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Procrastinar Também é Viver

Blogue sobre trivialidades, actualidades e outras nulidades.

Procrastinar Também é Viver

Blogue sobre trivialidades, actualidades e outras nulidades.

Os meus livros em 2017

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Li 20 livros em 2017. Não estou propriamente satisfeita com o meu volume de leituras terminadas, mas penso que há uma certa vitória pessoal em saber que li alguns livros que me trouxeram conforto, ou que - depois de muitos anos a adiar a sua leitura - me surpreenderam pela positiva. Também me aventurei em livros longos, com histórias intrincadas e letra miúda. 

 

Noutra nota, sofri muitas desilusões. Iniciei uma data de livros que nunca terminei, porque, ao comprá-los ou escolhê-los, me pareceram boas escolhas. Mas não foram. Ao fim de cinquenta ou cem páginas, decidia abandonar. Só com isto, mais as leituras que ficaram entre 2017 e 2018, já poderia contabilizar cerca de 25 livros, em vez de 20.

 

Em 2018, quero ler menos em inglês. Aliás, mal me mude de volta para Portugal, espero comprar mais cinco livros de autores portugueses, para reequilibrar as forças literárias nacionais. Em 2017, também era suposto ler um livro em espanhol e outro em francês, mas acabei por não levar avante o que estava a ler na primeira língua e não encontrei nenhum do meu gosto na última, mesmo após várias tentativas.

 

Para 2018, escolhi estabelecer a meta dos 25 livros. E só de pensar que já cheguei a ler 50 num ano! Onde anda este ritmo? Quero voltar a encontrá-lo! Ainda assim, vou nivelar as expectativas por baixo. Depois, logo se vê.

"Carpe diem"

2013 foi um ano que passou num ápice, apesar das mil e uma coisas que aconteceram. Foi o ano em que, pela primeira vez, não quis crescer e quis parar o tempo nalgumas alturas. Fartei-me de snifar todas as pessoas de quem gosto e fui pseudo-pedida em casamento no supermercado, no corredor dos cereais. Fartei-me de escrever, sem dizer nada em concreto ou chegar a alguma conclusão. Continuo sem ter escrito um livro até ao fim, mas ganhei mais um prémio literário. Li 50 livros do princípio ao fim. Trabalhei no duro, não tive férias e entrei na faculdade. Arranquei a minha vida universitária com notas bombásticas, super motivada e feliz (ainda que cansada). Não tive pena de mudar de vida. Não tive pena de mudar de cenário. Não tive pena de dizer adeus às pessoas a quem já me habituara. Só tive pena de não me ter tornado na pessoa que fui em 2013 mais cedo, lá para 2010 ou 2011 – ambiciosa sem o ser em demasia, mais exigente com os outros e menos comigo mesma, despreocupada, mais concentrada nos meus objectivos e, por conseguinte, mais feliz. Fiz tantos planos para o futuro, que nem me lembro da maioria… Agarrei-me ao Ricardo, à minha avó e aos meus amigos como acho que nunca tinha agarrado. Também agarrei imensas oportunidades. Ganhei uma bolsa de mérito de uma fundação, para pagar as propinas. Mantive este blogue num bom caminho e, por causa dele, fui entrevistada para um artigo de destaque numa revista de um jornal conhecido. Isto é, só tive tempo para o que é importante, porque estive sempre muito ocupada a aproveitar a vida.

 

A continuar com este ânimo, 2014 só pode melhorar, não é verdade?

5 coisas a fazer durante os três anos da licenciatura

Lá ando eu a fazer listas. Listas, listas, listas. Mas eu gosto. Ajudam-me a entender e a fazer um levantamento mais consciente dos meus objectivos. Ou, por outro lado, ajudam a passar o tempo, ponto final. Até poderiam não ter qualquer utilidade, que eu continuaria a fazê-las compulsivamente, porque sim. 

 

Deste modo, se me dão licencinha, fáxavor, aqui vai a minha lista de...

 

 

5 COISAS A FAZER DURANTE OS TRÊS ANOS DE LICENCIATURA:

 

1. Esforçar-me, dentro dos possíveis, para ter um bom aproveitamento (não vou andar a pagar mais de 1000€ por ano, mais outros 1000€ de transporte, para não os aproveitar!) - pretendo terminar o curso com, pelo menos, 16 valores de média;

 

2. Entrar em pelo menos dois projectos extra-curriculares, como a tuna ou o jornal da faculdade;

 

3. Fazer voluntariado;

 

4. Travar uma boa amizade;

 

5. Deixar de procrastinar... (o que se me assemelha uma ambição um tanto nada desmesurada, mas hei-de sobreviver).

 

 

***

 

E os meus colegas, futuros universitários? Contem lá quais são as vossas metas para os próximos tempos, não se acanhem! Estamos todos no mesmo barco e as miúfas são praticamente as mesmas...

resiste!

