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Procrastinar Também é Viver

Blogue sobre trivialidades, actualidades e outras nulidades.

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Os meus sítios favoritos na Tailândia #2: Koh Samet

*Recentemente, tenho partilhado aqui no blogue os meus sítios favoritos na Tailândia, de forma a que eu mesma tenha mais uma fonte para memória futura e possa também deixar online algumas recomendações a quem estiver interessado em visitar o país. Muitos dos meus sítios favoritos na Tailândia são pouco conhecidos ou menos valorizados pelos turistas, por isso nem sempre são as escolhas mais óbvias de quem procura locais interessantes para visitar.

 

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Infelizmente, não consegui visitar nem metade dos locais na Tailândia onde gostaria de ter ido enquanto cá vivi. Não fui a Phuket, nem a Krabi, nem a Chiang Mai ou Chiang Rai, não fui ao Este do país... Não visitei muitos parques naturais, nem visitei uma reserva de elefantes. Não fiz quase nada de turístico fora de Banguecoque, mas, pelo menos, visitei um dos meus sítios favoritos na Tailândia não uma, mas quatro vezes: a ilha de Koh Samet. 

 

 

Fui a Koh Samet pela primeira vez em Julho, com a minha avó*. Desde então, fiquei apaixonada. Já regressei uma vez com os meus colegas de trabalho, outra com o meu pai e outra com a minha tia. Quando um casal de amigos portugueses me visitou, não pude ir com eles porque tinha trabalho, mas não descansei enquanto não os convenci a passarem uma noite na ilha.

 

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Koh Samet é uma ilha a cerca de 200km a sudeste de Banguecoque e tornou-se um dos meus sítios favoritos na Tailândia por muitos motivos. O primeiro é ser considerado um parque natural, por isso os recursos naturais encontram-se bem conservados, não há lixo em lado nenhum, os edifícios são baixos, só vemos verde num lado e azul do outro. Os restantes estão provavelmente relacionados com a beleza desses mesmos recursos naturais, da água que é transparente, calma e morna, da areia que é fina e do nascer e pôr-do-sol inesquecíveis (excepto quando chove, disso é que eu não gosto).

 

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Não, esta foto não tem mesmo filtros nenhuns, o nascer do sol é mesmo assim, com estas cores cinza que se vão levantando a pouco e pouco, para dar lugar ao verde, azul e amarelo.

 

Devido a todas estas condições, uma pessoa fica a sentir-se relaxada, em paz com o mundo. Sempre que vou a Koh Samet, esqueço-me do bulir constante de Banguecoque, do calor húmido insuportável no meio da cidade, do smog, dos gases, das multidões. Na cidade, o sol nem queima, mas, quando saio, sinto a pele e o nariz a desbloquear. Além disso, sente-se uma corrente de fresca a toda a hora que lembra a Primavera em Portugal.

 

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A ilha de Koh Samet só é alcançável de barco, obviamente, mas há varios tipos de barco! Há barcos grandes e lentos, que mais se parecem com barcos de pesca, traineiras, e há speedboats (lanchas) de vários tamanhos (mais caros, mas rápidos). Já experimentei as duas modalidades e gosto sempre da experiência. Podemos ir do continente à ilha em estilo James Bond ou em estilo cruzeiro. Os barcos grandes podem pertencer aos hotéis (deixando-nos "à porta") ou a negócios de transporte (deixando-nos no porto principal, no Norte da ilha). Os speedboats deixam os passageiros onde for necessário.

 

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Devido aos 100km de costa, há praias em Koh Samet para todos os gostos. Mais a Norte, ficam as praias para quem gosta de festas e discotecas. Quanto mais para Sul andamos, mais silenciosas e intocadas as praias se revelam. Já estive numa das praias do Norte (Hat Sai Kaew) com os meus colegas, mas recomendo e vou sempre para a mesma praia (Ao Wong Deuan) com a minha família. 

 

Se visitarem a Tailândia, mesmo que só tenham cinco dias ou uma semana, tirem dois para visitar Koh Samet. Ficarão com a experiência de ver alguma flora do país, recursos naturais, praias paradisíacas (água morna e turquesa, ar fresco, areia clara e fina) e silêncio... para cortar uma visita hipotética a Banguecoque, com todo o buliço incluído. 

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*Há 20 anos, a minha avó foi a Cuba com a minha tia. Durante estas duas décadas, tive de ouvir "Cuba é que foi; quem me dera poder levar-te a Cuba, Beatriz!". Quando a minha avó pôs os pés na água e na areia de Koh Samet, recebi um dos melhores presentes de sempre, que cumpriu uma das minhas missões de vida: ouvi-la dizer "isto é melhor do que Cuba". 

TOP 4 de Vestimenta de Banho Inadequada

Entretanto, parece que chegou o Verão (mais nuns dias do que noutros) e, com ele, as pessoas que não conseguem ver o desastre que é a sua vestimenta de praia e piscina. Um horror, um horror! Já não chega vestirem-se mal no resto do ano, ainda têm de nos vir arruinar as vistas em período estival??? Era só o que mais faltava! Infelizmente, é inevitável depararmo-nos com estas figurinhas um pouco por todo o areal, um pouco por toda a espreguiçadeira ou toalha. Não há como combatê-los, pois são mais que as mães, já diz o povo. Seja homem ou mulher, às vezes ainda amostra de bicho, o vírus da Vestimenta de Banho Inadequada atinge toda a população, não olhando a sexo ou a idade.

