da escola para ir para as obras ou para as caixas do supermercado. É a vida. Portanto, é da minha opinião, não tão radical como a do Governo, que a Educação Física deve realmente ser obrigatória até ao final do 3º ciclo (atrevo-me a dizer que não vejo problema algum que seja igualmente obrigatória no 10º, 11º e 12º ano) mas que os alunos devem ter a oportunidade de escolher se a nota da disciplina contará ou não para a média final do ensino secundário. Afinal, obrigarem-nos a ser excelentes a Educação Física (correr, saltar, driblar, chutar, ...) é como nos obrigarem a saber desenhar ou a saber cantar sem que tenhamos habilidade natural para tal. 


   Citando o meu caso pessoal para melhor ilustrar a situação dos beneficiados por esta medida, todas as minhas notas de final de período, sem contar com a de Educação Física (um 14 tirado a ferros) são superiores a 16, sendo a mais alta um 18. Se eu estivesse a acabar o 12º ano neste momento, a minha média "normal" rondaria os 16,7 valores e, caso a Educação Física já não entrasse nos cálculos, seria 17. Para mim, faria TODA a diferença, visto que a média de entrada no curso do ensino superior a que me pretendo candidatar para o ano corresponde a esses exactos 17 valores. Com Educação Física, o panorama tornar-se-ia muito mais complicado.


   Portanto, hei-de continuar atenta às notícias sobre esta nova medida, sendo ela decisiva para o resto do meu percurso escolar. Ainda não entendi se os alunos que frequentaram o 10º e o 11º este ano já serão abrangidos pela sua acção, pelo que peço que, caso alguém esteja melhor informado que eu, me deixe a par dos acontecimentos o mais depressa possível. Se o vosso ponto de vista for diferente do meu, estou aberta a discussões (amigáveis, claro) sobre o assunto; é só deixarem o vosso comentário.