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Procrastinar Também é Viver

Blogue sobre trivialidades, actualidades e outras nulidades.

Procrastinar Também é Viver

Blogue sobre trivialidades, actualidades e outras nulidades.

Também já estou em 2015!

Tomei a liberdade de desaparecer da blogosfera durante os últimos três dias, pois estive a ambientar-me a 2015. Quer dizer, se calhar foi mais 2015 que se esteve a ambientar a mim, porque eu entrei em grande. Foi a melhor viragem de ano que alguma vez tive.

Os meus melhores amigos (mais o namorado duma, que já foi iniciado no nosso grupo, a que chamamos Clube das Meias, mas essa história fica para depois) vieram quase todos passar a noite de dia 31 de Dezembro comigo e foi uma animação: supostamente ficariam dois a dormir cá em casa, mas acabaram todos a ligar aos pais a dizer que pernoitariam na minha sala, uns no sofá, outros em colchões no chão e ainda outro na espreguiçadeira do jardim (trazida para dentro, note-se). Um dos meus cães também se quis juntar à festa e a cadela só não conseguiu um buraquinho porque é enorme e já não havia espaço nem para a tartaruga.

Comemos um lanche super ajantarado, ou um jantar alancharado, jogámos ao polícia e ladrão e ao Uno, comemos, dissemos palermices, comemos, vimos o filme The Interview, comemos, depois chegou a meia-noite, comemos camarões, festejámos com a minha avó e a minha tia, demos beijinhos, dissemos lamechices e quem quis brindou e bebeu espumante em copos de plástico.

Acabada a festarola do costume, montámos o acampamento já mencionado, vimos o resto do The Interview, enquanto alguns iam adormecendo, e depois vimos o Má Vizinhança, que é mesmo bom para encher chouriços e resolver querelas quando um grupo de amigos não consegue decidir que estilo cinematográfico agrada a todos. Por fim, já às 5 e tal da manhã, desligámos a televisão e dormimos uns muito chegadinhos aos outros, como só os amigos fofinhos fazem. Só um dos meus amigos é que foi FRACO, não resistiu e acabou por ir para a minha cama no piso de cima, com todas as comodidades a que uma PRINCESA tem direito.

No meu caso, dormi entre o meu amor, o Ricardo, e a minha amiga mais antiga, a amiga que não se recusou a brincar comigo às Barbies no meu primeiro dia de infantário, aquela que nunca me chamou gorda quando eu parecia um lutador de sumo em miniatura, há praticamente 14 anos, a Inês.

2015 começou com um quentinho no coração e um bafo de jovens adultos pouco rebeldes e muito caseiros a pairar na minha casa.

E no dia 1 almoçaram quase todos comigo e só se foram embora à tarde, podres de sono e com saudades das casas deles! YEY!

Já disse que adoro os meus amigos? E a minha avó - OH OH, A MINHA RICA AVÓ - que tem passado os últimos dois dias a lavar cobertores e mantas?

 

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SALDO: 365 dias

   Há quem pense que planear resoluções de ano novo é uma perda de tempo, porque quase ninguém as consegue cumprir, quando chega a altura. Porque é difícil concentrarmo-nos realmente naquilo que sabemos que nos faz falta ou que devíamos fazer para melhorar a nossa vida. Porque, pelo meio, arranjamos novas resoluções que têm de ser concretizadas no imediato. Porque, porque, porque... Desculpas!

   Pessoalmente, acho que só não se cumprem resoluções porque há falta de força de vontade. Se calhar, estou a generalizar injustamente a minha opinião. Ou, se calhar, não. Sei que cada caso é um caso, mas falo com base na minha experiência de observadora. Cá para mim, se alguém deseja mesmo realizar isto, aquilo ou aqueloutro e até tem um largo período para o fazer – não chegam 365 dias? –, o problema está na motivação. Não me venhas com o teu “não estava destinado”, que as coisas não caem do céu, é preciso pôr mãos à obra, sem esperar que te apareçam à frente, por obra e graça da entidade divina em que acreditas.

   Não digo que, de cento e três resoluções, tenhas de as concretizar todas. O que conta é tentar, mas tentar a sério. Com algum esforço (e sorte, porque não?), ainda hás-de riscar metade da tua lista.

   Conselho: não tomes como resoluções objectivos irreais, acerca dos quais tens a plena noção que dificilmente os conseguirás atingir. Começa pelo mais simples, pelo que é prioritário. Traça somente as linhas gerais daquilo que queres fazer com o novo ano que aí vem, porque ele também traz surpresas, e vais precisar de tempo para as apreciar. Não te sobrecarregues com demasiadas responsabilidades, ou a pressão será insuportável e, a culpa por não teres conseguido aguentar, arrasadora. Confia em ti e trabalha para conseguires superar as dificuldades do dia-a-dia. Talvez, no final, te estejam reservadas as vitórias por que tanto esperaste.

   Feliz ano novo! Aproveita-o!

 

10 resoluções anuais

1. Entrar para a universidade (e conseguir uma bolsa de estudo);
2. Arranjar um part-time;
3. Escrever um livro e tentar publicá-lo;
4. Escrever mais crónicas;
5. Ler cinquenta livros;
6. Ganhar mais prémios literários (mesmo que não sejam primeiros lugares, obviamente);
7. Passar menos tempo na Internet;
8. Deixar crescer o cabelo;
9. Ajudar mais nas tarefas domésticas;
10. Beber mais leite.

Despacha-te, Beatriz. Já começou a contar. Chop, chop.

Uma questão de lingerie

Para quem nunca veste umas cuecas novas e azuis nas passagens de ano, nem liga a esse tipo de superstições, tenho tido sempre muito pouco azar ao longo da minha vida. Só o fiz uma vez, já que me ofereceram umas, à laia da experiência. Coincidência ou não, os meses seguintes devem ter sido dos mais infelizes que já tive. Não sei se é de mim que, porventura, poderei ser eu própria um pote de sorte, como aqueles no fim do arco-íris (sem a parte do ouro), mas não me cabe na cabeça como é que uma simples peça de roupa interior nos pode influenciar 365 dias de uma só golfada, principalmente se começamos o novo ano de pijama e sem loved ones por perto, interessados em fazer-nos uma revisão raio-x (ou uma revisão tipo biopsia, operação "arriscada", à vista desarmada).

é bem

De repente, já era 2012.


Entrei no novo ano agarrada ao telemóvel, abstraída da big party que me rodeava, a enviar mensagens fofinhas e a amaldiçoar as respectivas redes de telemóvel dos destinatários por se encontrarem, digamos, entupidas (VODAFONE SUCKS!) e por a resposta do relatório de entrega ser sempre "pausa no envio" (vinte minutos depois, lá recebia notificações de sucesso).


 


Já agora... MAS QUE RAIO DE TEMPO É ESTE EM 2012? ONDE ESTÁ O SOL DE 2011?