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Procrastinar Também é Viver

Blogue sobre trivialidades, actualidades e outras nulidades.

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Os meus sítios favoritos na Tailândia #3: Bangkok Art and Culture Center (BACC)

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Tenho uma predilecção por galerias e museus bem iluminados, como é o caso do Bangkok Art and Culture Center (BACC). Não gosto daqueles com todas as entradas de luz vedadas, com tectos baixos e paredes escuras. Se não houver janelas, pelo menos que haja outras fontes de iluminação e tectos altos. Assim, gosto do BACC, por ser arejado, minimalista, arrumadinho, cheio de vida.

 

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O BACC é um centro cultural e de arte contemporânea enorme. Tem mais de sete andares (acho que oito ou nove, mas não tenho a certeza), intelrigados por escadas rolantes ou, a partir do sétimo andar, por uma rampa contínua. Há exposições permanentes, outras temporárias. Enquanto visitante, consigo perceber que o objectivo é juntar a tradição ao mais recente, entre fotografia, desenho, pintura, artesanato, escultura e tantos outros tipos de arte. Um dos motivos mais recorrentes é, obviamente, a figura do rei Rama IX, falecido em Outubro de 2016, mas ainda (provavelmente, para sempre) adorado pelo povo.

 

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Inclusivamente, uma das exposições que visitei é a das fotografias que o rei Bhumibol (o nome de Rama IX), um indivíduo versátil e com interesses artísticos variados, principalmente música e fotografia, tirou ao longo da sua vida. Curiosidades acerca desta exposição: uma secção inteiramente dedicada à sua cadela favorita, outra secção só com fotos da rainha (desde os 20 até aos 80 anos), outra com fotos dos filhos e alguns netos... O destaque dado a estas figuras na sua vida só demonstram o grande homem que, imagino, foi.

 

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Dito isto, resta-me recomendar que, caso passem por Banguecoque, possam também visitar o Bangkok Art and Culture Center (BAAC), com ligação ao sky train e com toda a luz, conforto, criatividade e ausência de hordas de gente de que todos precisamos para sermos felizes numa galeria de arte!

 

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Os meus sítios favoritos na Tailândia #2: Koh Samet

*Recentemente, tenho partilhado aqui no blogue os meus sítios favoritos na Tailândia, de forma a que eu mesma tenha mais uma fonte para memória futura e possa também deixar online algumas recomendações a quem estiver interessado em visitar o país. Muitos dos meus sítios favoritos na Tailândia são pouco conhecidos ou menos valorizados pelos turistas, por isso nem sempre são as escolhas mais óbvias de quem procura locais interessantes para visitar.

 

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Infelizmente, não consegui visitar nem metade dos locais na Tailândia onde gostaria de ter ido enquanto cá vivi. Não fui a Phuket, nem a Krabi, nem a Chiang Mai ou Chiang Rai, não fui ao Este do país... Não visitei muitos parques naturais, nem visitei uma reserva de elefantes. Não fiz quase nada de turístico fora de Banguecoque, mas, pelo menos, visitei um dos meus sítios favoritos na Tailândia não uma, mas quatro vezes: a ilha de Koh Samet. 

 

 

Fui a Koh Samet pela primeira vez em Julho, com a minha avó*. Desde então, fiquei apaixonada. Já regressei uma vez com os meus colegas de trabalho, outra com o meu pai e outra com a minha tia. Quando um casal de amigos portugueses me visitou, não pude ir com eles porque tinha trabalho, mas não descansei enquanto não os convenci a passarem uma noite na ilha.

 

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Koh Samet é uma ilha a cerca de 200km a sudeste de Banguecoque e tornou-se um dos meus sítios favoritos na Tailândia por muitos motivos. O primeiro é ser considerado um parque natural, por isso os recursos naturais encontram-se bem conservados, não há lixo em lado nenhum, os edifícios são baixos, só vemos verde num lado e azul do outro. Os restantes estão provavelmente relacionados com a beleza desses mesmos recursos naturais, da água que é transparente, calma e morna, da areia que é fina e do nascer e pôr-do-sol inesquecíveis (excepto quando chove, disso é que eu não gosto).

 

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Não, esta foto não tem mesmo filtros nenhuns, o nascer do sol é mesmo assim, com estas cores cinza que se vão levantando a pouco e pouco, para dar lugar ao verde, azul e amarelo.

 

Devido a todas estas condições, uma pessoa fica a sentir-se relaxada, em paz com o mundo. Sempre que vou a Koh Samet, esqueço-me do bulir constante de Banguecoque, do calor húmido insuportável no meio da cidade, do smog, dos gases, das multidões. Na cidade, o sol nem queima, mas, quando saio, sinto a pele e o nariz a desbloquear. Além disso, sente-se uma corrente de fresca a toda a hora que lembra a Primavera em Portugal.

 

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A ilha de Koh Samet só é alcançável de barco, obviamente, mas há varios tipos de barco! Há barcos grandes e lentos, que mais se parecem com barcos de pesca, traineiras, e há speedboats (lanchas) de vários tamanhos (mais caros, mas rápidos). Já experimentei as duas modalidades e gosto sempre da experiência. Podemos ir do continente à ilha em estilo James Bond ou em estilo cruzeiro. Os barcos grandes podem pertencer aos hotéis (deixando-nos "à porta") ou a negócios de transporte (deixando-nos no porto principal, no Norte da ilha). Os speedboats deixam os passageiros onde for necessário.