 

Aqui vai o meu TOP 4 de casos que precisam urgentemente de aconselhamento…

 

1. O senhor de meia-idade que recusa a crescente flacidez da sua genitália, envergando uns miiiiiiiiiiiiiiiiiini-calções meeeeeega apertados, que a deixam toda à vista (e, como se não bastasse, decide fazer o pino na água, agitando o que Deus lhe deu de menos agradável exactamente à nossa frente) – eu acho que este é o pior de todos os exemplos que poderei vir a dar, por mais que não seja por atentar contra a sanidade do mais pacífico dos veraneantes que tente desfrutar da combinação céu azul/água límpida/eventual murmurar das ondas. Não é, de todo, agradável, mesmo para a mulher deste senhor, atrevo-me a afirmar. Além disso, a praia e a piscina estão plenas de criancinhas inocentes que dispensam este freak show. Se não deixam os vossos rebentos ver a SIC Radical a partir das 22h, também devem fazer alguma coisa que impeça a espécie acima referida de se exibir em tais preparos num local público. A sério… FAÇAM ALGUMA COISA! (Nota: apesar de, nos casos mais jovens, não existir quase nenhuma flacidez, matenham-se igualmente longe do spandex, se faz favor! O spandex não fica bem a NINGUÉM - nem aos nadadores, se é o que eles pensam...)

 

 

 2. A senhora/rapariga inacreditavelmente obesa, 96% de celulite no corpo, que vive na ilusão de que um biquíni, justo ou largo, a favorece – este caso é o pão nosso de cada dia. Compreendo que, uma vez que o biquíni de duas partes há muito tenha sido vulgarizado na nossa sociedade, toda a gente o queira usar. Eh pá, é pena, mas nesta situação querer não é poder. Nem dever! O Verão, quando nasce, é para todos, ninguém deve ser proibido de usufruir das suas maravilhas para a saúde, para a mente e para o bronze, mas há que ter em conta se não estaremos a abusar da sorte. Qualquer pessoa está no seu direito de ter o corpo que tem, mais alto ou mais baixo, lingrinhas ou peso-pesado. Contudo, esquecem-se de se vestir adequadamente e isso acaba por penalizá-las. Existem fatos-de-banho para todos os gostos e mais alguns, mais sexies ou mais conservadores, de cores e formatos inimagináveis, na loja do chinês ou nas lojas de marca, a preços favoráveis a qualquer tipo de bolso! Não há desculpa, minha gente! E isto também se aplica àquelas criaturas que, mesmo não sendo obesas, têm um estômago onde caberia uma baleia e se passeiam muito exuberantes como se tivessem abdominais de fada. Façam lá um sacrifício.

 


3. Galdérias (sim, galdérias, que é o que elas parecem!) que usam biquíni de fio dental e/ou parte de cima que mais parece de criança, tamanha é a pequenez da peça – não me venham com conversas sobre a liberalização do corpo e do sexo e sobre cada um ter direito a mostrar-se quase como veio ao mundo quando bem lhe apetecer, que eu não engulo. Há regras para tudo na vida em sociedade e uma delas é apresentar o mínimo de decoro em espaços públicos. Agora, nádegas e silicones de fora, NÃO. E quem quiser ver meninas em trajes menores que se dirija ao clube de strip mais perto de si.

 

 

4. Velhinhas (ou não tão velhinhas) de fatos-de-banho pretos – isso já não se usa, minhas senhoras. Assim como o Romeu está para a Julieta, o Verão está para as cores vivas, sejam viúvas, casadas ou divorciadas. O que interessa é mostrarem que estão cá para as curvas e que devemos aproveitar a vida… COM COR!

 

 

 

A todas estas espécies de veraneantes... Cuidem-se.

É uma sorte isto não se ter tornado um TOP 5 ou um TOP 10. Vamos tentar não o alargar, pode ser?

 

E, agora, outro tipo de informações...

Hoje inagurei a minha época balnear, um pouco mais tarde do que a maioria dos comuns mortais, mas igualmente feliz. O sol estava no ponto, nem muito fraco nem muito forte (ajuda eu ter ido apenas entre as 9 e as 11 horas), a água apresentava-se extremamente gelada (ui, tão raro em Sesimbra, tão raro...!, cof, cof) e saí de lá tão amarela quanto entrei (atendendo ao facto de eu ser meia asiática, esse será o meu estado normal, não se apoquentem, que eu não padeço de nenhuma doença tropical e/ou contagiosa).

 

Já agora, assim como quem não quer a coisa, ligaram-me hoje a avisar que a minha operação ao céu da boca, para começar a puxar o canino que lá tenho preso, anteriormente marcada para dia 1 de Agosto, foi antecipada para AMANHÃ. Ainda com esperança de não ter de sofrer o tormento de estar acordada durante esse grande acontecimento, rezei a todos os santinhos (mesmo àqueles em que não acredito, ou seja, quase todos) para que a anestesia fosse geral mas, adivinhem lá, apesar de eu ser uma piegas (foi o Passos Coelho que nos chamou a todos e, em mim, confirma-se), uma mariquinhas pé de salsa como a minha avó costuma dizer, a anestesia será local (entenda-se, TEMPORÁRIA). 

 

Nada de alarmanços caso não se escreva nada aqui no próximo par de dias - encontrar-me-ei demasiado ocupada a autocomiserar-me acerca do meu sofrimento dentário ou a sorver sopas com carne moida ou papas para bebé através duma palhinha. Façam apenas o favor de me enviar telepaticamente montes de caixas de analgésicos. Agradecida.