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Procrastinar Também é Viver

Blogue sobre trivialidades, actualidades e outras nulidades.

Procrastinar Também é Viver

Blogue sobre trivialidades, actualidades e outras nulidades.

Dúvida existencial de uma filha única

Um dia, hão-de me explicar que raio de feitiço genético anda por aí para, POR NORMA, os irmãos mais novos serem mais bonitos do que os mais velhos. Será que os mais velhos, por serem os primeiros, são as cobaias da "concepção", que a princípio não tem experiência a escolher os melhores genes para moldar o bichinho?

 

Já que eu não tenho uma, partilhem a vossa experiência!

Velhos... estamos a ficar velhos!

Aqui me encontram a ter pensamentos de velha. É que nem a minha avó - setenta e um anos em cima daqueles ossos e músculos imparáveis - deve dar por si a tê-los. Como a sua neta. Agora. E durante os últimos dias. Ora fui eu que fiz dezoito anos há umas semanas, ora amanhã é a minha melhor amiga (aquela!, a que conheci no meu primeiro dia na pré-primária), ora é a outra que já vai para o segundo ano da faculdade, e o outro que fez vinte anos na segunda-feira, mais o meu namorado, ainda ontem... Como é que, parecendo tão de repente, chegámos onde chegámos e inaugurámos esses abstractos e enormes conceitos de "futuro" e "projecto de vida"?

 

Porém, a questão principal é esta: a partir de que idade é que ultrapassamos o limite máximo da infância e passamos à idade adulta? Com dezoito, dezanove e vinte anos, continuo a ver-me a mim e aos meus amigos como criancinhas tardias, miúdos e miúdas com vários direitos que ainda lhes são estranhos, assumindo responsabilidades de gente grande, responsabilidades para a vida, mas que continuam a fazer caretas uns para os outros, a berrar no meio da rua, a borrar a cara com gelado, a organizar festas de pijama e a não querer comer os legumes e a sopa. Estamos naquela fase em que, embora já não brinquemos com bonecos, ainda temos vontade de (voltar a) permanecer na ignorância acerca de determinados factos da vida e da sociedade e de continuar a depender do papá e da mamã para isto e para aquilo. Desconhecemos a nossa própria condição.

Este é o momento em que me sinto questionar cada vez com mais persistência o que se seguirá depois do "agora". Calculo que não seja a única. Penso que, no geral, havemos todos de passar por certas ocasiões decisivas para os nossos percursos pessoais em que qualquer alternativa por que possamos optar nos pareça susceptível de ser "a tal". Queremos seguir em frente e descobrir o que aí vem, desejando simultaneamente arranjar tempo para poder tentar e errar e voltar a tentar qualquer uma das opções que se nos apresentem.

É como se voltássemos àquelas reuniões de família aborrecidíssimas em que nos isolávamos por não nos identificarmos com ninguém - nem com os nossos primos mais novos, nem com os nossos pais, tios e avós. Se nos identificarmos, sequer, com as nossas pessoas, já vamos com sorte! Aí é que deve residir a resposta às minhas questões: seremos sempre crianças ou adultos, ou um misto dos dois, enquanto quisermos e quando melhor nos aprouver. No imediato, não encontro outra possibilidade...

Só têm até amanhã!

Com mudanças de Sapo para Blogger, e de Blogger para Sapo, até parece que nos perdemos... Mas não! Portanto, nada de se esquecerem de responder, até AMANHÃ (ou hoje, uma vez que já passa da meia-noite), à pergunta que foi colocada há cerca de dois meses no Facebook (o pódio do blogue estava avariado): "o que atrai mais rapaz/homem no corpo de uma rapariga/mulher?". Basta seguirem esta ligação e clicarem nas opções com que mais se identificarem. Nada de sentimentalismos, ok? Isto é apenas um estudo pseudo-científico cujo objectivo é esclarecer o sexo feminino e fazer um levantamento do que temos que trabalhar mais este Verão no ginásio e mostrar mais na praia (ou esconder, sabe-se lá). Toca a mexer os dedinhos, minha gente!