 

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Devido aos 100km de costa, há praias em Koh Samet para todos os gostos. Mais a Norte, ficam as praias para quem gosta de festas e discotecas. Quanto mais para Sul andamos, mais silenciosas e intocadas as praias se revelam. Já estive numa das praias do Norte (Hat Sai Kaew) com os meus colegas, mas recomendo e vou sempre para a mesma praia (Ao Wong Deuan) com a minha família. 

 

Se visitarem a Tailândia, mesmo que só tenham cinco dias ou uma semana, tirem dois para visitar Koh Samet. Ficarão com a experiência de ver alguma flora do país, recursos naturais, praias paradisíacas (água morna e turquesa, ar fresco, areia clara e fina) e silêncio... para cortar uma visita hipotética a Banguecoque, com todo o buliço incluído. 

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*Há 20 anos, a minha avó foi a Cuba com a minha tia. Durante estas duas décadas, tive de ouvir "Cuba é que foi; quem me dera poder levar-te a Cuba, Beatriz!". Quando a minha avó pôs os pés na água e na areia de Koh Samet, recebi um dos melhores presentes de sempre, que cumpriu uma das minhas missões de vida: ouvi-la dizer "isto é melhor do que Cuba". 

Os meus sítios favoritos na Tailândia #1: Octave Rooftop Lounge & Bar, Banguecoque*

 *A partir de hoje, vou partilhar aqui no blogue os meus sítios favoritos na Tailândia, de forma a que eu mesma tenha mais uma fonte para memória futura e possa também deixar online algumas recomendações a quem estiver interessado em visitar o país. Muitos dos meus sítios favoritos na Tailândia são pouco conhecidos ou menos valorizados pelos turistas, por isso nem sempre são as escolhas mais óbvias de quem procura locais interessantes para visitar.

 

Estão a ver o actual cabeçalho do blogue (se estão a ler este post no futuro, refiro-me a esta foto)? É parte do Oeste do centro de Banguecoque, onde os edifícios são mais altos, onde se vê a linha de skytrain, onde o pôr-do-sol acontece por trás do cenário urbano, onde se vê o verde, o branco, todos os tons de cinzento da Big Mango e arredores. E de onde tiro as fotos que vos apresento de seguida? Dum dos meus sítios favoritos na Tailândia: o Octave Rooftop Lounge & Bar.

 

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Esta deve ser a minha vista favorita da cidade de Banguecoque. É muito mais confortável estar a vê-la de cima, como um gigante, do que de baixo, como uma entre milhões de formigas e imenso trânsito. Assim, até parece uma cidade bonita. Dum lado, os (mais ou menos) arranha-céus. Do outro, os subúrbios ainda verdes. O céu cheio de recortes de nuvens, nuns dias vermelhas e escassas, noutros indistinguíveis na massa enegrecida de chuva.

 

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O Octave Rooftop Lounge & Bar (ou apenas Octave) fica nos 45º a 49º andares do hotel Marriott, na Sukhumvit Road, soi 57 (soi significa beco em tailandês, e todas as estradas/avenidas dividem-se em becos em número infinito). Fica no centro da cidade, nesta que é uma das avenidas mais conhecidas, movimentadas e trendy, onde se concentram tanto zonas residenciais como parte dos serviços, comércio local e centros comerciais mais famosos. O Octave fica na esquina entre a soi 57 e a estrada principal.

 

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Quando vou ao Octave, peço sempre a mesma bebida: o mocktail chamado "Passion", de maracujá. Se jantarem no Octave ou antes de irem ao bar, tentem que seja algo leve, caso queiram tentar o "Passion", porque é bastante concentrado e doce - super delicioso! Há muitas outras bebidas da casa, alcoólicas e não alcoólicas, vinhos e cervejas para todos os gostos. 

 

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No 45º andar, o Octave tem um restaurante ao ar livre que serve pratos que são mais tapas e aperitivos do que refeições completas. No 48º e 49º andares, é exclusivamente um bar (nunca fui aos 46º e 47º andares, mas suspeito de que tenha um restaurante interior). Cada vez que alguém me vem visitar, tento sempre levá-los ao Octave, porque não tem demasiada gente ou barulho, não fica numa zona impossível de aguentar com trânsito, é comummente desvalorizado por não ser o rooftop mais alto da cidade (o que contribui para um menor número de turistas inconvenientes) e os empregados são duma enorme simpatia. A vista é de ficar sem fôlego, sem obstáculos que nos impeçam de aproveitar uma corrente de ar fresco e o cenário já descrito. 

 

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A certa altura, considerei o Octave não um dos meus sítios favoritos na Tailândia, mas talvez meu sítio favorito (no mínimo, em Banguecoque!). No semestre de Verão, cheguei a ir lá todas as semanas com os meus colegas. Também costumo ir sozinha quando me apetece encontrar um refúgio longe do stress que se sente em baixo, na cidade. Vou pensar, ler e escrever lá para cima, ver as pessoas, os carros e os comboios que passam. Além disso, uma vez que o Octave abre às 17h, é provavelmente o melhor sítio em Banguecoque para ver o pôr-do-sol e aproveitar a happy hour mais silenciosamente (por vezes, quase sem ninguém à volta) e com as bebidas da casa a metade do preço até às 19h. Essa é a razão pela qual todas as fotos que partilho convosco mostram um céu meio encoberto, escurecido ou vermelho.

 

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E pronto, fica aqui esta primeira recomendação de sítios interessantes na Tailândia. O Octave até pode ser uma boa ideia para quem chega a Banguecoque em vôos mais tardios e não sabe onde esgotar a energia do jet lag

 

(Espero que gostem desta nova rubrica!)