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Procrastinar Também é Viver

Blogue sobre trivialidades, actualidades e outras nulidades.

Procrastinar Também é Viver

Blogue sobre trivialidades, actualidades e outras nulidades.

Paris há três anos

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Estive em Paris há três anos. Foi a minha primeira viagem "de crescida" (será lamechice escrever isto?). Na altura fiquei muito orgulhosa por fazê-la, uma vez que também fui eu que a paguei e organizei. Quero muito lá voltar, depois de algumas outras viagens que ainda me faltam cumprir. Na altura, fui com a Inês e foi muito especial poder ir com ela. Aos 12 anos, combinámos que haveríamos de fazer um cruzeiro aos 18. Foi mais um cruzeiro de avião, mas... água não faltou!

 

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A visita a Versalhes foi a minha parte favorita. Fiquei deslumbrada e fiquei sempre a pensar "e se tivesse ido num dia menos movimentado, será que teria aproveitado mais?". Estava imenso frio e vento, mas esteve quase sempre sol e pudemos visitar todos os sítios que queríamos - e mais alguns, visto que apanhámos uma greve dos aeroportos franceses e ficámos mais um dia ou dois do que o previsto.

 

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Também adorei a Ópera Garnier, mais do que o Louvre, e ainda me sinto ofuscada por tanto ouro, mesmo depois deste tempo todo! Há sítios e imagens que nos ficam na cabeça.

 

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Tenho pensado... como assim, já passaram três anos? Até parece estranho. As viagens quase que servem de marcos na vida. Entre esta viagem e aquela, aconteceu tal e tal. Desde que vim daqui e dali, isto e isto deu-se. Portanto, há que encher a vida de viagens! Para mim, são como os pregos que sustêm as fiadas de eventos na sucessão dos dias. Mal posso esperar pela próxima. Até lá, ficam as memórias das anteriores.

 

E vocês, quais foram, são ou seriam as vossas viagens de sonho?

Até já, Paris! Até já, Europa!

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Fotografia tirada em Abril de 2015, durante a minha primeira viagem a Paris.

 

Fui uma sortuda por ter tido a oportunidade de visitar Paris no início deste ano. Terá sido uma das últimas boas alturas para viajar nesta década, principalmente para uma grande capital europeia.

Estive em Paris em Abril. Em Janeiro tinha acontecido o atentado ao Charlie Hebdo, mas foi principalmente a partir do Verão que a tensão entre a Rússia e a Ucrânia atingiu o seu auge, e que mais ameaças de bomba começaram a sentir-se por todo o continente, e que mais aviões começaram a cair. Depois da última sexta-feira, 13 de Novembro, creio que Paris não voltará a ser a mesma durante alguns anos, talvez nem a Europa. Alterou-se o contexto. Alterou-se a paisagem. Pelo menos, sei que tão depressa não viajarei de avião, ou para outra grande cidade, com a mente despreocupada e despovoada de pensamentos negativos e lembranças das imagens que tenho visto na televisão. Se em Abril já tentei evitar ajuntamentos grandes de pessoas em Paris, nos próximos meses nem sequer tencionarei sair de Portugal. Ainda bem que me enchi de viagens antes desta realidade se revelar: Frankfurt, Riga, Paris, Bruxelas, Edimburgo, Newcastle...

Tive muita sorte em ter conhecido todas estes centros europeus e Paris no fim de uma época de relativa segurança garantida. Após os ataques ao Bataclan, após essa ameaça ao estilo de vida e aos ideais franceses de arte, cultura, fraternidade, igualdade e liberdade, a cidade terá já adoptado um comportamento social que não o original. Aliás, duvido que alguma cidade da Europa se volte a sentir 100% segura de ora em diante (já não sentia, devido aos acontecimentos das últimas décadas, só que o pessoal já se tinha quase esquecido que o terrorismo chega a todo o lado).

Ir a Paris por 200€ (ou menos) #1

Depois de alguns pedidos e da resposta positiva à sugestão que deixei no fim da publicação "1 semana em Paris!", o prometido é devido e cá nos encontramos para uma partilha de dicas acerca de como viajar sem gastar muito dinheiro. Neste caso, venho contar-vos como consegui ir a Paris por 200€.

