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Procrastinar Também é Viver

Blogue sobre trivialidades, actualidades e outras nulidades.

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Ai querem festejar a poesia?

E, hoje, além de se iniciar uma nova Primavera (aqui na zona não é de certeza, que mais parece que anda o Diabo à solta), o meu pai e mais duas amigas minhas fazerem anos e ser, igualmente, o Dia Internacional Contra a Discriminação Racial (acabei de ver isto no Google), também se festeja o Dia Mundial da Poesia. Yeeeey! Portanto, como já nem o faço há bastante tempo, partilho convosco um poema da minha intelectualíssima autoria, cof, cof. É, por sinal, extremamente feliz, e vocês hão-de apreciar a sua festividade. 



QUANDO O POETA MORRE 


Diz que foi da poesia que ele se matou, 
estrangulado pela paixão, enterrado em letras, silêncios 
prolongados e mudo de amores não correspondidos.
Era um sofredor à moda antiga, de antiga lucidez 
e foi a loucura que o levou, coitado… 
Era pouco amado, o homem que juntava sonhos nas entrelinhas, 
falaciando sobre flores, tetos de estrelas, contando tristezas! 
Ai, que triste Fado o dele!, chorou o povo que o perdeu. 
Lágrimas não o trazem, lágrimas não o esquecem, 
mas por vezes parecem sufocadas de conveniência.

[2012]

eu, prodígio (cof, cof)

[O poema que se segue foi escrito por mim, segundo me lembro, por volta dos oito anos - e encontrado hoje à tarde, no meio da papelada cá de casa. Já nessa altura mostrava uma queda para o dramatismo e para o romance barato de faca e alguidar. Nem vou referir o meu emergente talento, coisa mai' linda! A qualidade da imagem não é a melhor, mas a minha digitalizadora também não.]


eu, prodígio (cof, cof)

[O poema que se segue foi escrito por mim, segundo me lembro, por volta dos oito anos - e encontrado hoje à tarde, no meio da papelada cá de casa. Já nessa altura mostrava uma queda para o dramatismo e para o romance barato de faca e alguidar. Nem vou referir o meu emergente talento, coisa mai' linda! A qualidade da imagem não é a melhor, mas a minha digitalizadora também não.]

mais da mesma gabarolice

Ganhei uma menção honrosa no concurso de criatividade Grande C, categoria de Escrita Criativa, sub-categoria de Poesia!!! (Na vida real, uma exclamação destas valeria um colapso dos pulmões por falta de ar ou qualquer coisa do género, já que, de medicinas, percebo apenas o suficiente para entender a Anatomia de Grey - digamos, NADA.) Portanto, pelo que a ocasião "obriga", decidi mostrar-vos um dos poemas que compõe a colectânea com que ganhei o prémio. Aqui fica:


 


PAIXÃO PRIMAVERIL


Não sei se te amo ou se sei amar,
pois de ti guardo ténues lembranças do que fomos.
Eu era feliz em teus braços (e as fotografias o dizem, o repetem, o lamentam...)
Belos tempos, idos e voltados e enterrados,
mas a beleza éramos nós, não negues.
O meu vestido era verde, a pele ainda fresca do banho,
debaixo dos teus dedos de homem, coração mole de menino...
Que lindo!
Reconhece a felicidade que te dei, pois dei
se em vão ou não, não sei, pouco sei.
Foi curto mas eterno, que dizes tu?
A tua voz ficou presa às paredes, em eco falando,
e o teu aroma suave e juvenil ainda gorjeia, ditando
o que, de ti, jamais esquecerei.