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Procrastinar Também é Viver

Blogue sobre trivialidades, actualidades e outras nulidades.

Procrastinar Também é Viver

Blogue sobre trivialidades, actualidades e outras nulidades.

Fónix, que briol!

Prontes, chegámos ao Inverno. E agora é camisolinhas de malha para aqui, sweat-shirts para ali, casacos e mais casacos para acólá... Começa a época da cebola-humana e, o que ainda é mais inesperado é a nossa atitude de surpresa, ano após ano, perante o início da estação fria. Eu incluo-me dentro desse grupo de pessoas (a maioria), que ficam muito abismadas com a primeira baixa radical de temperatura, e ainda fico mais aborrecida por tanto me aborrecer com o briol e a humidade com que os fenómenos climáticos nos presenteiam. Como se já não fosse de esperar...! Há dezoito Invernos que estou nisto, já devia estar habituada! Mas não, ainda me sinto muito ofendida durante os primeiros dias em que os meus pés e as minhas mãos passam de gelados a congelados e em que tenho de andar com os meus dez casacos atrás (isto é uma coisa pessoal, entre mim e o S. Pedro, ou seja lá quem for o santo que manda no clima!).

 

E agora? Se estou preparada para mais seis meses disto...?! Há alternativa?! Pelo menos, que não seja uma que implique comprar um bilhete de ida, para amanhã, e de volta, para Março, rumo ao Brasil ou a outro país do hemisfério Sul, porque dessa já eu me lembrei, só não tenho é capital de investimento.

Gosto #3

Gosto de dias inesperadamente luminosos no Inverno e de sentir o sol fraco na cara. Gosto da brisa tépida que me descongela do meio-gás em que permaneço até aos primeiros sinais da Primavera.

Gosto de dormir com o meu cão aos pés da cama, porque ele me aquece os meus, enquanto o mero facto de o ter perto de mim me aconchega, simplesmente pelo que representa o calor de outro corpo.

Gosto de abraços, porque aquecem, não só o físico, como também o coração, enquanto transmitem uma ternura que só quem nos é querido consegue transmitir. Pela mesma razão, gosto igualmente de dar as mãos (e as minhas estão sempre geladas!).

Gosto de beijos que incendeiam o ego e arredores, sejam breves, longos, ocasionais, repenicados, imprevistos, imprevisíveis, pedidos ou roubados. Aliás – toda a gente gosta.

Enfim, gosto da luz, do calor e do fogo.

 

(Já começa a estar frio.)

Lluvia, ¿porqué no te vas?

Hoje, iniciei a minha rotina matinal, às 6h da manhã, analisando a roupa que escolhi ontem para vestir. Não servia - demasiado fresca e permeável. Troquei de conjunto. E outra vez. E outra. E outra. Depois veio o drama dos sapatos. Que sapatos??? Ténis, pensei. Haveria de ser a escolha mais sensata, dada a carga de água que caía lá fora e as poças que fazia. Porém, à custa destas "escolhas sensatas", passei um calor dos diabos durante todo o dia e, mesmo agora, a circulação dos meus pés ainda não regressou ao seu estado normal (morre, meia-estação, morre!).

Como uma desgraça não vem só, o chapéu-de-chuva que a minha tia me emprestou estava, afinal, avariado e os ex.mos senhores automobilistas juntaram-se à conspiração e decidiram que as passadeiras à saída do Metro da Cidade Univerisitária só servem para enfeitar. O quê??? Uma mocita aflita, em pleno confronto com um chapéu-de-chuva defeituoso, com uma mochila e uma lancheira enormes e pesadíssimas às costas??? 'Bora mas é fazer-nos à estrada, que pelo menos o pessoal vai aqui dentro do carro e a chuva é para os parvos. Escusado será mencionar o estado em que cheguei à faculdade.

Por fim (não finalmente, que nem dez horas da manhã eram), a seguir à aula de Espanhol, chegou o meu salvador (uma salva de palmas para os namorados atenciosos!), que respondeu ao meu apelo de socorro e me levou UM CHAPÉU-DE-CHUVA DECENTE. AAAH!!! E é de frisar que, apesar de quase ter sido derrubada por várias rajadas de vento ao longo do resto do dia, NUNCA MAIS VOLTOU A CHOVER, CANECO.

Com isto, apenas quero concluir que gosto muito de chuva, mas só quando me encontro sã e salva debaixo do tecto da minha rica casinha, a ouvi-la cair no telhado e nada mais.

como um cão molhado

Hoje, choveu a potes. Ou a cântaros. Ou a barris.


Choveu tanto que cheguei a casa a cheirar a cão molhado, com o cabelo a sofrer a miséria da humidade, ondulado tornado encaracolado, franja escorrida, corpo esfriado a precisar de ir à máquina de secar a 160ºC e um sono de tartaruga. Pensei estar a chocar alguma. Afinal, acho que não, felizmente.


Mas ninguém que goste da chuva como eu gosto merece levar com toda a sua fúria em cima! Já me chega o frio de enregelar fornos, obrigadinha!

como um cão molhado

Hoje, choveu a potes. Ou a cântaros. Ou a barris.

Choveu tanto que cheguei a casa a cheirar a cão molhado, com o cabelo a sofrer a miséria da humidade, ondulado tornado encaracolado, franja escorrida, corpo esfriado a precisar de ir à máquina de secar a 160ºC e um sono de tartaruga. Pensei estar a chocar alguma. Afinal, acho que não, felizmente.

Mas ninguém que goste da chuva como eu gosto merece levar com toda a sua fúria em cima! Já me chega o frio de enregelar fornos, obrigadinha!

caro Outono,

Oh meu grandessíssimo sacana, mas que raio de frio é este? Uma pessoa aqui de perna ao léu, que se lixem as calças, e toma lá uma corrente de ar, outra ali e uma terceira acolá, atchim?! Meu amigo, com a chuva vivo eu bem, que gosto do som dela no telhado e da inspiração que me traz e das botas que posso usar (e que ainda tenho de ir comprar) e do céu mais escuro, tão acolhedor. Mas frio?! Que raio de ideia é essa? Onde andam as folhas secas a cair das árvores e os senhores das castanhas? Onde anda a estação intermédia? É que, da última vez que confirmei, ainda só era Outono, não Inverno... Manda lá a chuvinha que quiseres, a trovoada também sabe bem, menos temperaturas inferiores a 20ºC, sim? Por estas bandas, ainda se quer dormir de t-shirt e cuecas, ai, ai, sou alérgica a calças.


 


Passar bem... mal!


Beatriz

caro Outono,

Oh meu grandessíssimo sacana, mas que raio de frio é este? Uma pessoa aqui de perna ao léu, que se lixem as calças, e toma lá uma corrente de ar, outra ali e uma terceira acolá, atchim?! Meu amigo, com a chuva vivo eu bem, que gosto do som dela no telhado e da inspiração que me traz e das botas que posso usar (e que ainda tenho de ir comprar) e do céu mais escuro, tão acolhedor. Mas frio?! Que raio de ideia é essa? Onde andam as folhas secas a cair das árvores e os senhores das castanhas? Onde anda a estação intermédia? É que, da última vez que confirmei, ainda só era Outono, não Inverno... Manda lá a chuvinha que quiseres, a trovoada também sabe bem, menos temperaturas inferiores a 20ºC, sim? Por estas bandas, ainda se quer dormir de t-shirt e cuecas, ai, ai, sou alérgica a calças.

 

Passar bem... mal!

Beatriz