Ainda ontem, na aula de Cultura Visual, a minha professora fez uma observação que em tudo é verdadeira: a geração mais nova, aí dos 15 aos 35 anos (se tanto), já faz parte de uma categoria de turistas bem diferente àquela a que pertencem os nossos pais. A nova geração é a dos viajantes backpackers, ou seja, dos turistas de mochila às costas, que querem é viajar e conhecer sítios novos, ainda que sem quaisquer luxos ou comodidades associadas à viagem e estadia. Não é tão verdade? É, sim senhor. Somos a geração low cost, desde a Primark até à Easy Jet, passando pelo Self Discount do Jumbo e pela Hora H da Feira do Livro de Lisboa.

Adiante, que se faz tarde. Seguem-se umas quantas dicas sobre como ir a Paris por 200€ (ou menos)!

Aviso já que o texto será longo - e apenas sobre a viagem de avião e o alojamento, com continuação noutra publicação (alimentação+circular na cidade).

 

Um dia monto uma agência de viagens!

 

1. Reservar um vôo

Em vez de perderem tempo a consultar o site de cada companhia aérea de cada vez, recomendo-vos o Sky Scanner, uma espécie de motor de busca de vôos operados por todas as companhias e mais algumas.

 

 

1 semana em Paris!

Eis que voltei, eis que voltei de Paris! Quer dizer, já voltei há mais de 48 horas, mas vejo-me sempre obrigada a dar tempo ao tempo, numa espécie de recuperação dos hábitos na situação pós-viagem: matar saudades da minha casa, estar com a minha família, ver e rever as fotos com eles, distribuir os souvenirs... e, é claro, pôr o estudo em dia - este último, principalmente, porque...

Acabei por ficar em Paris mais dois dias do que o previsto, devido à greve dos controladores aéreos em França de 8 a 9 de Abril. Não veio nada a calhar este imprevisto, mas por acaso conseguimos os últimos dois lugares no vôo de dia 10 e, sabe-se lá como, vagas de última hora, com um preço em conta, no hostel onde que estávamos alojadas (foi incrível, visto estar com os quartos quase todos ocupados). Eu e a Inês não nos atrapalhámos, mas os gastos extra repentinos e dois dias de aulas perdidos, mais um teste a que ela faltou, não nos deixaram propriamente animadas.

Seja como for, eis o resumo da nossa viagem a Paris, de que gostámos bastante!

 

Dia 1: chegada a Paris à hora de almoço, seguida de sightseeing, com ponto de partida nos Champs de Mars/Torre Eiffel. Ainda tínhamos reservado um cruzeiro pelo rio Sena, mas não conseguimos aguentar o frio do fim da tarde (que gelo!) e, com muita pena, regressámos ao hostel.

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Dia 2: Palácio de Versalhes, respectivos jardins e "palacetes" Trianon; ao fim da tarde, visita ao Arco do Triunfo (últimas três fotos na última linha), passeio pelos Campos Elísios e, obviamente, à FNAC E À YVES ROCHER DOS CAMPOS ELÍSIOS!!!

 

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Dia 3: Museu do Louvre (Mona Lisa = meh!), Palácio/Ópera Garnier e Catedral de Notre-Dame (esta última, extremamente desapontante, depois de termos entrado em contacto com a grandeza da ópera). Também passámos pelo Quartier Latin, onde fica a Sorbonne. E também uma papelaria e uma livraria com livros em segunda mão, onde eu tinha mesmo, mesmo que parar!

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Dia 4: suposta despedida de Paris, com regresso aos Champs de Mars e à Torre Eiffel, assim como aos Campos Elísios. Ainda tentámos ir aos Invalides, mas a visita do presidente da Tunísia a Paris nesse dia fez com que muitas ruas fossem fechadas - nomeadamente as que rodeavam os próprios Invalides. (Pouco depois de regressarmos aos hostel, recebemos a mensagem que nos avisava do cancelamento do nosso vôo, agendado para a manhã seguinte, devido à tal greve dos controladores aéreos franceses.)