   Eram onze horas da manhã quando me ocorreu "porque não vou correr?". O sol estava fraquinho, o vento fresco e eu cheia de energia. Vesti-me a preceito, com a t-shirt vermelha que tem estampado o logótipo do ginásio onde pratiquei hip-hop até ao ano passado (só para que quem me visse passar pensasse que eu era grande coisa, temos desportista e tal), calcinha de fato treino preta a condizer, soquete branca e os ténis mais decentes que encontrei. Também não me esqueci do mp3.


   Uma vez do outro lado do portão, aqueci durante dois curtos minutos - tornozelos, pernas, joelhos, cintura, pescoço, não se fosse dar o caso - e pus-me logo a correr, com o cronómetro a contar o meu esforço ao milésimo de segundo. Não se passaram quarenta e cinco segundos até que eu me visse obrigada a parar, culpa dos ténis. Não tenho nenhuns próprios para atletismo e aqueles balançavam-me nos pés como se pesassem cem quilos. Lá os apertei e, reiniciando a contagem do cronómetro, retomei a corrida.


   É engraçado como um caminho nos parece tão simples quando estamos apenas a andar, sem pressas. A correr, as ruas do meu bairro ganhavam novas inclinações, obstáculos, um solo com muito mais pedrisco espalhado aqui e acolá, todos eles obstáculos à minha fraca resistência. Desafios. Eu não desistiria, levando apenas dois, três minutos de prova, uma prova contra mim própria, a favor da mesma pessoa. Tenho de me superar, tenho de me superar, ia repetindo, mentalmente, descendo ruas, subindo terra calcária batida ou pisando violentamente a areia fofa. Numa dessas ruas forradas a pedrisco, dei de caras com um grupo de rapazes da minha idade, talvez. Ainda pensei voltar para trás, mas era tarde demais, pois eles já me tinham visto. Continuei, olhando em frente, fazendo quase de conta que não reparara neles. Os Muse iam-me despertando e dando alento, tocando-me melodias mais suaves e outras mais fortes aos ouvidos (ultimamente, tenho-me virado muito para este tipo de rock alternativo, revoltando-me contra as baladas e os amorosos pops).


   Só faltavam duas ruas até regressar à minha. Jurei que não havia de sobreviver a mais cinquenta metros, mas consegui, consegui não parar até pisar a rampa de acesso à minha casa. Alívio, alívio, alívio, ufa! Sentia-me desfalecer um pouco a cada inspiração, até que me sentei.


   Canso-me depressa. O cronómetro marcava apenas 07:22:(qualquer coisa), ou seja, menos de sete minutos e meio a correr e já me saltava o coração pela boca, daí a minha actual preocupação. Sou jovem, magra (muito), as minhas aptidões físicas sempre foram fraquíssimas e a tendência é para que piorem, caso eu não me ponha mas é a mexer rapidamente. Não sou das piores alunas a desporto, mas também não sou, de longe, a melhor. Sou ridiculamente mediana. Vale-me o esforço que vou investindo e esta vontade de me superar deve permanecer presente. Vou obrigar-me a correr cada vez mais, durante mais tempo, ainda maiores distâncias. Quero que as subidas deixem de ser uma preocupação quando estou a correr e que venha a conseguir controlar a minha respiração, para não parecer que estou a ter um ataque cardíaco a partir do quarto minuto de corrida.


   Apresento-vos o meu nome projecto, o meu novo objectivo, que é não me tornar daquelas pessoas sedentárias, mal humoradas e que só chegam aos cinquenta com a ajuda de máquinas. Eu sou melhor do que isso, porque quero continuar a ouvir o médico, ano após ano, informar-me do quão saudável sou. Eu consigo.

nova filosofia de vida.




 


Sê quem queres ser, ama quem não deves, chama nomes ao teu ex, odeia-o, ri-te com as tuas amigas, lembra-o, chora baba e ranho, dá uns mergulhos na praia, ouve música no quarto e faz figuras parvas em frente do espelho, salta, salta, salta, dá umas gargalhadas, conhece pessoas novas, apaixona-te por ti, abraça quem puderes, acarinha os que te são próximos, aproveita a vida, as tuas capacidades e as oportunidades que surgem - e nunca esqueças o teu valor. ♥

16 & smile

É preciso acordar todos os dias com o pensamento "eu tenho muita sorte em ser saudável, acarinhada, amada, em já ter encontrado as minhas verdadeiras vocações e ter estabelecido tantos objectivos, em sentir-me incompletamente completa, em estar rodeada de pessoas fantásticas e encontrar-me numa situação propícia à concretização de tantos sonhos!".


Posso dizer que, aos 16 anos, apesar de me terem acontecido anteriormente imensas coisas adversas à minha felicidade, consegui tornar-me uma boa pessoa e tomar decisões de que nunca me arrependerei, tenham sido elas boas ou más.