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Procrastinar Também é Viver

Blogue sobre trivialidades, actualidades e outras nulidades.

Procrastinar Também é Viver

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desagradabilidades

Comecei a manhã a torcer o pescoço, sabe-se lá como, nem sequer estando a fazer esforço muscular. Dei cabo dos tendões, que só os ouvi gritarem inusitadamente crrrr (rasgão?). Dez minutos depois, pisei em palmilhas de meias uma poça de chichi na cozinha, culpa de um dos meus cães, que anda a sofrer uma horrível crise de incontinência, maior que a das finanças portuguesas. Como quem não quer a coisa, cheguei à escola para imprimir um trabalho a entregar logo a seguir, mas não havia sistema informático disponível em lado nenhum, impossibilitando a simples ligação de um computador a uma impressora. Cada vez mais aflita do pescoço, telefonei à minha avó para me vir buscar antes da segunda e última aula, tamanha era a dor. Esperei por ela no café, onde supus que, através da montra veria passar o carro. Infelizmente, a minha rica avó havia decidido aparecer pelo outro lado da rua e estacionado fora do meu ângulo de visão. Quando dei por ela, levei um sermão de virar bicho. Ainda por cima, parece que estava demasiado bem disposta para quem não conseguia aguentar nem mais uma aula com o pescoço dorido (esqueci-me de chorar e gritar e esventrar-me toda em público, pela estúpida de uma lesão muscular - fica para a próxima!).


 


Uma massagem que me ia arrancando o ombro do resto do corpo e um adesivo que, alegadamente, conserva o calor depois, permaneço incapaz de me coçar, de olhar para direita, de me sentar confortavelmente ou de acenar com a cabeça. Parvalhão do músculo, para não lhe chamar um nome menos agradável. 




(E deu-me para a nostalgia queeniana.)

desagradabilidades

Comecei a manhã a torcer o pescoço, sabe-se lá como, nem sequer estando a fazer esforço muscular. Dei cabo dos tendões, que só os ouvi gritarem inusitadamente crrrr (rasgão?). Dez minutos depois, pisei em palmilhas de meias uma poça de chichi na cozinha, culpa de um dos meus cães, que anda a sofrer uma horrível crise de incontinência, maior que a das finanças portuguesas. Como quem não quer a coisa, cheguei à escola para imprimir um trabalho a entregar logo a seguir, mas não havia sistema informático disponível em lado nenhum, impossibilitando a simples ligação de um computador a uma impressora. Cada vez mais aflita do pescoço, telefonei à minha avó para me vir buscar antes da segunda e última aula, tamanha era a dor. Esperei por ela no café, onde supus que, através da montra veria passar o carro. Infelizmente, a minha rica avó havia decidido aparecer pelo outro lado da rua e estacionado fora do meu ângulo de visão. Quando dei por ela, levei um sermão de virar bicho. Ainda por cima, parece que estava demasiado bem disposta para quem não conseguia aguentar nem mais uma aula com o pescoço dorido (esqueci-me de chorar e gritar e esventrar-me toda em público, pela estúpida de uma lesão muscular - fica para a próxima!).

 

Uma massagem que me ia arrancando o ombro do resto do corpo e um adesivo que, alegadamente, conserva o calor depois, permaneço incapaz de me coçar, de olhar para direita, de me sentar confortavelmente ou de acenar com a cabeça. Parvalhão do músculo, para não lhe chamar um nome menos agradável. 

(E deu-me para a nostalgia queeniana.)