 

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Dia 5: manhã para descontrair no hostel, tarde para visitar os Invalides (encontrávamo-nos demasiado cansadas e com poucos bilhetes de Metro disponíveis, por isso não nos deu para visitar mais nada). O Palácio dos Inválidos foi mandado construir pelo rei Luís XIV em 1670, para dar abrigo e assistência aos inválidos de guerra. Actualmente, é onde está montado o Museu Militar e também onde foi sepultado Napoleão Bonaparte (vá, onde lhe colocaram o sarcófago com as suas cinzas), assim como muitas outras figuras ilustres da história francesa (militares, na sua maioria).

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Dia 6: estudar e procrastinar. Já nem tínhamos mais bilhetes de Metro.

Dia 7: regressámos à mui querida terrinha de Portugal, depois da ilustre visita à civilização. Finalmente, pudemos comer uma refeição sem ser fast food, bolachas ou comida de microondas!

 

Em breve: "Como visitar Paris com 200€". O que acham?

Eu, a Inês e Paris, com 200€

Eu e a Inês conhecemo-nos há 14 anos, neste preciso dia, 3 de Abril, só que de 2001 e não de 2015. Tínhamos cinco anos. Ou seja, há três quartos das nossas vidas que a Inês me atura - e sim, tem sido mesmo "aturar".

Enquanto ela é a amiga mais passiva, a que escuta e a que aguenta, eu sou a amiga dramática, com um feitio mais esquisitinho, que era quem decidia a que é que se brincava, onde e quando. A Inês é assim uma espécie de santa que aguentou muita coisa dos meus 5 aos 15, ou até mais (entretanto, passaram-me as estupidezes várias com que a atormentava), aquela que tem ar de quem não faz mal a uma mosca, e não faz mesmo, é a amiga que me arranjava álibis na minha idade parva, a amiga que assiste às conversas porcas do resto do grupo e que fica só a rir, é a amiga a quem os meus cães já não ladram, é a amiga que vai comigo à casa-de-banho há mais tempo.

Quando eu e a Inês tínhamos para aí treze anos, prometemos uma vez que iríamos fazer juntas um cruzeiro ou uma viagem qualquer para celebrar a nossa maioridade e blá blá blá, essas tretas foleiras que as miúdas congeminam. Por isso, foi realmente uma coincidência que, no início deste ano, a Ryanair tenha feito uns descontos simpáticos nos bilhetes de avião, que eu tenha escolhido Paris e que a Inês tenha aceite de imediato a proposta com um "sempre quis ir lá!". Pelo meio, também convidei outros amigos, mas nenhum acabou por confirmar, por isso vamos mesmo só nós as duas.

E quando iremos???

Já amanhã. Paris por menos de 200€, durante quase 5 dias, um pequeno milagre em que as pessoas a quem tenho contado não acreditam (mas que é possível, amigos, com muita organização antecipada e sentido de oportunidade!).

Ultimamente, tenho andado muito atrapalhada com mil e uma tarefas diárias (estudar, trabalhar e estagiar, tirar a carta, ler, continuar minimamente atenta às minhas relações pessoais e às cusquices de Facebook), mantendo-me concentrada e produtiva em todas elas, mas ainda me restam estas consolações que me dou ao luxo de ir tendo (não que haja muito luxo envolvido). Viajar há-de estar sempre na lista das prioridades, sem dúvida, e não caibo em mim de contente pelas oportunidades fantásticas que tenho tido! Trabalho, mas vou gozando!

Tenho pena de não ir com mais amigos, de não levar o Ricardo, de não levar a minha avó... Contudo, ir com a Inês é uma espécie de marco no nosso crescimento, como se fosse um plano esquecido que emergiu das sombras, um ponto da nossa To Do List de vida onde vamos assinalar um "check". Não é fofo? Eu acho que é e só poderia melhorar se mais amigos tivessem aderido a esta viagem meia maluca.

 

 

Nota: aceitam-se propostas de locais a visitar (esqueçam é a Disneyland, que o pessoal não anda a nadar em dinheiro), onde comer bem e barato, onde relaxar um bocadinho com uma marmita, que visitas guiadas escolher, que transportes utilizar, informações acerca de Versalhes, do Louvre, da Ópera, de Notre-Dame, do aeroporto de Beauvais e respectivo serviço de transfer... Já temos muitos planos reservados e em mente, mas a partilha de sugestões é sempre positiva!